6 de julho de 2015

Hugol: Marconi inaugura o gigante da saúde em Goiás


Hospital inaugurado nesta segunda-feira é uma das maiores obras de Marconi Perillo à frente do governo de Goiás

Ao lado do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, e o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, inauguraram o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

Durante a cerimônia, Arthur Chioro disse que a orientação da presidente Dilma Rousseff (PT) é que a saúde do País seja levada a sério como “está sendo feito em Goiás”. “A atividade pública costuma ser muito dura. Mas quando um hospital como esse vem à luz, sentimos realização plena”, disse ele, parabenizando, sem seguida, o espírito republicano de Marconi: “Saúdo essa união entre os governos, para que todos, de forma republicana, possamos trabalhar juntos. Goiás fez o dever de casa”.

Por sua vez, Jayme Rincón destacou a grandiosidade da obra. “A obra do Hugol tem que ser padrão para todas as obras do Estado. Estamos entregando uma obra pronta e funcionando”, afirmou.

Já o secretário de saúde, Leonardo Vilela, reafirmou que a unidade será referência em atendimentos de urgência e emergência. “Nos preocupamos em ter um dos melhores e mais experientes corpo clínico do Brasil, além de equipamentos de última geração”, pontuou.

Em discurso, Marconi Perillo disse que com a inauguração do Hugol, sua gestão está cumprindo um fundamento constitucional, “que é o cuidado com a saúde”. “Abrimos o hospital com tudo que a de mais moderno em termos de tecnologia. Este hospital vai atender ao pobre e todas as pessoas com humanização. Estamos cumprindo com a nossa consciência”, disse o tucano.

O prefeito Paulo Garcia (PT) não esteve presente na inauguração, mas foi representado por Fernando Machado, secretário municipal de saúde. Já o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB) e de Senador Canedo, Misair Oliveira, participaram da solenidade, que contou ainda com a presença dos deputados federais Heuler Crunivel (PSD), Waldir Soares (PSDB), Alexandre Baldy (PSDB) e Marcos Abrão (PPS).

Gestão

Durante a solenidade, foi assinada uma portaria do Ministério da Saúde autorizando o aporte de recursos, para o custeio da unidade, no valor de mais de R$ 32 milhões para o ano de 2015. Segundo informações da Secretária Estadual de Saúde (SES), o Hugol, que será o maior hospital público do Centro-Norte do País, custará, por mês, mais de R$ 15 milhões.

O hospital será gerido pela Organização Social (OS) Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir), responsável também pelo Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) desde 2002. Atualmente, o Crer é uma referência nacional.

Hugol não será hospital para simples suturas, diz secretário

Leonardo Vilela destaca que prioridade será para pacientes que realmente precisam de aparto médico mais complexo

Na última sexta-feira (3), durante toda a apresentação para a imprensa feita pelo secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, ele fez questão de ressaltar que uma estrutura tão “grande”, “moderna” e dotada de corpo clínico altamente especializado não pode ser utilizada para fazer “suturas”. Ele explicou que todo investimento deve ser colocado a fim de atender pacientes graves, que realmente precisem do aparato. “Um hospital com esse perfil com o corpo clínico que ele tem não dá para atender qualquer patologia, ele vai atender realmente urgências, casos graves”, frisou.

Tanto o secretário estadual como o municipal, Fernando Machado, explicaram que o Hugol vai atender casos que cheguem à unidade já referenciados, seja pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e unidades da rede de atendimento de urgência da capital como Cais Finsocial e Jardim Curitiba. “É um hospital que vai receber pacientes graves, pacientes em risco de vida, encaminhados pelo Samu, pelo Siate do Corpo de Bombeiros, pelos hospitais do interior do Estado, pelas unidades de saúde como Cais”, explicou Vilela.

Vilela afirmou que, caso algum paciente chegue ao Hugol e não seja do perfil da unidade vai haver o contra-referenciamento, ou seja, o paciente será encaminhado a outra unidade para atendimento após passar por uma triagem. Sobre a demanda espontânea da população, foi detalhado que, caso aconteça, o paciente será acolhido e se se tratar de um caso do Hugol, haverá o atendimento, se não este será direcionado para outras unidades.

