14 de março de 2016

Transpequi. Chineses querem colocar nos trilhos o trem que vai ligar Brasília a Goiânia


Eles prometeram concluir os estudos para implementar projeto até maio próximo. A intenção foi apresentada ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, durante sua passagem pela China

Os chineses pediram ao governo federal que lance Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs) para duas linhas de trens de passageiros. A primeira, ligando Campinas (SP), São Paulo e o Rio de Janeiro – o mesmo trajeto do esquecido trem-bala. A segunda ligaria Brasília a Goiânia, batizado de “Transpequi”, numa referência ao pequi, fruto do cerrado muito consumido na região.

Há sérias dúvidas sobre a viabilidade econômica de ambos os projetos. Mas isso não parece intimidar os chineses, que também estão estudando a Ferrovia Bioceânica, ligando Campinorte (GO) à fronteira com o Peru, para chegar ao Pacífico. Os chineses prometeram concluir os estudos até maio próximo. O pedido de lançar PMIs foi apresentado ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, durante sua passagem pela China, em fevereiro.

O PMI funciona como um “concurso de ideias”. Por meio de um convite público, o governo pede que empresas proponham soluções para um determinado plano, baseadas em estudos preliminares. O PMI não define o projeto final, mas ajuda os governos a começarem obras de grande porte com informações técnicas, que permitem, entre outras coisas, melhorar a aplicação dos recursos públicos, assim como sinaliza quais estudos devem ser feitos com mais aprofundamento.

Reunião com a ANTT

O trem ligando Brasília à capital Goiânia foi tema de uma reunião entre o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos, na semana passada.

O custo total do empreendimento, segundo Perillo, seria de R$ 4,5 bilhões. Para colocar o projeto nos trilhos, seria lançada uma parceria público privada (PPP). O governador de Goiás disse que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) está pronto.

A proposta inicial previa um orçamento de R$ 9 bilhões para o projeto. Mas foram eliminados alguns ramais e retirado o transporte de cargas pesadas, o que reduziu o valor pela metade.

A ideia inicial é que metade da obra seja bancada pela iniciativa privada e a outra metade seria paga pelos governos com dinheiro arrecadado com imóveis destinados a empreendimentos que seriam instalados à margem do trajeto do trem. (Com informações da Agência Estado e G1.

Fonte: Metropoli