Parceiros vão cuidar de sete bens públicos em Goiânia

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Programa permite a cooperação do Paço com pessoas físicas ou jurídicas para a manutenção de áreas A Prefeitura de Goiânia anunciou que sete bens públicos terão a manutenção e conservação assumidos por empresas ou pessoas físicas, por meio do programa Adote uma Praça, oficialmente apresentado pelo prefeito Iris Rezende (MDB) nesta terça-feira (20). Entre os pontos inseridos na iniciativa estão dois importantes exemplares do conjunto arquitetônico histórico em art déco da capital: o relógio da Avenida Goiás e o coreto da Praça Cívica, ambos no Centro. A Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag) ficará responsável pela manutenção e conservação dos dois bens públicos nos próximos três anos. Os dois equipamentos serão revitalizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e depois ficarão sob os cuidados da Casag, cuja sede é vizinha a ambos.

Alguns logradouros públicos já foram assumidos pela iniciativa privada. Na edição desta terça-feira, reportagem do POPULAR mostrou que uma área pública na confluência da Rua C-248 com a Avenida C-233, no Setor Nova Suíça, foi fechada pela empresa de engenharia responsável pela construção de um condomínio residencial. O espaço será transformado em uma praça dentro do programa Adote uma Praça, criado pela lei municipal nº 10.346/2019. A lei prevê a celebração de parcerias com a iniciativa privada, com pessoas físicas ou jurídicas, e com instituições organizadas da sociedade civil para a melhoria das condições de uso dos espaços públicos.

“O bem continua público e aberto à toda a população. Vamos fiscalizar e, se isso não ocorrer, a Prefeitura volta a assumir o espaço”, assegura o titular da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), Henrique Alves. A expectativa do secretário é que novos interessados busquem a Prefeitura de Goiânia com o objetivo de adotar outros logradouros. “O programa gera economia para o Município. Assim, a Prefeitura pode se dedicar e investir mais em áreas distantes da região central.”

Na mesma solenidade foi anunciado que outros cinco espaços públicos passam a ser mantidos por empresas ou pessoas físicas, como é o caso da Praça da Feira, no Parque Amazônia. Renato de Faria, morador e líder comunitário da região, e também servidor da Seplanh, assina o termo de cooperação com o poder público para, durante três anos, organizar o comércio hoje existente no local e realizar projetos culturais e esportivos na área. “Estamos gerando cerca de cem empregos por dia e vamos levar mais projetos para promover a interação comunitária”, diz Faria.

Flexível

Os termos de cooperação previstos no programa Adote uma Praça não possuem um padrão, nem de serviços, nem de prazos. Na esquina das Ruas 146 e 145, no Setor Marista, numa área de 155,43 metros quadrados (m²), onde existe hoje um ponto de ônibus e uma árvore, a Somos Desenvolvimento Imobiliário e a GPL Incorporadora farão uma intervenção plantando um maior número de espécies e instalando equipamentos urbanos criando um novo espaço público de convivência. A exemplo da Rua C-248, no Setor Nova Suíça, a área é aberta hoje ao tráfego e está em frente a um novo empreendimento imobiliário.

Ainda no Parque Amazônia, a Praça da Família, entre as Ruas Baquité, Beijuaçu e Cametá, foi adotada também pela SIM Engenharia que, pelo termo de cooperação irá fornecer todo o material necessário para a reforma do logradouro.

O programa de Goiânia buscou inspiração em experiências bem sucedidas em outras localidades do País. Grandes cidades como Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (RJ), Campinas (SP), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) e até mesmo Anápolis, em Goiás, já implementaram iniciativas similares.


Revitalizações já começaram

Superintendente do Iphan em Goiás, Salma Saddi informou que a licitação para a restauração do coreto e do relógio foi concluída. A ordem de serviço foi assinada. Foram liberados R$ 400 mil para as obras, mas serão utilizados pouco mais de R$ 358 mil, valor definido no processo licitatório. Por se tratar de bens tombados, a arquiteta Dafne Marques, do Iphan, vai acompanhar as obras. 

Quando os trabalhos de restauração estiverem concluídos, o Iplan vai entregar à Casag um caderno com explicações detalhadas sobre a forma de fazer a manutenção. “Estamos felizes em contribuir com a preservação da nossa história”, afirma o presidente da Casag, Rodolfo Otávio. Ele acredita que a proximidade da sede da Casag com os bens públicos vai ajudar na manutenção. “Nosso prédio está em frente, vamos cuidar não apenas das paredes e do campo visual, mas do próprio relógio que precisa funcionar permanentemente, e esta é a parte mais difícil.”

A partir de outubro o próprio Iphan será vizinho do coreto e do relógio. Desde 2015 o prédio que abrigou Procuradoria da Fazenda Federal, entre as Avenidas Goiás e Araguaia, está sendo restaurado e requalificado para receber a superintendência do órgão em Goiás. O edifício também integra o conjunto arquitetônico art déco tombado da capital. 

Para praças, é permitida por lei a instalação de uma placa indicativa com o nome do adotante com dimensões máximas de 1,50 m de altura por 0,50 m de largura, a cada 1.500 m².


Locais já adotados

Coreto (Praça Cívica) e Relógio (Avenida Goiás) - Centro - Casag 

Praça São Tomaz - Setor Serrinha - Vega Construtora

Praça da Família - Parque Amazônia - Residencial Imaginne (SIM Engenharia)

Praça da Rua C- 248 - Setor Nova Suíça - SIM Engenharia

Praça da Feira - Parque Amazônia - Renato Faria

Área Pública na esquina das Ruas 146 e 145 - Setor Marista - Somos Empreendimentos Imobiliários e GPL Engenharia

Fonte: O Popular

Goiânia é a 10ª capital brasileira em número de habitantes

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Com 1.516.113 habitantes em 2019, Goiânia ocupa a 10ª posição dentre as capitais brasileiras em número de habitantes. Os números foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) juntamente com as estimativas das populações residentes nos 246 municípios goianos com data de referência em 1º de julho de 2019. As capitais brasileiras concentram 23,8% da população do país, com um total de 50,1 milhões de habitantes. 

A capital brasileira com maior população é São Paulo (12,2 milhões de habitantes), seguida do Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes) e Brasília (3 milhões de habitantes); e a com menor população é Palmas (299 mil habitantes), seguida de Vitória (362 mil habitantes) e Boa Vista (399 mil habitantes). 

Estima-se que Goiás tenha 7,018 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional de 1,4% entre 2018 e 2019, de acordo com a Projeção da População (Revisão 2018). O município mais populoso do estado continua sendo a capital Goiânia com 1,5 milhão de habitantes, seguida de Aparecida de Goiânia (578 mil habitantes) e Anápolis (386 mil habitantes).

Na estimativa de 2018, Goiás possuía 22 municípios com mais de 50 mil habitantes, enquanto que na estimativa população de 2019, Goiás possui 24 municípios com mais de 50 mil habitantes. Aparecida de Goiânia está entre os 25 municípios brasileiros com população de mais de 500 mil habitantes, exceto capitais.

Quando se excluem as capitais, 25 municípios brasileiros possuem mais de 500 mil habitantes, concentrando 8,5% da população do país em 2019 (17,8 milhões de habitantes). Além da capital do estado, o município de Aparecida de Goiânia é o único município de Goiás com mais de 500 mil habitantes (com estimativa de 578.179 mil habitantes).

Incluindo as capitais, 48 municípios do país apresentam mais de 500 mil habitantes e totalizam 31,6% da população do país, concentrando 66,5 milhões de habitantes. Por outro lado, a maior parte dos municípios brasileiros (68,2%) possui até 20 mil habitantes e abriga apenas 15,2% da população do país (31,9 milhões de habitantes).

