Canalização de Córrego Cascavel agride meio ambiente

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O Córrego Cascavel está sendo canalizado no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 quilômetros. Além de trazer prejuízos ambientais, a obra deve contribuir para piora das enchentes que já são recorrentes na região em época de chuva. A bacia do Córrego Cascavel abarca uma área de aproximadamente 42 quilômetros quadrados. O alto curso da bacia localiza-se na região sul do município de Goiânia e abrange setores como Jardim América, Jardim Atlântico e Parque Anhanguera. 

O córrego Cascavel tem grande importância para a Capital e também para a vida do Rio Meia Ponte, principal fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de Goiânia.  A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza afirma que a obra de canalização do Córrego Cascavel causa impacto ambiental grave. “Toda dinâmica do ecossistema em torno do rio é alterada porque após a canalização, não há mais rio”, explica. 

Ela analisa que a canalização do curso do rio e a obra viária nas margens do córrego são apresentadas como uma solução rápida e barata para a cidade, mas não mede os reais impactos ambientais e urbanos da alteração. “É uma proposta que acontece na contra mão do que ocorre nas obras viárias do resto do mundo que cada vez mais passam a considerar os impactos no meio ambiente”.

Enchentes

Maria Ester aponta que a obra deve contribuir para o aumento de enchentes que são recorrentes em épocas de chuva ao longo do curso do Córrego Cascavel. Ela ressalta que o bairro Jardim América é atingido todos os anos por problemas de enchentes causadas pela impermeabilização no solo, principalmente nas Avenidas T-8 e T-9. “Quando você imagina que é um dos maiores bairros em extensão, também é uma das áreas mais asfaltadas da cidade. Isso faz com que a água empoce ou vire uma enxurrada porque ela não é absorvida pelo solo”, explica.

A conselheira do CAU-GO afirma que a canalização do Córrego Cascavel causa inundação das suas bordas e amplia erosões no seu entorno. O volume de águas que corre em suas calhas aumenta consideravelmente e se torna um potencial causador de problemas ao longo do curso d’água. “Pode derrubar pontes, aterros, aumentar enxurradas e causar muitos danos por onde passa”, aponta. 

Meio Ambiente

A arquiteta e urbanista ainda afirma que após sofrer o processo de canalização, o curso d’água passa a correr em uma espécie de ‘calha’, toda a vegetação em volta dele é desmatada e a topografia da região sofre alteração brusca com destruição do microclima local. “O rio atrai animais, sua vegetação ciliar mantém o microclima e ajuda na manutenção de índices de permeabilidade que previne as enchentes”, diz. 

Maria Ester ressalta que ao retraçar o desenho de um rio por meio de calhas, todos os benefícios da existência do curso natural de água desaparecem. “Estão fazendo o contrário do que deve ser feito com os rios urbanos que é manter suas matas ciliares originais, replantar e recuperar o que foi degradado, afastar as construções próximas ao seu curso e evitar ligações de esgoto e lixo”, pontua. 

A canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é composto por uma estrutura de concreto armado feita com segmentos com 19,98 metros de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas. O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 metros cúbicos por segundo e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 centímetros para o topo das paredes do canal.

Estudos de impacto ambiental podem ser encomendados  

A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza, afirma que a legislação brasileira permite que os estudos de impacto ambiental de obras públicas sejam encomendados pelas próprias empresas que conduzem as obras em licitações. “O órgão municipal deve analisar a competência dos estudos, mas no caso de obras viárias, as prefeituras também estão interessadas que ela sejam feitas de forma rápida”, afirma. 

Instrumento importante para redução de prejuízos ao meio ambiente decorrentes de obras de infraestrutura, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é uma condição para o licenciamento de uma série de obras. De acordo com resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) destacam-se obras de saneamento, irrigação e drenagem, incluindo a canalização de córregos urbanos e a retificação de cursos d’água.

De acordo com a arquiteta e urbanista, esse mecanismo de aprovação de projetos faz com que muitos trabalhos que medem impactos ambientais sejam feitos às pressas ou de forma a mascarar o verdadeiro dano ambiental causado pela obra. “Em Goiânia temos vários exemplos de obras cujos estudos foram feitos de forma parcial ou à revelia, em favorecendo a construção de prédios, vias e edifícios em áreas de proteção ambiental e nascentes de rios”, pontua. Ela cita a obra da duplicação da Rua da Divisa, no Setor Jaó, como exemplo.

