Outubro de 2019 tem 46% menos chuvas em Goiânia

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Com precipitação inferior à esperada para o período, Meia Ponte apresenta vazão inferior à do ano passado e semelhante à de 2017, quando estiagem registrada foi severa O volume de chuvas do mês de outubro deste ano ficou 46,5% abaixo da média histórica para o período em Goiânia. O volume, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás, foi de 82,8 milímetros (mm), enquanto a média é de 154,8 mm. Em outubro de 2017, a precipitação foi de 51,2 mm, ficando também abaixo da média para o período. Já em 2018, o volume foi de 223,6 mm, 44,4% acima do esperado.

O pouco volume de chuvas de outubro influenciou a vazão do Rio Meia Ponte, principal manancial que abastece Goiânia e região metropolitana. Na última semana, entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, a Sala de Situação da Saneago registrou, no ponto de captação, vazão média de 3.067 litros por segundo (l/s) -considerando as medições da manhã e fim da tarde, número que se aproxima do nível crítico 3 (quando a vazão é igual ou menor que 2.800 l/s). O resultado atual não significa um sinal de alerta, mas de atenção, uma vez que a quantidade de água não ameaça o abastecimento. Os índices mais recentes de 2019, porém, não figuram nos índices mais elevados.

A vazão do Meia Ponte, no ponto de captação da Saneago, no último dia 1º estava em 3.731 l/s pela manhã, escoamento superior ao da mesma data de 2017, 817 l/s (veja gráfico). Naquele ano a estiagem foi severa e o abastecimento público ficou ameaçado. Entretanto, com o passar dos dias, a situação se inverte. Nos dias 6 e 7 de novembro de 2017 o escoamento ultrapassou a casa dos 6.000 l/s. No ano atual, neste mesmo período, o indicador ficou em cerca de 2.800 l/s.

Comparadas as médias das vazões da manhã de 2017 e 2019 no período, há uma diferença de 7,8% a menor para este ano.

O mês de setembro de 2019 também ficou abaixo tanto da média histórica para o período quanto ao apurado no ano passado. Em setembro deste ano, o número ficou em 18,6 mm, 64,8% abaixo do esperado, se comparando com a média histórica de 52,8 mm. Em 2017, choveu apenas 9,5 mm em setembro. Em 2018, o número continuou abaixo da média ficando: 32 mm.

Regularidade está atrasada

A chefe de seção da Previsão do Tempo do Inmet Goiânia, Marna Mesquita, diz que os dados não mostram que necessariamente este será um período chuvoso fraco. “Eu não acho preocupante. Às vezes acontece este tipo de ‘atraso’. Quando é assim, normalmente há um alongamento do período chuvoso no próximo ano”, explica Marna. 

De acordo com ela, este ‘atraso’ logo deve ter fim. “Nós temos visto que as chuvas periódicas deverão começar em novembro. Por isso, ainda consideramos que está tudo normal”, diz a chefe de seção. 

O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, André Amorim, afirma que esta falta de chuva já estava prevista. “Precipitações irregulares já estavam programadas para outubro e para o início deste mês. Somente a partir da segunda quinzena e início de dezembro é que teremos chuvas com mais regularidade”, conta. 

Segundo Amorim, estas chuvas irregulares preocupam, pois não são as ideias para abastecer os mananciais. “Existem as chuvas de qualidade, que são aquelas que normalmente caem durante o dia e mais mansamente, e aquelas de quantidade, que caem em grandes volumes e durante um curto espaço de tempo. As que são positivas para o abastecimento são as primeiras”, esclarece o gerente. 

Porém, de acordo com Amorim, ainda é muito cedo para prever se este atraso na vinda das chuvas regulares prejudicará a vazão dos rios no período de seca do ano que vem. “Seria leviano falar disso. Ainda é muito imprevisível. Por isso, a Secretaria está realizando com regularidade o acompanhamento dos níveis do Rio Meia Ponte. Desta forma, não teremos surpresas”, finaliza o gerente.

