Canalização de Córrego Cascavel agride meio ambiente

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O Córrego Cascavel está sendo canalizado no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 quilômetros. Além de trazer prejuízos ambientais, a obra deve contribuir para piora das enchentes que já são recorrentes na região em época de chuva. A bacia do Córrego Cascavel abarca uma área de aproximadamente 42 quilômetros quadrados. O alto curso da bacia localiza-se na região sul do município de Goiânia e abrange setores como Jardim América, Jardim Atlântico e Parque Anhanguera. 

O córrego Cascavel tem grande importância para a Capital e também para a vida do Rio Meia Ponte, principal fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de Goiânia.  A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza afirma que a obra de canalização do Córrego Cascavel causa impacto ambiental grave. “Toda dinâmica do ecossistema em torno do rio é alterada porque após a canalização, não há mais rio”, explica. 

Ela analisa que a canalização do curso do rio e a obra viária nas margens do córrego são apresentadas como uma solução rápida e barata para a cidade, mas não mede os reais impactos ambientais e urbanos da alteração. “É uma proposta que acontece na contra mão do que ocorre nas obras viárias do resto do mundo que cada vez mais passam a considerar os impactos no meio ambiente”.

Enchentes

Maria Ester aponta que a obra deve contribuir para o aumento de enchentes que são recorrentes em épocas de chuva ao longo do curso do Córrego Cascavel. Ela ressalta que o bairro Jardim América é atingido todos os anos por problemas de enchentes causadas pela impermeabilização no solo, principalmente nas Avenidas T-8 e T-9. “Quando você imagina que é um dos maiores bairros em extensão, também é uma das áreas mais asfaltadas da cidade. Isso faz com que a água empoce ou vire uma enxurrada porque ela não é absorvida pelo solo”, explica.

A conselheira do CAU-GO afirma que a canalização do Córrego Cascavel causa inundação das suas bordas e amplia erosões no seu entorno. O volume de águas que corre em suas calhas aumenta consideravelmente e se torna um potencial causador de problemas ao longo do curso d’água. “Pode derrubar pontes, aterros, aumentar enxurradas e causar muitos danos por onde passa”, aponta. 

Meio Ambiente

A arquiteta e urbanista ainda afirma que após sofrer o processo de canalização, o curso d’água passa a correr em uma espécie de ‘calha’, toda a vegetação em volta dele é desmatada e a topografia da região sofre alteração brusca com destruição do microclima local. “O rio atrai animais, sua vegetação ciliar mantém o microclima e ajuda na manutenção de índices de permeabilidade que previne as enchentes”, diz. 

Maria Ester ressalta que ao retraçar o desenho de um rio por meio de calhas, todos os benefícios da existência do curso natural de água desaparecem. “Estão fazendo o contrário do que deve ser feito com os rios urbanos que é manter suas matas ciliares originais, replantar e recuperar o que foi degradado, afastar as construções próximas ao seu curso e evitar ligações de esgoto e lixo”, pontua. 

A canalização proposta para esse trecho do Córrego Cascavel é composto por uma estrutura de concreto armado feita com segmentos com 19,98 metros de extensão, interligadas por juntas de dilatação, com fundo plano interligado a paredes verticais com as dimensões projetadas. O canal foi dimensionado para atender a uma vazão de 171,668 metros cúbicos por segundo e tempo de recorrência de 100 anos para pontes e canais em concreto e borda livre aproximada de 38,50 centímetros para o topo das paredes do canal.

Estudos de impacto ambiental podem ser encomendados  

A conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester de Souza, afirma que a legislação brasileira permite que os estudos de impacto ambiental de obras públicas sejam encomendados pelas próprias empresas que conduzem as obras em licitações. “O órgão municipal deve analisar a competência dos estudos, mas no caso de obras viárias, as prefeituras também estão interessadas que ela sejam feitas de forma rápida”, afirma. 

Instrumento importante para redução de prejuízos ao meio ambiente decorrentes de obras de infraestrutura, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é uma condição para o licenciamento de uma série de obras. De acordo com resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) destacam-se obras de saneamento, irrigação e drenagem, incluindo a canalização de córregos urbanos e a retificação de cursos d’água.

De acordo com a arquiteta e urbanista, esse mecanismo de aprovação de projetos faz com que muitos trabalhos que medem impactos ambientais sejam feitos às pressas ou de forma a mascarar o verdadeiro dano ambiental causado pela obra. “Em Goiânia temos vários exemplos de obras cujos estudos foram feitos de forma parcial ou à revelia, em favorecendo a construção de prédios, vias e edifícios em áreas de proteção ambiental e nascentes de rios”, pontua. Ela cita a obra da duplicação da Rua da Divisa, no Setor Jaó, como exemplo.

A equipe do jornal O Hoje entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Goiânia e requisitou os Estudos de Impacto Ambiental da obra da canalização do Córrego Cascavel, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Licitação

A empresa Sobrado Construções Ltda venceu a concorrência pública, do tipo menor preço, para a execução das obras de construção das pistas marginais e de acesso e de canalização do Córrego Cascavel, no trecho entre as Avenidas T-9, no Setor Bueno, e C-12, na Vila Alpes, numa extensão de 1,76 km. O contrato contempla ainda a sinalização horizontal e vertical e a construção de calçadas acessíveis.

Orçada em R$ 25.349.847 a licitação foi fechada por R$ 18.961.679, um deságio de mais de 25%. De acordo com o projeto, a pista a ser construída varia de 9 metros a 11,98 metros de largura, com acessos de 6 metros a 6,73 metros de largura, e camada de revestimento em concreto betuminoso na espessura de 10 centímetros, dividido em uma camada de cinco centímetros de pavimento asfáltico, recoberta por outro camada de cinco centímetros de capa para as vias marginais. 


Parque da Serrinha em Goiânia só existe no papel

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Um ano após acordo entre Estado e Prefeitura, municipalização ainda não aconteceu. 

Repasse precisa ser votado na Assembleia Legislativa de Goiás Quase um ano após um acordo firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Estado de Goiás para municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha, a transferência da área ainda não saiu do papel. Em novembro de 2019, o projeto de autoria do vereador Cabo Senna (Patriota) foi aprovado na Câmara Municipal e encaminhado ao prefeito Iris Rezende (MDB) em uma reunião que contou com a participação de representante da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Agora, o projeto que está com o governador Ronaldo Caiado (DEM) precisa passar pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para votação dos deputados estaduais.

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano é morador da região há 30 anos. Nas últimas reuniões, ele defendeu a reintegração de posse do local e diz que o desejo é que o parque saia do papel. Ele diz que se reuniu com o presidente da Companhia de Investimento e Parcerias do Estado de Goiás (Goiás Parcerias), Enio Caiado, na semana passada, e recebeu como resposta que a documentação está pronta com o governador. “O parecer da Semad foi favorável à implantação do parque. Além disso, está na mão do juiz o processo de reintegração de posse daquela área, falta apenas ele expedir o mandado”, completou.

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros explica que em 2014 o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) entrou com Ação Civil Pública para que o Estado seja obrigado a desocupar e recuperar a área de preservação permanente (APP). A ação inclusive, já transitou em julgado. “O Estado precisa recuperar porque é o dono da área e o processo de execução está em andamento. O Estado queria que o processo fosse paralisado porque deu entrada na reintegração de posse. Manifestamos, entretanto, para o Judiciário que a recuperação da área pode ser feita independente da reintegração. O magistrado acolheu o pedido”, completou.

O promotor pontua ainda que pela sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), mesmo que o Estado repasse a área para o município, continua responsável pela recuperação ambiental. “É necessária autorização legislativa seja doação ou permuta. O município também terá de justificar porque quer pegar a área. Lembro de exemplos como o Jardim Botânico e o Parque Areião: enquanto não isolou ocupações e o poder público tomou frente, os parques não aconteceram de fato. Não existe justificativa para esta inoperância. A Semad possui técnicos que deveriam elaborar um plano de recuperação e existem recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente que deveriam ser aplicados”

Em nota, a Secretaria de Administração (Sead) afirmou que a área foi abandonada por anos, mas garantiu que a atual gestão está tomando todas as providências necessárias para a reintegração de posse do local. Disse ainda que os ocupantes já foram identificados e existe um processo judicial movido pelo Estado solicitando a retirada das ocupações irregulares.

