Aberta concorrência pública para projetos de corredores de ônibus em Goiânia

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Editais foram divulgados pela prefeitura

A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta sexta-feira (23/8), concorrência pública para contratação de empresas para o desenvolvimento de projetos de corredores de ônibus nas avenidas 24 de Outubro e Independência e requalificação dos já existentes nas avenidas 85 e T-63. Os avisos, especificando técnica e preço, foram publicados no Diário Oficial do Município e os processos serão abertos nos dias 7 e 8 de outubro. Os editais estão disponíveis no site da prefeitura.

Com recursos do governo federal, estimados em R$ 2,8 milhões, as empresas vencedoras serão responsáveis pelos projetos: geométrico, de drenagem, pavimentos, sinalização vertical, horizontal e semafórica, laços detectores e infraestrutura para a rede de monitoramento e informação (rede de lógica) e iluminação.

Os corredores preferenciais atendem ao programa da atual gestão de investimento em mobilidade urbana, com vistas a destravar o tráfego de veículos, promover as condições de acessibilidade e melhorar a fluidez do transporte coletivo, reduzindo o tempo de viagem e espera dos usuários. Atendem também ao Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído em 2012 pelo Governo Federal, que estabelece, entre outras diretrizes, priorizar os deslocamentos a pé dentro das cidades, os não motorizados e os coletivos sobre os individuais.

Para o prefeito Iris Rezende, o crescimento acelerado da capital é incontestável e exige políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana. “Goiânia é uma cidade grande e que não para de crescer. A organização do trânsito é fundamental neste contexto. E os corredores exclusivos fazem parte de um projeto extenso, que envolve desde o trabalho de conscientização até o melhoramento do transporte coletivo em nossa capital. Estamos empenhados neste trabalho incessante que, tenho certeza, trará grandes resultados para os goianienses', ressalta.

A intenção da prefeitura é que os projetos atendam a real concepção dos corredores, que funcionam como pistas expressas, cujo objetivo é acelerar o transporte público, destravando o trânsito e diminuindo o tempo da viagem para o usuário. A ideia é implantar corredor ao longo da 24 de Outubro e da Independência e requalificar as faixas preferenciais das Avenidas 85 e T-63, com pavimento rígido nas baias destinadas aos pontos de embarque e desembarque de passageiros (PEDs), e o pavimento flexível existente, tanto na faixa preferencial quanto nas faixas destinadas ao tráfego geral, será totalmente requalificado, assim como os canteiros centrais, onde houver.

Os corredores receberão nova sinalização horizontal, vertical e semafórica, novos abrigos nos PEDs e infraestrutura destinada à rede de lógica, fornecimento e implantação dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede (ex: câmera Speed dome, postes, etc), e implantação de nova iluminação artificial em LED, em substituição à iluminação existente e, também, rede de drenagem nos pontos críticos definidos em projeto.

Corredores

Corredor Avenida 24 de Outubro – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 3,4 km
Trajeto: Setor dos Funcionários, Campinas, Setor dos Aeroviários e Esplanada dos Anicuns
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 31 PEDS
Linhas de ônibus: 17 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 423.685,51

Corredor Avenida 85 – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 7,2 km
Trajeto: Setor Sul, Marista, Bueno, Serrinha e Parque Amazônia
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 48 PEDS
Linhas de ônibus: 13 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 886.745,73

Corredor Avenida Independência – abertura dia 8 de outubro
Extensão 6,7 km.
Trajeto: Início no Setor Leste Vila Nova, passando pelo Setor Central, Setor Aeroporto, Setor dos Funcionários e chega a Campinas.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linha de ônibus: 25 linhas de ônibus operam na via.
Orçamento: R$ 828.737,28.

Corredor Avenida T-63 – abertura dia 8 de outubro
Extensão: 5,7 km
Trajeto: Início no Setor Pedro Ludovico e atravessa os Setores Bela Vista, Bueno, Nova Suiça, Jardim América até o Parque Anhanguera.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linhas de ônibus: 11 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 678.930,70.

