Há mais de três décadas sendo construída, Ferrovia Norte-Sul só terá uso após 2020

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Com licitação prevista ainda para 2018, trecho que passa por Goiás deverá ter as obras concluídas por parte da nova concessionária para só então funcionar plenamente

Trecho da Norte-Sul que passa por Goiás: ferrovia é uma promessa para o Estado há mais de três décadas; inaugurada em 2014, insegurança jurídica impede seu uso frequente (Foto: Zuhair Mohamad)

Há mais de três décadas e considerada a principal do País, a espinha dorsal com capacidade de trazer avanços para a logística nacional - hoje tão dependente das rodovias -, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) é uma promessa para Goiás. Desde 2014, quando foi inaugurada pela então presidente Dilma Rousseff (PT), pouco passou pelos trilhos a partir do Estado.

Com o trecho subutilizado, a previsão otimista do governo é de que o pleno funcionamento vá ocorrer somente a partir de 2020, caso a licitação ocorra mesmo este ano. Segundo o secretário de coordenação de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, a licitação do trecho de Porto Nacional (TO) a Estrela d’Oeste (SP) “seguramente deve ocorrer este ano”.

“Está na fase final na área técnica no TCU (Tribunal de Contas da União) e a previsão é mandar para o ministro relator no início de julho”, diz. Após o acordão da Corte, o edital será publicado no segundo semestre, conforme estima. Para que isso ocorra, o diálogo entre órgãos se intensificou, com diversas reuniões sobre o assunto.

Mas, a tentativa de destravar a licitação não estaria relacionada à greve dos caminhoneiros, que evidenciou a necessidade da multimodalidade. “Há a constatação de que é preciso reequilibrar a matriz de transporte. A decisão foi tomada lá atrás, em conselho de 2016, junto com mais dois projetos (Ferrogrão e Fiol)”, assegura Tarcísio.

O processo da FNS só não estaria mais avançado porque envolve contrato com prazo de 30 anos e ainda faltam algumas definições. A principal seria garantir a fluidez do transporte, o direito de passagem, para que finalmente a ferrovia seja utilizada. “O trecho ao Norte tangencia a malha da VLI e, ao Sul, a Malha Paulista. Temos de garantir que poderá passar”, pontua o secretário ao defender que isso já teria sido bem estudado.

Por outro lado, existem outras questões que tornam a licitação mais complexa. Entre elas, o fato de que a empresa concessionária que for assumir o trecho terá de trocar a brita de má qualidade que foi usada, construir pontes, viadutos, finalizar outras obras e o sistema de sinalização.

O que fica do que a Valec não concluiu e os apontamentos do TCU sobre a construção já estaria “equacionado”, de acordo com Freitas. “Não tem nada que não possa ser rapidamente ajustado depois”. “O que falta da Valec é pouca coisa, está 95% concluída e o remanescente já está no contrato de concessão”, argumenta Tarcísio.

valores

O valor de outorga já consideraria os investimentos que o novo concessionário terá de fazer, inclusive o material rodante. O valor estimado é de R$ 2,76 bilhões (R$ 2,35 bilhões em material rodante e R$ 410 milhões em obras e sinalização).

Mesmo assim, Tarcisio aposta que o certame será disputado. “A Ferrovia Norte-Sul ficará mais interessante com o anúncio que será feito pelo conselho em reunião do PPI no dia 29 de junho. Diz respeito à prorrogação de contratos de concessões que traz como novidade a obrigação de investir e a construção de ramais pela iniciativa privada.”

Em março de 2017, o conselho resolveu requalificar malhas e com a prorrogação antecipada das concessões existentes ocorreu a previsão de investimentos importantes para o setor. “O maior boom desde a década de 1910. O que a gente está fazendo vai praticamente dobrar a participação do módulo ferroviário”, promete o secretário.

A previsão é de que a participação das ferrovias na matriz dos transportes dobre, passe de 15% para 30%, o que significaria uma redução de R$ 33 bilhões por ano nos custos para escoar cargas. O que será anunciado na próxima sexta-feira (29) pelo PPI será como as concessionárias farão esse pagamento de outorga, em quais segmentos de ferrovias e as prioridades eleitas. “O marco regulatório está bem posto e o anúncio que vamos fazer vai despertar mais interesse que do que já há”, argumenta Tarcísio sobre a FNS. Ele crê que o novo concessionário irá operá-la de forma integral.

Se tudo isso ocorrer dentro do planejado, os primeiros contratos para carregamento em Goiás podem começar de fato a partir de 2020. Tarcísio acredita que esse início será um marco que pode auxiliar outras ferrovias. “Vai impulsionar negócios em Goiás, onde há um agronegócio pujante, polo industrial, Porto Seco. Vamos ter ligação com Mato Grosso e mais tarde com o Oeste da Bahia. Trará empresas para manutenção da linha, pátios e será um vetor importante de desenvolvimento”, conclui.

Obras de extensão da Avenida Leste Oeste devem ser iniciadas somente em 2019

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Foi assinado nesta segunda-feira (25), convênio entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia para extensão da Avenida Leste Oeste, no trecho entre a Praça do Trabalhador e a GO-403, na divisa com Senador Canedo. A obra está orçada em R$ 70 milhões, sendo R$ 35 milhões para cada um. A tendência é que as obras sejam iniciadas somente após o período chuvoso, no período semestre de 2019.

O trecho que falta ser concluído tem cerca de 8km de extensão, inclui a revitalização da Praça do Trabalhador e reestruturação da Feira Hippie.  O acordo foi firmado incialmente em agosto de 2017 com o então governador Marconi Perillo (PSDB). O atual governador José Éliton (PSDB) analisou a liberação dos recursos e ressaltou a importância da obra para a capital.

“É uma ação muito importante em parceria com o prefeito Iris e eu assinamos hoje um convênio de R$ 35 milhões com o município, o município vai aportar outros R$ 35 milhões da extensão da avenida Leste-Oeste e da revitalização da Praça do Trabalhador na região da Rua 44, englobando todo o espaço importante para o comércio”, afirmou.

Já o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), argumentou que o projeto está pronto e a administração municipal pretende em breve abrir licitação. O cronograma da obra prevê 20 meses para a conclusão do trecho.

“Assinado agora o convênio com governador, o projeto está pronto, já vamos abrir a licitação e queremos dentro de um período mais curto possível que essa avenida, pelo menos esse trecho da praça da estação até a saída para Senador Canedo seja inaugurado”, destacou o prefeito.

De forma elogiosa, Iris Rezende afirmou que o governo de Goiás, nas gestões de Eliton e Marconi Perillo, tem colocado o povo em primeiro lugar.

Início das Obras
Apesar de o prefeito Iris Rezende (MDB), ter destacado a intenção de se iniciar a obra o quanto antes, o secretário de Infraestrutura e Obras da Prefeitura de Goiânia, Dolzonan Matos disse que o processo licitatório deve ser concluído somente no final do ano, para que em seguida seja assinada a ordem de serviço. Mas devido ao período chuvoso, a tendência é que as obras de extensão da Leste Oeste sejam iniciadas somente no ano que vem.

“Pretendemos lançar o edital (licitação) de imediato para que a ordem de serviço seja assinada ainda este ano, já mais para o final do ano”, explicou o gestor.

Como ficará a Avenida?
Além do projeto de extensão da Avenida Leste Oeste, ainda está incluso no projeto a requalificação da Praça do Trabalhador, levando em consideração a reestruturação da Feira Hippie. Na região já está sendo realizada a reforma da antiga Estação Ferroviária de Goiânia, um projeto do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal.

O secretário Dolzonan Matos explicou que a Avenida Leste Oeste vai fazer um pequeno contorno, desviando do prédio da Câmara Municipal, mas pegando parte do estacionamento. A via seguirá paralela a um pequeno trecho da Avenida Goiás Norte que contorna a Estação Ferroviária, passará por meio da atual área onde ficam montadas as barracas da Feira Hippie, seguindo sentido leste até a Marginal Botafogo, onde será feita uma ponte.

Dali em diante, a Leste Oeste seguirá o leito da antiga Estrada de Ferro Goiás, ao chegar a BR-153, pelo projeto a via passará por baixo da BR-153, em que serão aproveitada a estrutura do viaduto ferroviário desativado que será mantido, mas as laterais serão alargadas para a passagem de carros. Não está previsto inicialmente um acesso direto a BR-153, na região da Vila Morais, perto das distribuidoras de Gás de Cozinha.