Raking Capitais:



Fonte: O Hoje

Global Park: Novo polo empresarial deve gerar 10 mil empregos em Aparecida

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Empreendimento ficará próximo a BR-153

 O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, o vice-prefeito Veter Martins e secretários da administração municipal se reuniram na manhã desta segunda-feira (26/8), na sede da Prefeitura de Aparecida com investidores do Global Park – Centro de Operações Logísticas e Inteligência Empresarial, que será implantado na região Leste da cidade.

Na ocasião, foi apresentado o projeto do complexo logístico com infraestrutura comercial, industrial e empresarial, que visa atender às novas perspectivas econômicas da região Centro-Oeste e ofertar 10 mil postos de trabalho.

“Eu fico feliz de poder conhecer o projeto de um novo complexo empresarial começando na cidade que irá gerar emprego e renda para nossos trabalhadores. Isso é importante para o desenvolvimento de Aparecida. E completo dizendo que estamos trabalhando para reduzir a burocracia para os investimentos em Aparecida”, explicou o prefeito Gustavo Mendanha ao destacar o potencial de Aparecida.

Os representantes da Global Park disseram que se interessaram em Aparecida pelo potencial da cidade. “Estamos trazendo o projeto em primeira mão para que o prefeito Gustavo e equipe de secretários para que eles conheçam o empreendimento que está surgindo em Aparecida. Nós acreditamos no potencial do município e o Global Park será um marco. No entanto, precisamos contar com o apoio do poder público municipal para termos sucesso no projeto”, afirmou Sérgio Araújo, um dos investidores do empreendimento.

Gustavo Mendanha completou será enviada para a Câmara um projeto de Lei que tem como objetivo atrair mais investimentos. “Fortalecer e incentivar a vocação econômica do município para o setor econômico é uma das nossas metas. Aparecida é a cidade da vez e queremos prospectar grandes investimentos, atrair empresas para o nosso município e com isso gerar novas oportunidades de emprego e fortalecimento da nossa economia. Por isso, vamos propor um projeto de lei para dar mais celeridade aos processos de liberação de licenças e redução de taxas. Com isso, queremos fazer justiça fiscal e ao mesmo tempo extinguir algumas exigências que são vistas como desnecessárias”, finalizou.

Global Park
Com uma localização estratégica próximo a BR-153 e polos Dimag e Daiag, na região Leste de Aparecida, o empreendimento terá estrutura completa com amplas ruas e avenidas, galeria pluvial, rede de água e esgoto, em uma área total de 1.600.000 m², com lotes a partir de 2.800m². O complexo contará com fibra óptica, rotas de distribuição e logística. A expectativa é ofertar para os próximos dois anos milhares de postos de trabalho e mão de obra qualificada.

Aberta concorrência pública para projetos de corredores de ônibus em Goiânia

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Editais foram divulgados pela prefeitura

A Prefeitura de Goiânia anunciou, nesta sexta-feira (23/8), concorrência pública para contratação de empresas para o desenvolvimento de projetos de corredores de ônibus nas avenidas 24 de Outubro e Independência e requalificação dos já existentes nas avenidas 85 e T-63. Os avisos, especificando técnica e preço, foram publicados no Diário Oficial do Município e os processos serão abertos nos dias 7 e 8 de outubro. Os editais estão disponíveis no site da prefeitura.

Com recursos do governo federal, estimados em R$ 2,8 milhões, as empresas vencedoras serão responsáveis pelos projetos: geométrico, de drenagem, pavimentos, sinalização vertical, horizontal e semafórica, laços detectores e infraestrutura para a rede de monitoramento e informação (rede de lógica) e iluminação.

Os corredores preferenciais atendem ao programa da atual gestão de investimento em mobilidade urbana, com vistas a destravar o tráfego de veículos, promover as condições de acessibilidade e melhorar a fluidez do transporte coletivo, reduzindo o tempo de viagem e espera dos usuários. Atendem também ao Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído em 2012 pelo Governo Federal, que estabelece, entre outras diretrizes, priorizar os deslocamentos a pé dentro das cidades, os não motorizados e os coletivos sobre os individuais.

Para o prefeito Iris Rezende, o crescimento acelerado da capital é incontestável e exige políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana. “Goiânia é uma cidade grande e que não para de crescer. A organização do trânsito é fundamental neste contexto. E os corredores exclusivos fazem parte de um projeto extenso, que envolve desde o trabalho de conscientização até o melhoramento do transporte coletivo em nossa capital. Estamos empenhados neste trabalho incessante que, tenho certeza, trará grandes resultados para os goianienses', ressalta.

A intenção da prefeitura é que os projetos atendam a real concepção dos corredores, que funcionam como pistas expressas, cujo objetivo é acelerar o transporte público, destravando o trânsito e diminuindo o tempo da viagem para o usuário. A ideia é implantar corredor ao longo da 24 de Outubro e da Independência e requalificar as faixas preferenciais das Avenidas 85 e T-63, com pavimento rígido nas baias destinadas aos pontos de embarque e desembarque de passageiros (PEDs), e o pavimento flexível existente, tanto na faixa preferencial quanto nas faixas destinadas ao tráfego geral, será totalmente requalificado, assim como os canteiros centrais, onde houver.

Os corredores receberão nova sinalização horizontal, vertical e semafórica, novos abrigos nos PEDs e infraestrutura destinada à rede de lógica, fornecimento e implantação dos equipamentos necessários para o funcionamento da rede (ex: câmera Speed dome, postes, etc), e implantação de nova iluminação artificial em LED, em substituição à iluminação existente e, também, rede de drenagem nos pontos críticos definidos em projeto.

Corredores

Corredor Avenida 24 de Outubro – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 3,4 km
Trajeto: Setor dos Funcionários, Campinas, Setor dos Aeroviários e Esplanada dos Anicuns
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 31 PEDS
Linhas de ônibus: 17 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 423.685,51

Corredor Avenida 85 – abertura dia 7 de outubro
Extensão: 7,2 km
Trajeto: Setor Sul, Marista, Bueno, Serrinha e Parque Amazônia
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 48 PEDS
Linhas de ônibus: 13 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 886.745,73

Corredor Avenida Independência – abertura dia 8 de outubro
Extensão 6,7 km.
Trajeto: Início no Setor Leste Vila Nova, passando pelo Setor Central, Setor Aeroporto, Setor dos Funcionários e chega a Campinas.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linha de ônibus: 25 linhas de ônibus operam na via.
Orçamento: R$ 828.737,28.

Corredor Avenida T-63 – abertura dia 8 de outubro
Extensão: 5,7 km
Trajeto: Início no Setor Pedro Ludovico e atravessa os Setores Bela Vista, Bueno, Nova Suiça, Jardim América até o Parque Anhanguera.
Pontos de embarque e desembarque de passageiros: Possui 28 PEDS
Linhas de ônibus: 11 linhas de ônibus operando na via.
Orçamento: R$ 678.930,70.

Fonte: A Redação

Obras na Marginal Botafogo e na Jamel Cecílio vão afetar pelo menos 160 mil motoristas

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Prefeitura assina ordem de serviço para início de construção de viaduto e de prolongamento da Marginal Botafogo na próxima semana. Trânsito vai ter modificações A partir de setembro, os motoristas que trafegam na região da Avenida Jamel Cecílio, no Setor Jardim Goiás, Região Sul de Goiânia, vão passar a conviver com mudanças no trânsito, pois é quando devem ser iniciadas as obras de construção do viaduto com a Marginal Botafogo e também o prolongamento desta até a Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico. A estimativa é que cerca de 60 mil veículos passem diariamente pela via, além de cerca de 100 mil na Marginal, sendo estes os mais afetados pelas mudanças, além do tráfego na Alameda Leopoldo de Bulhões e outras ruas do entorno.

A Prefeitura vai assinar a ordem de serviço para as empresas vencedoras das licitações, finalizadas entre o final de julho e começo deste mês, entre quarta e quinta-feira da próxima semana, que é quando deverão ser divulgadas quais as mudanças serão feitas para o tráfego local. As mudanças serão propostas pelas empresas vencedoras, a Loctec Engenharia, responsável pelo viaduto, e o consórcio Planex Ingá, que realizará o prolongamento. Este serviço deve ser entregue no começo da próxima semana e será repassado para análise da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), para que as mesmas possam referendar ou pedir modificações.

