22 de novembro de 2016

Aparecida de Goiânia recebe seu 1º hotel executivo


Aparecida de Goiânia vive o momento de se estruturar para absorver o grande desenvolvimento econômico pelo qual vem passando. O número de empresas saltou de 6.460 em 2008 para 32.094 em 2016 e a cidade é uma das três mais importantes na geração de emprego e renda, segundo dados do IBGE (2013). Uma das estruturações está no setor hoteleiro, para abrigar especialmente os executivos de fora que vão à cidade realizar negócios.

Em resposta a essa demanda, a cidade recebe seu primeiro hotel de categoria executiva, o Hotel Real Executive, situado ao lado do Buriti Shopping. Com inauguração prevista para esta semana em uma sequência de eventos, a estrutura já inicia operações em soft open ainda em novembro.

Hoje, a imprensa será recebida para um almoço, quando irá conhecer as dependências do local. A programação inclui um tour guiado pelas dependências do hotel com destaque especial na ala de suítes, que serão tematizadas para demonstrar os diferentes nichos de atendimento, em um ambiente confortável e cheio de elegância.

Amanhã, quarta-feira, os empresários serão recebidos em um coquetel, oportunidade em que a Ceo do Grupo Empreza, Helena Ribeiro, diretora da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e presidente do Lide Mulher, vai se reunir com empresários da Região Metropolitana de Goiânia para apresentar as perspectivas econômicas no mercado de serviços em Goiás para 2017. No dia 10 de novembro, profissionais da área de eventos e executivos empresariais serão recebidos em um happy hour.

O Hotel Real Executive possui 107 apartamentos com tamanhos diferenciados, para atender à pluralidade do público. Para receber hóspedes com necessidades especiais, sete unidades terão acessibilidade total. A estrutura também dispõe de restaurante, espaço para eventos para 60 pessoas, sala executiva para reuniões e estacionamento. Todo o prédio terá acesso à internet wi fi.

“Com essa configuração, nosso objetivo é ir além da hospedagem, oferecendo um espaço amplo e confortável para a realização de convenções e outros eventos corporativos”, pontua a empresária e administradora de empresas Renata Rodrigues, um dos empreendedores da iniciativa.

O projeto foi desenvolvido pelo Grupo Sol, que atua no segmento de hotelaria há 28 anos em Goiânia e região metropolitana, que investiu cerca de R$ 12 milhões no empreendimento, onde serão empregadas 25 profissionais. As vagas já estão sendo preenchidas e privilegiam os moradores da região. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento econômico sustentável de Aparecida de Goiânia. Nosso foco é fazer com que a cidade, nossos parceiros e seus moradores cresçam conosco”, acentua Renata, diretora operacional do hotel.


Inaugurado IML de Aparecida que vai atender mais 13 municípios



“Entregamos para Aparecida uma das obras mais importantes da Região Metropolitana de Goiânia”, disse o governador Marconi Perillo nesta segunda-feira, dia 7, durante inauguração do novo Instituto de Medicina Legal (IML) de Aparecida de Goiânia. As novas instalações vão absorver cerca de 30% da demanda da capital, ao atender os registros de 14 municípios (veja relação abaixo). A entrega foi feita ao lado do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, do prefeito Maguito Vilela e contou com a participação de servidores da pasta.

Marconi afirmou que se sente orgulhoso de inaugurar uma obra que garantirá um serviço de qualidade, que poderá diminuir o sofrimento das famílias em momento de dor. “Estamos felizes, eu e o José Eliton, por entregar o IML de Aparecida completamente aparelhado e com servidores prontos para trabalhar e servir a todos que precisarem desta iniciativa do governo”, afirmou. O IML fica na Vila São Joaquim e conta neste início de atividade com os trabalhos de 13 peritos criminais, dez médicos legistas e nove auxiliares de autópsia, já da tarde desta segunda.

Durante discurso, o governador destacou a importância de que parcerias com os governos federal e municipal na área de segurança pública sejam feitas para beneficiar a população com mais obras como esta. “Precisamos fazer uma cruzada para que o governo  federal coloque dinheiro na área de segurança pública. As prefeituras, algumas delas, colocam dinheiro nas guardas municipais, como a Prefeitura de Aparecida, que deve ter o exemplo seguido por outros municípios”, disse.

Marconi ressaltou que a atuação do governo federal na área de Segurança Pública se limita a gastar dinheiro com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas. “Nenhum centavo é gasto com a segurança dos cidadãos. Tudo está nas costas dos estados. Nesse ano, vamos gastar quase R$ 3 bilhões aqui em Goiás. Se nós conseguimos R$ 10 milhões do governo federal, foi muito. Muita coisa tem de ser mudada”, disse.  Ele destacou a necessidade de se colocar as Forças Armadas nas fronteiras com estados que exportam drogas e armas contrabandeadas, a proibição de empréstimos do BNDES para estes países e a necessidade de se usar os recursos do fundo penitenciário para o seu devido fim.

“Tem bilhões parados no fundo penitenciário, que é usado para superávit primário. Enquanto isso, os estados enfrentam a falta de recursos para cadeia e polícias. Precisamos de um fundo com dinheiro estadual, municipal e federal. O Estado não deve deixar de gastar, deve continua gastando 12% do seu orçamento com segurança. Mas o governo federal deve gastar para que continuemos inaugurando obras como esta. E, claro, precisamos também de uma mudança da legislação penal”, disse.

Melhoria
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, disse que com a obra em Aparecida, o Estado amplia os serviços da polícia-técnico científica e passa a oferecê-los com maior agilidade para a população. Ele ainda destacou a agilidade das obras nos últimos anos. “Quando assumi a secretaria, o governador nos determinou agir de forma incisiva sobre todas as obras de infraestrutura das forças policiais.  E hoje entregamos esta obra, além de obras de reforma e ampliação de delegacia, quartéis das diversas forças de segurança”, avaliou.

O prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, afirmou que a obra é um fato marcante para a história de Aparecida: “Marconi tem vindo inúmeras vezes a nossa cidade inaugurando obras, trazendo serviços e se fazendo presente aqui. Esse é o verdadeiro papel dos políticos. Nossa cidade, com quase 600 mil habitantes, com uma população maior que as populações de outras seis capitais de Estado deste País, merece independência em todos os setores. Este era um dos grandes gargalos. Faltava IML para coroar nossa administração. Tenho certeza que as obras continuarão”.

Obras
As obras foram executadas pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). O projeto possui área de 1.411 m² de edificações, distribuídas em dois pavilhões.  A construção está avaliada em cerca de R$ 3,8 milhões. Somadas as aquisições de mobiliário e equipamentos, o investimento total do Governo de Goiás é de R$ 5,5 milhões.

No térreo, estão salas de necrópsia especial e comum, raios X, laboratórios, cartório para expedição de certidões de óbito, consultórios médicos para exame de corpo de delito, sala acústica de balística, além de estrutura administrativa, com recepção, banheiros e estabelecimentos. Na área superior, estão os alojamentos para médicos e peritos.

Municípios atendidos pelo IML Aparecida
Aparecida de Goiânia, Jandaia, Cezarina, Varjão, Guapó, Abadia de Goiás, Aragoiânia, Hidrolândia, Senador Canedo, Caldazinha, Bela Vista de Goiás, São Miguel do Passa Quatro, Cristianópolis, Bonfinópolis.

Fonte: Goiás Agora

Estado quer terceirizar serviços de presídios


Edital deve ser lançado até janeiro e custo mensal de preso pode chegar a R$ 3,8 mil O governo de Goiás iniciou o processo licitatório para a terceirização de serviços de presídios, com estimativa de custo mensal de até R$ 3,8 mil por detento, 58% acima da média nacional. A aposta de terceirização dos serviços surge diante do crescente sucateamento dos presídios, constatado por vistorias do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e da Corregedoria-Geral de Justiça de Goiás (CGJ-GO).

O novo valor da diária aumentou 62% em relação aos R$ 78 fixados, pelo governo, como custo máximo para gasto com preso em 2014, ano em que publicou o edital de licitação para a construção e a gestão de uma nova Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia. Houve duas tentativas, e ambas fracassaram. No Brasil, um preso custa, em média, R$ 2,4 mil por mês.

A previsão da Gerência de Licitações da pasta é de que até janeiro seja lançado o edital para a contratação de empresa especializada na prestação de serviços operacionais, como movimentação interna dos condenados, e para cumprimento de alvarás de soltura mediante autorização do diretor da unidade. Ainda será responsável por segurança externa, controle de portarias e serviços como assistência jurídica, psicológica e médica.

O gerente de Planejamento Operacional e Política Penitenciária da pasta, Joseleno Borges, confirma a estimativa inicial de gasto por preso, que custará até R$ 126,66 por dia. O valor não consta do termo de referência publicado no site do órgão na sexta-feira. O procurador do Estado Rafael Arruda explica que a medida é de terceirização.

O presidente da Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás (Aspego), Jorimar Bastos, é contra a terceirização dos serviços operacionais. “Isto fere a legislação”. A lei, destaca ele, proíbe a transferência de funções privativas de agentes efetivos a terceiros.

Problemas

No maior presídio goiano, falta até água potável, papel higiênico, sabonete, creme dental e lençol de cama para as pessoas que cumprem pena lá. O Núcleo de Custódia, de segurança máxima, também no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, tem 126 presos em um local para 86 internos, como aponta o MP.

Até a segurança da POG está comprometida. Em média, 13 ou 15 agentes de segurança prisional vigiam 1.643 presos da unidade por plantão, embora tenha capacidade de abrigar 720 condenados, de acordo com a fiscalização. “O Conselho Nacional de Política Penitenciária recomenda 1 agente penitenciário para cada 5 presos. Hoje temos um agente para cada 100 presos”, observa o promotor de Justiça Marcelo Celestino, que monitora o sistema prisional.

“Não são feitas regularmente vistorias nas celas”, afirma o promotor, criticando a falta de profissionais. Cerca de 760 agentes de segurança prisional atuam no Estado. O Anuário de Segurança Pública 2016, divulgado em outubro, aponta que Goiás tinha 15,4 mil presos há dois anos, dados oficiais mais recentes.


Mais 195 câmeras são instaladas para promover mais segurança em Goiânia


Monitoramento será realizado pela PM durante 24h; objetivo é flagrar crimes na capital

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) começou a instalar novas câmeras de segurança em várias ruas de Goiânia, com o intuito de trazer mais segurança à população e flagrar atos de violência. Ao todo, serão instalados 195 equipamentos de alta definição, que irão complementar outros 70 que já estão em funcionamento na capital. O governo estadual divulgou que o investimento chega a R$ 3 milhões.

O monitoramento será realizado durante 24 horas por dia pela Polícia Militar (PM), na sede da SSPAP e a previsão é de que os trabalhos sejam ampliados, chegando a 600 câmeras de segurança em toda capital.

As imagens são transmitidas ao vivo para a Central de Monitoramento da PM e as gravações ficarão disponíveis para outras corporações, como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Técnico-Científica.

A SSPAP informou que os equipamentos estão sendo instalados em pontos considerados críticos, com várias ocorrências de crimes, além de uma grande movimentação de pessoas.


Fonte: DM