A equipe do jornal O Hoje entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Goiânia e requisitou os Estudos de Impacto Ambiental da obra da canalização do Córrego Cascavel, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Licitação

A empresa Sobrado Construções Ltda venceu a concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

Orçada em R$ 25.349.847 a licitação foi fechada por R$ 18.961.679, um deságio de mais de 25%. De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 metros a 11,98 metros de largura, com acessos de 6 metros a 6,73 metros de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 centímetros, dividido em uma camada de cinco centímetros de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de cinco centímetros de capa para as vias marginais. 


Parque da Serrinha em Goiânia só existe no papel

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Um ano após acordo entre Estado e Prefeitura, municipalização ainda não aconteceu. 

Repasse precisa ser votado na Assembleia Legislativa de Goiás Quase um ano após um acordo firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Estado de Goiás para municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha, a transferência da área ainda não saiu do papel. Em novembro de 2019, o projeto de autoria do vereador Cabo Senna (Patriota) foi aprovado na Câmara Municipal e encaminhado ao prefeito Iris Rezende (MDB) em uma reunião que contou com a participação de representante da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Agora, o projeto que está com o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisa passar pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para votação dos deputados estaduais.

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano é morador da região há 30 anos. Nas últimas reuniões, ele defendeu a reintegração de posse do local e diz que o desejo é que o parque saia do papel. Ele diz que se reuniu com o presidente da Companhia de Investimento e Parcerias do Estado de Goiás (Goiás Parcerias), Enio Caiado, na semana passada, e recebeu como resposta que a documentação está pronta com o governador. “O parecer da Semad foi favorável à implantação do parque. Além disso, está na mão do juiz o processo de reintegração de posse daquela área, falta apenas ele expedir o mandado”, completou.

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros explica que em 2014 o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) entrou com Ação Civil Pública para que o Estado seja obrigado a desocupar e recuperar a área de preservação permanente (APP). A ação inclusive, já transitou em julgado. “O Estado precisa recuperar porque é o dono da área e o processo de execução está em andamento. O Estado queria que o processo fosse paralisado porque deu entrada na reintegração de posse. Manifestamos, entretanto, para o Judiciário que a recuperação da área pode ser feita independente da reintegração. O magistrado acolheu o pedido”, completou.

O promotor pontua ainda que pela sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), mesmo que o Estado repasse a área para o município, continua responsável pela recuperação ambiental. “É necessária autorização legislativa seja doação ou permuta. O município também terá de justificar porque quer pegar a área. Lembro de exemplos como o Jardim Botânico e o Parque Areião: enquanto não isolou ocupações e o poder público tomou frente, os parques não aconteceram de fato. Não existe justificativa para esta inoperância. A Semad possui técnicos que deveriam elaborar um plano de recuperação e existem recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente que deveriam ser aplicados”

Em nota, a Secretaria de Administração (Sead) afirmou que a área foi abandonada por anos, mas garantiu que a atual gestão está tomando todas as providências necessárias para a reintegração de posse do local. Disse ainda que os ocupantes já foram identificados e existe um processo judicial movido pelo Estado solicitando a retirada das ocupações irregulares.

“Há uma ordem desocupação já expedida, mas, em virtude da pandemia, a execução está temporariamente suspensa. As irregularidades e as ocupações inviabilizam a implantação de políticas públicas e dificultam o processo de destinação para melhor aproveitamento da área”, diz a nota da Sead. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) afirmou que por decisão judicial, o cumprimento do mandado neste processo foi suspenso em razão da pandemia da Covid-19.

Texto foi aprovado pela Câmara em 2019

A transferência do parque começou a ser discutida no início de 2019 e a aprovação do projeto do vereador ocorreu em setembro. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

O projeto, que já existe, é dividido em duas etapas sendo a primeira com cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de fim de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Para esta segunda parte, não há orçamento. 

Em novembro de 2019 uma reunião foi realizada no Paço Municipal, no gabinete do prefeito Iris Rezende (MDB) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na ocasião, estiveram presentes a então superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, o prefeito e o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Ficou decidido na ocasião que procuradores do Estado e do município iriam analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área. 

O prefeito Iris Rezende chegou a dizer que não poderia investir em uma área que não fosse da Prefeitura, sem dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. Disse que o terreno precisava ser de domínio municipal e recomendou que o vereador buscasse junto ao governador Ronaldo Caiado (DEM) uma transferência de domínio para a Prefeitura. “O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, falou na ocasião. 