Justiça de Goiás suspende o contrato de execução do Parque Ambiental Macambira-Anicuns

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Pedido foi feito pelo município de Goiânia, que alegou que há ilegalidade nas cláusulas de convenção de arbitragem constantes no documento. Mérito ainda será julgado 

A Justiça de Goiás suspendeu o contrato de execução do Parque Ambiental Macambira-Anicuns, firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o Consórcio Construtora Puama. O pedido foi feito pelo município, que alegou que há ilegalidade nas cláusulas de convenção de arbitragem constantes no documento. A decisão é da juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos da Comarca de Goiânia. O mérito da sentença ainda será julgado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a magistrada analisou, diante dos autos, que o Contrato nº 005/2014, em que estão as cláusulas que preveem o uso da arbitragem, foi assinado na gestão municipal anterior, responsável pelo trâmite do processo licitatório em questão e cuja execução já foi paralisada várias vezes. A atual gestão, de acordo com os autos, assumiu a execução dos trabalhos cinco anos após a assinatura do acordo.

Para a juíza, aplicar cláusulas de arbitragem ao caso é impor “grave medida” à administração, mencionando, ainda, o valor da multa requerida na Corte Arbitral, de mais de R$ 7 milhões.  “Eventual pagamento de qualquer valor a ser definido pela Câmara de Conciliação e Arbitragem antes que seja decidido acerca da legalidade das cláusulas de arbitragem, objeto desta ação, pode trazer sérios reflexos para toda a população, prejudicando a gestão econômico-financeiro da Administração Municipal, que será obrigada a dispor de alta quantia, lesando a prestação de serviços essenciais, como saúde, educação, saneamento básico e obras de infraestrutura”, destacou.

A juíza frisou que é fato público e notório que a execução do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama) tem se estendido por mais de dez anos devido a diversos problemas enfrentados pela Prefeitura, sendo eles financeiros e/ou burocráticos, incluindo matérias ambientais, distrato com empresa anterior, necessidade de desapropriações, ações judiciais e novo procedimento licitatório, e sobre os quais o Município não tem controle, segundo ela.

Mais Voos: Governo de Goiás reduz ICMS do combustível de aviação de 15% para 7%

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Decreto foi assinado pelo governador Caiado

 O decreto que reduz de 15% para 7% o ICMS do combustível de aviação foi assinado pelo governador Ronaldo Caiado na quinta-feira (21/11). A medida foi aprovada conforme decisão do Conselho Superior de Desenvolvimento Industrial, Comercial e de Serviços. 

Ao reduzir o ICMS do combustível, o Governo aposta num considerável aumento do número de voos partindo de Goiânia para outros estados. “Vamos atrair empresas de aviação, principalmente as de baixo custo, para o Aeroporto Santa Genoveva, que vai operar voos internacionais! Turismo e negócios vão alavancar ainda mais a economia de Goiás”, disse o governador Ronaldo Caiado. 

As articulações para reduzir o ICMS do combustível de aviação, uma demanda antiga do setor, começaram no início do ano pelo secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Wilder Morais, num trabalho conjunto com o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral. “Teremos condições de competir e atrair novas empresas aéreas. Como Goiânia tem uma logística favorecida pela questão geográfica, certamente as empresas terão interesse em aportar novos voos ou redirecionar voos para abastecimento. Isso vai aumentar o fluxo de passageiros, as oportunidades de negócios e a receita fiscal do Estado”, salientou o presidente da Goiás Turismo.

Wilder Morais também reforça que a iniciativa ajudará a destravar o processo de internacionalização do Aeroporto Santa Genoveva, que passa por adaptações para receber voos de outros países. Goiás agora terá ICMS menor do que o do Estado de São Paulo, cuja alíquota é de 12%. “Feliz por saber que o governador Ronaldo Caiado atendeu o nosso pedido e do segmento para reduzir o ICMS do combustível, que incide em até 40% nos custos do setor. Menos impostos e mais fomento à economia”, disse Wilder. 

“É realmente um gol de placa, uma grande medida do governador. É bom para o Turismo, bom para os negócios, para a indústria, para o agro, é bom para o Estado todo”, pontuou Fabrício Amaral. A iniciativa do governador Ronaldo Caiado foi também elogiada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo ele, a medida traz competitividade e mais oferta de passageiros, além de criar um novo ambiente na aviação nacional. 

Projeto de reforma da Praça Universitária é aberto para consulta pública

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Prefeitura prevê a participação de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral. Reforma está prevista para abril do próximo ano

Durante audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (4/10) no Palácio da Cultura, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan da Cunha Mattos, reafirmou o compromisso da Prefeitura de Goiânia em promover a grande revitalização da Praça Universitária.