Continuando o trajeto em sentido leste a via segue larga, quatro pistas en cada sentido até a Avenida Manchester, já no Jardim Novo Mundo. No trecho final da Leste Oeste, a via fica mais estreita, pois ao lado da via está uma área ferroviária ainda em operação na capital. Pelo projeto ao invés de quatro pistas, serão três nos dois sentidos. A Leste Oeste terminará na rotatória próximo ao Rio Meia Ponte na GO-403, na divisa de Goiânia e Senador Canedo.

Recursos
De acordo com o prefeito Iris Rezende, a contrapartida de R$ 35 milhões do Município já estão assegurados e não haverá riscos de paralisação. “Para esta obra a prefeitura está realmente preparada para não deixar que o quê empecilho qualquer paralisação por falta de recurso”, completou o gestor.

Codese
Em 31 de outubro de 2017 o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese) doou o projeto para a Prefeitura de Goiânia, que custou R$ 1,4 milhão aproximadamente.

À época, o presidente do Codese, Euclides Barbo Siqueira, explicou que o projeto doado não é relativo apenas à Leste Oeste, mas também à requalificação da Praça do Trabalhador, que passará por um recadastro dos comerciantes das Feiras Hippie e da Madrugada.

Euclides afirmou que empresários, comerciantes, a população, o poder público perdem com a desorganização da região da Rua 44. Ele afirmou que o projeto também prevê a reorganização do espaço.

Prefeitura de Goiânia prioriza uns parques, mas deixa outros abandonados

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Com foco da Amma em manter revitalizados cinco parques principais, demais ficam sem manutenção, degradados e população sofre com precariedade na hora de lazer

Nos finais das tardes, os moradores do Residencial Brisas da Mata, na Região Noroeste de Goiânia, encaram a falta de iluminação, a sujeira, estrutura precária e as falhas na pista para realizarem suas caminhadas diárias. Na última quarta-feira, o pai corria atrás da sua filha entre os galhos, o mato alto, a poeira e o cimento. Em uma volta nos 2,2 quilômetros ao redor do Parque Municipal Otávio Lúcio é possível achar ainda materiais de construção usados em reformas das casas do entorno, um campo de futebol com bancos quebrados e grades que circundam a mata com falhas.

O que era para ser um benefício público feito pela Prefeitura ao bairro, o único equipamento de lazer para a região, apesar de manter dois funcionários da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) diariamente no local, está mais para um lote baldio. Situação bem diferente se vê no Parque Vaca Brava, no Setor Bueno, por exemplo, em que os problemas são bem menores, há espaço para as crianças e aparelhos de ginástica, além de pista de caminhada em situação razoável. Além disso, há quiosques em que os visitantes podem matar a sede ou a fome, iluminação e uma estação de bicicletas compartilhadas.

Um dos principais cartões-postais da capital, o Vaca Brava faz parte do grupo de parques que ficou conhecido como os cinco principais, junto com Areião, Bosque dos Buritis, Lago das Rosas e Flamboyant. São eles quem tem prioridade na atenção do poder público, recebem os primeiros investimentos e são limpos e cuidados diariamente. Em contrapartida, os outros parques goianienses ficam como se fossem abandonados, tal qual o Otávio Lúcio. A reportagem do POPULAR percorreu 12 parques goianienses e verificou que todos eles sofrem sem manutenção regular.

A priorização também faz esquecer locais públicos em bairros centrais e em outros considerados como de moradores com alto poder aquisitivo. O Parque Botafogo, que faz parte de um complexo junto ao Mutirama, no Centro da capital, não recebe uma revitalização há anos, o que é exposto na quantidade de lixo jogado na mata e no lago, a falta do serviço de roçagem, as pichações e bancos e mesas quebrados. As quadras esportivas também apresentam problemas estruturais e sujeira. O parque ainda é local de ocorrências de crimes constantemente, o que leva a receber patrulha policial diariamente, e ainda assim ser alvo de reclamações.

Na Região Sul, o Parque Cascavel passa por problemas desde 2015, onde o lago formado pelo córrego que dá nome ao espaço, está sempre assoreado por problemas de canalização. O Paço Municipal informa que “as obras de drenagem da unidade de conservação serão retomadas em breve”, sendo executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra). A obra construirá barragens de contenção, gabiões e enrocamentos, que revestem as paredes do leito do córrego com pedras, “além da recuperação das tubulações da água de maior descarga”.

Além dos problemas com o lago, a reportagem também verificou diversos brinquedos e equipamentos com avarias que prejudicam o uso dos mesmos e podem até causar acidentes. Situações semelhantes são vistas no Parque Macambira Anicuns, nos trechos já entregues à Amma para a manutenção, ainda com muitas pichações e lixos. Já no Parque Beija-Flor, no Setor Jaó, na Região Leste, a sujeira é o principal problema e nem mesmo os pórticos com o nome do local resistiu à degradação. Em todos os casos, porém, a população reclama da falta de segurança, já que os parques, por decisão da Prefeitura, não contam mais com a permanência de guardas municipais nos locais.

Em outros parques, como o Leolídio di Ramos Caiado, no Setor Goiânia 2, e no Campininha das Flores, no Setor Campinas, os problemas encontrados pela reportagem foram pontuais, sendo os espaços públicos visitados com melhor situação. Em Campinas, o maior problema era na academia, com alguns aparelhos enferrujados e outros quebrados. Já no Goiânia 2, havia poucos lixos no parque e os equipamentos de ginástica estavam sem pintura, mas a iluminação é precária, com postes com lâmpadas sem funcionar.

Vereador propõe prazo máximo de espera em ponto de ônibus em Goiânia

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Matéria pode ser votada em plenário nesta quinta-feira (28/6). Em dias normais, a espera seria de no máximo 30 minutos 

O vereador Alysson Lima (PRB) apresentou projeto de lei para que estabelece prazos máximos de espera no ponto de ônibus para os usuários do transporte coletivo. Segundo a proposta, que pode ser votada nesta quinta-feira (28/6) pelo plenário da Câmara Municipal de Goiânia, o tempo máximo de espera seria de 20 minutos em dias normais, até 30 minutos nos finais de semana e feriados e até 40 minutos em “dias adversos”, com fortes chuvas e alagamentos, por exemplo.

“Nessa situação, quem será o fiscal é o próprio usuário do transporte coletivo, que poderá buscar indenização junto às empresas de ônibus caso o tempo seja extrapolado. Fazendo um paralelo com a lei que estabelece prazo para as filas de bancos, podemos fazer com que as empresas tenham mais responsabilidade com as pessoas que pagam por um transporte público ruim”, disse o vereador em entrevista.

A matéria chega a plenário com parecer contrário da Comissão de Direito do Consumidor da Câmara de Goiânia, que entendeu posicionamento da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), justificando que a propositura traria muito ônus financeiro à empresa muito grande.

Obras prioritárias seguem paradas em Goiânia

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Administração municipal listou construções para retomada em abril, mas elas continuam sem solução, aguardando recursos e acordos. Montante equivale a R$ 61 milhões

Casa de Vidro, no Jardim Goiás, lançada em 2010, foi abandonada um ano depois. Gestão municipal aguarda liberação da ordem de serviço por parte da Caixa Econômica Federal 

Em abril deste ano, a Prefeitura de Goiânia anunciou que dentre as 47 obras que estavam paradas na capital, 16 eram descritas como prioritárias e seriam retomadas em até 15 dias. Ao todo, o custo seria de R$ 61 milhões, ante os R$ 330 milhões do total de obras paradas no município. Dois meses depois, a situação é bem diferente do que foi estimado. Apesar de ter recursos garantidos via governo federal, a maior parte das construções segue na mesma situação e os técnicos do Paço Municipal continuam buscando soluções. Desde então, apenas duas obras foram retomadas: o Corredor T-7 e a urbanização do entorno da Paróquia Santo Antônio, no Setor Pedro Ludovico.

Maior exemplo da paralisação das obras públicas é o Centro Cultural Casa de Vidro, no Jardim Goiás, que foi iniciado em 2010, quando apenas 7% da obra foi feita e abandonada em seguida. Em todos os anos seguintes, as gestões municipais tentaram retomar o projeto, que teve de ser refeito porque o valor garantido pela União era metade do que foi estimado. Em abril deste ano, Iris Rezende (MDB) chegou a assinar a ordem de serviço para a retomada, após providenciado novo projeto, mas, desde então nenhum operário entrou no local, que ainda serve de abrigo para pessoas em situação de rua.