O morro possuía um projeto de construção de um parque estadual. A ideia surgiu ainda na administração Marconi Perillo (PSDB), em 2018, que chegou a licitar a obra, mas não deu encaminhamento. 

Não há projeto de área em tramitação na Alego

O vereador Cabo Senna, envolvido no projeto de municipalização diz que todos os procedimentos necessários foram realizados com o objetivo de mostrar ao governador a necessidade de transferir a área do parque para a Prefeitura de Goiânia. Ele defende que o Projeto Amigo Verde facilita a adoção do local por parte de empresários, por exemplo. “Conversamos com o prefeito Iris Rezende para que ele encaminhasse um ofício ao governador e que depois projeto fosse encaminhado para votação na Alego”, completou. Procurada por meio da Assessoria de comunicação, entretanto, a Alego informou que não há nenhum projeto neste sentido em tramitação na Casa. 

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros afirma que em 2014 eram poucas famílias residindo no local. O vereador pontua que o número cresce a cada dia. Além de tendas com moradores, há também prática de atividade religiosa. A princípio, a realização de cultos religiosos no topo dos morros, independente do tipo de denominação e de fé, não é proibida, assim como o acampamento de moradores. A questão é saber se há dano ao meio ambiente com a ocupação. 

Elizabeth Pereira, conhecida como pastora Beth afirma que há mais de 10 anos a prática de oração no local é realizada e que há dois anos, começaram um programa de recuperação de usuários de drogas e alcoólatras. Indicada por moradores para falar sobre a ocupação do local, ela diz não saber quantas famílias se instalam atualmente. “Depois que começamos nosso projeto até mesmo a Polícia parou de ter problemas por aqui. Não sei quantas famílias moram aqui, eu não moro, apenas faço meu trabalho de evangelizar. Tem muitas pessoas que dormem aqui porque não têm lugar para morar. Agora na pandemia também estamos tomando cuidados com cadeiras distantes durante o culto, usando máscaras e álcool em gel”

Obras de continuidade da Marginal Botafogo se arrastam há 20 anos

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Há mais de 20 anos a prefeitura tenta terminar de executar o prolongamento da Marginal Botafogo que inclui a pista no sentido Norte-Sul da Marginal, a ponte da Rua 1.018, as alças de acesso à Avenida 2º Radial e a tubulação e canalização do Córrego Botafogo. Faltam 20% para o trabalho ser concluído e a Prefeitura de Goiânia tem expectativa de que a obra seja entregue em novembro.

A primeira tentativa de conclusão do trabalho foi na gestão de Nion Albernaz (PSDB), em 1999. Na época foi feito um contrato de quatro anos, mas o acordo com a Construtora Central do Brasil S/A (CCB) foi encerrado apenas em 2011, depois de 15 aditivos de contrato e exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para abertura de uma nova licitação.

Um novo processo licitatório foi aberto em 2015, na gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), que inaugurou a ponte sobre a Rua 1.018 em sua última aparição pública à frente da Prefeitura de Goiânia. Nesta tentativa de realizar a obra, em 2015, o serviço era estimado para ser finalizado em 15 meses, por um valor de R$ 23,8 milhões.

A empresa CCB, em consórcio com a Elmo Engenharia, responsáveis pela empreitada, deram andamento na obra. A vencedora do processo de licitação alegou falta de verbas para a contrapartida paga pela prefeitura e também do convênio federal. O contrato foi rompido em 2018 para dar agilidade a mais uma licitação. A administração pública optou pela transferência da responsabilidade de abertura do processo para a Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh).

O valor do serviço caiu saiu de R$ 35,46 milhões em 1999 para R$ 11,6 milhões, valor da licitação anunciado em 2019. No entanto o novo edital de licitação foi publicado apenas em maio deste ano com valor estimado em R$ 17,5 milhões. Esta última licitação corresponde às obras de construção da pista no sentido Sul-Norte do prolongamento da Marginal Botafogo entre a Avenida 2ª Radial, no setor Pedro Ludovico, e a Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás.

Contrapartida

Os recursos para a conclusão do serviço são da Prefeitura de Goiânia, em contrapartida ao financiamento obtido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução dos primeiros três setores do Parque Urbano-Ambiental Macambira Anicuns (Puama).