O secretário adiantou que a Seinfra já realizou um estudo sobre a revitalização geral do espaço e que submeteria o projeto para análise de uma comissão a ser formada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Escola de Belas Artes, Secretaria municipal de Cultura, estudantes e representantes da comunidade para um encontro de ideias que resgate o simbolismo da praça e possa ser promovida uma revitalização que reflita o sentimento da cidade.

Antecipando a revitalização, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Seinfra, já executou algumas ações, como a construção de quatro jardins de chuva dentro da praça e outros cinco no entorno para auxiliar a drenagem urbana e melhorar a umidade do ar, e a substituição das lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas Led nos 78 pontos existentes em toda praça, sendo 34 na parte interna, com lâmpadas de 120 watts, e 44 na parte externa, com lâmpadas de 160 watts. Dolzonan Mattos antecipou ainda que o projeto desenvolvido pela Seinfra contempla também um posto da Guarda Civil Metropolitana para reforçar a segurança.

Outra medida que acelera a revitalização da praça, anunciada pelo secretário, é a reconstrução da malha viária na parte interna, que terá início ainda este mês.

De acordo com o anteprojeto desenvolvido pela Seinfra, a revitalização poderá contemplar uma pista de skate, pista de caminhada, recuperação do espelho d’água, calçadas acessíveis e uma nova configuração para o Bar da Tia.

“Estamos com o projeto desenhado e aguardamos a colaboração de arquitetos, urbanistas, estudantes e da sociedade em geral para finalizarmos e colocarmos em licitação o que estiver faltando para a revitalização da Praça Universitária, que deverá ter início entre os meses de março e abril do próximo ano”, declarou o secretário Dolzonan Mattos.

Biblioteca Marieta Telles Machado
Catorze empresas foram habilitadas no processo licitatório nesta segunda-feira (04/11) para a reforma da Biblioteca Marieta Telles Machado. O orçamento de R$ 329.792,67 prevê a substituição de toda a pavimentação, impermeabilização das áreas necessitadas e a instalação de novos vidros e novas esquadrias.

As obras devem iniciar em até 10 dias após a emissão da ordem de serviço e deverão ser concluídas em 30 dias.

O arquiteto Fernando Guerra apresentou um prospecto da reforma que será realizada na Biblioteca Marieta Telles Machado, uma obra emergencial para conter os problemas de infiltração e alagamentos causados pela permanência da antiga laje do espelho d’água que ainda existe abaixo do jardim abaixo do prédio. A proposta prevê ainda a retirada da vegetação no entorno sob o risco de danificar a edificação.

Fernando confirmou que a ideia é manter o projeto original dos arquitetos Heitor Ferreira de Souza, José Magalhães Júnior e Mássimo Fiochi, com alterações somente na área dos banheiros para os usuários do espaço, adequando à acessibilidade e apoio aos funcionários no pavimento inferior.

O arquiteto revelou também que a Secretaria Municipal de Direitos Humanos tem um projeto de assumir o Palácio da Cultura e transformá-lo num espaço de co-work, onde a juventude possa frequentar para estudos e desenvolvimento de trabalhos.

Empresas habilitadas:
1. Cabral Belo Engenharia Eireli
2. Fenix Ambiental Engenharia Eireli – EPP
3. CBMA Construções & Soluções Ambientais Ltda
4. AL Almeida Engenharia Ltda
5. Albenge Engenharia Indústria e Comércio Ltda
6. Construtora Guimarães Abrãos Ltda
7. GEO Engenharia Ltda
8. Leman Embraconci Construtora e Incorporadora Eireli - ME
9. Ricco Construtora Ltda
10. M R Engenharia Construção Ltda
11. RTR Construtora e Incorporadora Eireli
12. Marco Construções e Incorporações Ltda
13. Prime Engenharia Eireli – ME
14. Arkal Engenharia Ltda

Nara Serra, da editoria de Infraestrutura
Foto: Pelikano

Obras da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês

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A Prefeitura de Goiânia informou nesta sexta-feira (22) que as obras da trincheira da Rua 90 serão entregues no dia 30 deste mês. Iniciadas em 1º de abril deste ano, as obras estão com 90% dos serviços prontos e, para finalizar, os operários trabalham na interligação das redes de drenagem, na complementação do pavimento e na pintura das paredes da trincheira.

Com 236 dias de serviço, os dois viadutos já foram liberados para o tráfego de veículos, nos dois sentidos da Avenida 136, a pavimentação do corredor e dos demais veículos foi concluída e avança a execução dos meios-fios, das calçadas e o plantio de grama e palmeiras Jerivá.