Ao mesmo tempo, será iniciado o trabalho de confecção das placas de sinalização indicativas aos motoristas e o serviço de orientação aos passageiros do transporte coletivo. O secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos, estima que as orientações ficarão prontas até a próxima quarta-feira (28) e que as obras comecem efetivamente no dia 2 de setembro, já com as modificações para motoristas e comerciantes da região. Embora ainda não se tenha as medidas totalmente definidas, o mais provável é que se faça um alargamento da Rua 1018, no Setor Pedro Ludovico, para que a mesma possa receber um volume de tráfego maior que o atual.

As duas obras na região da Avenida Jamel Cecílio custarão R$ 39 milhões e começarão efetivamente em setembro ao tempo que ainda estará em andamento a construção da trincheira da Rua 90 com a Avenida 136, que é o ponto onde inicia a Avenida Jamel Cecílio. A previsão é que esta obra, que faz parte do corredor exclusivo BRT Norte-Sul, seja finalizada apenas no final de novembro. “Nos primeiros dias dá uma complicação no trânsito, mas depois se ajeita. Na região da Rua 90, hoje em dia, já está tranquilo”, comenta Mattos.

O prolongamento da Marginal Botafogo, com previsão de finalização em sete meses, é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh). O secretário da Seplanh, Henrique Alves, afirma que estuda iniciar a obra pelo lado da Avenida 2ª Radial, para que se possa reduzir um pouco o impacto no tráfego da região da Jamel Cecílio. “O viaduto vai ter um impacto maior, estamos analisando ainda”, diz.

Mercado imobiliário goiano espera 50% de crescimento com novo financiamento da Caixa

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Entidade do setor estima aumento de lançamentos e vendas no segundo semestre deste ano

O mercado imobiliário goiano espera vender 50% mais imóveis no segundo semestre, comparado ao mesmo período de 2018, após o governo federal anunciar uma nova modalidade de financiamento com mudanças nas taxas de juros. De setembro a dezembro deste ano, o setor espera movimentar R$ 500 milhões, em média, com a venda de 2,5 mil imóveis. Neste mesmo período, em 2018, foram vendidos 5 mil imóveis com lucro bruto de R$ 1,15 bilhão, segundo o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias Fernandes.

“Essa proposta veio em bom momento porque o setor estava preocupado com os fundos para financiar a habitação, que basicamente se sustenta pela Poupança e FGTS. O setor estava preocupado se haveria crédito para a habitação”, revela o presidente da Ademi.

O financiamento mais usado pelos brasileiros usa uma taxa de juros fixa somada à Taxa de Referência (TR). No fim das contas, o consumidor paga 10% de juros ao ano com as duas taxas somadas, em média, que pode variar de acordo com o banco. A mudança no financiamento proposto pelo governo federal será na escolha da segunda taxa de referência. Agora, o consumidor pode optar pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação nacional, ao invés da TR, que, segundo Roberto Elias, será mais vantajoso ao cliente.  

Para o economista Everaldo Leite, neste momento, o mercado imobiliário poderá até reagir, gerando negócios e rendas, entretanto, não dá para afirmar se isso garantirá no curto prazo investimentos novos e retomada dos empregos na construção civil. “Deverá movimentar a economia, mas de modo prudente, não representando um novo boom imobiliário”, resume o economista.

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o crédito imobiliário tem uma participação pequena no Brasil, de 10%. “Se olhar bancos na Europa e Estados Unidos, essa participação é superior a 50%. Temos crédito baseado na TR (Taxa Referencial). O que anunciamos é uma segunda linha”, afirmou Guimarães em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na terça-feira, 20, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a estimativa da Caixa, um financiamento com parcela mensal de R$ 3 mil, por exemplo, terá redução ao ponto em que a mesma parcela chegue a R$ 2,1 mil.

“Agora com o IPCA, a Caixa financia e pode comercializar o crédito para um fundo imobiliário ou pensão e o dinheiro volta para o banco financiar mais a habitação”, explica Roberto Elias.

Financiamento com índice IPCA preocupa especialistas

Para 2019, a previsão é de que o índice se mantenha em 4,25% até dezembro, que pode favorecer o financiamento imobiliário baseado nesse modelo. Porém, especialistas alertam para riscos futuros caso a inflação volte a subir.

A analista financeira da Bolsa, Brasil, Balcão (B3), Greice Guerra, alerta o consumidor a ter cuidado ao optar pelo financiamento com juros mais o IPCA pela volatilidade deste índice ao longo do tempo. “O Brasil não tem uma economia segura e sofre com momentos de alta e baixa, e a política interfere nesses ciclos. Isso pode levar ao aumento do índice”, explica Greice.

Para o advogado especializado em Direito do Consumidor, Wanderson Tolentino, existe  uma ilusão de que o contrato ficará mais barato. “Mesmo com a taxa de juros maior, o IPCA varia mais e deixa de ser vantojoso. Mesmo com o novo financiamento, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o cliente pode escolher o modelo, não sendo obrigado a optar pelo novo”. O advogado diz ainda que ao optar pelo modelo novo, o cliente não poderá mudar depois se o índice disparar, salvo se existir previsão contratual.

O economista Everaldo Leite reafirma a instabilidade econômica como principal dificultador pela escolha do índice. “Um acréscimo percentual caso haja uma disparada na inflação pode inviabilizar o pagamento das parcelas do financiamento. Famílias devem ter muita segurança em relação ao impacto do financiamento sobre a renda no longo prazo, ou pagar algum seguro que resguarde o investimento em períodos de desemprego ou de incapacidade de pagamento”.

Parque dos romeiros do Divino Pai Eterno será construído em Trindade

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Obra será inaugurada em maio de 2020

Na próxima terça-feira (27/8), às 9h, Trindade vai receber o lançamento da pedra fundamental do Parque dos Romeiros, uma área verde e de lazer com aproximadamente 8.600 metros quadrados, e que será entregue à população até maio de 2020.

O parque será construído numa área pertencente ao recém-lançado condomínio Parqville Quaresmeira, empreendimento da Cinq Desenvolvimento Imobiliário, empresa que está realizando o projeto e as obras da nova área de lazer. Localizado às margens da Rodovia dos Romeiros (GO-060), o espaço será aberto à comunidade e servirá também como suporte para os visitantes da romaria ao Divino Pai Eterno, em Trindade. O lançamento da pedra fundamental contará com a presença do do prefeito de Trindade, Jânio Darrot, e de outras autoridades locais. 

Projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Guilherme Takeda - cujos projetos são conhecidos por suas propostas de coabitação harmoniosa entre pessoas e natureza - o Parque dos Romeiros será a primeira área verde da cidade destinada ao lazer, convivência e religiosidade. 

O espaço contará com pista de skate, pomar com frutas típicas da região, área coberta para que a população possa realizar eventos, como feiras, palestras, entre outros. O parque contará também com duas Estações do Romeiro que servirão como paradas para momentos de oração. Nesses dois locais dentro do parque serão colocadas duas estátuas de bronze que farão homenagem às famílias e aos carreiros. “Entendemos que por estar na GO-060, que é um dos locais mais simbólicos para a espiritualidade em Goiás, seria interessante oferecer para a sociedade e para o público que frequenta Trindade em devoção de fé,  um local que sirva como apoio e também como referência para essas pessoas”, explica Eduardo Oliveira, diretor da Cinq.

Fonte: A Redação

Queimadas mudam chuva e cultivo em Goiás

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Focos de incêndio têm participação na alteração da precipitação e interferência na fotossíntese das plantas em Goiás As queimadas na Amazônia, localizadas a quase 2 mil quilômetros de distância de Goiás, têm influências sobre a mudança na precipitação e na fotossíntese das plantas no Estado, de acordo com especialistas. O Brasil teve de 1º de janeiro até ontem, 76.720 alertas de incêndio - 85% a mais que o mesmo período de do ano passado. Destes, 40.341 ocorreram no maior bioma do País.