“Há uma ordem desocupação já expedida, mas, em virtude da pandemia, a execução está temporariamente suspensa. As irregularidades e as ocupações inviabilizam a implantação de políticas públicas e dificultam o processo de destinação para melhor aproveitamento da área”, diz a nota da Sead. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) afirmou que por decisão judicial, o cumprimento do mandado neste processo foi suspenso em razão da pandemia da Covid-19.

Texto foi aprovado pela Câmara em 2019

A transferência do parque começou a ser discutida no início de 2019 e a aprovação do projeto do vereador ocorreu em setembro. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

O projeto, que já existe, é dividido em duas etapas sendo a primeira com cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de fim de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Para esta segunda parte, não há orçamento. 

Em novembro de 2019 uma reunião foi realizada no Paço Municipal, no gabinete do prefeito Iris Rezende (MDB) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na ocasião, estiveram presentes a então superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, o prefeito e o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Ficou decidido na ocasião que procuradores do Estado e do município iriam analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área. 

O prefeito Iris Rezende chegou a dizer que não poderia investir em uma área que não fosse da Prefeitura, sem dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. Disse que o terreno precisava ser de domínio municipal e recomendou que o vereador buscasse junto ao governador Ronaldo Caiado (DEM) uma transferência de domínio para a Prefeitura. “O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, falou na ocasião. 

O morro possuía um projeto de construção de um parque estadual. A ideia surgiu ainda na administração Marconi Perillo (PSDB), em 2018, que chegou a licitar a obra, mas não deu encaminhamento. 

Não há projeto de área em tramitação na Alego

O vereador Cabo Senna, envolvido no projeto de municipalização diz que todos os procedimentos necessários foram realizados com o objetivo de mostrar ao governador a necessidade de transferir a área do parque para a Prefeitura de Goiânia. Ele defende que o Projeto Amigo Verde facilita a adoção do local por parte de empresários, por exemplo. “Conversamos com o prefeito Iris Rezende para que ele encaminhasse um ofício ao governador e que depois projeto fosse encaminhado para votação na Alego”, completou. Procurada por meio da Assessoria de comunicação, entretanto, a Alego informou que não há nenhum projeto neste sentido em tramitação na Casa. 

Titular da 15ª Promotoria de Justiça, o promotor Juliano Barros afirma que em 2014 eram poucas famílias residindo no local. O vereador pontua que o número cresce a cada dia. Além de tendas com moradores, há também prática de atividade religiosa. A princípio, a realização de cultos religiosos no topo dos morros, independente do tipo de denominação e de fé, não é proibida, assim como o acampamento de moradores. A questão é saber se há dano ao meio ambiente com a ocupação. 

Elizabeth Pereira, conhecida como pastora Beth afirma que há mais de 10 anos a prática de oração no local é realizada e que há dois anos, começaram um programa de recuperação de usuários de drogas e alcoólatras. Indicada por moradores para falar sobre a ocupação do local, ela diz não saber quantas famílias se instalam atualmente. “Depois que começamos nosso projeto até mesmo a Polícia parou de ter problemas por aqui. Não sei quantas famílias moram aqui, eu não moro, apenas faço meu trabalho de evangelizar. Tem muitas pessoas que dormem aqui porque não têm lugar para morar. Agora na pandemia também estamos tomando cuidados com cadeiras distantes durante o culto, usando máscaras e álcool em gel”

Obras de continuidade da Marginal Botafogo se arrastam há 20 anos

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Há mais de 20 anos a prefeitura tenta terminar de executar o prolongamento da Marginal Botafogo que inclui a pista no sentido Norte-Sul da Marginal, a ponte da Rua 1.018, as alças de acesso à Avenida 2º Radial e a tubulação e canalização do Córrego Botafogo. Faltam 20% para o trabalho ser concluído e a Prefeitura de Goiânia tem expectativa de que a obra seja entregue em novembro.

A primeira tentativa de conclusão do trabalho foi na gestão de Nion Albernaz (PSDB), em 1999. Na época foi feito um contrato de quatro anos, mas o acordo com a Construtora Central do Brasil S/A (CCB) foi encerrado apenas em 2011, depois de 15 aditivos de contrato e exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para abertura de uma nova licitação.

Um novo processo licitatório foi aberto em 2015, na gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), que inaugurou a ponte sobre a Rua 1.018 em sua última aparição pública à frente da Prefeitura de Goiânia. Nesta tentativa de realizar a obra, em 2015, o serviço era estimado para ser finalizado em 15 meses, por um valor de R$ 23,8 milhões.

A empresa CCB, em consórcio com a Elmo Engenharia, responsáveis pela empreitada, deram andamento na obra. A vencedora do processo de licitação alegou falta de verbas para a contrapartida paga pela prefeitura e também do convênio federal. O contrato foi rompido em 2018 para dar agilidade a mais uma licitação. A administração pública optou pela transferência da responsabilidade de abertura do processo para a Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh).

O valor do serviço caiu saiu de R$ 35,46 milhões em 1999 para R$ 11,6 milhões, valor da licitação anunciado em 2019. No entanto o novo edital de licitação foi publicado apenas em maio deste ano com valor estimado em R$ 17,5 milhões. Esta última licitação corresponde às obras de construção da pista no sentido Sul-Norte do prolongamento da Marginal Botafogo entre a Avenida 2ª Radial, no setor Pedro Ludovico, e a Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás.

Contrapartida

Os recursos para a conclusão do serviço são da Prefeitura de Goiânia, em contrapartida ao financiamento obtido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução dos primeiros três setores do Parque Urbano-Ambiental Macambira Anicuns (Puama).

O pagamento da contrapartida do Puama para construção de obras que beneficiassem a Capital já estava prevista, mesmo que elas acontecessem fora da região do parque, que abrange o Córrego Macambira e o Ribeirão Anicuns até seu deságue no Rio Meia Ponte. A obra do prolongamento da Marginal Botafogo é o último trabalho de contrapartida e conclui o ciclo do acordo com o BID. Uma dessas contrapartidas foi a construção de uma escola no Residencial Itamaracá e uma unidade de saúde no Setor Rodoviário.

As obras da pista no sentido oposto, entre a Jamel Cecílio e a 2ª Radial foram liberadas em agosto. Nesta obra também foram contempladas a canalização do Córrego Botafogo e a ponte da Rua 1.018, no Setor Pedro Ludovico. Esta etapa do trabalho foi estimada em aproximadamente R$ 14 milhões e também foi feita em contrapartida do financiamento do Puama. 

Liberação da Jamel Cecílio será até dezembro 

Complexo Viário da Jamel Cecílio com a Marginal Botafogo, obra que é feita em separado dos prolongamentos da Marginal já completou um ano e a Prefeitura de Goiânia alega que deve ser concluída até o prazo estipulado pelo contrato com a empresa responsável pela empreitada, no dia 31 de dezembro. 

A administração do município espera que o fluxo do trânsito na via seja liberado entre novembro e dezembro.A expectativa para a liberação da via antes da conclusão da obra já foi frustrada duas vezes. Em janeiro, a administração do município anunciou que o trânsito no local seria liberado até julho. Findado o prazo, anunciou o fluxo de tráfego para este mês. A via continua interditada.

Em janeiro deste ano, a obra estava com 12% de andamento e a Seinfra anunciou a liberação do tráfego do viaduto para o mês de julho. Naquele mês foi anunciado que o fluxo seria liberado apenas em setembro. Com o trânsito ainda interrompido, a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) afirma que a expectativa da volta do fluxo fica agora para outubro.

No entanto, de acordo com o titular da pasta, Dolzonan Mattos, vários fatores fizeram com que a expectativa fosse frustrada pela primeira vez. Em dezembro de 2019, a chuva foi justificativa pela lentidão dos trabalhos. A Seinfra também culpou uma obra da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) para instalar um emissário de esgoto de 400 ml que impediu a instalação das estacas para a construção da trincheira.

Outro motivo de atraso foi o isolamento social causado pela pandemia que reduziu o número de operários em diversas obras públicas, não só no viaduto da Jamel Cecílio. Em julho, a obra sofreu outro transtorno, um dos guindastes que trabalhava no local caiu sobre uma residência em área de invasão da Marginal Botafogo. Por sorte, a casa estava vazia. Houve apenas ferimentos leves em três operários e a empresa responsável pela obra assumiu os custos do acidente.

Estrutura

O complexo viário possui três elementos diferentes de engenharia, no mesmo modelo do que ocorreu no cruzamento da Avenida 85 com a T-63. O elevado, uma rotatória em nível e a trincheira, e cada um deles atenderá a uma das vias atingidas. A Avenida Jamel Cecílio vai passar pelo elevado sobre toda a obra; na altura da Alameda Leopoldo de Bulhões será construída a rotatória, na rua já existente; e a Marginal Botafogo passará em trincheira por baixo de tudo.

