2 de maio de 2015

Faixa em diagonal para facilitar a travessia


Novidade lançada no Centro de Goiânia, as faixas para pedestres em X podem ser implementadas em outras vias da capital

As novas faixas de pedestres, em X, instaladas pela Prefeitura de Goiânia no cruzamento da Avenida Araguaia com a Rua 3 causaram estranhamento em algumas pessoas que passaram ontem pelo Centro da capital.

Alguns pedestres ficaram desconfiados, surpresos e sem entender bem como funcionava a nova pintura, que se destaca das demais pelo fundo laranja, e preferiam não se arriscar no trajeto pela diagonal, que economiza o tempo de travessia no cruzamento das vias.

Em vez de efetuar a travessia em duas etapas distintas (uma via por vez) para atingir a esquina oposta, os pedestres poderão fazê-lo em uma única vez. Durante todo o dia, agentes da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidades (SMT) ficaram nas calçadas, distribuindo panfletos e orientando sobre o funcionamento da sinalização.

A gerente pedagógica Ludmila Gomes, de 39 anos, e o marido, o funcionário público Rodrigo Gomes, de 37, só arriscaram estrear a novidade na segunda vez em que cruzaram as vias, mas ficaram satisfeitos. “Ficou bem mais rápido e não corremos o risco de ter de ficar esperando o sinal para atravessar a segunda faixa”, comentou.

A operadora de caixa Fernanda Campos, de 22 anos, também não utilizou as novas faixas. “Fiquei sem saber como funcionava, mas o guarda já me entregou o panfleto explicativo e da próxima vez vou testar. Nunca tinha visto isso antes”, relatou.

Segundo o secretário municipal de Trânsito, José Geraldo Freire, a surpresa já era esperada. “Toda mudança requer um tempo de adaptação, por isso nossos agentes de educação estão aqui, orientando e pedindo atenção redobrada ao tempo semafórico”, destacou. Conforme o secretário, quando o porta-foco para pedestres indicar um alerta piscante em vermelho, o pedestre não poderá iniciar a travessia.

Inspiração

Apesar de serem novidade em Goiânia, as faixas de pedestres diagonais são comuns em Tóquio, no Japão, e também já foram adotadas em Londres, Chicago e, no ano passado, em São Paulo.

O cruzamento foi escolhido para receber o projeto experimental por causa do grande fluxo de pedestres e veículos. Segundo a SMT, cerca de 3 mil veículos passam no local diariamente.

“Faz parte do nosso projeto de mobilidade, que prioriza o transporte público, ciclovias e o pedestre. Aqui, no Centro, o que prevalece é o pedestre e nada mais justo do que dar uma atenção especial a ele.”

Segundo Freire, o projeto experimental poderá ser implementado em outras vias de Goiânia que mostrarem a necessidade após estudos. “Primeiro vamos observar como será a adaptação dos pedestres e o comportamento do trânsito. Já sabemos que o projeto se encaixa em vias de mão única, para não ficar confuso.”

Fonte: Jornal O Popular