A Amazônia exerce um papel importante para as chuvas no País, fornecendo umidade para as correntes de ar - popularmente chamadas de “rios voadores” - que transportam o vapor d’água para outras regiões do Brasil, como a Centro-Oeste e a Sudeste, além de países vizinhos, Argentina e Paraguai. Pós-doutor pela Nasa Ames Research Center e pesquisador titular e professor da Pós-Graduação em Meteorologia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o goiano Saulo Ribeiro de Freitas explica que as árvores têm um importante papel no processo de retirar água do solo e lançar na atmosfera, mas ressalva que alterações na cobertura vegetal reduzem esta ocorrência (veja quadro). “Quando há desmatamento, esta capacidade de reciclar água é afetada. Fica menos água disponível e se torna uma região mais seca”, afirma o especialista.

Freitas acrescenta que com a queima, há a emissão de gases e fumaça na atmosfera. “Estes gases podem se combinar. Um exemplo que pode ocorrer é a formação de mais ozônio (O3), o que inibe a fotossíntese das plantas”, detalha o pesquisador.

Durante a estiagem, como o momento atual, a fuligem produzida pelas queimadas é transportada por correntes de ar semelhantes às que atuam no período de chuva. Este processo é tido como o responsável pelo anoitecer na tarde do último dia 19 na cidade de São Paulo. Freitas afirma que não é totalmente descartada a possibilidade de isto acontecer em Goiás, entretanto, as condições atuais indicam que a ocorrência do fenômeno é “pouco provável.” Na tarde de ontem, imagens de satélite disponíveis no site do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) demonstravam que as nuvens de poluição não estavam concentradas no Estado.

As chuvas Goiás e em outras regiões do País não são formadas apenas pela quantidade de vapor d’água. As áreas também recebem influência de massas de ar vindas do oceano e frentes frias de acordo com o coordenador-geral do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Marengo. “Nós sabemos que a Amazônia contribui significativamente para este transporte de umidade no ar (para outras regiões do País)”, acrescenta Marengo.

O especialista explica que os modelos matemáticos utilizados nos estudos apontam que quando há significativa perda de mata, há consequências nas temperaturas e nas precipitações. “As temperaturas aumentam e o volume de chuva diminui”, explica.

Marengo chama a atenção para os possíveis efeitos negativos sobre o agronegócio. Ele afirma que Mato Grosso do Sul, Goiás e outros Estados recebem o fluxo de vapor d’água. “Isto ocorre particularmente nos meses de verão: novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março. Depois disto, é a estação seca do ano. Este transporte diminui e quase desaparece, voltando a partir de outubro”. O fluxo originado na Amazônia coincide com o período de chuvas no Centro-Oeste.

Acordo

O especialista acrescenta ainda que no longo prazo as queimadas podem contribuir para o aquecimento global. “É extremamente importante manter a floresta, porque ela transporta umidade e absorve carbono, e por isto existem as medidas de mitigação (das mudanças climáticas) do Acordo de Paris para tentar reduzir o desmatamento o máximo possível. A floresta tira dióxido de carbono (CO2) da atmosfera”, pontua.

Goiânia completa 100 dias sem chuvas

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Tempo seco predomina na capital, com queda na umidade, incêndios florestais e poluição do ar. Calor hoje deve chegar aos 35°C e precipitações significativas, só em outubro 

Goiânia completa, neste domingo (25), 100 dias sem chuvas significativas. O último registro, de acordo com o meteorologista André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), ocorreu no dia 17 de maio deste ano. Como consequência do tempo seco, a população enfrenta a queda da umidade, o aumento das temperaturas, incêndios florestais e poluição do ar.

Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros apagou um incêndio de grandes proporções próximo ao Parque Altamiro de Moura Pacheco (Peamp), na saída de Goiânia para Anápolis. O número de queimadas em Goiás até o início de agosto, de acordo com a dados da corporação, já é 25% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Quanto ao tempo seco, não há previsão de melhoria para os próximos dias. “A semana continuará com calor intenso e baixa umidade”, diz Amorim. Segundo ele, chuva para valer, só mesmo depois do dia 15 de outubro.

Amorim explica que no dia 7 de setembro é esperada a chegada de uma frente fria, vinda de Minas Gerais para Goiás, trazendo uma possibilidade de chuva na capital. “Mesmo que aconteça, o que ainda é incerto definir devido à distância da data, será ao que tudo indica de pequena intensidade e não chegará a toda região”, explica.

Calor

A previsão do Cimehgo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é que a temperatura máxima fique acima dos 30° C nos próximos dias. Hoje, os termômetros podem registrar 35°, record de calor neste inverno.

Sobre a máxima registrada neste período, há uma divergência entre as informações dos institutos de meteorologia. Enquanto o Inmet registrou ontem como o dia de maior calor na capital, durante o inverno, com 34.5°, o site Climatempo aponta a última sexta-feira (23) como a data mais quente, com 35°.

A umidade relativa do ar também registrou recorde do ano na última sexta-feira, com 15%, sendo que teve seu pico em uma parte da tarde chegando a 13%, conforme informações do Cimehgo. “Para os próximos dias, até o fim da semana, a umidade do ar deve variar com mínima entre 20% a 30%”, adianta Amorim.

Cuidados

O tempo seco exige cuidados, como explica o tenente-coronel Fernando Caramaschi, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás. “Recebemos ocorrências principalmente neste período do ano de pessoas passando mal, isso porque, entre os motivos, está a questão das vias aéreas que ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios.”

O ressecamento pode causar até sangramentos no nariz. Uma boa dica para quem tem problemas respiratórios, segundo Caramaschi, é a utilização de soro fisiológico para hidratar as narinas. Além disso, é preciso evitar complicações. “As pessoas devem evitar a prática de exercícios físicos em locais fechados, onde não há umidificação, principalmente no período da tarde”, orienta.

“A garganta fica seca e ocasiona fadiga de forma mais rápida e isso pode trazer mal estar por isso é primordial focarmos na saúde, principalmente agora”, alerta o tentente-coronel. A umidade do ar, segundo ele, se encontra em estado alarmante. “Estamos em clima de deserto, por isso é preciso precaução.”

A prática de queimadas de vegetação, comum nesta época do ano, traz é também uma das sérias consequências. “A baixa umidade acaba sendo um facilitador para os incêndios terem maiores proporções, pela dificuldade de serem controlados”, diz.

Caramaschi avalia que apesar dos fatores climáticos, a principal causadora das queimadas nesta época do ano é a ação humana. Ele alerta que a prática configura crime ambiental.

BRT e trincheiras não solucionarão problemas de trânsito, dizem especialistas

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Trincheira que sera construída na Av Rio Verde para o BRT

Investimentos em obras iniciadas há quase mil dias podem ser esforços perdidos, segundo urbanistas e estudiosos da mobilidade urbana

Às terças-feiras, moradores e lojistas do Setor Sul, em Goiânia, reúnem-se com engenheiros da empreiteira responsável por executar as obras da trincheira entre a Avenida 90 e a Avenida 136. Eles conversam no centro da antiga praça Delmiro Paulino da Silva – atual terreno revolvido – sobre os próximos passos a serem tomados. “Reforma dói mesmo, não tem jeito. Mas pelo menos a gente sabe onde vai doer”, diz Renata Fernandes, proprietária de uma loja de puxadores e acessórios na Avenida 90. 

“Você vai deixar o asfalto nesse pedaço, mas como os carros vão chegar lá?”, pergunta ela. 

“Vou liberar o acesso na Avenida 136”, responde um dos engenheiros.

“Ah, que coisa boa.”

“Mas só acesso local, só para quem for ao comércio”, ele emenda rapidamente. “Não posso liberar geral, trânsito normal não dá.”