Ao lado do viaduto será construído um monumento de 56 metros de altura, em estrutura metálica no formato de uma mão que dedilharia um violão. A obra será uma homenagem à música sertaneja. Com o viaduto, a Prefeitura de Goiânia busca dar maior fluidez ao trânsito para a Jamel Cecílio e para a Marginal Botafogo, dando mais acesso a essas duas vias e eliminando o semáforo de três tempos no cruzamento para destravar o fluxo de veículos. 


Calor extremo será cada vez mais frequente, afirma cientista

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Onda de calor poderia ser atenuada com projeto de arborização da cidade, segundo climatologista 

Um episódio de calor atípico atingiu o Brasil nesta semana com temperatura acima dos 40ºC no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste do país. Cuiabá e Campo Grande registraram na quarta-feira, 30, a maior temperatura da suas histórias. A temperatura máxima, confirmada no final do dia pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chegou a impressionantes 44,0°C em Cuiabá, um recorde histórico na cidade que registra sua temperatura desde desde 1911. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também teve quebra de recorde com máxima de 40,8°C na tarde da quarta-feira. A estação está operacional desde 1975.

Segundo a MetSul Meteorologia, um dos principais geradores de conteúdo de informação meteorológica do Conesul, a causa da onda de calor foi uma cúpula de calor ou “heat dome” em Inglês, em que uma área de alta pressão em altitude gera movimentos de subsidência (descendente) na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação e cria-se um mecanismo de feedback em que o tempo seco agrava o calor e o calor agrava o tempo seco, gerando ainda maior evapotranspiração.

Segundo dados coletados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura máxima em Goiânia chegou a 39,9ºC na quarta-feira, quando a umidade relativa do ar era de apenas 11%. A MetSul Meteorologia advertiu que o calor com tamanha intensidade em uma atmosfera de umidade muito baixa e ainda com um padrão de estiagem de meses em algumas áreas eleva o risco de fogo a valores críticos e emergenciais com altíssimo número de queimadas no Centro-Oeste.

Extremos cada vez mais frequentes

Gislaine Cristina Luiz pesquisa o clima no Laboratório de Análise da Atmosfera e da Paisagem (Lap) do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade federal de Goiás (Iesa/UFG). Segundo a cientista, a temperatura mínima também aumentando, o que significa que os períodos de frescor da madrugada e noite têm sido reduzidos. O prolongamento da sensação de calor é maior durante o dia.

Existem duas razões para este cenário extremo, diz Gislaine Cristina Luiz. Em parte, a conjunção de fatores naturais explica o período atípico. “Neste período do ano, estamos sob a forte influência da massa de ar que impede formação de nuvens; favorece a elevação das temperaturas; diminui a umidade relativa do ar. Isso tudo é parte da dinâmica climática do Centro-Oeste que nos atinge todos os anos”.

Entretanto, parte da origem do clima extremo é antrópica – isto é, causada por pessoas. Atividades de mudança da cobertura do solo incrementadas pela cidade como a troca da vegetação natural por concreto, asfalto e edificações explicam o aumento da temperatura em áreas urbanas, afirma Gislaine Cristina Luiz. “São materiais cujo aquecimento mediante radiação solar é muito alto. Essa modificação potencializa a ação dessa massa de ar para gerar temperaturas mais elevadas”, justifica.

Somam-se a isso outros fatores, como as queimadas, a agropecuária extensiva, o desmatamento. Gislaine Cristina Luiz afirma: “Associados à dinâmica da sociedade urbana, estes fenômenos potencializam a ação da massa de ar. Temos temperaturas que tendem a atingir recordes que fogem à média histórica, de forma muito rápida e intensiva. Desde nosso recorde em 2015 – 40,2ºC – temos observado ano após ano a tendência de aumento (tanto de temperaturas máximas quanto de mínimas) durante o final do inverno e início de primavera.” 

Consequência e solução
As consequências do aumento da temperatura e diminuição da umidade relativa do ar vão além do desconforto. A impermeabilização do solo nas áreas urbanas e de pastagem ameaçam a oferta de água e tornam eventos climáticos extremos mais frequentes. “Temos de considerar os extremos em várias partes do globo: são furacões intensos, secas intensas, queimadas intensas, chuvas intensas. Vivemos momentos de extremos em todas as partes do mundo, e eles ocorrem em intervalos cada vez mais curtos.”

Gislaine Cristina Luiz pesquisa soluções em nível regional para a questão do aquecimento. Desde 2015, a cientista coleta dados meteorológicos em pontos específicos de Goiânia para subsidiar a análise de soluções para o problema climático na cidade. “A ideia é planejar um projeto de arborização da cidade”, explica a pesquisadora.

“Pelo que nossos dados indicam, as Ilhas de frescor que são os parques não garantem por si só a melhoria da qualidade do ar para toda a cidade. Ao redor dos parques existem ilhas de calor”, afirma Gislaine Cristina Luiz. Segundo ela, é necessário começar a discutir esses dados para criar no nível do planejamento de gestão da cidade um projeto de arborização. “Apenas assim conseguiremos amenizar esses períodos mais críticos de calor.” A cientista lembra que a população deve exigir a qualidade ambiental de seus governantes e representantes, pois esta é uma questão de saúde física e mental. “A questão da qualidade do ar perpassa a questão climática e ambiental. A população tem de recorrer aos gestores para serem trabalhadas políticas que impeçam os efeitos do adensamento urbano”, conclui.

Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor

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Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registra 41ºC; veja até quando dura a onda histórica de calor. Capital repetiu nessa quarta-feira (7) o dia mais quente em 83 anos, segundo o Inmet. Confira também quando deve chover
  
Pelo segundo dia consecutivo Goiânia registrou temperatura superior a 40ºC. Se nessa terça-feira (6) a capital marcou 41,1ºC, considerado o dia mais quente dos últimos 83 anos, esta quarta-feira (7) não ficou muito atrás. Os termômetros marcaram às 15h de hoje, no Centro, 41ºC. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás.
    
 A chefe do Inmet em Goiás, Elizabete Alves, ressaltou que a onda de calor histórica que tem atuado em boa parte do Brasil continuará nos próximos dias, prometendo possíveis novos recordes. “A onda de calor geralmente dura em torno de 5 dias, de vez em quando 7. Mas estamos seguindo para 15 dias. É algo macro, atípico e histórico. Poderemos ter sim novos recordes nos próximos dias em Goiânia. Apenas no feriado há uma possível melhora”, reforçou.
      
Essa condição de temperatura elevada por vários dias levou o Inmet a publicar um aviso de grande perigo para Goiás, inclusive com risco de morte por hipertermia, quando há elevação da temperatura do corpo, que não consegue dissipar o calor absorvido. “Essa é uma questão séria e pode acometer mais os idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias”, destacou Elizabete Alves.

Por isso é bom beber bastante água, evitar exposição ao sol por muito tempo e exercícios nas horas mais quentes do dia, além de monitorar a cor da urina. Isso porque a cor mais escura é um sintoma. Mais clara é sinal de hidratação. Outros sintomas são dor de cabeça e transpiração excessiva.

Além desse alerta, o órgão também publicou outro sobre a umidade relativa do ar abaixo de 12%, também de grande perigo e com risco para pessoas com doenças pulmonares. Outras recomendações são para umidificar o ambiente, utilizar hidratantes corporais e evitar bebidas diuréticas, como café e álcool.
      
Quando a onda de calor acaba?
  
A previsão do Inmet é que a onda de calor perca força a partir do próximo sábado (10). É quando uma frente fria vinda do Sul do País, combinada com a umidade vinda da região Norte conseguirá quebrar a massa de ar quente e seco que atua na região Centro-Oeste.

A temperatura começa a abaixar no domingo (11), que tem previsão para 38ºC, e a partir de segunda-feira (12) aí sim há uma melhora significativa, com temperatura na casa dos 34ºC e umidade subindo para algo em torno de 20%.

E a chuva?

Segundo o Inmet, existe possibilidade de chuva já no próximo domingo, com pancadas isoladas depois das 15 horas acompanhadas de rajadas de ventos. Na segunda-feira de feriado de Nossa Senhora Aparecida também há possibilidade de chuva. “E a partir da próxima terça-feira (13) provavelmente entraremos no período chuvoso. Ainda com temperaturas relativamente altas, mas com chuvas mais frequentes”, destacou Elizabete.

