15 de abril de 2015

Parque do Cerrado terá até teleférico e cinema ao ar livre





Espaço urbano ambiental de 706 mil metros quadrados será construído no Parque Lozandes com investimentos na ordem de R$ 100 milhões. Previsto para ser finalizado em cinco anos, o complexo ambiental, cultural, esportivo, de lazer e serviços é um modelo inédito na Capital que será composto por 65 diferentes atrações

Os 706 mil metros quadrados do Parque do Cerrado, segundo maior espaço urbano ambiental da Capital, terão até teleférico e cinema ao ar livre, de acordo com projeto de implantação apresentado nesta terça-feira, 14, ao prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, durante solenidade no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), Setor Fazenda Gameleira. Dividido em oito setores, 65 diferentes atrações integrarão o complexo que deve ser executado em até cinco anos em terreno localizado no Parque Lozandes, região Sul da cidade. A totalidade das obras tem custo estimado em R$ 100 milhões e deve ser executada pela Prefeitura de Goiânia por meio de Parcerias Público- Privadas (PPP's). O vice-prefeito, Agenor Mariano, foi quem intermediou as primeiras negociações em busca de PPP's para viabilizar o parque.

'As Parcerias Público Privadas possibilitaram termos hoje um projeto executivo definitivo. Também seguiremos em parceria com a iniciativa privada na construção do parque. Hoje, um oitavo desse projeto já tem execução garantida', afirmou o prefeito, que espera firmar novas parcerias para viabilizar todos os recursos necessários à obra. O governador de Goiás, Marconi Perillo, esteve presente no evento e disse que garantirá recursos para construção de pelo menos mais um oitavo da obra.

Em termos territoriais, o Parque do Cerrado terá dimensão menor do que o Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama), com 24 quilômetros de extensão; mas será maior do que os outros 33 parques já existentes na cidade. Em termos comparativos, ocupará área cerca de oito vezes superior às dos parques Sulivan Silvestre (Vaca Brava), no Setor Bueno; e Flamboyant Lourival Louza, no Jardim Goiás. Além do tamanho, o Parque do Cerrado destaca-se por inaugurar na cidade um conceito inédito, fruto de concepção participativa, que mescla opções de lazer e serviços a atrações naturais, esportivas, culturais e de lazer. 'Penso que o Parque do Cerrado será histórico para Goiânia. Temos 34 parques (incluindo o Macambira Anicuns), mas esse é o primeiro pensado de forma colaborativa. Esse não é um projeto da Prefeitura de Goiânia, mas de toda a comunidade goianiense', ressalta Paulo Garcia.

O Setor 1 será composto por tóten com funções informativas e de registro histórico; pórtico de acesso principal; bar; Bike Stop; Biblio Share; quadras de tênis e paddle (jogo semelhante ao tênis); trecho de ciclovia e área de passeio. O Setor 2 terá Espaço pais; Play Aventura, destinado à público com idades entre oito e 12 anos; fonte; mini caminhada; Play de Bebês, para crianças entre zero e três anos; Play Descoberta, com foco nas de quatro a oito anos; e bosque nativo. As áreas voltadas ao público infantil serão compostas por brinquedos lúdicos e para resgate cultural, como as pistas de amarelinha. Todas as atrações do Parque do Cerrado serão interligadas por nono Km´s, respectivamente, de pistas de caminhada e de bicicleta - ciclovias e ciclofaixas.

O percurso será integrado à natureza local com propósito de oferecer aos usuários sombras e conforto térmico, além de disponibilizar pontos para apoio, como o Bike Stop, local que oferecerá ferramentas para bicicletas, bebedouro com água potável e compressor de ar para pneus; e de descanso, a exemplo de Espaço Relax. Haverá, inclusive, sistema público para locação de bicicletas, o Bike Share; e pista de caminhada com demarcação de cores indicativas de níveis de dificuldade em diferentes pontos do trajeto. 'É um parque que foi pensado de forma colaborativa e vamos trabalhar para que seja construído e mantido também dessa forma', diz Guilherme Takeda, arquiteto responsável pelo projeto. Banheiros públicos serão construídos ao longo de todo o parque. Haverá também bebedouros com água potável e pontos de internet sem fio ao longo de todo o perímetro.