O pagamento da contrapartida do Puama para construção de obras que beneficiassem a Capital já estava prevista, mesmo que elas acontecessem fora da região do parque, que abrange o Córrego Macambira e o Ribeirão Anicuns até seu deságue no Rio Meia Ponte. A obra do prolongamento da Marginal Botafogo é o último trabalho de contrapartida e conclui o ciclo do acordo com o BID. Uma dessas contrapartidas foi a construção de uma escola no Residencial Itamaracá e uma unidade de saúde no Setor Rodoviário.

As obras da pista no sentido oposto, entre a Jamel Cecílio e a 2ª Radial foram liberadas em agosto. Nesta obra também foram contempladas a canalização do Córrego Botafogo e a ponte da Rua 1.018, no Setor Pedro Ludovico. Esta etapa do trabalho foi estimada em aproximadamente R$ 14 milhões e também foi feita em contrapartida do financiamento do Puama. 

Liberação da Jamel Cecílio será até dezembro 

Complexo Viário da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo, obra que é feita em separado dos prolongamentos da Marginal já completou um ano e a Prefeitura de Goiânia alega que deve ser concluída até o prazo estipulado pelo contrato com a empresa responsável pela empreitada, no dia 31 de dezembro. 

A administração do município espera que o fluxo do trânsito na via seja liberado entre novembro e dezembro.A expectativa para a liberação da via antes da conclusão da obra já foi frustrada duas vezes. Em janeiro, a administração do município anunciou que o trânsito no local seria liberado até julho. Findado o prazo, anunciou o fluxo de tráfego para este mês. A via continua interditada.

Em janeiro deste ano, a obra estava com 12% de andamento e a Seinfra anunciou a liberação do tráfego do viaduto para o mês de julho. Naquele mês foi anunciado que o fluxo seria liberado apenas em setembro. Com o trânsito ainda interrompido, a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) afirma que a expectativa da volta do fluxo fica agora para outubro.

No entanto, de acordo com o titular da pasta, Dolzonan Mattos, vários fatores fizeram com que a expectativa fosse frustrada pela primeira vez. Em dezembro de 2019, a chuva foi justificativa pela lentidão dos trabalhos. A Seinfra também culpou uma obra da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para instalar um emissário de esgoto de 400 ml que impediu a instalação das estacas para a construção da trincheira.

Outro motivo de atraso foi o isolamento social causado pela pandemia que reduziu o número de operários em diversas obras públicas, não só no viaduto da Jamel Cecílio. Em julho, a obra sofreu outro transtorno, um dos guindastes que trabalhava no local caiu sobre uma residência em área de invasão da Marginal Botafogo. Por sorte, a casa estava vazia. Houve apenas ferimentos leves em três operários e a empresa responsável pela obra assumiu os custos do acidente.

Estrutura

O complexo viário possui três elementos diferentes de engenharia, no mesmo modelo do que ocorreu no cruzamento da Avenida 85 com a T-63. O elevado, uma rotatória em nível e a trincheira, e cada um deles atenderá a uma das vias atingidas. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; na altura da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória, na rua já existente; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Ao lado do viaduto será construído um monumento de 56 metros de altura, em estrutura metálica no formato de uma mão que dedilharia um violão. A obra será uma homenagem à música sertaneja. Com o viaduto, a Prefeitura de Goiânia busca dar maior fluidez ao trânsito para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo, dando mais acesso a essas duas vias e eliminando o semáforo de três tempos no cruzamento para destravar o fluxo de veículos. 


Calor extremo será cada vez mais frequente, afirma cientista

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Onda de calor poderia ser atenuada com projeto de arborização da cidade, segundo climatologista 

Um episódio de calor atípico atingiu o Brasil nesta semana com temperatura acima dos 40ºC no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste do país. Cuiabá e Campo Grande registraram na quarta-feira, 30, a maior temperatura da suas histórias. A temperatura máxima, confirmada no final do dia pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegou a impressionantes 44,0°C em Cuiabá, um recorde histórico na cidade que registra sua temperatura desde desde 1911. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também teve quebra de recorde com máxima de 40,8°C na tarde da quarta-feira. A estação está operacional desde 1975.

Segundo a MetSul Meteorologia, um dos principais geradores de conteúdo de informação meteorológica do Conesul, a causa da onda de calor foi uma cúpula de calor ou “heat dome” em Inglês, em que uma área de alta pressão em altitude gera movimentos de subsidência (descendente) na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação e cria-se um mecanismo de feedback em que o tempo seco agrava o calor e o calor agrava o tempo seco, gerando ainda maior evapotranspiração.