UPA Jardim América fica pronta em um mês, diz prefeito de Goiânia

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Unidade foi ampliada para se tornar UPA e garantir atendimento de urgência e emergência na região

O prefeito Iris Rezende (MDB) disse na manhã desta quinta-feira, 8, durante vistoria à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor Jardim América, em Goiânia, que o local deve ser inaugurada ainda em novembro. A ampliação do centro de saúde teve início em 2017.

Iris salientou que os servidores que serão lotados na UPA estão sendo preparados para atender a demanda reprimida do local, já que a população do Jardim América e imediações, diante da reforma da unidade, buscava atendimento em outras regiões.

“É uma obra que vai atender a aspiração da população”, disse. “Estamos praticamente triplicando a capacidade de atendimento, com isso podemos atender satisfatoriamente toda a população do Jardim América e regiões circunvizinhas”, apontou o prefeito.

A unidade foi ampliada de Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) para UPA, o que permite atendimento de urgência e emergência, reduzindo a demanda por internação hospitalar. O local também deve contar com centro de especialidade odontológica, além das especialidades médicas.

Governador de Goiás sanciona lei que transforma pit-dogs em Patrimônio Cultural Imaterial

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) sancionou a lei que transforma pit-dogs e gastronomia em Patrimônio Cultura Imaterial do Estado de Goiás. A cerimônia aconteceu na tarde desta quinta-feira (8), no Palácio das Esmeraldas.

“É um momento importante sancionar essa lei”, afirmou Caiado, citando que esses locais se tornaram “um habito para os goianos”. O governador lembrou do costume dos goianos que no fim das atividades frequentam esses estabelecimentos para degustarem da “gastronomia goiana”.

“A importância da lei, é um reconhecimento aos proprietários e funcionários desses estabelecimentos”, completou o governador. De acordo com Caiado, a lei “resgatou a possibilidade do retorna das instalações desses estabelecimentos ”, na Capital.

Para o presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, esses locais contam com segurança e estão localizados em áreas de lazer, o que garante emprego e renda para a população. A lei foi de autoria da deputada estadual Adriana Acoorsi (PT).

Fonte: O Hoje

Goiânia se prepara para o período chuvoso

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Limpeza de bocas de lobo, poda de árvores e monitoramento de ocupação em áreas de preservação são algumas das ações da Prefeitura para minimizar efeitos das chuvas fortes na capital.


A preparação para o período chuvoso, que tem as primeiras chuvas mais intensas no próximo mês, já começou em Goiânia. O reforço e o aumento da limpeza de bueiros e bocas lobos e a construção de jardins de chuva são algumas das medidas tomadas pela Prefeitura da capital. Além disso, a retirada de árvores com risco de queda e a poda dos jamelões já foram  iniciadas pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). 

O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, explica que desde o início do ano as equipes de limpeza de bueiros e bocas de lobo já passaram por todos os bairros de Goiânia pelo menos duas vezes. “No período de pandemia do coronavírus (Sars-CoV-2), pelo fato de o comércio ter ficado fechado, as bocas de lobo destes locais ficaram mais limpas. Isso ajudou muito no nosso trabalho”, afirma.

Mattos esclarece ainda que a Seinfra tem monitorado e feito a limpeza especialmente dos bueiros e bocas de lobos que ficam próximos a pontos críticos de alagamento. “Uma das principais causas dos alagamentos é a sujeira que entope os bueiros. A outra é a falta de drenagem adequada nos locais”, pontua. 

De acordo com Mattos, as obras de drenagem iniciadas em toda a cidade em 2019 irão surtir efeitos. “Apesar de não termos concluído tudo, na Praça do Trabalhador, por exemplo, não devemos ter nenhuma inundação este ano por conta do trabalho de aumento da rede de drenagem que realizamos lá”, relata. Além disso, Mattos afirma que a construção de jardins de chuva, que são áreas verdes que captam a água e levam para o lençol freático, também ajudarão na drenagem. “Já temos jardins no Setor Universitário, Vila Santa Helena, Jardim Atlântico e no Guanabara. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) já está fazendo o trabalho de jardinagem em todos eles”, frisa.
 
No início deste ano, a Prefeitura informou que até dezembro tinha a intenção de implementar 350 jardins de chuva.

Em relação à operação tapa-buraco, Mattos diz que a reconstrução dos 630 quilômetros de asfalto promovida pela Prefeitura tem auxiliado a pasta. “Os pontos mais críticos estão sendo agraciados.” O titular da Seinfra explica ainda que a pasta já organizou o cronograma de obras para que ele possa se adequar ao período chuvoso. “Vamos fazer obras internas como, por exemplo, a reforma de escolas”, diz. Em relação às intervenções, como a construção de viadutos, Mattos esclarece que as obras irão seguir os boletins meteorológicos. “A chuva atrapalha principalmente as obras de drenagem, terraplanagem e pavimentação”, afirma. 

Árvores
A Amma também já iniciou a poda e retirada de árvores doentes ou com risco de queda. “Começamos pelos parques. Estamos tirando várias árvores da espécie guapuruvu, que tem um risco de queda grande. No resto da cidade também já começamos a fazer algumas retiradas e podas de exemplares arbóreos que têm processos abertos na Amma”, esclarece o engenheiro florestal e gerente de arborização da pasta, Rodrigo Carlos Sousa. 

Em relação aos mais de 10 mil pés de jamelão que existem em Goiânia, Sousa esclarece que a Amma já fez a vistoria das árvores. “Não podemos arrancar todas de uma vez. Por isso, vamos retirando todos os anos um pouco e fazendo o plantio de outras espécies para não causar prejuízos ambientais”, relata. Enquanto isto, a Amma diz realizar podas.

Ocupações
Em relação às ocupações irregulares que costumam surgir em Áreas de Proteção Ambiental (APPs) no período de seca e podem colocar em risco a vida das famílias que permanecem nos locais nos períodos chuvosos, onde alagamentos são constantes, a Amma afirma que faz o monitoramento das áreas. “Em alguns casos, principalmente aqueles onde temos famílias realmente morando nos locais, fazer a retirada é algo mais complexo e envolve medidas judiciais e também o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) para direcionar essas famílias”, explica Thais Santos de Andrade, chefe da Advocacia Setorial da Amma. 

A Defesa Civil, informou que faz diariamente o monitoramento nas  APPs e em outras áreas e sempre que nota situações emergências informa os órgãos responsáveis por fazer intervenções. “Nosso intuito é fazer rondas constantes para evitar essas instalações”, esclarece Anderson Marcos de Sousa, coordenador executivo da Defesa Civil de Goiânia.

Goiânia terá chuva depois de recorde de calor

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A tarde da última sexta-feira do inverno de 2020 foi a mais quente do ano até agora em Goiânia, capital de Goiás. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 37,7°C de temperatura  máxima. O recorde anterior de maior temperatura para o ano de 2020 era de 36,7°C, em 18 de agosto.

Goiânia foi também a capital brasileira mais seca nesta sexta-feira, com umidade relativa mínima durante o dia de apenas 11%. 

Goiânia está há exatos 117 dias sem nenhuma gota de chuva. De acordo com as medições da estação meteorológica automática de Goiânia, o último registro de alguma precipitação foi entre os dias 26 e 27 de maio, mas foi apenas um chuvisco com acumulado de 0,2 mm. Durante todo o mês de maio choveu três vezes e o total acumulado foi de 9,4mm.

Na prática, Goiânia não sabe o que é chuva para molhar o chão desde o dia 20 de abril, quando choveu 26,8 mm.

Previsão de chuva

A população de de Goiânia vai finalmente sentir o frescor da chuva novamente nos primeiros dias da primavera de 2020, que começa no dia 22 de setembro, na próxima terça-feira, às 10h31, pelo horário de Brasília.

Uma grande frente fria avança sobre o Brasil no próximo fim de semana e o sul de Goiás já poderá ter algumas pancadas de chuva. Mas a chuva deve cair em pequenas áreas e não vai se prolongar por muito tempo.

Para a região de Goiânia, a previsão é que chova a partir da segunda-feira, 21 de setembro. As condições para chuva serão maiores entre os dias 22 e 24 de setembro.

A primavera começa no dia 22 de setembro, às 10h31, pelo horário de Brasília.