No projeto elaborado pela construtora EuroAmérica, parceira da prefeitura na viabilização do projeto; o Setor 3 foi contemplado com ciclovia; área de passeio; bar; Bike Stop, Biblio Share; acesso; espaços fitness ao ar livre e para terceira idade, inclusive com placas autoexplicativas para realização segura dos exercícios; Pet Place, área cercada para passeio com animais de estimação; zona de slake line e totén informativo. Já no Setor 4 estarão acesso iluminado; praça do mirante; teleférico; espaço para exposições temporárias; quadra poliesportiva; campo de futebol de areia; espaço de alongamento; sede administrativa; banheiros; pistas de skate bowl e street; parede de escalada; pista de Mountain Bike; pista de patinação; espaço para arte local; bar; Bike Stop e Biblio Share.

Há ainda inovações como a Biblio Share, um espaço público destinado à leitura e à troca de livros entre os frequentadores do local; e atrativos extras, a exemplo dos dois trechos de teleféricos; do mirante; da Feira de Orgânicos, cujo objetivo é promover a agricultura local e estimular o consumo de alimentos saudáveis; além da área para Food Trucks, destinada a comercialização de comida saudável e de pratos da culinária regional. Haverá também espaços de exposição e eventos. No Parque do Cerrado, todo o mobiliário terá design contemporâneo e entre a decoração haverá esculturas de artistas locais.

Anfiteatro será construído com materiais recicláveis e utilizará energia solar

Um dos principais atrativos do Setor 5 do Parque do Cerrado, o Anfiteatro das Artes foi projetado a partir de conceitos de sustentabilidade, principal bandeira da atual administração de Goiânia. O espaço será construído com materiais recicláveis, inclusive os obtidos por meio do programa Coleta Seletiva, gerido pela Prefeitura de Goiânia; e terá recursos tecnológicos para captação de energia solar. O espaço aberto, composto por palco e arquibancadas, será destinado a apresentações artísticas e manifestações culturais. Além dele, o setor terá áreas de passeio de artes; ciclovia; bar; Bike Stop; Biblio Share e acesso.

O Setor 6 terá uma passarela suspensa para interligação com Centro Cultural Oscar Niemeyer; mirante; esplanada cívica; arquibancada; bar; Bike Stop; Biblio Share; tóten informativo e área de acesso. No penúltimo setor do Parque do Cerrado, o 7, haverá outro espaço destinado à arte local, lago, deck, pedalinhos e ponto de estar contemplativo pensado dentro de conceitos de espaços zen. A última parte do parque, o Setor 8, terá acesso, restaurantes, cinema ao ar livre, arquibancada, horta orgânica, banco de espécies nativas do cerrado, vila ambiental, áreas de apoio administrativo, jardim botânico natural, passarela de arvorismo e trilha na copa das árvores.

O parque terá central de monitoramento das câmeras de segurança, que serão instaladas em toda a extensão dele. A segurança será mantida também por meio de rondas permanentes e pela presença de base da Guarda Civil Metropolitana. Totens interativos serão utilizados para fornecimento de informações geográficas aos frequentadores, assim como para educação ambiental. O projeto, desenvolvido pela empresa Takeda Paisagismo & Urbanismo, de Porto Alegre (RS), foi concebido por meio de Charrette, metodologia norte-americana utilizada por urbanistas para projetos e planejamento de comunidades. O método consiste em reunir diferentes públicos envolvidos no desenvolvimento de um produto para debater, ao longo de um período predeterminado, as soluções que serão adotadas.

Utilizado pela primeira vez em Goiânia, a Charrette ocorreu ao longo do mês de março sob coordenação da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e da Euroamérica Incorporações, com supervisão do arquiteto gaúcho Guilherme Takeda. Cerca de 100 cidadãos participaram de dois workshops, entre esses representantes de associações de bairros, dirigentes de organizações e de entidades ligadas ao urbanismo e meio ambiente, além de estudantes e profissionais que atuam na área. No Brasil, o sistema foi adotado no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em Goiás, foi utilizada na requalificação da Praça Bom Jesus, em Anápolis. A criação do Parque do Cerrado foi autorizada pelo prefeito Paulo Garcia por meio da Lei n° 9.360/2013.

Giselle Vanessa Carvalho, da Diretoria de Jornalismo - Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fotos do Projeto:













Fonte: Prefeitura de Goiânia