“Não atrasou a concretagem?”, pergunta um morador aposentado. 

“Atrasou uma semana, mas isso não atrasa a obra em si, só enrola a liberação do desvio”, responde outro integrante da empreiteira, com forte sotaque paulista. 

“Você não consegue tirar a faixa de ‘trânsito interditado’ aqui na 90?”, pergunta Renata. “Porque quem chega nessa praça consegue ir até a Praça do Cruzeiro tranquilamente.” 

“Isso é a SMT. O projeto de desvio de trânsito é da SMT. Eu só executo.”

“Mas se essa faixa rasgar por algum motivo…”

“Aí eu não vi nada, meu”, responde o engenheiro paulista e todos riem. 

Renata Fernandes explica que a placa prejudica o comércio ao fazer a população pensar que não pode acessar as lojas, atualmente com 30% menos clientes em relação a meses anteriores. “A placa atrapalha muito, mas não tanto quanto a mídia”, afirma. “A mídia adora vir fazer reportagem dizendo que a 90 está um caos, mas não falam que aqui sempre foi um caos. Na verdade, o trânsito agora está melhor do que antes. É a cultura do sensacionalismo”, diz ela.

Os moradores ficam indecisos entre pressionar por melhorias denunciando incorreções e zelar pelos próprios negócios exaltando vacilantemente o trabalho da prefeitura. Mário Sobrosa, morador da região há mais de três décadas, diz sempre que pode que a trincheira ficará linda, mas confessa que está preocupado com o nível do lençol freático. Ele fotografa periodicamente a água que se acumula no fosso do elevador de seu prédio e tenta mostrar aos engenheiros.

“Não quero saber disso”, responde o empreiteiro paulista, se recusando a olhar as fotografias. “Não posso fazer nada.”

Na ocasião da concepção do projeto, ainda no mandato de Paulo Garcia (PT), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) acatou o relatório de um geólogo que afirmava que não haveria impacto ambiental. A vereadora Dra. Cristina formalizou uma representação no Ministério Público Federal – a quem compete a causa do meio ambiente. Cerca de 50 moradores, síndicos e lojistas foram ouvidos pelo desembargador, que enviou um técnico para fazer outra averiguação dos possíveis danos ambientais. Esse também apresentou um laudo afirmando que não haveria impactos significativos. 

Outro engenheiro acalma o morador idoso: “Vocês estão em um lugar privilegiado. Estão no alto. Qualquer pepino que acontecer – e não vai acontecer nada – durante as chuvas, a gravidade vai puxar a água para o córrego Botafogo. E lá embaixo, na Jamel Cecílio? Ali não tem para onde jogar a água”. Moradores e engenheiros discordam quanto à profundidade do lençol freático: estes dizem que a água está a 6,5 metros de profundidade, aqueles a 1,5.

Simultaneamente, todos percebem a pauta negativa sendo debatida e telepaticamente concordam em mudar de assunto. “A partir de segunda-feira [dia 8] a imprensa vai ter um lugar para falar muito mais do que aqui: a Avenida Goiás”, diz um engenheiro.

Trincheiras
O processo de angariar recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para as obras de mobilidade se iniciou em 2012. Quando teve acesso à verba de R$ 210 milhões, em 2015, a Prefeitura iniciou a construção do BRT Norte-Sul, que se interrompe na Estação Ferroviária. O trecho que liga o Terminal Isidória ao Terminal do Cruzeiro também foi iniciado e paralisado. As construções do Setor Sul se espraiam da Praça do Cruzeiro até a rua 115, com a Avenida Jamel Cecílio ainda por vir em agosto. 

Quem viaja pela cidade vê a ostentação de canteiros interrompendo grandes vias. Fernanda Mendonça, arquiteta urbanista e conselheira do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) de Goiás, afirma, “Essa secção é ruim para a mobilidade. Dá visibilidade para as obras da Prefeitura, mas não dá eficácia para o funcionamento da cidade”. Apesar disso, o consenso entre os habitantes é que, se as viadutos funcionarem, os transtornos serão aceitos pelos benefícios com prazer. Fernanda Mendonça, entretanto, é cética quanto às contribuições das construções a longo prazo.

“A noção de que trincheiras e viadutos vão resolver o problema da mobilidade é uma ilusão”, diz a conselheira do CAU. Concorda a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Cristine Kneib, pesquisadora na área do planejamento urbano. A doutora Kneib afirma: “O cruzamento em desnível só deve ser empregado em vias expressas que não podem ter descontinuidade, a exemplo das rodovias estaduais e federais. O viaduto não resolve problemas de congestionamento. Ele é somente a forma mais rápida de se chegar ao próximo ponto de congestionamento”. 

Segundo as estudiosas do assunto, além de não resolver o problema dos engarrafamentos, cruzamentos em desnível mudam a forma como as pessoas interagem com a cidade negativamente. “O viaduto degrada o ambiente e prejudica as atividades urbanas, assim como os pedestres e ciclistas. Cidades que construíram viadutos no passado têm demolido os mesmos para melhorar e qualificar a cidade”, diz Erika Cristine Kneib. 

A vereadora Dra. Cristina também manifesta preocupação com este aspecto do urbanismo, já que, após as obras, os ocupantes do Setor Sul terão quase metade das calçadas transformada em via para carros. A parlamentar lembra que o bairro tem uma população idosa relativamente grande e que, em Goiânia, pessoas com redução de mobilidade têm de desviar de carros estacionados para usar as calçadas. 

Quando perguntadas como resolver o problema dos congestionamentos, as urbanistas relatam uma realidade severa.  “Não existe mágica: é necessário um planejamento conjunto da cidade entre atividades e sistemas de transporte”, diz Erika Cristine Kneib; “e o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo necessitam ser prioridade no espaço viário e na infraestrutura”. Fernanda Mendonça é mais direta: “Não resolve. É preciso mudar a formas como as pessoas se locomovem. Isso é um processo e não acontece da noite para o dia”. 

A conselheira do CAU explica com um exemplo: quando a Inglaterra tinha 4 milhões de pessoas, no século XIX, a população de cavalos era de 8 milhões. Os animais causavam inúmeros aborrecimentos e problemas sérios de saúde. Com cada cavalo produzindo até 15 quilos de estrume por dia, em épocas chuvosas as cidades eram invadidas por moscas transmissoras de doenças e em épocas secas, o estrume se transformava em um pó que causava problemas respiratórios. Nesse cenário, a chegada do carro foi a solução. 

“Se [viadutos] resolvessem, os Estados Unidos teriam resolvido o problema em Los Angeles e São Francisco, onde há uma infinidade de transposições em nível”, afirma Fernanda Mendonça. Segundo a agência de dados de trânsito Inrix, Los Angeles tem o pior tráfego do mundo, com São Francisco seguindo de perto em quarto lugar. A facilidade de circulação e financiamento para veículos estimulam esse tipo de transporte, conforme explica a arquiteta urbanista.

Agora, uma nova mudança é necessária, já que o espaço urbano é limitado. Embora tenha se dado de forma mais rápida na Europa, Fernanda Mendonça diz que vê transformação cultural acontecer no Brasil, com bicicletas, patinetes e outros modais elétricos. Parte essencial dessa transformação é a estimulação do transporte coletivo sobre o individual. 

Veículo Leve sobre Trilhos, sobre pneus
O Bus Rapid Transport, BRT, é uma versão brasileira do Veículo Leve sobre Trilhos e 206 países já implantaram o modelo que tornou a capital paranaense referência em 1974, sob o projeto de Jaime Lerner. Também do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba é o projeto do Eixo Anhanguera, da década de 1980. O VLT sobre pneus, como é às vezes chamado, tem as vantagens de ser muito mais barato, já que não precisa de via específica e utiliza um veículo módico, apesar de ser mais poluente e mais intrusivo visual e urbanisticamente. 