Foto: Wildes Barbosa

Após 117 dias sem chuva, vazão cai e Rio Meia Ponte entra em Nível Crítico 1

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Com entrada em novo nível de criticidade, mais ações serão tomadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Situação ainda é melhor que a de anos anteriores, mas inspira cuidados por parte da população

Após medição realizada neste último domingo (13/9), quando a vazão média do Rio Meia Ponte em seu Ponto de Monitoramento 2 chegou a 5.143 litros por segundo, oficialmente a Bacia do Rio Meia Ponte, que abastece a Capital Goiânia e Região Metropolitana, saiu do nível de alerta e atingiu o Nível Crítico 1.

Isso significa que nos últimos sete dias a vazão de escoamento foi menor ou igual a 5.500 L/s, medida necessária para que a mudança de nível seja realizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e desenvolvimento Sustentável (Semad). A variante ocorre após mais de 110 dias sem chuva na região – exatamente 114 dias se completam nesta segunda-feira (14/9).

A partir de agora novas ações serão tomadas pela Semad, como manter a vazão de 2.000 L/s para o abastecimento público da Região Metropolitana de Goiânia (RMG); manter a articulação para a continuidade da campanha sobre uso racional (TV, Rádio, jornal e Mídias Sociais); manter a divulgação da situação da Bacia à sociedade e usuários (TV, Rádio, Jornal e Mídias Sociais).

Além disso, também será dada continuidade às reuniões com os usuários da Bacia (Articular junto as prefeituras e associações locais de produtores rurais e outros usuários que atuam dentro da bacia hidrográfica); e serão intensificadas campanhas de orientação e fiscalização dos usuários. Estas medidas integram o Nível Crítico 1 estabelecido pela Deliberação nº 015/2020, aprovada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Meia Ponte no dia 1º de julho. 

A situação no rio, no entanto, ainda é melhor que a dos anos anteriores. No ano de 2019, por exemplo, a vazão média já havia atingido o Nível Crítico III, quando a vazão de escoamento é  menor ou igual a 3.000 L/s, no final do mês de Agosto. Isso não significa, porém, que a população não deve tomar certos cuidados a partir dos próximos dias, como manter economia da água e evitar desperdícios.

Pecuária de Goiânia 2020

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Pecuária de Goiânia 2020

Data: 12 a 23 de Maio de 2020
Local: Goiânia
Cidade: Goiânia - Goiás

Shows:

12/05 -  Maiara & Maraisa (Gravação do DVD)
15/05 - Wesley Safadão
16/05 - Luisza e Maurilio / Gustavo Mioto
17/05 - Marília Mendonça / Jorge & Mateus
22/05 - Zé Neto & Cristiano  Diego & Victor Hugo
23/05 - Henrique & Juliano

Ingressos: 

12/05 -  Maiara & Maraisa (Gravação do DVD)

R$ 10,00 - Meia
R$ 20,00 - Inteira

Outros Shows

R$ 25,00 - Meia
R$ 50,00 - Inteira

Vendas Online: Meu Bilhete 

Goiânia tem o janeiro mais chuvoso dos últimos três anos

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Sete das oito estações de monitoramento em Goiânia registraram volumes acima da média. Na Região Leste, no Jardim Olinda, precipitação foi de 75% acima do esperado para o mês

O acumulado das chuvas de janeiro de 2020 é o maior registro para o mês dos últimos três anos em Goiânia. Levantamento do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) mostra que das oito estações de monitoramento, em apenas uma não houve acúmulo acima da média climatológica, que é de 247,8 milímetros (mm). A medição da estação do Jardim Olinda, na região Leste de Goiânia, chegou à marca de 434,8 mm, 75% acima do esperado para o período. 

Gerente do Cimehgo, André Amorim diz que este é o janeiro mais chuvoso desde 2018, quando foram iniciadas as medições em oito estações espalhadas em diferentes pontos da cidade. Ele conta que este ano não houve, inclusive, o veranico, período contínuo de pelo menos 7 dias sem chuva, comum em anos anteriores. O comportamento pluviométrico está bem diferente do ano passado, por exemplo, quando as chuvas ficaram muito abaixo do que é previsto para Goiânia. 

Para se ter uma ideia, na mesma estação em que houve o maior registro de 2020, em 2019 o volume não chegou a 100 mm (veja quadro). No ano passado, em nenhuma das estações de toda a capital chegou-se à média esperada para o mês. O menor índice foi marcado no equipamento que faz a medição na região Norte da cidade, com apenas 47 mm no mês todo. A Região Central, com medidor instalado na Avenida Paranaíba, teve o maior registro de 2019 para o mês de janeiro, com 143 mm. 

Em 2018 a seca não foi tão intensa quando no ano passado, mas apenas a estação que fica no Jardim Olinda (a mesma que registrou o maior acúmulo neste ano), na região Leste, chegou à média para o mês, com 250 mm. Nas outras estações os acumulados foram menores, mas em todos os casos, superiores a 100 milímetros em cada. Na Região Noroeste, por exemplo, chegou-se a 218 mm, mas na região norte não ultrapassou 130,6 mm. 

Variação 

Chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás, Elizabeth Alves Ferreira diz que nos últimos dez anos houve bastante variação para os registros do primeiro mês do ano. Em 2010, o acumulado registrado na estação que fica no Centro (a mais antiga da capital) foi de 98,4 mm. Em 2011 foi de 287,8; em 2012: 467,4 mm; em 2013: 353,5 mm; em 2014: 143,6 mm. Em 2015, o total do mês foi de 73,7 registrando a menor média dos dez anos analisados. Já em 2016, 484,8 mm, sendo o maior da década. Em 2017, 176,1 mm. 

Elizabeth diz que este ano não está sofrendo influência de fenômenos como o El Niño e La Niña, por isso é chamado de ano neutro. “O que temos observado é que ano após anos, a chuva tem atrasado mais. Em 2019, por exemplo, choveu pouco por diversos fatores no mês de outubro. Então vemos mais chuvas fortes em épocas que a estiagem deveria iniciar. Fevereiro, pelo que já podemos conferir, será de chuvas irregulares, mas esperamos que seja dentro da normalidade, que pode variar de acordo com a região do Estado, mas com acumulado entre 200 e 250 milímetros para o mês”, diz. 

Na madrugada e início da manhã desta quinta-feira (6), choveu de forma espaçada na Capital. A Região Noroeste registrou novamente um grande volume, com 64,2 mm de entre 2 horas e 7h40. “O problema é quando chove 64 mm em pouco tempo”, comenta André Amorim, do Cimehgo.Mesmo não sendo concentrada, a precipitação causou estragos na GO-070. 

Na madrugada desta quinta-feira, também choveu bastante na região do Balneário Meia Ponte, com 36,2 mm. O prognóstico para fevereiro demonstra que as chuvas devem continuar. 

Obra fica pronta em dois meses 

A pesar de ter sido distribuída ao longo de 5 horas, a chuva desta quinta-feira foi suficiente para arrastar parte das ações de obras que foram iniciadas para recuperação da cratera aberta na GO-070, no setor Chácaras Mansões Rosas, próximo ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), na saída para Inhumas. 

Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informou que o local está sendo monitorado e que estão sendo realizadas intervenções para reduzir danos que possam aparecer no local da erosão até que se conclua a obra. Ainda de acordo com Goinfra, a previsão para a entrega da obra em definitivo é de 60 dias e o prazo não será ampliado. No dia 24 do mês passado, a rodovia foi interditada com risco de desabar após parte da via ceder devido ao volume de chuvas. 

A chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás diz que a previsão é de novas chuvas. Ela explica que este mês ainda está dentro do período considerado chuvoso. “As chuvas ainda serão irregulares, apesar de esperarmos a normalidade.”

Fonte: O Popular

Cerca de 300 toneladas de lixo são retiradas todo mês dos bueiros de Goiânia

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Balanço divulgado pela Prefeitura de Goiânia indica que todo mês são retiradas uma média de 300 toneladas de lixo de dentro dos bueiros da capital. Jogar lixo na rua é a principal prática que acarreta em muito trabalho para as equipes de limpeza urbana. O trabalho realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Público  (Seinfra) é intensificado durante o período chuvoso, evitando enchentes. 

Embalagens plásticas, vidros, garrafas pet, entulho de construção e até eletrodomésticos são exemplos do que é encontrado dentro dos bueiros. "Até vaso sanitário já foi encontrado dentro de um bueiro em Goiânia. É preciso lembrar que todo lixo descartado irregularmente nas ruas vai parar dentro dos reservatórios e o resultado é o alagamento de ruas e avenidas da cidade, problema que, juntamente com a impermeabilização do solo,  está ligado diretamente à falta de conscientização de boa parte da população", afirma o titular da Seinfra, Dolzonan Matos. 

