25 de fevereiro de 2016

Em obras, Hospital Municipal de Aparecida promete ser referência na Saúde de Goiás



Previsão é de que seja concluído e entregue até outubro. Hospital será um dos três maiores do Estado

Está em fase de acabamento a obra do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia, no Bairro Cidade Vera Cruz 1. A estrutura de seis blocos com quatro pavimentos cada, ocupa uma área de mais quase 16 mil m².

Para a secretária municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, Vânia Rodrigues, o novo hospital será um centro de referência em saúde, possibilitando o atendimento de pacientes graves na própria cidade.

Embora não exista uma estimativa de qual será a capacidade de atendimento de Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia, a expectativa da Secretaria de Saúde é de que ele atenda a demanda de pacientes mais graves que hoje precisam ser encaminhados para atendimento em Goiânia e em outras cidades.

“Com este novo hospital, poderemos oferecer aos cidadãos de Aparecida exames de alta complexidade, cirurgias e principalmente UTIs, que hoje é o grande gargalo não apenas de Aparecida mas de todo o Estado”, explicou a secretária.

O ideal seria que os pacientes chegassem às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os mais graves devem ser estabilizados e encaminhados, em menos de 24 horas, para um hospital de alta complexidade.

A secretária explica que, atualmente, Aparecida de Goiânia não tem um hospital que atenda a esta demanada. “Hoje nossos pacientes ficam nas UPAs mais do que é permitido pela portaria porque dependemos de vagas de UTI em outras cidades, como Goiânia e Santa Helena. Já tivemos caso de paciente que ficou mais de 20 dias internado em uma UPA”, afirma.

Obras
O engenheiro responsável pela obra, Guilherme Moraes Melo, acredita que, depois de pronto, o Hospital Municipal de Aparecida estará entre os três hospitais de Goiás. “Não tenho certeza, mas acho que em Goiás ele perde apenas para o Hugol (Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira, em Goiânia) em tamanho e estrutura. Com certeza estará entre os três maiores do Estado”.

Serão 90 enfermarias, 180 leitos de enfermaria, 30 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), sendo 10 deles de UTIs pediátricas, além de 10 salas de cirurgias, laboratórios e salas para exames e 14 consultórios.

O investimento total é de R$ 70 milhões, com recursos do governo federal e da prefeitura da cidade, comandada pelo peemedebista Maguito Vilela. Segundo o engenheiro, 300 funcionários trabalham para que tudo esteja pronto até outubro. “Estamos quatro meses a frente do cronograma, com 40% da obra concluída”, afirma.

O que falta é a maternidade
Uma grande deficiência do atendimento em saúde em Aparecida de Goiânia é a falta de maternidades. Segundo a secretária de Saúde, Vânia Rodrigues, existe um projeto para a construção de um novo bloco dentro do complexo do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia para atender a essa demanda.

Segundo a secretária, a Maternidade Marlene Teixeira, a única da cidade, é hoje insuficiente para fazer todo o atendimento. “Temos uma média de aproximadamente 5 mil partos por ano em Aparecida de Goiânia e a estrutura do Marlene Teixeira é pequena para tanta demanda”, reconhece.

A realização da obra dependeria de mais repasse do governo federal e a Secretaria Municipal Saúde trabalha para apresentar o projeto ao Ministério da Saúde e realizar a construção ainda neste ano. “Seria um investimento de cerca de R$ 20 milhões, pois precisaríamos de uma nova estrutura e até mesmo uma entrada diferente”, explica o engenheiro Guilhermino Melo.

Para a secretária, uma nova maternidade é o que falta para que a rede de saúde do município fique completa. “A parte da obra do hospital que já está avançada será entregue em outubro, mas vamos nos esforçar para que o projeto da maternidade não fique para 2017”.

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