28 de abril de 2015

Mais obras para atrair investidor


Santa Genoveva está nos planos de concessão, mas precisa de readequações para se tornar atraente

Na mira do governo federal para entrar na terceira rodada de concessão, o Aeroporto Santa Genoveva precisa passar por, pelo menos, três readequações, segundo especialista, para se tornar atraente a investidores privados: reforma do pátio interno das aeronaves, construção do viaduto da BR-153, principal acesso do novo terminal infraestrutural, e a implantação do sistema de pouso por instrumento.

O aeroporto de Goiânia, mais os de Recife, Fortaleza e Vitória estão nos planos do governo federal para serem concedidos, ainda sem data prevista, à iniciativa privada. Nos próximos dez dias, antes da viagem à Europa para as comemorações do aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, a presidente Dilma Rousseff deve anunciar o pacote de concessões de outros três aeroportos - Porto Alegre, Florianópolis e Salvador, além de quatro rodovias e um trecho de ferrovia. Este hiato entre um pacote de concessão e outro é para não derrubar os preços dos ativos.

Capacidade

Uma vantagem apontada pelo professor de direito aeronáutico da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Georges Ferreira, é que, anualmente, o Aeroporto de Goiânia vem elevando a demanda de passageiros. Nos últimos cinco anos, a procura subiu 43% (veja quadro).

Mas, conforme ele, nem mesma a finalização das obras de infraestrutura do novo terminal, prevista para novembro, quando terá a capacidade ampliada para 6,3 milhões de passageiros anuais, sozinha, será suficiente para atrair a iniciativa privada.

O professor acredita que precisa ser feito um estudo mais avançado. O aeroporto carece de um sistema de pouso por instrumento. Sem ele, as operações ficam limitadas. “Principalmente para dar suporte ao aeroporto de Brasília”, diz. Fortes chuvas que impeçam a visibilidade horizontal abaixo de 150 metros obrigam que aeronaves retornem para Belo Horizonte (MG) ou São Paulo (SP).

Georges Ferreira conta que o pátio onde estacionam as aeronaves para o desembarque de passageiros precisa passar por reforma para suportar aeronaves de maior porte. “Aquele terreno não suportaria, seria necessário um pátio de maior tonelagem”, diz. Por último, enumera a construção de um viaduto para dar acesso à entrada do novo terminal de passageiros.

Na opinião de Georges Ferreira, a implementação do sistema de pouso por instrumento e a reforma na pista dependem da avaliação de alguns órgãos federais, mas são absolutamente viáveis. Inclusive, exige certificado da própria Internacional Air Transport Association (IATA), cujas exigências devem ser garantidas em caso de voos internacionais. “Após tudo pronto, os certificados podem sair entre um e três meses.”

Fonte: Jornal O Popular