A assinatura da ordem de serviço contou até mesmo com a primeira-dama, Iris de Araújo (MDB), que foi a responsável pela emenda parlamentar em 2010 que viabilizou recursos federais para a obra, enquanto era deputada federal. O evento ficou marcado pela importância do local para o Paço e para a primeira-dama, em que ambos teriam feito esforços para deixar a Casa de Vidro como símbolo de boas notícias para a gestão. No entanto, ainda hoje a gestão aguarda liberação da Caixa Econômica Federal em análise da ordem de serviço.

A previsão é que isso ocorra até o final do mês. A empresa vencedora da licitação e responsável pela obra, a Geo Engenharia, prevê que a Casa de Vidro fique pronta em 12 meses a partir do início da construção. Os recursos estão garantidos pelo Ministério do Turismo e a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) é quem deve tomar conta do local depois da finalização. O problema da falta de andamento nas obras da capital é tema de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara Municipal, que foi iniciada em março deste ano.

Maternidade

Do outro lado da cidade, no Setor Vera Cruz II, há outra obra que preocupa o Paço. A Maternidade Oeste foi iniciada em 2016, ainda na gestão Paulo Garcia (PT), que no final de seu mandato garantiu ter deixado recursos garantidos para a sua conclusão, marcada para meados de 2017. No entanto, a obra teve novo prazo de finalização estimado para o final do ano passado, mas ficou parada e só foi retomada em negociação com o prefeito Iris Rezende. Mas a construtora Elmo Engenharia alega que ficou sem receber o serviço executado entre julho e dezembro e, então, uma nova paralisação, em fevereiro ocorreu.

Em setembro do ano passado, a Prefeitura chegou a anunciar a retomada da obra e estimou a finalização para meados deste ano, mas a negociação não concretizou até então, se tornando mais uma construção que recomeçou, mas parou depois que a Caixa Econômica Federal não receber a contrapartida para a execução da maternidade, no valor de R$ 1,16 milhão. Há também problemas com a licença ambiental e atestados para a obra.

Atualmente o Paço alega que “o pagamento e a retomada das obras da Maternidade Oeste estão condicionados a um cronograma a ser estabelecido por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que vai definir novos prazos junto à construtora”. No entanto, considera que a Maternidade Oeste tem grande importância e, por isso, “a Prefeitura tem o maior interesse na conclusão do hospital”. A nova estimativa para a finalização da obra é para janeiro do ano que vem.

Durante a reunião da CEI das Obras Públicas na segunda-feira (11), o vereador Eduardo do Prado (PV), relator da comissão, anunciou que o Paço poderá devolver à União o valor repassado para a construção do hospital pela demora na execução. Por isso, a Prefeitura deve fazer o TAC para continuar com o valor e garantir a obra. Prado estima que a Prefeitura poderá ser obrigada a devolver até R$ 200 milhões ao governo federal pela não execução das obras. Segundo ele, R$ 7 milhões relativos às obras dos Centros de Iniciação ao Esporte dos bairros Buena Vista III e Jardim Cerrado III já tiveram de ser devolvidos.

UEG lança curso de Medicina em Itumbiara

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O governador José Eliton (PSDB) lançou nesta sexta feira (15) o curso de Medicina da UEG de Itumbiara. O curso vai oferecer, inicialmente, 24 vagas. De acordo com o edital, as inscrições para o curso de Medicina começam no dia 17 de julho e vão até o dia 15 de agosto. As provas objetivas e discursivas e a Redação serão realizadas no dia 2 de setembro deste ano. "Esse curso é importante para universalizar a oferta do serviço de saúde no Estado de Goiás", ressaltou o governador.

Na avaliação do governador, a UEG "dá um passo ousado, um passo importante para a consolidação dessa Universidade como um grande centro de busca do saber. Assim a UEG se insere no seleto rol das grandes universidades brasileiras", e destacou que "os alunos que vão fazer Medicina aqui poderão, talvez, no futuro, trabalhar no Hospital José Gomes da Rocha que vamos construir juntos".

O reitor da UEG, Haroldo Reimer, destaca que a unidade de Itumbiara se transforma, com o curso de Medicina, no principal polo de formação de profissionais da área de Saúde da Universidade, e se consolida como um Centro de Excelência em Saúde. Ele abriu seu discurso dizendo que "quem olha rumo ao futuro", ao se referir à administração de José Eliton, "deve pensar hoje nos investimentos que devem ser feitos, porque um estado que investe nas pessoas, olhando para a frente, com investimentos em educação e inovação colherá, com certeza, bons frutos no futuro".

Para que fosse possível a abertura do curso de Medicina, foram firmadas parcerias entre UEG, governo de Goiás e a Prefeitura Municipal de Itumbiara. Entre as providências tomadas, foi realizado no último mês de março concurso público para a contratação de 14 professores efetivos para formação do corpo docente do curso.

A prefeitura do município destinou, via doação, R$ 190 mil para a construção de laboratórios que serão utilizados nas aulas da nova graduação ofertada pela UEG. Além disso, uma parceria com o Procon irá viabilizar a aquisição de livros para a formação do acervo bibliográfico.

Com a abertura do curso, a UEG passa ser a segunda instituição pública a ofertar Medicina no interior de Goiás. O Câmpus Itumbiara foi escolhido para abrigar o novo curso por ter vocação para a área da saúde, já que oferece as graduações de Enfermagem, Farmácia e Educação Física.

A UEG foi criada em 1999, a partir de 12 faculdades espalhadas por Goiás e hoje conta com 45 unidades, quase todas com sedes próprias. 

Reforma das placas de viaduto na Avenida 85, em Goiânia, ainda não foi feita

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Após anúncio de revitalização do revestimento da estrutura dos viadutos na Avenida 85, objetos mais estragados foram retirados pelo Paço, mas ainda não foram repostos

Os cartões-postais de Goiânia ao longo da Avenida 85 continuam sem poder aparecer bem nas fotos que mostram a cidade, mesmo 52 dias após o anúncio da Prefeitura de que os dois viadutos teriam os revestimentos de placas metálicas revitalizados. No dia 25 de abril, O POPULAR publicou que tanto a trincheira na Praça do Ratinho denominada Viaduto Latiff Sebba quanto a obra na Praça do Chafariz, o Viaduto João Alves de Queiroz, traziam risco à população já que diversas placas estavam soltas e poderiam cair ou provocar acidentes. Na mesma data, a Prefeitura anunciou que realizaria a revitalização dos dois viadutos. O prazo para toda a reforma foi estimado em até 60 dias.

Já no final de semana seguinte, no dia 30 de abril, os servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) iniciaram o que parecia ser uma ação efetiva da gestão goianiense. As placas com risco iminente de cair foram retiradas, o que inclusive limpou o nome do viaduto na Praça no Ratinho no sentido da Região Sul para o Centro. Ao todo, mais de 130 placas foram retiradas dos dois viadutos. Em pouco tempo, no entanto, já é possível verificar objetos que se movem com a ação do vento ou passagem dos veículos.

Na Praça do Ratinho, por exemplo, cerca de 75 placas foram retiradas e é possível ver as ferragens que seguram a estrutura e o concreto da obra, mas há problemas no teto do local, visível por motoristas e passageiros que passam pela via, continuando pela Avenida 85. Já na Praça do Chafariz, cerca de 55 placas foram retiradas na ação do Paço Municipal, mas já há pelo menos sete cujas bases estão se soltando, especialmente na parte alta que protege a via contínua da Avenida T-63, acima da praça. Além disso, há pichações na maioria das placas e a jardinagem nas duas praças, apesar da grama baixa, já não possui flores e a vegetação tem aparência degrada.

Depois que as placas foram retiradas no final de abril, não houve mais nenhuma ação do Paço para adiantar a reforma nos viadutos. À época, o Paço informou que realizaria uma licitação para a aquisição das placas necessárias para a troca daquelas que foram retiradas. Ainda seria necessária uma limpeza ou pintura metálica nos objetos para igualar o revestimento. Em razão da imponência dos viadutos, principalmente pelas estruturas elevadas, as obras sempre são utilizadas para retratar a cidade e, por isso, há a necessidade até mesmo turística e urbana de revitalizar os locais.

O Paço Municipal, em nota, informou “que está finalizando a tomada de preços para aquisição de 200 novas placas que serão utilizadas no lugar das que foram retiradas”. A intenção da aquisição é que se possa ter objetos em número suficiente para possíveis novas trocas, quando as placas atuais sofrerem danos. “A Seinfra lembra ainda que a revitalização das duas praças com a troca de luminárias, jardinagem, pintura, letreiro e a reposição das placas, continua dentro do cronograma de 60 dias”, completa.