Diferença

Entre os diferenciais do Hugol em relação ao Hugo está o banco de sangue da unidade e a capacidade que o novo hospital tem de atender pacientes vítimas de queimaduras graves, entre outros. “A gente vai completar nossa chamada rede de urgência e emergência na área de cardiologia e neurologia. Essa rede de cuidado e atenção nessas duas áreas a gente vai conseguir diminuir o tempo resposta nos casos de infarto, nos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) que é o derrame cerebral”, destacou o secretário municipal de saúde de Goiânia, Fernando Machado.

O Hugol é dotado de sete UTI’s específicas para esse público e seis leitos de internação destinados aos queimados, o hospital também tem uma estação própria de tratamento de esgoto e o lixo hospitalar passará por um processamento para que possa ser desinfetado.

Ensino

O diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano, afirma que a unidade vai funcionar como um campo de ensino e pesquisa com residência médica e estágio. “A equipe de profissionais médicos que vai trabalhar, grande parte deles são professores ou já foram professores e estão aposentados e estão integrados aqui no Hugol para poder incrementar essa atividade do hospital”, diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano.

Entrevista Leonardo Velela 

O entusiasmo do secretário estadual de saúde, Leonardo Vilela, ao falar do Hugol chamou a atenção da reportagem de O HOJE, que acompanhou a visita dele ao O HOJE De Frente com o Poder e a apresentação da unidade à imprensa na última sexta-feira (3). O titular da saúde estadual chegou a dizer que não gostaria de sofrer nenhum acidente, mas se isso acontecesse: “eu gostaria de vir para o Hugol”. Leia a seguir o que Vilela disse sobre o funcionamento do novo hospital e como será o custeio da unidade que vai precisar de R$ 15 milhões todos os meses para manter as portas abertas.

O HOJE - O que o Hugol significa para o Estado de Goiás?

Leonardo Vilela - É um momento histórico para a saúde pública. Esse é o maior, o mais moderno hospital público do centro-norte do país, e com certeza absoluta ele é um marco porque ele vai atender, de forma especial, esses casos de urgência e emergência. Goiás com o Hugol passará a ter talvez a melhor rede de emergência e urgência do país e é uma referência. Ele será uma referência nacional em atendimento de urgência e de emergência.

O senhor já explicou que o hospital é uma referência, isso pode atrair muito a atenção e ele começar a ser pressionado a atender pacientes não seriam de seu perfil?

Ele será um hospital regulado, não será de livre demanda. Ele vai atender realmente urgências, casos graves. Esses pacientes serão levados para lá pelo Corpo de Bombeiros, pelo Samu, encaminhados pelos Cais, pelos hospitais e unidades do interior do Estado para garantir que o hospital atenda realmente aquelas pessoas que precisam ser atendidas naquele tipo de unidade hospitalar. Os casos menos graves serão atendidos nos Cais, nos Ciams, nas unidades básicas de saúde e em outros hospitais.

Qual a participação do Ministério da Saúde (MS) no custeio do funcionamento do Hugol?

O ministério vai participar com parte dos recursos para o custeio do hospital. Esse ano deve participar em torno de 40%, ano que vem há um compromisso do ministério em bancar 50% dos recursos para o custeio do hospital que serão em torno de R$ 15 milhões mensais.

O que diferencia o Hugol do Hugo?

Ele vai ser complementar ao Hugo. Ele vai atender algumas áreas que o Hugo talvez não faça tão bem porque não tenha os mesmos equipamentos daqui como a área de queimados, a ala de emergência cardiovascular. Então, tem algumas áreas que aqui tem equipamentos e profissionais mais especializados, mas com certeza absoluta o movimento do Hugo vai continuar o mesmo e o Hugo vai continuar também o seu padrão de excelência no atendimento.

A partir de segunda-feira o funcionamento será pleno?

Secretário - O funcionamento será pleno. O hospital está todo pronto, absolutamente preparado para receber os pacientes. É lógico que você não vai internar 510 pacientes no mesmo dia e nem em uma semana, da mesma forma você também não vai ocupar 86 leitos de UTI de uma hora para outra. À medida que os pacientes forem chegando, for tendo demanda, esses leitos serão paulatinamente abertos e os serviços paulatinamente ampliados.

Fonte: Jornal O Hoje