O sistema de drenagem a ser conectado ao já existente na Avenida Jamel Cecílio, que desce para a Avenida 136, possui 150 m de extensão e 1,2 m (1.200 mm de diâmetro), vai captar a água de todo esse sistema viário e lançar no Córrego Botafogo, impedindo qualquer acúmulo de água na trincheira. 

Para a construção, está sendo utilizado o método não destrutivo, que permite fixar o tubo no canal a 1,5 m abaixo do nível mais baixo da trincheira, por meio de macacos hidráulicos. É uma alternativa de redução de danos ambientais e de impactos sociais, pois está sendo executada sem a escavação do solo e a necessidade de interdição da Avenida Jamel Cecílio.

A trincheira na Rua 90 e o viaduto na Avenida 136 integram o complexo do sistema BRT e um conjunto de obras que vão promover um avanço na mobilidade urbana de Goiânia, principalmente das Regiões Sul e Central da cidade, ao garantir, respectivamente, maior agilidade e conforto para mais de 120 mil usuários do transporte público, e a fluidez para mais de 100 mil veículos, que trafegam pelo cruzamento diariamente.

BRT Norte-Sul

O BRT Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, saindo do terminal Recanto do Bosque, na Região Norte da Capital até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, seis terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque. A Prefeitura está licitando o trecho de 5 km, entre os terminais Isidória e Cruzeiro. O prazo para conclusão total da obra é outubro de 2020.

Todo o sistema está orçado em R$ 217 milhões, em valores iniciais, sendo R$ 140 milhões de recursos do FGTS e R$ 77 milhões de contrapartida da Prefeitura de Goiânia. Em valores atualizados chegará a R$ 400 milhões: sendo R$ 270 milhões do FGTS e R$ 130 milhões da Prefeitura.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses, sendo retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os envolvidos. Com 18 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 54,29 % do sistema, dados de outubro.

Trecho Norte

Estão sendo executados o último trecho do corredor do BRT e as pistas laterais, na Avenida Oriente, e a previsão é de que esteja totalmente concluído em 15 dias. As calçadas estão sendo construídas e, a partir de agora, serão feitas no cruzamento com a Avenida Goiás Norte, nos trechos onde não há calçamento.

Trecho Sul

No trecho Sul, as pistas do corredor do BRT estão concluídas e as pistas laterais estão sendo finalizadas, entre a Praça do Cruzeiro e o Terminal Isidória, a exceção do trecho em frente ao HUGO, que está na fase de terraplenagem da pista lateral, e as marginais da trincheira para o lado Sul. Já foram iniciadas também as obras de construção da Estação Isidória, com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas.

Obra na Praça do Trabalhador (Feira Hippie) em Goiânia atrasa e feiras só vão mudar em 2020

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Revitalização do espaço era prometida para o final deste mês, mas deve ser concluída apenas em março. Feirantes preferem ficar onde estão do que mudar agora As feiras Hippie e da Madrugada vão continuar nos locais provisórios, nos arredores da Praça do Trabalhador e em parte da Rua 44, pelo menos até março de 2020. Quando a obra de revitalização da Praça foi iniciada, em junho deste ano, a promessa do Paço Municipal era de que o serviço fosse parcialmente finalizado até o final deste mês, quando os feirantes seriam levados novamente para a parte interna já reformada e organizados no novo espaço, de modo a aproveitar a reta final das vendas de Natal, acomodando trabalhadores e clientes. No projeto, constam áreas de convívio, descanso, banheiros públicos e estacionamento para os ônibus de turismo de negócios.

Neste período, no entanto, as obras não ficaram no ponto de receber os feirantes. Existiu uma discussão quanto ao piso a ser instalado no local, se seria asfalto conforme o projeto original ou se serão instalados os chamados pavers, comumente conhecidos como “tijolinhos”, tal qual foi feito na Rua do Lazer e na Praça Cívica, no Centro. A opção final foi pelos pavers, mas ainda não há nenhum instalado no local. Além de todo o terreno estar na terra, as muretas e os prédios que serão da administração, banheiros e outros, também não foram finalizados.