O processo de tomada de preços, que é a modalidade escolhida pela administração para a aquisição das placas, é mais rápido do que os pregões. Isso porque se trata de um meio de apenas adquirir objetos, de modo que o preço mais baixo pelo mesmo elemento, nas características descritas pelo edital do processo, vence. Assim, há poucos meios de contestação administrativa e judicial.

Em entrevista ao POPULAR no último dia 6, o secretário da Seinfra, Dolzonan da Cunha Mattos, confirmou que a intenção da administração era realizar a licitação para a aquisição de placas, que seriam um total de 126 unidades. Ele lembrou ainda que as placas apresentam apenas um efeito estético nas obras de arte, não pertencendo à estrutura que sustenta os viadutos. “As placas que estavam danificadas, que corriam o risco de serem soltas, nós retiramos, e então não vamos ter problemas de trafegabilidade”, disse ele, à época. O secretário ressaltou ainda que haveria também a possibilidade de modificar o revestimento das placas para alguma alternativa de menor custo, mas isso teria de ser conversado e resolvido pelo prefeito Iris Rezende (MDB).

Estrutura vai receber lâmpadas de LED

As estruturas dos viadutos da Avenida 85, tanto da Praça do Ratinho quanto da Praça do Chafariz, que ficam acima das obras também deverão passar por revitalização nos próximos meses. Os locais devem receber lâmpadas do tipo LED para a iluminação que mudarão de cor a cada data comemorativa. Essa situação já ocorre atualmente, mas é necessária uma modificação manual nas estruturas, o que, com a mudança, será mais fácil e rápido. 

Na Praça do Ratinho, as três pontas metálicas representam as regiões para onde Goiânia, historicamente, cresceu, sendo Leste, Oeste e Sul. Trata-se de três pirâmides com 56 metros de altura cada uma. Nelas, ficam doze refletores externos e oito internos, que produzem os efeitos luminosos em datas comemorativas.

Já na Praça do Chafariz, são apenas duas pontas, com a altura de 64,53 metros cada, representando a ponteira de uma bússola. Logo, as pontas apontam para a Região Norte da cidade, o que fica mais visível para os motoristas que trafegam pela Avenida 85 no sentido Setor Bueno e Bela Vista para a Praça Cívica, no Centro da capital. Ele também possui refletores internos e externos que ficam iluminados a noite e podem ter as cores das luzes alteradas em datas comemorativas, o que é menos comum do que na Praça do Ratinho. Em ambos, no entanto, o Paço apaga as luzes no dia da Hora do Planeta, em que se conscientiza sobre o aquecimento global.

Prefeitura de Aparecida de Goiânia irá oferecer internet grátis em pontos estratégicos da cidade

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Praças, parques e locais com grande fluxo de pessoas receberão rede sem fio, possibilitando navegação na web e conexão com os serviços públicos

A Prefeitura de Aparecida, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, irá disponibilizar acesso gratuito à internet em equipamentos públicos estrategicamente espalhados pela cidade. A iniciativa é uma das ações previstas no Projeto Cidade Inteligente que tem como objetivo tornar o município conectado, integrando todas as áreas da administração a fim de acelerar o desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população.

A proposta que prevê a instalação dos hotspots, que é a definição utilizada para locais com rede sem fio disponível para navegação gratuita, foi licitado junto com o projeto de criação da infraestrutura de rede, data center e videmonitoramento urbano. A implantação está prevista para o segundo semestre deste ano.

Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o acesso à internet em locais como praças, parques, repartições públicas e ambientes com grande fluxo de pessoas será feito através de cadastro dos usuários que terão à disposição jogos informativos e educativos relacionados à cidadania e meio ambiente e navegação na web para uso pessoal. A escolha dos pontos que irão receber as redes será feita em conjunto com as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Esporte, Lazer e Juventude, levando em consideração a necessidade de cada região do município.

“O projeto Hotspots Livres é parte fundamental da estratégia de transformar Aparecida de Goiânia em uma cidade digital, moderna e conectada, garantindo acesso para a população a todos os serviços disponibilizados pela prefeitura”, destaca o coordenador de diagnósticos de sistemas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ernesto Fonseca Veiga.

Moradores de bairros com baixa cobertura de sinal ou pessoas que não possuem condições financeiras para adquirir um pacote de dados móveis poderão, quando estiverem em parques, praças e outros pontos, se conectar com o mundo através do wi-fi gratuito. “Essa iniciativa vai facilitar o acesso à internet, contribuindo com a inclusão digital de todos os cidadãos”, completa o coordenador.

Prêmios – Cidade Inteligente

Por se tratar de um dos projetos Smart Cities mais completos, o Cidade Inteligente de Aparecida de Goiânia foi premiado três vezes. Dois dos reconhecimentos foram concedidos pelo Instituto Smart City Business America em congressos e exposições de 2017 e 2018. O prêmio reconhece iniciativas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. O projeto também foi premiado pelo Instituto de Inovação e Parque Tecnológico com o certificado Gyntec Awards 2017, que destaca os melhores no campo da inovação. O programa a ser implantado ainda foi apresentado em conferências em vários estados e em outros países.

Parte dos Credeqs segue sem previsão para entrar em funcionamento em Goiás

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Governo não tem data precisa de quando conseguirá colocar em atividade todas as unidades prometidas. Obra iniciada em 2013, em Morrinhos, está apenas 35% pronta

Credeq de Goianésia foi entregue em março deste ano, mas ainda não funciona. Processo para escolha de OS que vai administrar unidade está no início 

O governo de Goiás corre o risco de concluir a atual gestão sem que todos os Centros Estaduais de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeqs) estejam funcionando. Duas das cinco unidades prometidas e cujas construções começaram em 2013, assim como as demais, não estão nem com metade da obra realizada. Em Caldas Novas, por exemplo, onde a construção foi iniciada em dezembro de 2013, o porcentual é de 49%. Em Morrinhos, a 125 quilômetros de Goiânia, a situação é ainda pior. A obra começou no dia 4 de novembro de 2013, há quase cinco anos, e o total realizado é de apenas 35%.

Das cinco unidades anunciadas pelo governo, apenas a de Aparecida de Goiânia funciona, desde julho de 2016, mas os prazos também não foram cumpridos conforme o previsto (veja quadro). Em março deste ano, os Credeqs de Goianésia e Quirinópolis foram entregues, mas seguem sem funcionar. Os processos de escolha das organizações sociais (OSs) que vão se responsabilizar pela gestão de cada uma delas estão em fase inicial, sem previsão de quando serão finalizados. A expectativa inicial e anunciada no momento da inauguração das obras era de que elas estariam funcionando a partir deste mês.

Em resposta ao POPULAR, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) informou que o processo referente à unidade de Caldas Novas está na Controladoria Geral do Estado e o da unidade de Quirinópolis está na Procuradoria Geral do Estado. Após a aprovação desses órgãos, os procedimentos retornarão para a secretaria realizar os chamamentos. As etapas, no entanto, são inúmeras e demoradas, como a publicação do edital, recebimento de documentação, julgamento, análise das propostas e possíveis recursos. Diante disso, explica a SES-GO, é impossível precisar uma data de quando os dois Credeqs estarão, enfim, funcionando.

O quadro marcado pela demora e burocracia dos processos, além do atraso das obras, é o que alerta sobre a possibilidade de chegar ao final deste ano, quando termina a atual gestão do governo, sem que todas as unidades estejam funcionando plenamente. A SES-GO trabalha hoje com a previsão de que as obras estarão prontas até o final de dezembro, informação citada inclusive no tópico Rede Credeq do Plano de Governo para a Saúde (2015-2018) publicado no site da Secretaria. Entre o término das construções e o início dos atendimentos, como é possível ver nos casos de Quirinópolis e Goianésia, há chances de que o funcionamento fique apenas para 2019, nos casos de Caldas Novas e Morrinhos.

Atrasos

A promessa inicial, quando as obras começaram a ser feitas em 2013, era de que todas as unidades estariam prontas para funcionamento até o final de 2014. Na época, conforme notícias do site da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), falava-se em um investimento de R$ 100 milhões para a construção das cinco unidades. Com os atrasos, esse valor foi ampliado, conforme as atualizações anuais. A obra do Credeq de Aparecida de Goiânia, por exemplo, foi avaliada inicialmente em R$ 19,8 milhões e terminou custando R$ 26,6 milhões aos cofres públicos. A construção da unidade de Goianésia foi avaliada, em 2015, em R$ 18,7 milhões e, ao ser inaugurada este ano, o valor final foi de R$ 28,2 milhões.