Os serviços preventivos são realizados de forma rotineira durante todo ano e intensificados antes e durante cada período chuvoso. Em 2019, foram feitas limpezas em 27.579 bocas de lobo, uma média de 2.298 por mês, com a retirada de cerca de 3 mil toneladas de lixo.

“A limpeza é feita primeiro de forma manual, com a retirada de entulho pelos próprios servidores. Dependendo da situação do bueiro, a desobstrução pode ser feita com ajuda de um caminhão hidrojato que suga os resíduos quando a quantidade de lixo é maior”, destaca o diretor da Seinfra, Marcelo Torrubia de Oliveira. Um único bueiro entupido pode acarretar em um dia inteiro de trabalho", explica.

O diretor lembra ainda que a Seinfra dispõe de canais de comunicação para que o cidadão solicite serviços de infraestrutura, como limpeza de bocas de lobo, substituição de lâmpadas queimadas e remoção de entulhos, entre outros. As equipes podem ser solicitadas pelos telefones 3524-8363 e 3524-8373 ou WhatsApp (62) 98493 7229.

Fonte: A Redação

Justiça condena Município de Goiânia a realizar manutenção definitiva no asfalto da Av. Anhanguera

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Decisão foi proferida em ação ajuizada pela Metrobus, que alega que a má conservação da via em que trafega o Eixo Anhanguera ocasiona o desgaste dos veículos e acarreta em atrasos e falhas nos ônibus, prejudicando a população

A Justiça de Goiás condenou o Município de Goiânia a realizar a manutenção definitiva no asfalto da Avenida Anhanguera, acusado pela Metrobus Transporte Coletivo S/A, empresa que detém a concessão do Eixo Anhanguera, de ser responsável pela má conservação da via pública, o que estaria ocasionando o desgaste precoce dos veículos, danificando peças e acarretando atrasos e falhas nas viagens, prejudicando a população. 

Segundo a Metrobus, o Pacto Metropolitano pelo Transporte Coletivo, que visava melhorias para o transporte da capital, foi recepcionado pela Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) em 2014, quando também ficou decidido que o Eixo Anhanguera passaria atender os municípios de Trindade, Goianira e Senador Canedo. Contudo, segundo consta nos autos, as melhorias não ocorreram. 

Em sua decisão, proferida na última sexta-feira (7), a juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos, destacou que “é fato público e notório a má conservação das vias públicas na cidade de Goiânia, as quais estão tomadas por buracos, causando diversos transtornos à população local e seus visitantes, bem como dificultando o trânsito de veículos, pedestres e ciclistas”. 

Para a magistrada, a Metrobus não tem condições de prestar um bom serviço diante da péssima conservação das vias públicas. “Caso a manutenção da Avenida Anhanguera não seja realizada, poderão ocorrer acidentes ainda mais graves, dentre outros prejuízos à autora no que se refere ao exercício das atividades de transporte público, essencial à população que dela depende”, diz na sentença. 

Condenado, o Município terá 30 dias para apresentar em juízo o cronograma de obras de recuperação, para que o cumprimento seja acompanhado pela Justiça. A juiz também estabeleceu o ressarcimento de eventuais custas e despesas processuais à parte autora, no valor de R$ 2 mil. 

Em nota enviada à reportagem, a Procuradoria Geral do Município de Goiânia (PGM) informou que não foi notificada sobre a decisão referente à manutenção definitiva da pavimentação asfáltica da Avenida Anhanguera e que aguardará a intimação nos autos judiciais para tomar conhecimento integral da sentença. A PGM informou também que irá recorrer da decisão no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). 

O Município, no entanto, destacou que, segundo o contrato administrativo de concessão do serviço público, “a Metrobus encarrega-se dos custos operacionais, devendo responder também pelos gastos indispensáveis ao funcionamento pleno e regular do serviço sob sua responsabilidade, dentre os quais os gastos referentes à infraestrutura necessária à operação do correspondente serviço”.

Epic City Home: conheça o apartamento mais caro de Goiânia

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Cobertura do Epic City Home, de 1361 m², em frente ao Parque Vaca Brava, no Setor Bueno passa a ser o apartamento mais caro e o maior já lançado em Goiânia.

Você consegue imaginar um apartamento dúplex de 1.361,73 m²? Essa é a metragem do apartamento mais caro de Goiânia, que o coloca também como o maior já lançado na Região Centro-Oeste.  Trata-se da cobertura do Epic City Home, prédio que está sendo construído no Setor Bueno, em frente ao Parque Vaca Brava, e promete ser um cartão postal da nossa capital.

Agora, para pra pensar e me responda. Quanto você acha que custava esse apartamento? Sim, a pergunta foi feita no “passado”, pois esse imóvel  já foi vendido! E aí, quanto você acha que custou?

Sem mais mistérios, vamos à resposta. O valor de tabela praticado pela City e pela OM Incorporadora, as responsáveis pelo projeto, na época do lançamento se aproximava de R$ 14 milhões, mas a venda foi concretizada por valores próximos aos R$ 11 milhões.

A cobertura do Epic City Home conta com áreas sociais e de serviço no pavimento inferior e os quartos e a área de lazer, que tem uma piscina de 13 metros, com vista panorâmica, ficam no pavimento superior.

Além disso, a cobertura ainda tem 7 vagas de garagem, jardim suspenso e outras atrações.

Epic City Home tem localização mais valorizada de Goiânia

A área de aproximadamente 3.000 m², onde o Epic City Home está sendo construído, é a última na orla do Parque Vaca Brava, para a construção de edifícios. E justamente por isso, a mais valorizada. No lançamento, as unidades estavam sendo vendidas a R$ 10 mil o metro quadrado. O empreendimento ficará na esquina da avenida T-5, com a T-61, na parte mais alta do Parque Vaca Brava.

Projeto ousado, original e autêntico assinado por Arthur Casas

O Epic City Home conta com a assinatura de Arthur Casas, um dos arquitetos mais conceituados no mundo atualmente, com projetos no Rio de Janeiro e São Paulo, além de obras em cidades como Nova York, Tóquio, Paris e Milão.

E a City, definiu Arthur Casas assim: “Em seus trabalhos, as linhas marcantes, os contornos funcionais e o design aplicado em formas inusitadas são diferenciais que despertam sensações e interagem com o público, assim como uma verdadeira obra de arte.”

Trazendo esse texto bonito para prática, o Epic City Home tem um design bem diferente mesmo. Pra se ter uma ideia, são 67 apartamentos, em 31 andares e as metragens variam entre 333 a 875 m², além da cobertura de 1361 m². E o mais interessante é que os andares não seguem uma linha única. O Epic City Home não é aquele prédio retinho, todo simétrico. Muito pelo contrário.

Se você pegar um andar para comparar, nem o de cima, nem o debaixo tem o mesmo alinhamento e a mesma metragem de construção. Um tem a sacada maior, outro tem um espaço maior de paisagismo, outros tem piscina na sacada. Enfim, ele é bem diferente mesmo.

Acabamento de alto padrão e lazer completo

Pelo preço, já é de se imaginar um acabamento impecável e de altíssimo padrão no Epic City Home. E é justamente o que a City e a OM Incorporadoras prometem entregar. Com bancadas em quartzo, metais e louças de alto padrão, acabamentos em mármore, e tudo focado em oferecer conforto, sustentabilidade e sofisticação.

O prédio ainda vai oferecer lazer completíssimo, incluindo quadra de tênis, o que é bem raro nos empreendimentos desse porte, um academia de 180 m², piscina com vista panorâmica na área comum, áreas gourmet com churrasqueiras, salão de festas e muito mais.

E ainda tem a integração entre o paisagismo e a arquitetura do prédio. Seguindo o conceito “green building”, bastante utilizado nas principais cidades do mundo, o Epic City Home foi projetado de forma a oferecer uma extensão do Parque Vaca Brava para todo o empreendimento, formando um verdadeiro jardim suspenso, ou jardim vertical na fachada do prédio.



Fonte: Dia Online

Retomada das obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro vai exigir paciência dos motoristas

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Trabalhos foram suspensos para que a Enel remanejasse postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno

As obras do BRT Norte-Sul na Praça do Cruzeiro, em Goiânia, foram retomadas nesta terça-feira (11). Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), o trabalho estava suspenso para que a Enel remanejasse 10 postes e a rede de energia elétrica que ficam no entorno. A previsão é que a obra seja concluída em 15 dias. 