Além disso, desde então não houve a preparação para a mudança dos feirantes. O Paço nem mesmo finalizou as chamadas dos trabalhadores para a atualização do cadastro dos mesmos e a comparação com o levantamento feito pela Associação dos feirantes da Feira Hippie. Ou seja, se o espaço estivesse pronto não saberiam realocar os trabalhadores na Praça do Trabalhador, o que poderia ocasionar confusão semelhante à que ocorreu durante a mudança das barracas para este espaço provisório.

Secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan Mattos, explica que os próprios feirantes preferem que a mudança não ocorra por agora, já que eles e seus clientes se adaptaram aos locais provisórios e a alteração de lugar pode prejudicar as vendas de final de ano. “Como não querem, vamos aproveitar para entregar só quando estiver tudo pronto mesmo. Tivemos de fazer adequações no traçado pela conexão da Avenida Leste-Oeste com o BRT Norte-Sul, vamos fazer novas interferências ali.”

A reportagem apurou que também houve mudança no ritmo da obra em razão de a empreiteira não poder fazer o trabalho mais pesado entre quinta-feira e domingo, para não produzir poeira durante as feiras, o que atrasou os processos. A presidente da Associação da Feira da Madrugada, Patrícia Mendes, diz que não foi avisada sobre a demora na entrega da obra, mas que os feirantes estão satisfeitos com o local em que estão acomodados. “Estamos satisfeitíssimos, está organizado, não tem problema. Que a Prefeitura termine a obra completamente,” diz ela, cuja feira ocupa a via entre a Praça e a Rodoviária.

Diálogo

Já o presidente da Associação dos feirantes da Feira Hippie, Waldivino da Silva, confirma que a Prefeitura ainda não sentou com os feirantes e nem mesmo discutiu sobre o levantamento da quantidade de trabalhadores no local. “Mudar agora é inviável mesmo, não tem como voltar do jeito que está. O problema é que estão fazendo as chamadas ainda dos feirantes e nem definiram nada sobre como vai ser.” Sobre o local atual, Silva diz que ainda há problemas para quem atua e frequenta as barracas próximas à Avenida Independência, pois sofrem com a poeira da obra.

Prefeitura planta 150 mudas de Ipê no Jardim Novo Mundo

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Trabalho executado pela Comurg faz parte do plano de substituição gradativa dos jamelões

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização (Comurg), realizou o plantio de 150 mudas de Ipês no canteiro central da Avenida New York, no Jardim Novo Mundo. As mudas foram inseridas entre as 120 unidades de jamelões que serão retirados assim que os Ipês alcançarem um tamanho maior.

De acordo com o presidente da companhia, Aristóteles de Paula, a medida faz parte de um plano preventivo da Comurg e Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) para substituição gradativa de todos jamelões da cidade. As mudas de Ipês direcionadas para a Avenida New York foram produzidas no Viveiro Redenção, têm dois metros de altura e cores variadas. 

Desde o início do ano, a Comurg já fez a retirada de jamelões de avenidas como a Fued José Sebba, no Jardim Goiás; Ipanema, Jardim Atlântico; T-63, no Parque Anhanguera; Engenheiro Atílio Correia Lima, Cidade Jardim; Gercina Borges Teixeira, Vera Cruz II; Nazareno Roriz, Vila Aurora e outros. Em toda cidade, mais de dez mil espécies de árvores foram plantadas nos canteiros e logradouros públicos somente neste ano.

Os jamelões estão presentes em aproximadamente 50 vias da cidade. As árvores foram plantadas há mais de 20 anos e causam diversos danos, especialmente aos motociclistas, devido aos frutos que caem nas vias e provocam escorregões. Os locais com maior concentração destas árvores são: Jardim Guanabara, Jardim Presidente, Jardim Planalto, Cidade Jardim, Jardim Novo Mundo, Parque Amazônia, Jardim Atlântico, Vila Pedroso, Jardim Curitiba e Jardim Liberdade. 

A substituição vem ocorrendo e respeita a necessidade de fazer o plantio de outras espécies nos locais. Mais de 20 tipos de árvores foram pré-selecionadas e estão nos viveiros municipais aguardando para serem plantadas, respeitando as características de cada região.