Existia a intenção de ampliar a rede de atenção a dependentes químicos para mais cinco cidades. A licitação da obra de um Credeq em Itumbiara chegou a ser feita e o resultado homologado, mas o governo voltou atrás na proposta. Segundo a SES-GO, a crise que atingiu o País em 2014 agravou o cenário e a prioridade hoje é terminar e colocar em funcionamento as cinco unidades programadas.

Governo de Goiás e UEG lançam Faculdade do Esporte nesta quinta-feira

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Com a criação da Faculdade do Esporte, a estrutura da UEG Câmpus Eseffego será transferida para o Centro de Excelência do Esporte.

O lançamento da UEG Faculdade do Esporte Eseffego será realizado nesta quinta-feira (21/6), a partir das 18h30, no Centro de Excelência do Esporte Eurico Godói. Entre as atrações do evento estão apresentações esportivas, shows e bate papo com atletas nacionais.

Com a criação da Faculdade do Esporte, a estrutura da UEG Câmpus Eseffego será transferida para o Centro de Excelência do Esporte.

A estratégia é utilizar todo o potencial cientifico-tecnológico já instalado no Câmpus Eseffego para a criação de uma plataforma de desenvolvimento esportivo, criando um ambiente regional para a identificação e formação de jovens atletas.

A iniciativa irá atuar na formação de atletas profissionais das mais diversas modalidades esportivas. Além disso, está prevista a criação da Rede de Desenvolvimento do Esporte de Alto Rendimento (Redesporte), que alcançará, em todo o estado, escolas, associações, clubes, profissionais, além de outras organizações e agentes estratégicos do setor.

A UEG Faculdade do Esporte Eseffego já conta com cerca de 800 alunos de três graduações, licenciatura e bacharelado em Educação Física e bacharelado em Fisioterapia. O corpo docente é composto por 106 professores, sendo 23 especialistas, 47 mestres, 28 doutores e 8 pós-doutores.

Já são ofertadas quatro especializações: Fisioterapia Esportiva, Movimento Humano, Educação Física Escolar e Metodologia do Treinamento Esportivo de Alto Rendimento. Aproximadamente 200 estudantes já estão matriculados nas especializações.

Esporte como fator de desenvolvimento

A expectativa é que nessa nova fase o Centro de Excelência atraia investimentos para o Estado com a oferta de serviços de medicina esportiva, atuando principalmente com avaliações, assessorias e consultorias.

“Um equipamento dessa grandeza torna Goiânia uma potência no esporte de alto rendimento. A expectativa é que, com os trabalhos, possamos identificar e lapidar talentos, que no futuro estarão na elite do esporte nacional”, afirma Haroldo Reimer, reitor da UEG. Ao mesmo tempo, o Centro de Excelência também irá oportunizar a prática do esporte amador na capital.

Estrutura

O Estádio Olímpico conta com 12 mil lugares, gramado padrão Fifa, pista de atletismo com 400 m e oito raias. A área total é de 33 mil metros quadrados. O complexo inclui ainda o Ginásio Rio Vermelho e o Parque Aquático – que atualmente estão com as obras de reforma licitadas e em vias de execução – além de Laboratório de Capacitação e Pesquisa.

O Laboratório é composto por alojamentos, departamentos de fisiologia do esporte, ergometria médica e reabilitação, e academia. Quando finalizado, o Parque Aquático terá área total de 1.571,72 m², piscina olímpica e duas piscinas de aquecimento

O Ginásio Rio Vermelho possui 4.575,63 m² e também passa por reformas. As duas obras recebem investimentos de R$ 9 milhões.

Foto: Renato Conde

Projeto do aeroporto de Aparecida de Goiânia será apresentado neste sábado

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Aeródromo ocupará 209 hectares

 O projeto do aeroporto de Aparecida de Goiânia será apresentado neste sábado (23/6) no All Park, primeiro condomínio fechado do Centro-Oeste para indústrias e empresas, situado na parte Leste da cidade. Na ocasião, o heliponto e o galpão modelo do empreendimento serão inaugurados. 

O aeródromo ocupará 209 hectares, onde estão previstos hotel, pista para pouso e decolagem com 2 mil metros, estação de embarque e desembarque, helicentro, posto para abastecimento, pista de acesso aos hangares (taxiway), Fixed Base Operator (FBO) completo para assistência aos proprietários de aeronaves e estacionamento para visitantes. 

O lançamento comercial está previsto para o final do segundo semestre deste ano, quando serão ofertados 489 lotes com área média de 1 mil m2 cada, voltados para a construção dos hangares particulares, empresas de manutenção, comércio, oficinas, compra/venda e aluguel de aeronaves.

“O All Park é o primeiro produto de um Masterplan. A continuidade é o Antares Polo Aeronáutico, que deve ter suas obras iniciadas em abril de 2019. Já o começo das operações é planejado para 2021. Serão investidos no Antares cerca de R$ 100 milhões”, revela Romeu Neiva Junior, diretor da Innovar Urbanismo, empresa integrante do grupo empreendedor do Antares e responsável pelo All Park. E acrescenta: “Quando entrar em plena atividade, o Antares e o All Park devem gerar, juntos, cerca de 5 mil empregos”.

All Park
Entregue em 2016, o All Park conta com área total de 600 mil m², dispondo de lotes que variam de 1 mil a 8.840 m². O condomínio conta com segurança 24 horas, vias largas para trânsito e manobras de veículos de cargas, pátio de carga e descarga, balança para pesagem de caminhões, sistema de facilities (mix de conveniência, praça de alimentação, clube de compras, sala de treinamento, posto bancário, correios) e estacionamento para carros, motos e caminhões.  

Fonte: A Redação

Atraso: Reforma do Mutirama segue lenta e parque não deve reabrir nas férias

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Quase um ano depois, nenhuma das atrações passou por manutenção e há dificuldades burocráticas na prestação de serviços

Fechado desde julho do ano passado, o Parque Mutirama, que passa por reforma depois que um dos brinquedos deu pane deixando 13 pessoas feridas, pode não reabrir para as férias escolares do mês de julho.

O gestor do contrato para a reforma do parque, Frank Fraga, diz que a restauração do Mutirama anda mais lenta do que era esperado. “Infelizmente precisamos enfrentar muitos trâmites burocráticos. Precisamos de cerca de 12 processos licitatórios para realizar alguns serviços específicos”, explicou.

De acordo com Frank, nenhuma das atrações do parque está pronta para ser utilizada. Diante da demora, ele assume que existe a possibilidade de o Mutirama não reabrir até julho como prometido.

“Queríamos que fosse mais ágil, mas temos que prezar pela segurança de todos e não vamos de forma alguma pular etapas. Hoje temos um levantamento completo do parque. Sabemos até quantos parafusos e quantas arruelas tem aqui. O Mutirama vai ficar melhor do que quando foi inaugurado em 2011”, garantiu.

Construção de ferrovia em Palmeiras de Goiás está atrasada há 4 anos

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Obra em trecho de Goiás foi iniciada em 2011 e conclusão era prevista para 2014. Carro caiu em vala aberta e três pessoas morreram em acidente

Na madrugada de domingo (10), por volta das 4 horas, um Volkswagen Golf na cor verde, conduzido pelo mecânico Esron Manoel Pereira, de 30 anos, caiu em uma vala construída para ser um túnel da Ferrovia Norte-Sul sob a GO-156, entre Palmeiras de Goiás e Cezarina. O trecho da ferrovia, entre Ouro Verde, em Goiás, e Estrela D´Oeste, em São Paulo, foi iniciado em 2011 e a previsão inicial era que ficasse pronto até o final de 2014. Mas nem mesmo os trilhos chegaram perto do local, restando apenas um buraco de mais de 20 metros, a estrada recortada, um desvio sinalizado, mas sem iluminação e a possibilidade de acidentes.

Além de Esron, estavam no carro a namorada, Francielly Alcântara, de 28 anos, e o primo dele, Guilherme Santos, de 17 anos. Todos morreram na hora. Eles estavam em uma festa de som automotivo em uma chácara conhecida como Hotel do Gordo. Seria a abertura extraoficial das festividades de Cavalhadas de Palmeiras. Segundo outros participantes da festa, Esron tinha consumido bebidas alcoólicas na festa. As versões de amigos e outras pessoas que estavam no local, que não quiseram se identificar, é que alguns chegaram a tirar a chave do carro da mão de Esron para que ele não dirigisse.