Fonte: A Redação

Obras na Marginal Botafogo e na Jamel Cecílio vão afetar pelo menos 160 mil motoristas

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Prefeitura assina ordem de serviço para início de construção de viaduto e de prolongamento da Marginal Botafogo na próxima semana. Trânsito vai ter modificações A partir de setembro, os motoristas que trafegam na região da Avenida Jamel Cecílio, no Setor Jardim Goiás, Região Sul de Goiânia, vão passar a conviver com mudanças no trânsito, pois é quando devem ser iniciadas as obras de construção do viaduto com a Marginal Botafogo e também o prolongamento desta até a Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico. A estimativa é que cerca de 60 mil veículos passem diariamente pela via, além de cerca de 100 mil na Marginal, sendo estes os mais afetados pelas mudanças, além do tráfego na Alameda Leopoldo de Bulhões e outras ruas do entorno.

A Prefeitura vai assinar a ordem de serviço para as empresas vencedoras das licitações, finalizadas entre o final de julho e começo deste mês, entre quarta e quinta-feira da próxima semana, que é quando deverão ser divulgadas quais as mudanças serão feitas para o tráfego local. As mudanças serão propostas pelas empresas vencedoras, a Loctec Engenharia, responsável pelo viaduto, e o consórcio Planex Ingá, que realizará o prolongamento. Este serviço deve ser entregue no começo da próxima semana e será repassado para análise da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), para que as mesmas possam referendar ou pedir modificações.

Ao mesmo tempo, será iniciado o trabalho de confecção das placas de sinalização indicativas aos motoristas e o serviço de orientação aos passageiros do transporte coletivo. O secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, estima que as orientações ficarão prontas até a próxima quarta-feira (28) e que as obras comecem efetivamente no dia 2 de setembro, já com as modificações para motoristas e comerciantes da região. Embora ainda não se tenha as medidas totalmente definidas, o mais provável é que se faça um alargamento da Rua 1018, no Setor Pedro Ludovico, para que a mesma possa receber um volume de tráfego maior que o atual.

As duas obras na região da Avenida Jamel Cecílio custarão R$ 39 milhões e começarão efetivamente em setembro ao tempo que ainda estará em andamento a construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, que é o ponto onde inicia a Avenida Jamel Cecílio. A previsão é que esta obra, que faz parte do corredor exclusivo BRT Norte-Sul, seja finalizada apenas no final de novembro. “Nos primeiros dias dá uma complicação no trânsito, mas depois se ajeita. Na região da Rua 90, hoje em dia, já está tranquilo”, comenta Mattos.

O prolongamento da Marginal Botafogo, com previsão de finalização em sete meses, é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh). O secretário da Seplanh, Henrique Alves, afirma que estuda iniciar a obra pelo lado da Avenida 2ª Radial, para que se possa reduzir um pouco o impacto no tráfego da região da Jamel Cecílio. “O viaduto vai ter um impacto maior, estamos analisando ainda”, diz.

Mercado imobiliário goiano espera 50% de crescimento com novo financiamento da Caixa

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Entidade do setor estima aumento de lançamentos e vendas no segundo semestre deste ano

O mercado imobiliário goiano espera vender 50% mais imóveis no segundo semestre, comparado ao mesmo período de 2018, após o governo federal anunciar uma nova modalidade de financiamento com mudanças nas taxas de juros. De setembro a dezembro deste ano, o setor espera movimentar R$ 500 milhões, em média, com a venda de 2,5 mil imóveis. Neste mesmo período, em 2018, foram vendidos 5 mil imóveis com lucro bruto de R$ 1,15 bilhão, segundo o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias Fernandes.

“Essa proposta veio em bom momento porque o setor estava preocupado com os fundos para financiar a habitação, que basicamente se sustenta pela Poupança e FGTS. O setor estava preocupado se haveria crédito para a habitação”, revela o presidente da Ademi.