“Goiânia é uma metrópole jovem”, afirma Fernanda Mendonça, “com dificuldades financeiras e, para a Prefeitura implantar isso, seria necessária uma parceria público-privada. Há ainda uma discussão política a respeito dos contratos de concessão do espaço para operação de uma empresa específica de transporte”. 

Quase mil dias após o início das obras, o atraso no corredor de transporte deixou de atender 114 milhões de passageiros e causou grandes prejuízos. Com custo inicial previsto de R$ 274 mil, a obra, que deveria ter sido entregue no final de 2016, passou meses paralisada. O prefeito Iris Rezende (MDB) alegou em dezembro de 2018 ter herdado dívidas da gestão anterior que atrasariam a entrega para o fim de seu mandato, em 2020. 

Se VLT ou BRT, as arquitetas urbanistas concordam que, na fase incipiente de mobilidade em que Goiânia se encontra, qualquer solução que privilegie o transporte público será melhor do que nada. A população parece alinhada com o pensamento: “A gente vai sobrevivendo”, afirma a lojista Renata Fernandes, “nessa altura só queremos que acabe logo”.

Procurada, até o fechamento da reportagem a Prefeitura de Goiânia não respondeu a questionamentos do Jornal Opção. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.


Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto, para obras do BRT

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Em virtude das obras do BRT, o Terminal Isidória funcionará em local provisório a partir de agosto. Segundo a Prefeitura de Goiânia, a estrutura metálica para receber os passageiros está sendo construída na Alameda João Elias, pouco abaixo de onde funciona atualmente. 

O terminal provisório terá 160 m de comprimento, com cobertura de 8 m de altura e capacidade para receber 10 ônibus simultaneamente, das 19 linhas que operam no local. Além das plataformas de embarque e desembarque, também terão as cabines de bilheterias, sanitários e o prédio da administração.

O Terminal Isidória é um dos seis que passarão a integrar o sistema do BRT Norte-Sul. Tão logo as operações sejam transferidas para o local provisório, o Consórcio responsável dará início às obras de construção de um novo terminal totalmente remodelado, atendendo ao projeto do BRT, que sairá da Rua 90 e entrará diretamente na nova estação para os embarques e desembarques dos passageiros. A construção conta com orçamento na ordem de R$ 12 milhões, já incluindo as obras do provisório e tem prazo de 12 meses para ser concluída.

Segundo o projeto, o novo espaço terá 16.500 m² de área construída e contará com plataformas para atender o BRT e os ônibus comuns, que fazem a integração das linhas. Contará também com quiosques de alimentação e utilidades.

Strip Center
O secretário Dolzonan Mattos antecipa que, com a operação das linhas retornando ao novo Terminal Isidória, a intenção é aproveitar a base da estrutura provisória e discutir com os moradores e os lojistas para a instalação de um centro comercial no local, contribuindo para o desenvolvimento do setor e de toda a região.

“É um desperdício de dinheiro público derrubar essa estrutura, depois de sua serventia, então, a intenção é realmente conversar com lojistas e moradores para transformar o espaço num centro comercial, com um mix de lojas e incrementar o comércio e a prestação de serviços, num local agradável e acolhedor”, afirmou.

BRT Norte-Sul
O Norte-Sul tem uma extensão de 21,7 km, do terminal Recanto do Bosque, na região Norte de Goiânia até o terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. É composto por duas trincheiras, oito terminais de integração aos ônibus comuns e 30 estações de embarque e desembarque.

Com 16 meses de trabalhos ininterruptos, já foram construídos 40,94% do sistema, que será entregue em outubro do próximo ano.

As obras começaram em março de 2015, mas, por divergências entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e órgãos de controle, sofreram uma paralisação de oito meses e foram retomadas em março do ano passado, após assinatura de um TAC entre o Ministério Público e os órgãos envolvidos.

Confira as linhas que nascem no terminal Isidória:

002 - Pq. Atheneu / Centro / Rodoviária
014 - Pq. Atheneu / Campinas
183 - T. Isidória / Vila Sul
185 - T. Isidória / Avenida E / PUC
198 - T. Isidória / Vl. Alto da Glória / Jd. Vitória
203 - T. Isidória / Av. W - 5 / Santa Luzia
565 - T. Isidória / Jd. dos Buritis - Via BR – 153
568 - T. Isidória / Res. Pq. Flamboyant / Jd. Bela Vista
650 - Circular Sul - Via BR – 153
651 - Circular Sul - Via Veiga Jd.
934 - T. Isidóra / Paço Municípal / T. N. Mundo / Rec. das M. Gerais

Linhas que passam pelo terminal Isidória:

6 - T. Veiga Jd. / Zoroastro / Centro
7 - T. Vl. Brasília / Centro / Rodoviária
9 - T. Pe. Pelágio / Av. Castelo Branco / T. Isidória
15 - T. Pç. A / Flamboyant - Via T. Isidória
20 - T. Garavelo / T. Bíblia - Via T. Isidória
25 - T. Bandeiras / T - 63 / T. Isidória
612 - Direto / T. Garavelo / T. Bíblia
616 - Direto / T. Veiga Jd. / T. Isidória - Via T. Cruzeiro

Rotatória entre Goiânia e Aparecida será aberta para melhorar o trânsito

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As prefeituras de Goiânia e de Aparecida iniciaram as obras de abertura da rotatória que liga os dois municípios no encontro das Avenidas 4ª Radial/Rio Verde/São Paulo/Transbrasiliana próximo aos Correios da Vila Brasília e a reorganização da sinalização viária horizontal e vertical com implantação de placas, faixas e semáforos no local.

O trabalho será feito em conformidade com o projeto do novo sistema viário elaborado pela Secretaria Municipal de Trânsito Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT), discutido entre as Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra), e as respectivas pastas de Aparecida de Goiânia. 

De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Fernando Santana, os dois municípios buscam em conjunto uma solução para os conflitos do trânsito no local.

A intervenção tem como objetivo dar maior fluidez ao trânsito no cruzamento das Avenidas São Paulo, 4ª Radial, Transbrasiliana e Rio Verde solucionando as condições do sistema viário da região, tendo em vista que já está em processo de licitação, de acordo com Dolzonan Mattos ( Infraestrutura- Goiânia) a extensão dos restantes 5 km do BRT ligando o Terminal Isidória ao Terminal Cruzeiro do Sul, seguindo pela Avenida Rio Verde.

A obra, que trata da abertura da rotatória nos dois sentidos, terá duração de cerca de 10 dias e não haverá interdição total as vias. Para a execução do serviço será assinado um Termo de Cooperação mútua entre os dois municípios. De acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana de Aparecida, Avelino Marinho, a orientação é para que os motoristas procurem pegar outros caminhos alternativos, evitando o tráfego. Agentes de Transito de Aparecida e de Goiânia estarão no local para orientar os condutores. 

Viaduto  
As obras do Viaduto João Antônio Borges, no cruzamento das Avenidas São Paulo, Rudá e Tapajós na Vila Brasília chegou a fase final e tem inauguração prevista para  o final de julho. De acordo com a secretaria de Infraestrutura, neste momento está sendo finalizada a implantação da capa asfáltica na parte da trincheira que receberá após esta etapa a sinalização de trânsito e iluminação. 

A obra vai resolver um problema no trânsito daquela região, beneficiando diretamente 100 mil pessoas,  ou seja 50 mil veículos que circulam diariamente no local e  50 mil passageiros do transporte coletivo. 


Fonte: A Redação

Baixa umidade do ar em Goiás preocupa governo

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Governo de Goiás fez um alerta sobre os baixos índices da umidade do ar em seu site oficial.

O Governo de Goiás publicou, na última terça-feira (16/7) em seu site oficial, uma matéria de alerta sobre a baixa umidade do ar em Goiás. O texto traz dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) sobre os baixos índices de umidade, que podem ficar abaixo de 20%, número considerado alarmante.