Em outros relatos, haveria até uma discussão dele com Francielly, que queria ir logo embora, mas Esron queria ficar mais na festa. Quando finalmente resolveram sair, havia uma combinação com um amigo de irem juntos, sob a alegação de que este também teria bebido e queria ir acompanhando Esron. No entanto, o Golf teria saído mais rápido e foi perdido pela vista dos demais motoristas que saíram no mesmo horário. Quando passaram pelo desvio da obra da Ferrovia Norte-Sul, já não viram mais nada e acharam que Esron tinha passado e chegado em casa. O comunicado do acidente ao Corpo de Bombeiros, que fizeram o resgate, se deu às 13 horas de domingo (10), quando foi feito também a retirada do veículo, dos corpos e a perícia.

Segundo consta, Francielly estava deitada no banco de trás do carro, enquanto Esron dirigia e Guilherme estava ao seu lado. Ela ficou no banco traseiro por se sentir enjoada durante a festa, já que estava grávida há 2 meses. Com a batida, Francielly chegou a ser arremessada do veículo, enquanto os dois homens foram pressionados pelos aparelhos de som automotivo instalados no veículo.

Na tarde desta segunda-feira (11), diversas pessoas passaram pelo local do acidente e pararam para olhar a vala e falar sobre o que poderia ter ocorrido. Não havia sinal de frenagem na pista e nem mesmo batida no trecho percorrido. A hipótese geral dos populares era de que o veículo teria batido apenas no meio-fio que separa a pista da obra, entre duas placas que marcam a curva necessária ao desvio e, então, saído do chão, caindo diretamente na vala. Outro assunto recorrente foi de que teria ocorrido pelo menos mais dois acidentes no mesmo dia, de menor gravidade. Um seria uma colisão entre dois carros e outro um carro que bateu em um bloco de concreto.

De fato, havia restos do que seria o farol de um veículo em um dos blocos de concreto, que estava deslocado. A reportagem verificou ainda que a sinalização é farta nos dois sentidos da GO-156, porém, há falhas de iluminação, o que pode dificultar a visualização do desvio durante a noite. Populares que passam pelo local relatam que, de fato, não se vê a sinalização instalada com antecedência no período noturno, embora o desvio já seja conhecido da população devido ao tempo que a obra está parada no local.

Pai de vítima havia perdido casa e área em desapropriação

O pai de Francielly Alcântara, o agricultor João Martins, vê a obra da Ferrovia Norte-Sul como um grande trauma em sua vida, que culminou na perda de sua filha na madrugada deste domingo (10), em acidente automobilístico. Mas a raiva da Ferrovia e da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. ocorre desde o início deste ano, quando teve desapropriada uma área de 80 metros quadrados do seu terreno.

“A negociação que fizeram comigo foi de uma parte por R$ 74 mil e outra por R$ 136 mil, mas só pagaram essa de R$ 136 mil e ficou por isso mesmo”, diz. Daí então, ele teve uma casa e um engenho de rapadura derrubados. “Nem estou na área da Ferrovia e mesmo assim vieram me desapropriar, mas tiraram minha casa, o engenho e a represa que não estavam na negociação.” Para piorar, um amigo advogado disse que ganharia na Justiça os outros R$ 74 mil, mas o Poder Judiciário deu ganho de causa à Valec, restando a João Martins o pagamento das custas judiciais, ou seja, uma dívida de R$ 11 mil, que está dividida em parcelas mensais de R$ 1.300.

“Agora tiraram minha filha também e disseram que está tudo bem sinalizado lá. Deixaram a obra por fazer e deu nisso, perdi minha filha”, conta. Ele agora ainda será responsável por cuidar da neta, de 2 anos, em uma barraca sem energia, também retirada pela realização da obra.

Governo de Goiás vai conceder 800 kms de rodovias à iniciativa privada

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"Medida mais do que necessária", diz Rincón

Goiânia - Previsto para ser lançado nos próximos dias, o edital que licita a concessão de 800 quilômetros de rodovias goianas à iniciativa privada está em fase final de elaboração. Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, o presidente da Agetop, Jayme Rincón, confirmou o estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e destacou que todo o processo foi feito tendo por base critérios técnicos.

Defensor do modelo de concessão de estradas, Jayme afirma que indiscutivelmente as rodovias concedidas para a iniciativa privada são as mais bem avaliadas, as mais seguras, de acordo com avaliações da anuais da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

“A concessão é mais do que necessária. A nossa carga tributária é alta, indecente, mas se tem uma taxa que é justa é a do pedágio. Só paga quem usa e quem usa tem a contrapartida de um serviço maravilhoso em todo o Brasil”, pontuou Jayme.

Segundo o presidente, a Agetop contratou a FGV para montar um projeto do zero, a partir da contagem de tráfego, para concessão de rodovias goianas. “Eu pessoalmente pedi para a equipe técnica da FGV que não houvesse nenhum tipo de interferência política nas decisões deste projeto”, ressaltou. “Mesmo que consigamos concluir este processo ainda neste ano, a cobrança só deverá chegar no segundo semestre do ano que vem, com valor adequado à realidade do goiano”, adiantou ele.

Efeito dominó
O presidente da Agetop alega que, por conta das rodovias federais que cortam Goiás que foram concedidas, houve uma fuga muito grande para as rodovias estaduais. "Se não concedermos esses trechos, fica muito complicado manter a qualidade dessas rodovias. Eu considero a Agetop altamente eficiente, mas nós ainda estamos aquém do que faz a iniciativa privada. Defendo com muita força o sistema de conceção", declara.

Jayme cita ainda que os dois principais oponentes do governador José Eliton disseram que são a favor do modelo de conceção para rodovias goianas. "Acho que não tem como politizar uma questão como esta".

Rincón afirmou também que em todos os 800 quilômetros de rodovias em Goiás que deverão ser entregues à iniciativa privada estão duplicadas ou terão a obrigatoriedade da concessionária duplicar. “Muita gente questiona que agora que as rodovias estão em bom estado ou duplicadas é que será concedida à iniciativa privada. Mas é assim mesmo que funciona. Se nós não entregássemos em bom estado, o custo para colocar em situação boa seria incluído no preço do pedágio”, explica o presidente da Agetop.

Projeto técnico
Durante a entrevista, Jayme fez questão de frisar que prezou pela abordagem técnica do projeto que será apresentado em breve. “Não participei e não deixei ninguém da Agetop participar da elaboração do projeto, para que ficasse 100% técnico, sem interferência política, sem beneficiar A, B ou C. Pedi aos técnicos da FGV para que fossem observados os erros e os acertos dos outros modelos de concessão. Quero que esta licitação seja modelo e sirva de inspiração para outros Estados”, garantiu.

Fonte: A Redação
Foto: Nas Nuvens

Sem data, obra do Hospital e Maternidade Oeste em Goiânia segue parada

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A foi iniciada em outubro de 2015, na última gestão, e tinha previsão de término para julho do ano passado

A paralisação das obras de construção do Hospital e Maternidade Oeste, no Conjunto Vera Cruz, não tem previsão para acabar. O trabalho é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e é orçado em cerca de R$ 50 milhões. O projeto foi parado na última comemoração do Natal. A obra é uma parceria com o Governo Federal, que divide os gastos com a prefeitura de Goiânia. Os repasses federais estão suspensos devido à falta do pagamento da contrapartida municipal. 

Segundo a SMS, as obras devem ser retomadas assim que novos prazos forem estabelecidos em acordo com a construtora responsável. "A retomada das obras da Maternidade Oeste está condicionada a um cronograma a ser estabelecido por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que vai definir novos prazos junto à construtora", afirmou o órgão em nota.

De acordo com Cleber de Sousa Santos, de 50 anos, que é responsável por um comercio na região da obra há mais de 30 anos, os funcionários trabalhavam normalmente ano passado até o recesso para o Natal, quando poucos voltaram. "Quando o pessoal parou de vir a gente ficou preocupado. Uma obra desse tamanho não pode ficar sem ninguém aqui porque o pessoal começa a usar como ponto de droga", contou ao jornal.

Ainda de acordo com ele, o hospital ajudaria a população toda da região. "Não tem muita opção perto, se a gente precisar de médico o que tem é a UPA, mas é muito longe. Com isso aqui, ficaria muito melhor para a gente e para todas as cidades aqui perto", concluiu.

A obra é uma das treze investigadas pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde. O projeto do hospital e maternidade conta com 179 leitos, sendo dez de Unidade de Terapia Intensiva. 

Para o atual presidente da CEI, vereador Alysson Lima (PRB), o tempo de paralisação vai elevar os gastos da obra, que fica parada sem função para a população. “Tenho certeza que hoje essa obra vai custar mais de R$ 10 milhões. Em um cálculo aleatório, pensando que é 10% ao ano de encarecimento em uma obra parada”, contou Alysson.