O financiamento mais usado pelos brasileiros usa uma taxa de juros fixa somada à Taxa de Referência (TR). No fim das contas, o consumidor paga 10% de juros ao ano com as duas taxas somadas, em média, que pode variar de acordo com o banco. A mudança no financiamento proposto pelo governo federal será na escolha da segunda taxa de referência. Agora, o consumidor pode optar pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação nacional, ao invés da TR, que, segundo Roberto Elias, será mais vantajoso ao cliente.  

Para o economista Everaldo Leite, neste momento, o mercado imobiliário poderá até reagir, gerando negócios e rendas, entretanto, não dá para afirmar se isso garantirá no curto prazo investimentos novos e retomada dos empregos na construção civil. “Deverá movimentar a economia, mas de modo prudente, não representando um novo boom imobiliário”, resume o economista.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o crédito imobiliário tem uma participação pequena no Brasil, de 10%. “Se olhar bancos na Europa e Estados Unidos, essa participação é superior a 50%. Temos crédito baseado na TR (Taxa Referencial). O que anunciamos é uma segunda linha”, afirmou Guimarães em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na terça-feira, 20, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a estimativa da Caixa, um financiamento com parcela mensal de R$ 3 mil, por exemplo, terá redução ao ponto em que a mesma parcela chegue a R$ 2,1 mil.

“Agora com o IPCA, a Caixa financia e pode comercializar o crédito para um fundo imobiliário ou pensão e o dinheiro volta para o banco financiar mais a habitação”, explica Roberto Elias.

Financiamento com índice IPCA preocupa especialistas

Para 2019, a previsão é de que o índice se mantenha em 4,25% até dezembro, que pode favorecer o financiamento imobiliário baseado nesse modelo. Porém, especialistas alertam para riscos futuros caso a inflação volte a subir.

A analista financeira da Bolsa, Brasil, Balcão (B3), Greice Guerra, alerta o consumidor a ter cuidado ao optar pelo financiamento com juros mais o IPCA pela volatilidade deste índice ao longo do tempo. “O Brasil não tem uma economia segura e sofre com momentos de alta e baixa, e a política interfere nesses ciclos. Isso pode levar ao aumento do índice”, explica Greice.

Para o advogado especializado em Direito do Consumidor, Wanderson Tolentino, existe  uma ilusão de que o contrato ficará mais barato. “Mesmo com a taxa de juros maior, o IPCA varia mais e deixa de ser vantojoso. Mesmo com o novo financiamento, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o cliente pode escolher o modelo, não sendo obrigado a optar pelo novo”. O advogado diz ainda que ao optar pelo modelo novo, o cliente não poderá mudar depois se o índice disparar, salvo se existir previsão contratual.

O economista Everaldo Leite reafirma a instabilidade econômica como principal dificultador pela escolha do índice. “Um acréscimo percentual caso haja uma disparada na inflação pode inviabilizar o pagamento das parcelas do financiamento. Famílias devem ter muita segurança em relação ao impacto do financiamento sobre a renda no longo prazo, ou pagar algum seguro que resguarde o investimento em períodos de desemprego ou de incapacidade de pagamento”.

Parque dos romeiros do Divino Pai Eterno será construído em Trindade

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Obra será inaugurada em maio de 2020

Na próxima terça-feira (27/8), às 9h, Trindade vai receber o lançamento da pedra fundamental do Parque dos Romeiros, uma área verde e de lazer com aproximadamente 8.600 metros quadrados, e que será entregue à população até maio de 2020.

O parque será construído numa área pertencente ao recém-lançado condomínio Parqville Quaresmeira, empreendimento da Cinq Desenvolvimento Imobiliário, empresa que está realizando o projeto e as obras da nova área de lazer. Localizado às margens da Rodovia dos Romeiros (GO-060), o espaço será aberto à comunidade e servirá também como suporte para os visitantes da romaria ao Divino Pai Eterno, em Trindade. O lançamento da pedra fundamental contará com a presença do do prefeito de Trindade, Jânio Darrot, e de outras autoridades locais. 

Projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Guilherme Takeda - cujos projetos são conhecidos por suas propostas de coabitação harmoniosa entre pessoas e natureza - o Parque dos Romeiros será a primeira área verde da cidade destinada ao lazer, convivência e religiosidade. 

O espaço contará com pista de skate, pomar com frutas típicas da região, área coberta para que a população possa realizar eventos, como feiras, palestras, entre outros. O parque contará também com duas Estações do Romeiro que servirão como paradas para momentos de oração. Nesses dois locais dentro do parque serão colocadas duas estátuas de bronze que farão homenagem às famílias e aos carreiros. “Entendemos que por estar na GO-060, que é um dos locais mais simbólicos para a espiritualidade em Goiás, seria interessante oferecer para a sociedade e para o público que frequenta Trindade em devoção de fé,  um local que sirva como apoio e também como referência para essas pessoas”, explica Eduardo Oliveira, diretor da Cinq.

Fonte: A Redação

Queimadas mudam chuva e cultivo em Goiás

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Focos de incêndio têm participação na alteração da precipitação e interferência na fotossíntese das plantas em Goiás As queimadas na Amazônia, localizadas a quase 2 mil quilômetros de distância de Goiás, têm influências sobre a mudança na precipitação e na fotossíntese das plantas no Estado, de acordo com especialistas. O Brasil teve de 1º de janeiro até ontem, 76.720 alertas de incêndio - 85% a mais que o mesmo período de do ano passado. Destes, 40.341 ocorreram no maior bioma do País.

A Amazônia exerce um papel importante para as chuvas no País, fornecendo umidade para as correntes de ar - popularmente chamadas de “rios voadores” - que transportam o vapor d’água para outras regiões do Brasil, como a Centro-Oeste e a Sudeste, além de países vizinhos, Argentina e Paraguai. Pós-doutor pela Nasa Ames Research Center e pesquisador titular e professor da Pós-Graduação em Meteorologia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o goiano Saulo Ribeiro de Freitas explica que as árvores têm um importante papel no processo de retirar água do solo e lançar na atmosfera, mas ressalva que alterações na cobertura vegetal reduzem esta ocorrência (veja quadro). “Quando há desmatamento, esta capacidade de reciclar água é afetada. Fica menos água disponível e se torna uma região mais seca”, afirma o especialista.

Freitas acrescenta que com a queima, há a emissão de gases e fumaça na atmosfera. “Estes gases podem se combinar. Um exemplo que pode ocorrer é a formação de mais ozônio (O3), o que inibe a fotossíntese das plantas”, detalha o pesquisador.

Durante a estiagem, como o momento atual, a fuligem produzida pelas queimadas é transportada por correntes de ar semelhantes às que atuam no período de chuva. Este processo é tido como o responsável pelo anoitecer na tarde do último dia 19 na cidade de São Paulo. Freitas afirma que não é totalmente descartada a possibilidade de isto acontecer em Goiás, entretanto, as condições atuais indicam que a ocorrência do fenômeno é “pouco provável.” Na tarde de ontem, imagens de satélite disponíveis no site do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) demonstravam que as nuvens de poluição não estavam concentradas no Estado.

As chuvas Goiás e em outras regiões do País não são formadas apenas pela quantidade de vapor d’água. As áreas também recebem influência de massas de ar vindas do oceano e frentes frias de acordo com o coordenador-geral do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Marengo. “Nós sabemos que a Amazônia contribui significativamente para este transporte de umidade no ar (para outras regiões do País)”, acrescenta Marengo.

O especialista explica que os modelos matemáticos utilizados nos estudos apontam que quando há significativa perda de mata, há consequências nas temperaturas e nas precipitações. “As temperaturas aumentam e o volume de chuva diminui”, explica.

Marengo chama a atenção para os possíveis efeitos negativos sobre o agronegócio. Ele afirma que Mato Grosso do Sul, Goiás e outros Estados recebem o fluxo de vapor d’água. “Isto ocorre particularmente nos meses de verão: novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março. Depois disto, é a estação seca do ano. Este transporte diminui e quase desaparece, voltando a partir de outubro”. O fluxo originado na Amazônia coincide com o período de chuvas no Centro-Oeste.

