18 de maio de 2015

Bananada 2015: A vibe que pegou Goiânia


Festival trouxe para o Centro-Oeste a velha guarda da música brasileira, com Caetano Veloso e Pato Fu, mas apresentou novos gênios, como Francisco, El Hombre

Essa reportagem, sobre os dois últimos dias de Festival Bananada, deveria estar publicada por volta das 8h desta segunda-feira (18/5), porém é quase meio dia e os pés ainda continuam doendo e o corpo pesado. Shows com número alto de público, stands variados, filas colossais e debates e mais debates no Facebook sobre o que estava sendo/o que ia ser do cenário musical de Goiânia (e do país) após esses sete dias.

Neste ano, a programação esteve recheada de grandes: às vezes no nome e às vezes na qualidade da música. Vide Caetano Veloso com o show Abraçaço logo de cara, no primeiro dia de festival. Atenção também para a banda Franscisco, El Hombre que surpreendeu mídia e público durante sua apresentação na sexta-feira (15). A banda aproveitou os dias na cidade para se aproximar do público realizando um show intimista no domingo (16) no Evoé Café com Livros. Sem dúvida, uma dessas que a gente vai ouvir falar com freqüência nos próximos meses.

Outra banda que arrepiou boa parte do público foram os goianos do Carne Doce. De fato, apresentações do grupo carregam sentimentos como estes em anexo. Coisa de goiano, né? Boogarins também é assim. A banda era uma das principais atrações (assim como no ano passado) e está cada vez mais experimental. Os meninos parecem nunca repetir o mesmo show.

Só pra lembrar: era gente que não acabava mais e outros sempre chegando.

Problemas

O festival Bananada deste ano movimentou os arredores de Goiânia e os principais veículos de cultura pop do país. Um dos destaques foi o mural feito pelos artistas goianos do Bicicleta Sem Freio (BSF) no Centro Cultural Oscar Niemyer (CCON), onde ocorreu os três últimos dias de evento. Alguns arquitetos questionaram a finalidade e a permanência da obra. Fabrício Nobre, responsável pela A Construtora e do Bananada, defendeu a intervenção do festival saudando a ‘tatuagem’ nova do CCON via Facebook. “Niemeyer fica ainda mais estiloso com uma tatuagem linda no antebraço feita pelo BSF”, diz.

Reclamações também do público que foi ao festival no sábado e se decepcionou com a qualidade do som no show Tropikillaz. Os DJ’s chegaram a comentar no Instagram que ficaram sabendo que o som estava baixo, mas que não era culpa deles o problema.

As filas também foram bastante criticadas pelo público desde o primeiro dia com Caetano Veloso.

No fim

A força que o Estado de Goiás tem no cenário musical atual ficou clara nesses dias de festival Bananada tanto para o público quanto para o resto do país. Daqui pra frente, como apontam os membros do Francisco, El Hombre, tudo muda dentro das bandas e também essa cena que ela participa. O que foi bom, foi ruim ou qualquer coisa do tipo, não importa mais, pois o que vale agora parece ser experimentar e assim tudo muda.

Fonte: Jornal Opção