Hacksa Oliveira, da editoria de Urbanização 
Foto: Jackson Rodrigues

Repasse do Parque da Serrinha para prefeitura de Goiânia, é acertado

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Poderes concordam em transferência de área em Goiânia e vão trabalhar para definir detalhes da mudança. Associação denuncia abandono de local Após quase um ano de reuniões e negociações, a Prefeitura de Goiânia e o governo de Goiás chegaram a um acordo para a municipalização do Parque Estadual Morro da Serrinha. Na manhã desta segunda-feira (11), a superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Janaína Rocha, se reuniu com o prefeito Iris Rezende (MDB) e com o vereador Cabo Senna (Patriota), responsável pelo requerimento que foi aprovado pela Câmara Municipal. Agora, procuradores do Estado e município vão analisar a parte burocrática e administrativa para definir a forma e os termos de repasse da área.

A transferência começou a ser discutida no início deste ano e em setembro, o requerimento do vereador Cabo Senna foi aprovado na Câmara. A ideia é que a área de aproximadamente 100 mil metros quadrados seja repassada ao município e possa integrar o Projeto Amigo Verde, que estabelece parcerias entre o poder público municipal e entidades sociais, empresas privadas ou pessoas físicas. Entre os objetivos estão: implantação, reforma, manutenção ou melhoria urbana, paisagística e ambiental dos parques naturais urbanos, por meio de adoção voluntária deles.

A superintendente da Semad explica que o projeto já existe e está dividido em duas etapas. A primeira delas engloba cercamento, instalação de iluminação pública, trilhas e caminhos dentro do parque. Orçada em torno de R$ 4 milhões (valores de final de 2017 e início de 2018), a licitação foi realizada e teve, inclusive, uma empresa vencedora. A segunda parte, que diz respeito à instalação de equipamentos urbanos e de lazer, tais como: parque infantil, área de alimentação, academia para ginástica e área para prática de esportes, por exemplo. Este valor ainda não passou por orçamento, nem licitação.

Meios

“Por ser um parque urbano, a gente não tem recursos com essa modalidade de investimento na Semad. É um parque que não faz parte do sistema nacional ou do sistema estadual de unidades de conservação, porque é um parque de modalidade urbana. Com a decisão da Prefeitura, vamos discutir os procedimentos burocráticos e administrativos. Queremos que Prefeitura e sociedade possam participar deste processo de revitalização e instalação do parque e dar andamento ao projeto que vem sendo construído desde 2018, no âmbito do Estado, mas com muita carência de recursos. O governo está disposto a realizar a transferência da área”, completa Janaína Rocha. A superintendente levou ainda uma proposta de cessão de direitos de uso para município iniciar as obras e repasse de área na entrega do parque. Esta proposta, entretanto, foi negada pelo prefeito Iris Rezende.

“Nós não podemos investir em uma área que não seja da Prefeitura, sem a dotação orçamentária suficiente, com autorização do Poder Legislativo. O terreno precisa ser de domínio municipal e o que eu recomendei é que o vereador busque junto ao governador uma transferência de domínio para a Prefeitura. O espaço é muito importante para Goiânia. É um local bonito, que pode se tornar um dos locais de visitação das pessoas”, completou o prefeito. Iris diz ainda que a transferência que vai ocasionar o início das obras depende exclusivamente do Estado.

Regularização de investimento

O vereador Cabo Senna (Patriota), autor do requerimento de mudança de domínio do Parque da Serrinha, considera que o fato de a Prefeitura aceitar a transferência em acordo com o Estado, já é motivo de comemoração. “Juridicamente falando, o prefeito não pode depositar nenhum tipo de valor nesta área porque é de gestão do Estado. Nós vamos agora colocar procuradores do município e do Estado em contato para que, de forma jurídica, possam dar uma segurança para que a Prefeitura possa se envolver neste projeto. De uma vez por todas, (o parque) sairá do nosso coração e entrará de vez na prática. Nós vereadores, por uma emenda impositiva, também temos condições de destinar verbas para construção e manutenção deste parque”, completa.

Senna afirma que muitas empresas já estão interessadas em auxiliar no projeto bem como as de telefonia que estão instaladas no morro. 

Presidente da Associação dos Amigos do Morro da Serrinha, Álvaro Caetano, diz que o desejo dos moradores é que o parque, uma promessa de mais de 30 anos, saia definitivamente do papel. A ação envolve ainda a retirada de pelo menos 150 famílias que ocupam o lugar de forma irregular. “Estou lá há 29 anos, o vice-presidente tem mais de 30 anos. Está se criando a primeira favela de Goiânia. Está muito feio. As pessoas jogam lixo, cachorros mortos. Além de tudo isso, nossas casas lotam de ratos, baratas.”, diz.