14 de junho de 2017

Serrinha vê horizonte para se tornar um parque em Goiânia


Parque apenas no papel, morro na Região Sul de Goiânia deverá receber estrutura para visitação e medidas de recuperação ambiental até o fim do ano, segundo a Secima

O Parque da Serrinha ganha, novamente, a promessa de sair do papel. A expectativa da Secretaria Estadual das Cidades e Meio Ambiente (Secima) é que as primeiras intervenções comecem logo e, até o final do ano, algumas melhorias já possam ser usufruídas pelos visitantes do espaço. O projeto que será executado prevê, especialmente, a recuperação do local. Mas também tem previsão de implantação de estrutura, como lanchonetes, espaço para descanso e apreciação da vista.
“É um espaço que merece e precisa de cuidados”, diz o superintendente Executivo de Infraestrutura da Secima, Antônio de Cassia Neto.

Ainda para esse ano existe a previsão de início e conclusão de obras básicas para o projeto, como a alameda ao redor do Morro da Serrinha, alambrado para proteção da área e iluminação solar. “Independente das sugestões e alterações que o projeto tenha que sofrer, essas são exigências básicas, que devem ser feitas ainda esse ano”, afirma. Cerca de R$ 1,5 milhão estão empenhados para a obra.
Neto explica que o projeto a ser executado foi vencedor de uma licitação pública, realizada no começo desse ano. “O vencedor possui ampla experiência em recuperação e conservação em áreas como essa. Estamos confiantes de que o trabalho será bem feito e teremos, em breve, uma das vistas mais privilegiadas de Goiânia recuperada e bem cuidada.”
Audiência pública

Para viabilizar a implantação do parque, a secretaria realizará uma audiência pública na próxima quarta-feira, às 16 horas, no próprio local, durante as ações da Semana do Meio Ambiente. Na ocasião será apresentado aos frequentadores da Serrinha o termo de referência, que norteia as possibilidades de intervenções no espaço. “Queremos ouvir a população, saber o que pensam desse projeto e, quem sabe, listar sugestões que possam ser incorporadas ao projeto, mas lembrando que o foco é a preservação do espaço”, explica.

A área possui 108 mil metros quadrados e, atualmente, encontra-se degradada. Cerca de 15 pessoas moram no local. O espaço também é utilizado por evangélicos, em cultos e encontros religiosos. Com a criação do parque, essa possibilidade deverá ser mantida. “Nós queremos que as visitações continuem, mas de maneira sustentável e garantindo que o parque esteja bem cuidado.”

A requalificação do morro, que tem 819 metros de altitude, para se tornar um parque prevê a retirada das moradias, recuperação de erosões e replantio de mudas nativas. Um engenheiro agrônomo e um botânico deverão ser contratados para atuar nessas exigências.

O empresário André Carlos Messias é evangélico e frequenta o local há mais de 15 anos. Ele entende que a criação de um parque pode ser importante para garantia da preservação. “Quando quero orar, pensar na vida, venho aqui. Também costumo vir em reuniões da igreja. Ter um parque aqui vai permitir que seja mais cuidado, além de oferecer uma estrutura melhor, com cadeiras, bancos.