A construção ainda enfrenta problemas com o licenciamento ambiental, já que teve sua Licença Ambiental de Instalação expirada no final de julho do ano passado. Além do Atestado de Viabilidade Técnica Operacional da Saneago, que venceu em setembro de 2017 e do cronograma físico-financeiro que está desatualizado.

O principal problema enfrentado no momento, segundo o relator da CEI, é a perda do recurso que está bloqueado devido à falta de contrapartida do município. "Se chegar janeiro de 2019, o dinheiro vai embora para o Ministério, são R$ 50 milhões que poderiam ser aplicados em benefício da sociedade, é um dinheiro jogado no ralo, não podemos aceitar esse tipo de situação", lembrou. 

Obras paradas representam aumento no custo dos projetos  

Goiânia possui 44 obras públicas paradas. Levantamento realizado no início do mês de abril constata que existem locais com mais de 90% dos trabalhos realizados, enquanto outros não saíram do papel ainda. Para a Prefeitura, 16 destas obras são consideradas prioritárias por estarem ligadas a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).

Dentre as consideradas mais importantes estão as marginais Cascavel e Botafogo, que precisam de ampliações e obras de reparo. A ampliação da Marginal Botafogo segue atrasada, a obra deve seguir da Avenida Jamel Cecílio a Avenida 2ª Radial. Enquanto a Cascavel continua sem fluxo de veículos devido à falta de investimentos e a problemas contratuais.

Somente na saúde municipal estão parados três Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), além do hospital. De acordo com a Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Obras Paradas, o Paço poderá ter de devolver R$ 186 milhões ao governo federal se não retomar 13 obras que estão paradas.

CEI da Saúde

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde foi instaurada em 10 de outubro de 2017 e busca investigar denúncias de superfaturamento em contratos e em relação ao atendimento prestado ao cidadão. Durante os últimos meses, a comissão investigou a contratação de médicos na Central de Regulação, órgão responsável pela liberação de vagas de UTI na rede pública. Além do pagamento de mais de R$ 100 mil feito pela SMS para o mestrado de duas servidoras, indícios de superfaturamento na manutenção de ambulâncias e a porcentagem de leitos vagos em Goiânia no último ano.

O relatório final da comissão indiciou 28 empresas e pessoas, incluindo a atual secretária de Saúde da Capital, Fátima Mrué e o antigo titular da pasta, Fernando Machado. Dentre os pedidos apontados no documento estão as irregularidades em vagas de leitos de UTI e no contrato com OSs para gestão do Hospital Materno Infantil (HMI) e do Hospital Alberto Rassi (HGG). 

Também foram denunciados o superfaturamento na manutenção da frota de ambulâncias da SMS, o modelo de contratação de empresa para manutenção da frota, o favorecimento da Clínica de Atendimento Médico Especializado (Cliame) e a situação crítica do atendimento odontológico.

Raios-X

No último mês de abril, o jornal O Hoje noticiou que para manter a realização de exames a prefeitura de Goiânia estava privatizando os serviços de exames de raios-X e já havia gasto R$ 11 milhões nos últimos dois anos. O órgão possui sete máquinas de raios-X armazenadas em um depósito que foram compradas no início de 2015 e aguardam liberação contratual par serem instaladas. 

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) afirmou na época, em nota ao jornal, que diversas medidas estão sendo tomadas para melhorar o atendimento ao público. “A revisão e ajustes de contratos e convênios junto aos prestadores; adequação dos recursos humanos; ampliação e adequação física das diversas unidades. Ressalta ainda que vem atuando de forma a ampliar a transparência dos atos bem como os mecanismos de controle da sociedade”, completou. (Gabriel Araújo é estagiário do jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian) 

Goiás terá a primeira fábrica de veículos elétricos do País

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Com investimentos fixos de R$ 240 milhões, no prazo de cinco anos até a instalação total, e proposta de geração de 250 empregos diretos em Goianésia, a indústria Electro Motors do Brasil vai entregar ao mercado brasileiro, no próximo dia 20, o primeiro de quatro modelos de moto elétrica nacional, um veículo totalmente produzido em Goiás. 

Será o primeiro projeto automotivo desta primeira fase de implantação da planta industrial, que totalizará quatro modelos de motos, dois modelos de scooters e dois modelos de bicicletas, todos movidos à eletricidade. Nas próximas etapas vão produzir também dois modelos de veículos furgões (utilitários) e dois modelos de automóveis, estes programados para chegarem ao mercado em 2019.

“Começamos com projeto para desenvolver oito modelos de veículos totalmente movidos a energia limpa, a eletricidade, cuja produção inicial será de mil unidades ao mês”, adiantou o empresário Carlos Eduardo Barbosa Pinto, que se associou a outro empresário, Wander Barcellos Belizario e juntos vão desenvolver projetos da chinesa Zotye Motors de motos, bicicletas. 

O projeto industrial de enquadramento no programa estadual Produzir, de incentivos fiscais, foi aprovado na reunião ordinária desta terça-feira, dia 12, presidida pelo secretário de Desenvolvimento Leandro Ribeiro, que é presidente do Conselho Deliberativo dos programas Produzir/Fomentar. O empresário declarou a importância dos incentivos fiscais recebidos do programa Produzir, do Governo do Estado, e também incentivos da prefeitura de Goianésia.

“Eles nos ajudam a concretizar nosso projeto empresarial”, disse. Segundo ele, somados os apoios recebidos em Goianésia e também pelo Governo do Estado com os incentivos fiscais, as vantagens da logística e localização do município para a instalação da indústria pesaram muito para os resultados positivos desse projeto”, afirmou Carlos Eduardo.

Ele acrescentou vantagens como o fato de “investirmos num projeto de veículo elétrico, ajuda a fugir da crise. Vamos trabalhar um novo nicho de mercado, uma nova tecnologia e e uma novidade que promete ser a tendência de mercado automotivo, que é o movido a eletricidade. Estamos fazendo planejamento para passar à margem das crises”, finalizou o empresário.

Reunião
Na reunião desta terça-feira, dia 12, foram aprovados pelo Conselho do Produzir investimentos que somam R$ 9,1 milhões de oito projetos de indústrias dos ramos de laticínios, transporte e logística, alimentos, bebidas e automobilística, para os municípios de Goianésia, Goiânia, Trindade, Anápolis, Itumbiara, Itauçu e Uruana. A proposta é de geração de cerca de 400 novos empregos diretos nestes projetos.

Os maiores investimentos estão previstos para Itauçu, R$ 3,1 milhões para o Laticínio Formosa. Em Trindade, a Cervejaria Epica vai investir R$ 1,5 milhão, na implantação de nova indústria de bebidas e geração de empregos, e soma-se a estes, o investimento do Laticínio EPP, em Uruana, cujos investimentos diretos chegam a R$ 1,2 milhão.

O secretário Leandro Ribeiro comemorou a chegada de mais indústrias para Goiás, além da ampliação de plantas já instaladas, como o laticínio em Uruana. “Em Goiás respondemos a todos os momentos econômicos com muito trabalho, atraindo investimentos, empresas de primeiro mundo como a nova automobilística de veículos elétricos que começa a operar em Goianésia nos próximos dias. Nada de crise. Mas muitos esforços do Governo e do povo goiano para desenvolver Goiás”, finalizou.

Comunicação Setorial SED

Primeiro shopping planejado da Região da 44 inicia pré-venda

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Começou a pré-venda de espaço para lojistas no Shopping Gallo Premium, o primeiro centro de compras planejado para a Região da 44, polo atacadista de Goiânia que fatura R$ 500 milhões por mês e já é o segundo do Brasil. A obra deve ser entregue em setembro de 2019. Trata-se do primeiro empreendimento da Planalto Malls, que já planeja novos investimentos na região.

Localizado na esquina das Avenidas Independência e Contorno, o centro de compras terá espaço total de 18.000 m², a segunda maior área bruta construída da 44. Serão três pavimentos, com mais de 400 lojas, com espaço entre 5m² a 180m², no primeiro e no segundo andar. No segundo piso, também estarão abrigadas 38 operações de serviços (advogados, contadores, salões de beleza, etc.) e de alimentação, entre redes de fast foode restaurantes. “Será a primeira praça de alimentação completa da região”, explica o diretor superintendente da Planalto Malls, Célio Abba, que recebeu o EMPREENDER EM GOIÁS no estande de pré-vendas.