De acordo com os dados do Cimehgo, e divulgados pelo site do governo estadual, a massa de ar seco deixou o tempo aberto e com sol entre poucas nuvens em Goiás nesta quarta-feira (17/7). As temperaturas mínimas ficaram, ainda conforme os dados, mais amenas na parte da manhã. Destaque para a amplitude térmica – diferença  entre as temperaturas  máximas e as mínimas – provocando aumento expressivo das temperaturas no período da tarde.

O centro de informações ainda informou índices de umidade relativa do ar que ficam abaixo dos 20% na maioria das regiões do estado, o que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica situação de alerta. Isso, segundo a Organização, requer cuidados especiais para alergias, especialmente as cutâneas e as respiratórias, assim como a possibilidade do surgimento ou de se agravarem doenças como bronquite e asma.

A previsão é do Cimehgo, da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), do Governo de Goiás.

Problemas decorrentes da baixa umidade do ar
Durante o dia, a umidade relativa do ar varia entre 20% e 12%. É grande o risco de incêndios florestais e de problemas à saúde decorrentes da baixa umidade do ar, além de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

O INMET listou algumas instruções de como prevenir os problemas durante a predominação do tempo seco. Veja abaixo:

  • Beba bastante líquido;
  • Atividades físicas não são recomendadas;
  • Evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia;
  • Use hidratante para pele e umidifique o ambiente;
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).


Fonte: Dia Online

Hospitais que já deveriam estar em funcionamento em Goiás vão custar R$ 91,1 milhões

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Hospitais que já deveriam estar em funcionamento em Goiás vão custar R$ 91,1 milhões

Construções em Águas Lindas e Uruaçu chegaram a ser inauguradas, mas nunca abriram as portas. Obras devem ser retomadas neste 2º semestre, com previsão de entrega para 2020 Com obras iniciadas em 2013, os Hospitais Regionais de Uruaçu e Águas Lindas de Goiás devem ser entregues no 2º semestre de 2020. A afirmação é do secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, que garantiu que os trabalhos nas unidades serão retomados ainda neste semestre. A expectativa é de que mais de 2 milhões de habitantes da Região Norte do Estado e do Entorno do Distrito Federal sejam beneficiados. No total, a finalização dos hospitais ainda deve custar R$ 91,1 milhões frutos do tesouro estadual e também de emendas federais.

Na manhã desta quinta-feira (11), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou o balanço dos primeiros seis meses de gestão do governo e ressaltou a importância da finalização das unidades. De acordo com Ismael Alexandrino, no total, a unidade de Águas Lindas ainda deve custar R$ 27,1 milhões: R$ 12,1 milhões para obra e 15 milhões para equipamentos. Já Uruaçu vai precisar de R$ 64 milhões, sendo R$ 32 milhões para obra e R$ 32 milhões de equipamentos. O secretário afirma que, deste valor, R$ 27 milhões são oriundos de emendas federais e o restante do tesouro estadual.

Segundo a pasta, em Uruaçu serão 238 leitos de internação, e 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI): 20 adultos, 10 pediátricas e 10 neonatais.

O Hospital Regional de Uruaçu chegou a ser inaugurado em julho do ano passado e um relatório técnico apontava que 95% da obra já estava concluída.

A realidade, entretanto, era bem diferente e o que a nova gestão encontrou foi subestação elétrica sem fio, centro cirúrgico inacabado e área administrativa na fundação.

Já no Entorno, a previsão é de disponibilizar 137 leitos de internação e outros 30 de UTI: 10 adultos, 10 pediátricos e 10 neonatal.

A unidade de Águas Lindas também passou pela inauguração de uma primeira etapa em abril de 2018, mas não chegou a funcionar.

Por lá, havia ainda um embargo da Controladoria Geral da União (CGU) por conta de irregularidades na execução da obra. “De que adianta inaugurar um hospital que não funciona?”, questionou o governador Ronaldo Caiado.

Obra parada

Em Santo Antônio do Descoberto, a obra do hospital regional iniciada em fevereiro de 2001, ainda não tem data para ser retomada. Isso porque, no ano passado, perdeu a verba destinada pelo governo federal, por meio de convênio, porque o prazo para a construção expirou. Além disso, a obra possuía inconsistências na execução e relatórios da controladoria apresentaram irregularidades. A projeção era atender de 8 a 12 mil pacientes por mês.

“As obras em Santo Antônio estão completando quase duas décadas e a verba viria do governo federal. O convênio terminou e várias irregularidades foram apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU). Não existe verba destinada para ele nem federal, nem estadual porque a gestão passada não colocou isso no orçamento. Estamos fazendo estudos para uma programação e não existe nenhum prazo ainda”, completou o secretário Ismael Alexandrino.

Governo aposta em regionalização

O governador Ronaldo Caiado está defendendo uma regionalização da Saúde e afirmou que a ação não significa, necessariamente, construção de hospitais e policlínicas. Ainda assim, além da retomada das obras dos Hospitais Regionais de Uruaçu e Águas Lindas, anunciou a abertura de quatro policlínicas até o final de 2019. As unidades serão instaladas em Posse, Santa Terezinha, Goianésia e Quirinópolis. Novos convênios também estão sendo firmados em Goiás, Anápolis, Catalão e Jataí.

“Policlínicas serão instaladas nas regiões mais carentes do Estado de Goiás, com a maior demanda e sem a presença, sequer, de estruturas para identificar e diagnosticar pacientes. Nosso objetivo é regionalizar cada vez mais a Saúde. A regionalização não impõe a necessidade da construção e pode ser feita em um processo de convênios com estruturas existentes como estamos fazendo com o Hospital São Pedro de Alcântara na Cidade de Goiás, no Hospital Padre Tiago, em Jataí e também com as unidades da Santa Casa em Catalão e Anápolis. Vamos expandir mas teremos o controle do número de procedimentos que terão que entregar em contrapartida ao Estado”, pontuou o governador.

Apesar de duas policlínicas serem previstas para Goianésia e Quirinópolis, o secretário de Saúde Ismael Alexandrino afirma que não irão funcionar nas unidades dos Centros Estaduais de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs). Segundo ele, a estrutura física e de pacientes é diferente e além de não se enquadrarem como Comunidades Terapêuticas, os Centros que são registrados no Ministério da Saúde como hospitais, também não exercem este papel. “Não sei se isso não foi bem pensado anteriormente, mas o Credeq hoje é impagável pelo Ministério da Saúde. O que existe em Aparecida será modificado na modalidade contratual. Ampliaremos serviços e especialidades. Hoje não existe no Ministério da Saúde uma definição para o projeto existente.”

IGH abre 240 vagas de emprego com salários de até R$ 8 mil na Grande Goiânia

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O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) abriu processo seletivo para preenchimento de 240 vagas em unidades de saúde da região metropolitana de Goiânia. A Organização Social é responsável pela gestão do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL) e do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Dr. Cairo Louzada (Huapa). Interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 21 de julho pelo site.  

O processo pretende preencher 240 vagas entre as três unidades, sendo 90 efetivas e 150 para cadastro reserva. O edital está disponível no site do instituto, na aba “Transparência”, “Editais”, seguido de “Goiás”. A carga horária das vagas varia entre 18h e 44h semanais, e os salários entre R$ 1.080,00 e R$ 8.211,82. 

Os cargos disponíveis são para analista de qualidade; analista de compras; auxiliar de serviços gerais; auxiliar de farmácia; auxiliar de manutenção; cirurgião vascular; condutor; encarregado (a) de manutenção; fonoaudiólogo (a) com especialização em motricidade orofacial; infectologista; jardineiro (a); líder de higienização; técnico (a) eletricista; técnico (a) de refrigeração; técnico (a) oficial de manutenção; técnico (a) de enfermagem para atuar nas áreas de obstetrícia e pediatria; otorrinolaringologista pediátrico; nutrólogo; motorista administrativo. 