Segundo dados coletados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura máxima em Goiânia chegou a 39,9ºC na quarta-feira, quando a umidade relativa do ar era de apenas 11%. A MetSul Meteorologia advertiu que o calor com tamanha intensidade em uma atmosfera de umidade muito baixa e ainda com um padrão de estiagem de meses em algumas áreas eleva o risco de fogo a valores críticos e emergenciais com altíssimo número de queimadas no Centro-Oeste.

Extremos cada vez mais frequentes

Gislaine Cristina Luiz pesquisa o clima no Laboratório de Análise da Atmosfera e da Paisagem (Lap) do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade federal de Goiás (Iesa/UFG). Segundo a cientista, a temperatura mínima também aumentando, o que significa que os períodos de frescor da madrugada e noite têm sido reduzidos. O prolongamento da sensação de calor é maior durante o dia.

Existem duas razões para este cenário extremo, diz Gislaine Cristina Luiz. Em parte, a conjunção de fatores naturais explica o período atípico. “Neste período do ano, estamos sob a forte influência da massa de ar que impede formação de nuvens; favorece a elevação das temperaturas; diminui a umidade relativa do ar. Isso tudo é parte da dinâmica climática do Centro-Oeste que nos atinge todos os anos”.

Entretanto, parte da origem do clima extremo é antrópica – isto é, causada por pessoas. Atividades de mudança da cobertura do solo incrementadas pela cidade como a troca da vegetação natural por concreto, asfalto e edificações explicam o aumento da temperatura em áreas urbanas, afirma Gislaine Cristina Luiz. “São materiais cujo aquecimento mediante radiação solar é muito alto. Essa modificação potencializa a ação dessa massa de ar para gerar temperaturas mais elevadas”, justifica.

Somam-se a isso outros fatores, como as queimadas, a agropecuária extensiva, o desmatamento. Gislaine Cristina Luiz afirma: “Associados à dinâmica da sociedade urbana, estes fenômenos potencializam a ação da massa de ar. Temos temperaturas que tendem a atingir recordes que fogem à média histórica, de forma muito rápida e intensiva. Desde nosso recorde em 2015 – 40,2ºC – temos observado ano após ano a tendência de aumento (tanto de temperaturas máximas quanto de mínimas) durante o final do inverno e início de primavera.” 

Consequência e solução
As consequências do aumento da temperatura e diminuição da umidade relativa do ar vão além do desconforto. A impermeabilização do solo nas áreas urbanas e de pastagem ameaçam a oferta de água e tornam eventos climáticos extremos mais frequentes. “Temos de considerar os extremos em várias partes do globo: são furacões intensos, secas intensas, queimadas intensas, chuvas intensas. Vivemos momentos de extremos em todas as partes do mundo, e eles ocorrem em intervalos cada vez mais curtos.”

Gislaine Cristina Luiz pesquisa soluções em nível regional para a questão do aquecimento. Desde 2015, a cientista coleta dados meteorológicos em pontos específicos de Goiânia para subsidiar a análise de soluções para o problema climático na cidade. “A ideia é planejar um projeto de arborização da cidade”, explica a pesquisadora.

“Pelo que nossos dados indicam, as Ilhas de frescor que são os parques não garantem por si só a melhoria da qualidade do ar para toda a cidade. Ao redor dos parques existem ilhas de calor”, afirma Gislaine Cristina Luiz. Segundo ela, é necessário começar a discutir esses dados para criar no nível do planejamento de gestão da cidade um projeto de arborização. “Apenas assim conseguiremos amenizar esses períodos mais críticos de calor.” A cientista lembra que a população deve exigir a qualidade ambiental de seus governantes e representantes, pois esta é uma questão de saúde física e mental. “A questão da qualidade do ar perpassa a questão climática e ambiental. A população tem de recorrer aos gestores para serem trabalhadas políticas que impeçam os efeitos do adensamento urbano”, conclui.

Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor

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Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor. Capital repetiu nessa quarta-feira (7) o dia mais quente em 83 anos, segundo o Inmet. Confira também quando deve chover
  
Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registrou temperatura superior a 40ºC. Se nessa terça-feira (6) a capital marcou 41,1ºC, considerado o dia mais quente dos últimos 83 anos, esta quarta-feira (7) não ficou muito atrás. Os termômetros marcaram às 15h de hoje, no Centro, 41ºC. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás.
    