De acordo com a Seinfra, a concessionária já removeu oito das dez estruturas e os funcionários trabalham do lado esquerdo, sentido Praça do Cruzeiro - Praça Cívica para retirar os dois restantes. Enquanto isso os trabalhados seguem pelo lado direito. Após essa etapa, as obras se estenderão pela Avenida 84 até a Praça Cívica. 

Em nota, a Enel informou que o serviço de deslocamento dos cabos e equipamentos está sendo feito com equipes de Linha Viva, que contam com profissionais especializados em trabalhar com a rede elétrica energizada, evitando desligamentos do fornecimento de energia e diminuindo os impactos sentidos pelos clientes da região. A distribuidora esclarece que, por questões de segurança, as equipes não podem trabalhar enquanto estiver chovendo, o que tem prejudicado o andamento do serviço nos últimos dias. 

A Seinfra informou ainda que no local serão instaladas duas estações de embarque e desembarque de passageiros, uma de cada lado da Praça, seguindo o mesmo estilo das que foram aprovadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a Praça Cívica. Cada plataforma ocupará um espaço no passeio de 3,5 m de largura e deverão ficar prontas junto com toda a estrutura do sistema, em outubro deste ano. 

Trânsito 

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) o motorista que segue pela Rua 87, sentido Oeste-Leste, com destino às Ruas 90/88/86/84, entrará à direita na Rua 124, passará pela Rua 89 e poderá acessar todas essas vias, até à Rua 84. Já o motorista que está na Rua 84, sentido Leste-Oeste, com destino à Av. 85, entrará à direita na Rua 124 

BRT Norte-Sul 

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. O trecho em construção está orçado em R$ 275 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e o restante de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões. 

Já o trecho de 5,1 km entre os Terminais Isidória e Cruzeiro está orçado em R$ 87.366.081,03, valor proveniente do Orçamento Geral da União (R$ 70 milhões) e do tesouro municipal (R$ 17.366.081,03). A empresa vencedora terá 18 meses para entregar a obra.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos.

Fonte: O Popular

Ainda sem companhias confirmadas, internacionalização do Aeroporto de Goiânia entra na reta final

13:44 0 Comments A+ a-


De acordo com o presidente da Goiás Turismo, processo deve ser concluído até o dia 28 deste mês, mas processo ainda tem pendências

Desde o final do ano passado, excursionistas e empresários de Goiás observam com otimismo uma notícia dada pelo governo do Estado. Em setembro, o secretário de Indústria e Comércio (SIC), Wilder Morais, anunciou o início do processo de internacionalização do Aeroporto de Goiânia – Santa Genoveva – após uma reunião com o superintendente da Infraero, Antônio Sales.

A novidade animou tanto quem trabalha com turismo quanto quem usufrui dele, uma vez que, atualmente, para embarcar em um voo internacional, quem mora em Goiás precisa se deslocar para outros aeroportos, como o de Brasília ou São Paulo, uma vez que o de Goiânia opera apenas com voos nacionais.

A internacionalização deve propiciar a partida direta de Goiânia para outros países. Isso pode mudar completamente o cenário turístico goiano. Entretanto, os procedimentos para o “upgrade” do aeroporto ainda estão em andamento. Mas o destino dessa ideia segue incerto.

Para ser internacionalizado, ou seja, dispor de voos internacionais que decolem diretamente do Aeroporto de Goiânia, o terminal precisa passar pelo crivo de uma série de órgãos federais que emitem exigências a serem cumpridas para a conclusão do processo. São eles: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB); Departamento de Polícia Federal (DPF); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DAS/Mapa).

Conforme o órgão nacional de aviação civil, a análise é feita mediante requerimento do operador local. A solicitação precisa estar instruída por decisões administrativas que atestem a capacidade do aeroporto de atendimento às operações de tráfego aéreo internacional pelas entidades federais já mencionadas.

Entretanto, até quarta-feira, 5, a Anac, que realiza a designação de aeroporto como internacional na última etapa, informou que ainda não havia recebido qualquer documentação

O presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, explicou a ausência de documentação na Anac para análise. O titular da pasta responsável pelo processo de internacionalização do Aeroporto de Goiânia juntamente com a SIC informou que adaptações e implementações da estrutura física do aeroporto precisaram ser realizadas em cumprimento às exigências dos órgãos competentes. Conforme Amaral, tais implementações só foram finalizadas na quarta-feira. E a documentação que comprova as alterações seria remetida à Anac no dia seguinte.

As mudanças no Aeroporto de Goiânia foram autorizadas e realizadas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, a Infraero. Ao Jornal Opção, a empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura  falou sobre as adaptações no âmbito do processo de internacionalização.

A estatal confirmou que as adequações do Aeroporto de Goiânia foram concluídas e o processo encontra-se em “fase de validação por parte dos órgãos públicos envolvidos para consolidação e envio à Anac para fins análise e emissão de Portaria, tornando-o aeroporto apto a receber voos internacionais”.

Segundo a Infraero, entre as adequações realizadas estão a instalação de balcões para a Polícia Federal, esquadrias de vidros, aparelho de raio-X, adaptações nas áreas de embarque, desembarque e triagem de bagagens.

Fabrício Amaral explicou que o processo de internacionalização conta com várias etapas. Uma delas, agora concluída, é a alteração da estrutura física do aeroporto. O presidente da Goiás Turismo também destacou que o governo de Goiás tem preparado o terreno há algum tempo para que o terminal passe a operar com voos internacionais. Uma das iniciativas enfatizadas por Amaral é a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível de aviação.

Em novembro de 2019, o governador Ronaldo Caiado (DEM) assinou o termo celebrado pelo governo, por meio da SIC, Secretaria da Economia e Goiás Turismo, que dá efetividade ao Decreto nº 9.560. A decisão reduzir a tributação sobre o querosene de aviação (JET-A1) de 15% para 7%.

Na época, Caiado declarou que “a maior demanda, em qualquer um dos 246 municípios goianos, é a oportunidade de emprego”. Por isso, o governador afirmou que era preciso “identificar e alavancar os setores capazes de fazer com que o emprego chegue mais rápido ao interior”. “O turismo é fator determinante para avançarmos em qualidade de vida das pessoas pelo interior”, concluiu.

Na solenidade de assinatura da redução do ICMS, que foi realizada no Aeroporto de Goiânia, o titular da Goiás Turismo também apontou a medida como importante porque “o turismo mobiliza 50 segmentos econômicos diretos e mais de 500 indiretamente, segundo estudos recentes”. De acordo com Amaral, “os aeroportos e toda sua reverberação são plataformas muito fortes de desenvolvimento, e o  Brasil ainda não acordou para isso, sobretudo no aspecto regional”.

Ao Jornal Opção, o titular da agência disse que o projeto de internacionalização é “tocado a várias mãos”. Amaral se refere às articulações de Wilder Morais na SIC e toda a documentação necessária que seria enviada à Anac no dia 6.

O presidente da pasta de turismo afirmou não ter controle sobre o prazo de análise no órgão de aviação civil, mas adiantou que o processo todo deve ser concluído até o final do mês. “Até o dia 28 de fevereiro, no máximo início de março, o Aeroporto de Goiânia deve ser internacional”, declarou.

“Estamos contando os dias” para a internacionalização do Aeroporto de Goiânia, diz diretora de agência de viagens

A diretora comercial Valéria Nogueira, proprietária de uma agência de viagens de Goiânia, vê com ótimos olhos a iminente conclusão do processo de internacionalização do Aeroporto de Goiânia. Para a empresária, a novidade pode alavancar o turismo regional e aumentar ainda mais o fluxo de visitantes estrangeiros em Goiás.

De acordo com Valéria, a expectativa é boa pois a disponibilização de voos internacionais com partida de Goiânia pode aumentar exponencialmente a procura por destinos internacionais. “Isso vai impactar tanto o turismo receptivo quanto o emissivo. A TAP, por exemplo, se passar a operar aqui vai ser muito bom, pois Portugal é um dos lugares mais procurados aqui com a gente, até por ser um local mais barato de se viajar”, disse. A diretora comercial explicou que quanto antes a internacionalização for concretizada melhor. “Estamos contando os dias”, observou.

Nádia Cruvinel é outra proprietária de agência de viagens que está ansiosa para a finalização do processo no Aeroporto de Goiânia. A empresária acredita que a internacionalização vai “melhorar, e muito, a vida do goiano”, uma vez que o tempo gasto para se viajar será significativamente reduzido.

