5 de março de 2017

Goiânia avança mais que a média nacional em saneamento básico


Goiânia ocupa a 25ª posição entre as 100 maiores cidades do País, destacando-se como a quarta colocada entre as capitais, nos avanços médios do Brasil em saneamento, de 2011 a 2015. Dados fazem parte do novo Ranking do Saneamento, que avalia os avanços médios do Brasil neste setor entre 2011 e 2015, publicado pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Ministério das Cidades, divulgados por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis).

Enquanto a média nacional para o indicador de atendimento total de água, em 2015, era de 83,3%, a capital goiana marcava neste ano 99,6%. Já para coleta de esgoto, os números nacionais registravam 50,3%, frente aos 88,4% de Goiânia. Em termos de tratamento de esgoto, por sua vez, a média brasileira era de 42,7%, contra 64,5% da capital.

De olho no futuro, o Governo de Goiás também vai colocar em funcionamento, previsão para abril, o  Sistema Produtor Mauro Borges, hoje a  maior obra de saneamento básico da Região Centro-Oeste e uma das maiores da América Latina. Projetado para garantir o abastecimento de água tratada de Goiânia e Aparecida de Goiânia até 2040, o complexo é formado pelo reservatório da Barragem do Ribeirão João Leite, com capacidade de armazenamento de 130 bilhões de litros de água numa área inundada de 1.040 hectares, e também pela Estação Elevatória de Água Bruta, Estação de Tratamento de Água e milhares de metros de adutoras e redes de distribuição.

Toda essa estrutura está no Jardim Guanabara, na Região Norte de Goiânia. Os investimentos totalizaram R$ 1 bilhão, contando com recursos do governo estadual, federal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A primeira etapa das obras foi a construção da barragem, iniciada em 2002 e finalizada em 2009. Um paredão de 53,5 m de altura e 470 metros de comprimento. O Sistema Produtor Mauro Borges, que entrou em pré-operação no dia 20 de dezembro de 2016, pode produzir 21,6 milhões de litros de água por hora, o que duplicará a capacidade atual. Todo o complexo foi executado pela empresa de engenharia Emsa.

Perdas
Ainda de acordo com a pesquisa, o item perdas de água na distribuição – da estação de tratamento até o hidrômetro dos consumidores – é o maior destaque. No Brasil, perde-se aproximadamente 36,7% da água tratada nesse percurso. Já em Goiânia, o índice é de 22,2%, fator que comprova como a redução de perdas é uma das prioridades de atuação da Saneago. Entre os estados brasileiros, inclusive, Goiás lidera o primeiro lugar nesse quesito, com 30,1%, aponta o último relatório do Snis.

Entre 2011 e 2015, a capital goiana recebeu cerca de R$ 140,8 milhões em investimentos por ano em saneamento básico. Tal montante teve como reflexo a grande evolução no atendimento de esgoto ocorrida na cidade: 12% – sendo que, enquanto isso, o crescimento médio entre as capitais brasileiras foi de somente 3,8%. Quanto ao abastecimento com água tratada, cabe ressaltar que, em Goiânia, o serviço é considerado universalizado.

Diante dos dados do Instituto Trata Brasil, conclui-se que Goiânia segue no caminho certo rumo à conquista da universalização do esgoto e à manutenção dos bons índices obtidos em relação à água. Neste ano de 2017, a Lei do Saneamento Básico (nº 11.445/2007) completa dez anos e já demonstra resultados práticos. Se, em 2007, Goiás atendia 1,7 milhão de pessoas com esgotamento sanitário, hoje esse número alcança 3,1 milhões de cidadãos – forte incremento de 77,7%.

A evolução notória desse índice revela a visão de futuro na qual a Saneago e o Governo de Goiás têm pautado a preocupação com o saneamento básico. Da mesma forma no Brasil, apesar de os avanços ainda ocorrerem em ritmo lento, grandes déficits vêm sendo combatidos.

Fonte: Goiás Agora