Fonte: A Redação

Passageiros reclamam da não utilização das plataformas cobertas no Aeroporto Santa Genoveva

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Eles questionam a razão de ter que caminhar entre o saguão do aeroporto e a aeronave, enquanto plataformas estão vazias Passageiros que passam pelo Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, reclamam que as companhias aéreas, muitas vezes, não utilizam os fingers (plataformas cobertas para embarque e desembarque), mesmo quando alguns estão vazios. A queixa dos usuários é ter que caminhar do saguão do Aeroporto até as aeronaves, algumas vezes sob sol ou chuva, o que causa desconforto e pode danificar as rodinhas das malas, já que o asfalto não é totalmente nivelado.

Depois de receber reclamações de leitores, O POPULAR foi até o Aeroporto Santa Genoveva ouvir os passageiros e constatou a insatisfação de muitos. “Se existe o finger, é para dar comodidade e ele deve ser usado. Quando chove ou o sol está forte, é desconfortável fazer essa caminhada com mala”, diz o empresário Paulo Sérgio de Carvalho. Ele também lembra que o asfalto no pátio tem desníveis que podem estragar as malas.

O assistente administrativo Eudes Raul Gomes e a professora aposentada Anésia Gomes da Silva também defendem o uso do finger pelos mesmos motivos. “Se existe a plataforma, não há motivo para não usar, ainda mais quando o fluxo é menor e elas estão vazias”, dizem. A opinião é compartilhada pelo funcionário público Luiz Fernandes. “Me incomodo de ter que caminhar porque eles param no pátio enquanto existem fingers vazios, principalmente quando está chovendo ou o sol está muito forte”, afirma.

Aproximadamente 80 voos utilizam as estruturas de finger nos dias mais movimentados no Aeroporto Santa Genoveva, o que representa uma média de 80% das operações, enquanto 20% param na pista. A programação é realizada pela própria Infraero, a partir de dados repassados pelas empresas aéreas. Em casos específicos, a companhia solicita posição em áreas mais remotas para operações críticas, isto é, quando pode haver atraso, pouco tempo em solo, manutenção de equipamentos, entre outros.

Ainda de acordo com a Infraero, os critérios para adoção do finger incluem a quantidade de passageiros por aeronave e presença de pessoas com necessidades especiais. Além disso, existem aeronaves que não usam a ponte de embarque por não serem compatíveis com o equipamento, ou seja, serem de menor porte. Quanto ao custo, o valor para uso do pátio de manobras varia de acordo com o porte da aeronave, mas é o mesmo usando ou não o finger.

A Azul informa que cerca de 90% de suas operações em Goiânia acontecem utilizando os fingers em condições normais. Segundo a companhia, na semana passada, devido a oscilações de energia, houve dificuldades na utilização das plataformas e uma delas precisou passar por manutenção, reduzindo as pontes disponíveis. A Azul garante que, no geral, a maioria de suas operações utiliza os fingers.

A Latam informa que, por questões operacionais, dois voos da companhia operados no Santa Genoveva são atendidos com o embarque e desembarque remoto. Segundo a companhia, este tipo de embarque é um procedimento regular nas operações aeroportuárias e todas as suas decisões visam garantir uma operação segura.

A GOL diz que prioriza que o acesso de seus clientes à aeronave seja realizado em finger, busca oferecer a melhor experiência de viagem a todos, e faz revisões constantes em seus procedimentos, além de trabalhar em conjunto com as concessionárias aeroportuárias para aprimorar o atendimento, embarque e desembarque.

O assistente administrativo Eudes Raul Gomes e a professora aposentada Anésia Gomes da Silva também defendem o uso do finger

UFG informa que irá reduzir serviços, mas que ato não será suficiente para evitar paralisação total

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UFG informa que irá reduzir serviços, mas que ato não será suficiente para evitar paralisação total

Universidade divulgou que R$ 27 milhões destinados ao custeio do segundo semestre estão bloqueados, o equivalente a 69% do orçamento previsto Em nota oficial, divulgada na tarde desta quarta-feira (10), a Universidade Federal de Goiás (UFG) informou que novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas pela gestão, mas que provavelmente elas não serão suficientes para evitar a paralisação total das atividades de ensino, pesquisa e extensão antes do fim deste semestre, o que deve acarretar em “graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade”.

O anúncio se deu em função do bloqueio de 30% do orçamento feito pelo governo federal no mês de abril para todas as universidades e institutos federais.

A reitoria informou que, para os próximos meses, estariam reservados cerca de R$ 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019. Desse montante, aproximadamente R$ 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de “serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação”.

“Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades”.

A reitoria também informou que, com o apoio das demais universidades federais, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) e de entidades da sociedade civil e parlamentares, tentará intensificar as ações junto ao governo federal para reverter esse quadro.

Confira a nota na íntegra:

A Universidade Federal de Goiás, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado para aperfeiçoar os instrumentos de gestão orçamentária e financeira de forma a garantir o funcionamento de suas atividades, buscando sempre maior eficiência e economicidade. Com o bloqueio de 30% do orçamento pelo governo federal no mês de abril, a UFG chegou ao fim do primeiro semestre de 2019 com severas dificuldades para a manutenção das atividades meio, como contratações e aquisições, porém preservando as atividades fins: ensino, pesquisa e extensão.
Logo após a divulgação do bloqueio orçamentário, as universidades federais iniciaram uma intensa mobilização para reverter esse quadro. Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades.

Distribuído de forma equânime entre os semestres, a dotação de cada ano é planejada pela equipe gestora da UFG de acordo com as necessidades contratuais e prioridades da instituição. Para os próximos seis meses, estariam reservados cerca de 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019.

Desse montante, aproximadamente 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação.

Considerando que o orçamento disponível (não bloqueado) não será suficiente para custear as despesas da instituição até o final do ano, novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas.

A Reitoria da UFG, de forma articulada com as demais universidades federais, com a Andifes e com entidades da sociedade civil e parlamentares, intensificará as ações junto ao Governo Federal para reverter esse quadro. Caso o bloqueio do orçamento persista, a UFG não terá como evitar a paralisação total de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, acarretando graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade.

Concessão do Eixo Anhanguera será devolvida para Prefeitura de Goiânia

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Iris e Caiado discutiram sobre privatização

O governador Ronaldo Caiado e o prefeito Iris Rezende se reuniram, no final da manhã desta terça (9/7), para discutir a devolução da concessão do Eixo Anhanguera ao município de Goiânia. 

A audiência, ocorrida no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, contou ainda com a presença do presidente da Metrobus, Paulo Reis, com a promotora do Ministério Público de Goiás, Leila Maria, com o secretário de Governo do município, Paulo Ortegal, com o procurador-geral de Goiânia, Brenno Kelvys, com a procuradora-geral do Estado, Juliana Prudente, e com o presidente da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Benjamim Kenedy.

Em fevereiro deste ano, um acordo assinado entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia já previa a devolução da concessão da linha para a capital e sua posterior privatização. A audiência serviu para avançar nas conversações, uma vez que o município já emitiu um parecer jurídico favorável à mudança.

Na oportunidade, o prefeito Iris Rezende afirmou que o caminho para privatização da linha está sendo construído em parceria com estado e o MP-GO. “Vamos garantir que uma empresa preste, de forma digna, este serviço aos usuários do eixo Anhanguera”, afirma. “Não podemos permitir que um meio de locomoção tão importante para a cidade continue atuando tão precariamente”, destaca.

Em seguida, Iris disse que as mudanças serão promovidas sem afetar a rotina do transporte público. “A transição da linha deve ser feita de forma pacífica para não prejudicar aos usuários”, afirma. “Queremos garantir avanço na prestação do serviço do eixo Anhanguera sem qualquer trauma”, ressalta. “Todas as preocupações da população, como valor da tarifa, também são nossas. Não deixaremos de prever nenhuma situação”, complementa.  

Com a mudança, serão realizadas melhorias e obras estruturais nos terminais e nas plataformas do eixo Anhanguera. Está prevista, também, aquisição de novos ônibus com tarifas mais justas.

Fonte: Jornal Opção