Acordo

O especialista acrescenta ainda que no longo prazo as queimadas podem contribuir para o aquecimento global. “É extremamente importante manter a floresta, porque ela transporta umidade e absorve carbono, e por isto existem as medidas de mitigação (das mudanças climáticas) do Acordo de Paris para tentar reduzir o desmatamento o máximo possível. A floresta tira dióxido de carbono (CO2) da atmosfera”, pontua.

Goiânia completa 100 dias sem chuvas

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Tempo seco predomina na capital, com queda na umidade, incêndios florestais e poluição do ar. Calor hoje deve chegar aos 35°C e precipitações significativas, só em outubro 

Goiânia completa, neste domingo (25), 100 dias sem chuvas significativas. O último registro, de acordo com o meteorologista André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), ocorreu no dia 17 de maio deste ano. Como consequência do tempo seco, a população enfrenta a queda da umidade, o aumento das temperaturas, incêndios florestais e poluição do ar.

Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros apagou um incêndio de grandes proporções próximo ao Parque Altamiro de Moura Pacheco (Peamp), na saída de Goiânia para Anápolis. O número de queimadas em Goiás até o início de agosto, de acordo com a dados da corporação, já é 25% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Quanto ao tempo seco, não há previsão de melhoria para os próximos dias. “A semana continuará com calor intenso e baixa umidade”, diz Amorim. Segundo ele, chuva para valer, só mesmo depois do dia 15 de outubro.

Amorim explica que no dia 7 de setembro é esperada a chegada de uma frente fria, vinda de Minas Gerais para Goiás, trazendo uma possibilidade de chuva na capital. “Mesmo que aconteça, o que ainda é incerto definir devido à distância da data, será ao que tudo indica de pequena intensidade e não chegará a toda região”, explica.

Calor

A previsão do Cimehgo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é que a temperatura máxima fique acima dos 30° C nos próximos dias. Hoje, os termômetros podem registrar 35°, record de calor neste inverno.

Sobre a máxima registrada neste período, há uma divergência entre as informações dos institutos de meteorologia. Enquanto o Inmet registrou ontem como o dia de maior calor na capital, durante o inverno, com 34.5°, o site Climatempo aponta a última sexta-feira (23) como a data mais quente, com 35°.

A umidade relativa do ar também registrou recorde do ano na última sexta-feira, com 15%, sendo que teve seu pico em uma parte da tarde chegando a 13%, conforme informações do Cimehgo. “Para os próximos dias, até o fim da semana, a umidade do ar deve variar com mínima entre 20% a 30%”, adianta Amorim.

Cuidados

O tempo seco exige cuidados, como explica o tenente-coronel Fernando Caramaschi, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás. “Recebemos ocorrências principalmente neste período do ano de pessoas passando mal, isso porque, entre os motivos, está a questão das vias aéreas que ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios.”

O ressecamento pode causar até sangramentos no nariz. Uma boa dica para quem tem problemas respiratórios, segundo Caramaschi, é a utilização de soro fisiológico para hidratar as narinas. Além disso, é preciso evitar complicações. “As pessoas devem evitar a prática de exercícios físicos em locais fechados, onde não há umidificação, principalmente no período da tarde”, orienta.

“A garganta fica seca e ocasiona fadiga de forma mais rápida e isso pode trazer mal estar por isso é primordial focarmos na saúde, principalmente agora”, alerta o tentente-coronel. A umidade do ar, segundo ele, se encontra em estado alarmante. “Estamos em clima de deserto, por isso é preciso precaução.”

A prática de queimadas de vegetação, comum nesta época do ano, traz é também uma das sérias consequências. “A baixa umidade acaba sendo um facilitador para os incêndios terem maiores proporções, pela dificuldade de serem controlados”, diz.

Caramaschi avalia que apesar dos fatores climáticos, a principal causadora das queimadas nesta época do ano é a ação humana. Ele alerta que a prática configura crime ambiental.