“Com a abertura dos voos internacionais aqui em Goiânia, muita gente vai ser beneficiada. Pessoas que vão para Portugal, por exemplo, saem de Goiânia e têm que ir pra Brasília para pegar o voo de lá, e o aeroporto de Brasília tem estado com pouquíssimos voos para Portugal. Essa internacionalização vai economizar no mínimo umas seis horas de viagem”, afirmou.

A agente de viagens também observou que muitos lugares com potencial atrativo para turismo têm poucos frequentadores justamente pela dificuldade de acesso. “Com essa mudança no aeroporto isso vai melhorar demais”, avaliou.

Estado negocia com companhias aéreas; empresas que atuam em Goiás não manifestaram interesse

Amaral disse que tem dialogado com representantes de empresas aéreas de Portugal, Panamá e Argentina. O objetivo é fechar negócio com grandes companhias para operações fixas de voos internacionais no Aeroporto de Goiânia.

O titular da Goiás Turismo revelou que está com as conversas adiantadas com o CEO da panamenha Copa Airlines, empresa aérea que faz voos para importantes pontos turísticos como Orlando e Nova York, nos Estados Unidos. O presidente da Goiás Turismo também informou que se reuniu recentemente com representantes da portuguesa TAP Air e pautou a possibilidade de a companhia operar no Santa Genoveva.

Entretanto, nada está definido. “Vamos homologar primeiro [a internacionalização] para tratarmos melhor dessa questão”, afirmou.

Apesar das animadas expectativas para a vinda de novas companhias aéreas, algumas das maiores empresas do Brasil, e que atualmente operam em Goiânia, não manifestaram interesse em operar voos internacionais na capital.

A GOL declarou que, como empresa competitiva, “avalia constantemente novas oportunidades para seu negócio e que possam oferecer ainda mais opções de voos aos seus clientes”. Segundo a companhia, no momento, não estão previstas operações internacionais no aeroporto de Goiânia”.

A Azul Linhas Aéreas foi outra que descartou expandir suas operações no Santa Genoveva. Assim como a rival GOL, a Azul afirmou também que, no momento, “a empresa não tem planos para lanços voos internacionais” com partida da capital de Goiás.

Já a Latam informou que “avalia constantemente as oportunidades de mercado conforme a demanda de cada região”. A empresa afirmou que “segue atenta às necessidades dos clientes para iniciar, ampliar ou adequar as suas operações”. A Latam aérea não confirmou se pode oferecer voos internacionais em Goiânia, mas deixou a possibilidade aberta ao declarar que “qualquer novidade é comunicada oportunamente pela companhia”.

Goiânia será cenário da próxima novela das 9 da Globo

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Goiânia estará de volta à telinha da Rede Globo como cenário de mais uma novela. "Em Seu Lugar", próxima trama das nove, vai suceder "Amor de Mãe". A equipe de gravação está desde o início da semana na capital captando imagens para o folhetim que deve estrear em maio.

No primeiro dia de captação de imagens, foram gravadas cenas externas no terminal Padre Pelágio na terça-feira (4) e no final da manhã desta quarta-feira (5) na Rodoviária de Goiânia e na parte da tarde na Praça do Ratinho e novamente no Padre Pelágio. Estão previstas ainda cenas na quinta-feira (6) no Morro do Além e em pontos da cidade. No primeiro momento não está previsto gravação com os atores em Goiânia.

Cauã Reymond

Em Seu Lugar terá Cauã Reymond como protagonista e na trama o seu personagem passará um momento em Goiânia. O ator viverá irmãos gêmeos que levam vidas bem diferentes e fará par romântico com Andrea Horta e com Alinne Moraes, sua ex-mulher na vida real. Os atores engataram namoro em 2002 e se separaram em novembro de 2005.

Cauã Reymond retorna às novelas depois de cinco anos. O último papel na telinha foi o personagem Juliano Pereira, em A Regra do Jogo. O trabalho mais recente do ator é a segunda temporada da série Ilha de Ferro, disponível na plataforma Globoplay.

Elenco 

O elenco conta ainda com Marieta Severo, Marco Ricca, Andréa Beltrão, Maria Flor, Marcelo Faria, Denise Fraga, Marcos Caruso e Fabrício Boliveira. A direção da novela será de Lícia Manzo, que estreia no horário das nove. Ela traz no currículo boas tramas das seis, A Vida da Gente (2011) e Sete Vidas (2015).

A última vez que Goiânia foi cenário de uma novela da Rede Globo foi na trama Em Família, de Manoel Carlos, em 2014. Na época, a atriz Bruna Marquezine fez cenas na Praça Cívica e os atores Gabriel Braga Nunes e Helena Ranaldi gravaram no Parque Vaca Brava. A cidade de Goiás e Pirenópolis também foram cenários do folhetim.

Fonte: O Popular

Yellow retira bicicletas e patinetes de Goiânia e outras 13 cidades

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Falta de capital afetou operação

Criada há um ano, a partir da fusão da mexicana Grin com a brasileira Yellow, a startup de mobilidade Grow nasceu já com a expectativa de se tornar rapidamente um "unicórnio" - como são conhecidas as empresas de tecnologia avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão. Mas a ambição não se concretizou.

A empresa de aluguel de bicicletas e patinetes sofreu nos últimos meses com falta de capital, disputas de poder, questões regulatórias e o alto custo das viagens em patinetes, apurou o jornal O Estado de São Paulo. Esses fatores levaram o negócio a não cumprir a promessa de revolucionar o transporte urbano.

Para sobreviver, agora a Grow irá no caminho contrário a que as startups estão acostumadas: dará uma freada brusca na operação. Nessa quarta-feira, 22, a startup começou a recolher seus patinetes em 14 cidades do País - agora, vai passar a operar só em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Já o compartilhamento de bicicletas será interrompido em todo o País, para "checagem das condições de operação e segurança". Em nota, a Grow confirmou que fará demissões, embora tenha negado a revelar o número ao jornal O Estado de São Paulo, citando "razões estratégicas". O anúncio do freio nas operações da Grow é o segundo baque no mercado de micromobilidade no Brasil - há duas semanas, a americana Lime deixou de oferecer patinetes na América Latina.

Tropeços
Segundo pessoas próximas à Grow, a falta de capital afetou a saúde da empresa. Em 2019, havia expectativa de uma nova rodada de aportes - em abril, o jornal O Estado de São Paulo chegou a noticiar que a startup negociava investimentos de US$ 150 milhões liderados pelo grupo japonês SoftBank. A negociação não foi adiante, e a Grow ficou com o caixa prejudicado. Procurado, o SoftBank não comentou.

Pesou também a divisão entre os sócios brasileiros e mexicanos: desde o início, a Grin apostava nos patinetes. Já a Yellow via as bicicletas, de preços mais acessíveis, como porta de entrada de novos usuários. Havia uma questão estratégica: cofundador da Yellow, Eduardo Musa, foi presidente da Caloi. Os outros dois cofundadores da brasileira, Renato Freitas e Ariel Lambrecht, também fundaram a 99, primeira startup brasileira a se tornar unicórnio.

A queda de braço entre brasileiros e mexicanos foi vencida pela ala da Grin, com maior poder no conselho de administração após a fusão. Essas disputas internas teriam prejudicado o foco no negócio e levado Lambrecht a se afastar do dia a dia da empresa. A assessoria de imprensa da Grow disse que o executivo é apenas "fundador e acionista" da companhia. Assim, toda a ala da Yellow deixou a operação - Freitas e Musa já não são sócios da empresa desde 2019. Em nota, a startup afirmou que a reestruturação "não se baseou em questões de liderança."

Dificuldades
Segundo fontes, houve também vários erros operacionais. O custo das corridas em patinetes - de R$ 8 para cada dez minutos - seria considerado alto pelos clientes. A expansão acelerada, de 4 para 17 municípios em apenas um ano, também não teria levado em consideração as particularidades de cada local. A falta de resistência e a difícil manutenção dos patinetes e das bicicletas, que têm muitas peças importadas, agravaram a situação.

Aposta para reduzir problemas e baratear a operação, a fábrica de bicicletas e patinetes na Zona Franca de Manaus não saiu do papel - o plano era entregar as primeiras unidades ainda no início de 2020. Questionada, a Grow disse que ainda avalia como seguirá com o projeto. Por fim, a falta de regulamentação sobre o uso de patinetes e a falta de diálogo entre autoridades e startups levou à apreensão de patinetes na capital paulista, em julho. (Agência Estado)

Fonte: A Redação