9 de dezembro de 2015

Goiás: Número de migrantes do Maranhão é o que mais cresce no Estado



Desde sua formação, Goiás atrai migrantes. A novidade é que o maior dinamismo econômico é apontado por especialistas como o novo incentivo que passou a atrair maior número de pessoas naturais do Nordeste, com destaque para o Maranhão. De 2013 para 2014, o Estado ultrapassou o Distrito Federal e agora é a terceira unidade da federação de onde mais saem pessoas com destino a Goiás - fica atrás apenas de Minas Gerais e Bahia.

A relação cultural com Minas é mais antiga, como pontua o pesquisador em Geografia do Instituto Mauro Borges (IMB), Rui Rocha Gomes, e maior parte já está no Estado goiano há mais de dez anos. “A tendência é que o Maranhão supere a Bahia, o crescimento da entrada é maior. Vêm muito para Goiânia, Região Metropolitana e Entorno do Distrito Federal”, afirma. Ele diz ainda que o Sudeste tem perdido fatores que chamavam atenção e, assim, Goiás se destaca como área de atração.

Foi assim com o pintor maranhense Deusimar Pereira Franco, de 45 anos. Ele veio há mais de 25 anos para Estado e, no decorrer dos anos, os 11 irmãos se reuniram novamente junto aos pais em Goiânia. “Era para ir para São Paulo buscar trabalho, passei por aqui, conheci e fiquei”, lembra. Ele explica que não pensa em se mudar, por causa do trabalho e da tranquilidade que encontrou. “Sudeste, pelo que se vê no noticiário, fico com receio maior.” Além disso, se casou com esposa que veio do Tocantins e, juntos, têm uma filha goiana.

Nessa mistura, a população de outros estados passou a representar 30,2% da população em Goiás em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Em números relativos, os Estados com maior volume de residentes não naturais são Distrito Federal (49,2%), Roraima (45,3%) e Rondônia (43,8%).

Gerente de assessoramento do IBGE em Goiás, Alessandro Siqueira Arantes explica que isso acontece porque são estados com formação mais recentes. Já o caso do Rio Grande do Sul, que é o com menor proporção (4,2%), se destaca por ser tradicionalmente zona dispersora, como parte do Sudeste e do Nordeste.

Fonte: Jornal O Popular