No terceiro andar, além de um estacionamento com 203 vagas, também está prevista a construção de um hotel de pequeno porte, com 44 quartos. “O nosso grande diferencial é o projeto planejado, que na Região da 44 nunca foi feito, até agora só existem projetos aproveitados. Estamos com uma proposta nova de mall, com corredores mais amplos, com 3,5 metros (corredor central) e 2,3 metros. Para a região, é um diferencial”, detalha Célio Abba, que é um dos sócios do empreendimento juntamente com Alberto Pereira Nunes Neto, José Roberto Nunes de Castro, Rui Pimentel Barbosa, Frederico Augustus Ribeiro Pimentel, Brenda Augusta Ribeiro Pimentel Nunes e Célio Abba.

O investimento da Planalto Malls no centro de compras chega a R$ 50 milhões, metade do valor diz respeito à área em que o shopping será construído. Parte dela, cerca de 4.000 m², já pertencia à Planalto e o restante foi incorporado. De acordo com Célio Abba, a expectativa é gerar 1.100 empregos diretos e 3.000 indiretos.

Site do Shopping: Aqui

Trecho da Avenida São Paulo será interditado nos dois sentidos para obra de viaduto, diz Prefeitura de Aparecida de Goiânia

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Trânsito será interrompido entre nos cruzamentos paralelos à Avenida Rudá; motoristas deverão utilizar desvios para fugir da interdição.

A Avenida São Paulo, que está em obras para a construção de um viaduto, terá o trânsito interditado nos dois sentidos, entre os cruzamentos paralelos à Avenida Rudá, a partir desta semana, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com o a prefeitura da cidade, a interdição será feita por 10 dias para estruturação das vias de acesso para quem chega e sai da Rua Tapajós.

Por dia, passam pelo cruzamento cerca de 50 mil veículos. Durante os dias em que as duas pistas da Avenida São Paulo estarão interditadas, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia afirma que o acesso à via, para quem chega pela Avenida Rudá estará permitido, fazendo conversão à esquerda, no sentido Setor Serrinha.

Obras do viaduto
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia começou as obras de construção do viaduto da Avenida São Paulo, na Vila Brasília, no último dia 22 de maio. Projeto tem custo de R$ 13,1 milhões e tem previsão de duração de 180 dias.

Segundo a administração municipal, o objetivo é dar maior fluidez no trânsito da região. O projeto foi aprovado em 2014 e a verba utilizada será do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Máquinas já estão no local retirando parte das calçadas e equipes sinalizam a região para orientar os condutores. Nesta primeira etapa serão feitas as vias de acesso ao viaduto. A largura das calçadas será diminuída e o canteiro central será retirado para que haja o rebaixamento da avenida nos trechos entre a Avenida Rudá e a 4ª Radial.

Fonte: G1 Goiás

Gestão Iris: Prometidas para abril, obras da Casa de Vidro ainda não começaram

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Anunciadas para abril, as obras do projeto do complexo cultural apelidado de “Casa de Vidro” ainda não começaram e estão sem previsão para retomada. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Iris Rezende (MDB) há quase dois meses, durante solenidade no Paço municipal, e a previsão era que as obras começariam no mês de abril.

De acordo com a prefeitura de Goiânia, ainda não há uma data marcada. O motivo do adiamento não foi respondido após questionamentos do Jornal Opção.

Localizado na Avenida Jamel Cecílio com Av. E e Rua 52, no Jardim Goiás, o espaço será destinado a atividades culturais e artísticas, terá três pavimentos e mais de dois mil m² de área construída.

Em julho do ano passado, uma reportagem mostrou que o local acabou virando ao longo dos anos abrigo para moradores de rua e estacionamento para vizinhos e trabalhadores da região.

De acordo com o contrato firmado com a vencedora da nova licitação, a Geo Engenharia, os trabalhos devem ser concluídos em 12 meses. Os recursos são uma parceria entre Ministério do Turismo, Prefeitura de Goiânia e Caixa Econômica Federal. A Secretaria Municipal de Cultura administrará a unidade.

Governador de Goiás reduz ICMS do setor alimentício de 10,2% para 7%

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Corte na alíquota de ICMS proporciona alívio aos empresários do setor e reflete no preço da alimentação fora de casa

O governador José Eliton (PP) determinou a redução da alíquota do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do setor alimentício de 10,2% para 7%. A alteração foi estabelecida por meio do Decreto 9.236/2018, que será publicado no suplemento do Diário Oficial do dia 30 de maio, com efeito retroativo ao dia 1º de junho. O corte na alíquota de ICMS deve proporcionar alívio aos empresários do setor e pode refletir no preço da alimentação fora de casa.

A redução no ICMS foi possível graças à atuação da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que conseguiu adesão a convênio junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Com a medida, atendemos à demanda do setor e agora está garantida uma solução duradoura legal. O benefício concedido ao setor anteriormente tinha prazo determinado e não dava segurança para os empresários”, explica o secretário da Fazenda, Manoel Xavier Ferreira Filho.

O convênio do Confaz nº 24/18 autorizou Goiás e Amazonas a reduzirem a base de cálculo de ICMS de forma que a carga tributária ficasse em 7% sobre o valor de refeições oferecidas por bares, restaurantes e estabelecimentos similares, assim como no fornecimento interno promovido por empresas preparadoras de refeições coletivas, excetuando, em qualquer das hipóteses, o fornecimento ou a saída de bebidas.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25% da renda dos brasileiros é destinada a gastos com alimentação fora de casa. A correria do dia a dia leva 34% dos brasileiros a aderirem ao hábito de se alimentar em restaurantes, padarias, lanchonetes e outros. (Do Governo de Goiás)

Eduardo Guardia diz que governo não tem planos para subsidiar gasolina

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Afirmação do ministro da Fazenda foi durante o seminário Diálogo Público - Financiamento de Estados e Municípios

O governo não está discutindo nenhum programa de subsídio para a gasolina. A afirmação é do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que participou hoje (5) do seminário Diálogo Público – Financiamento de Estados e Municípios: Desafios para um Novo Pacto Federativo, organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“Quando anunciamos a solução para o problema do diesel, fomos absolutamente claros que não há espaço fiscal para esse tipo de coisa [subsídios para reduzir o preço da gasolina] neste momento”, enfatizou Guardia.

Sobre a definição de uma política de amortecimento das flutuações do preço do petróleo, Guardia disse que é preciso discutir respeitando as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o ministro, a ideia é discutir a possibilidade de ter um imposto como amortecedor das flutuações do preço, ou seja, um sistema flexível de tributos que oscilaria de acordo com a variação do preço do petróleo no mercado internacional.

“Isso tem que ser discutido à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal porque exige um imposto regulatório. A Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] não está entre os impostos regulatórios. Então, temos um problema formal com a lei”, alertou. Guardia acrescentou ainda que o uso de um imposto regulatório também gera impacto fiscal. “Tudo tem que ser discutido com muita calma, olhando a Petrobras, os interesses dos consumidores e as restrições impostas pela situação fiscal”, disse.

O Ministério das Minas e Energia anunciou a criação de um Grupo de Trabalho composto por técnicos dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia (MME), além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para criar uma política de amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor. Mas o presidente Michel Temer decidiu adiar a discussão, ainda sem data definida.

Cessão onerosa
O ministro da Fazenda disse que é contra o uso dos recursos da cessão onerosa (o acerto de contas entre a Petrobras e o Tesouro Nacional) para criar um “colchão” que absorveria os efeitos das variações da cotação do petróleo no mercado internacional e do dólar nos combustíveis, especialmente na gasolina. Uma matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo diz que parte do governo trabalha com essa solução.

“O recurso da cessão onerosa não elimina a restrição orçamentária imposta pelo teto do gasto. Não é um recurso que permite criar coisas novas, expandir programas, porque temos que respeitar a restrição fiscal”, lembrou Guardia.

Segundo o ministro, os recursos da cessão onerosa vão ajudar a melhorar o resultado fiscal, mas o objetivo principal é atrair investimentos para o país, com a definição de regras claras. “Sabemos que existe um excesso de petróleo na região do pré-sal e que isso precisa ser explorado. Então a solução desse problema com a Petrobras vai permitir a atração de investimentos”, disse.

Preço do diesel
Guardia disse que o acordo com os caminhoneiros para a redução do preço do diesel foi feito de forma absolutamente consistente com a meta fiscal e com o teto dos gastos. “Do ponto de vista fiscal, tudo foi adequadamente compensado”, destacou.

Segundo o ministro, pode levar algum tempo para a redução de 0,46 centavos por litro de diesel chegar a todos os postos do país, mas isso já está acontecendo. “Preservamos integralmente a política de preços da Petrobras e preservamos integralmente o resultado fiscal. Foi uma solução equilibrada que permitiu lidar com todas as dimensões desse prolema complexo”, disse.