 A chefe do Inmet em Goiás, Elizabete Alves, ressaltou que a onda de calor histórica que tem atuado em boa parte do Brasil continuará nos próximos dias, prometendo possíveis novos recordes. “A onda de calor geralmente dura em torno de 5 dias, de vez em quando 7. Mas estamos seguindo para 15 dias. É algo macro, atípico e histórico. Poderemos ter sim novos recordes nos próximos dias em Goiânia. Apenas no feriado há uma possível melhora”, reforçou.
      
Essa condição de temperatura elevada por vários dias levou o Inmet a publicar um aviso de grande perigo para Goiás, inclusive com risco de morte por hipertermia, quando há elevação da temperatura do corpo, que não consegue dissipar o calor absorvido. “Essa é uma questão séria e pode acometer mais os idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias”, destacou Elizabete Alves.

Por isso é bom beber bastante água, evitar exposição ao sol por muito tempo e exercícios nas horas mais quentes do dia, além de monitorar a cor da urina. Isso porque a cor mais escura é um sintoma. Mais clara é sinal de hidratação. Outros sintomas são dor de cabeça e transpiração excessiva.

Além desse alerta, o órgão também publicou outro sobre a umidade relativa do ar abaixo de 12%, também de grande perigo e com risco para pessoas com doenças pulmonares. Outras recomendações são para umidificar o ambiente, utilizar hidratantes corporais e evitar bebidas diuréticas, como café e álcool.
      
Quando a onda de calor acaba?
  
A previsão do Inmet é que a onda de calor perca força a partir do próximo sábado (10). É quando uma frente fria vinda do Sul do País, combinada com a umidade vinda da região Norte conseguirá quebrar a massa de ar quente e seco que atua na região Centro-Oeste.

A temperatura começa a abaixar no domingo (11), que tem previsão para 38ºC, e a partir de segunda-feira (12) aí sim há uma melhora significativa, com temperatura na casa dos 34ºC e umidade subindo para algo em torno de 20%.

E a chuva?

Segundo o Inmet, existe possibilidade de chuva já no próximo domingo, com pancadas isoladas depois das 15 horas acompanhadas de rajadas de ventos. Na segunda-feira de feriado de Nossa Senhora Aparecida também há possibilidade de chuva. “E a partir da próxima terça-feira (13) provavelmente entraremos no período chuvoso. Ainda com temperaturas relativamente altas, mas com chuvas mais frequentes”, destacou Elizabete.

UPA Jardim América fica pronta em um mês, diz prefeito de Goiânia

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Unidade foi ampliada para se tornar UPA e garantir atendimento de urgência e emergência na região

O prefeito Iris Rezende (MDB) disse na manhã desta quinta-feira, 8, durante vistoria à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Jardim América, em Goiânia, que o local deve ser inaugurada ainda em novembro. A ampliação do centro de saúde teve início em 2017.

Iris salientou que os servidores que serão lotados na UPA estão sendo preparados para atender a demanda reprimida do local, já que a população do Jardim América e imediações, diante da reforma da unidade, buscava atendimento em outras regiões.

“É uma obra que vai atender a aspiração da população”, disse. “Estamos praticamente triplicando a capacidade de atendimento, com isso podemos atender satisfatoriamente toda a população do Jardim América e regiões circunvizinhas”, apontou o prefeito.

A unidade foi ampliada de Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) para UPA, o que permite atendimento de urgência e emergência, reduzindo a demanda por internação hospitalar. O local também deve contar com centro de especialidade odontológica, além das especialidades médicas.

Governador de Goiás sanciona lei que transforma pit-dogs em Patrimônio Cultural Imaterial

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) sancionou a lei que transforma pit-dogs e gastronomia em Patrimônio Cultura Imaterial do Estado de Goiás. A cerimônia aconteceu na tarde desta quinta-feira (8), no Palácio das Esmeraldas.

“É um momento importante sancionar essa lei”, afirmou Caiado, citando que esses locais se tornaram “um habito para os goianos”. O governador lembrou do costume dos goianos que no fim das atividades frequentam esses estabelecimentos para degustarem da “gastronomia goiana”.

“A importância da lei, é um reconhecimento aos proprietários e funcionários desses estabelecimentos”, completou o governador. De acordo com Caiado, a lei “resgatou a possibilidade do retorna das instalações desses estabelecimentos ”, na Capital.

Para o presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, esses locais contam com segurança e estão localizados em áreas de lazer, o que garante emprego e renda para a população. A lei foi de autoria da deputada estadual Adriana Acoorsi (PT).

Fonte: O Hoje