4 de março de 2015

Iluminação Goiânia: 40 mil pontos com problemas


Goiânia tem 40 mil pontos de iluminação pública que necessitam de reparos, seja a substituição da lâmpada queimada ou com data de validade vencida ou algum tipo de manutenção. A confirmação foi feita ontem pela Secretaria Municipal de Obras (Semob). O número equivale a 33% dos 120 mil pontos existentes na capital. E também é quase dez vezes maior do que o informado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) no final do ano passado. Na época, a companhia falava em 4,5 mil. Em agosto, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) estimava em 18 mil a quantidade de postes com problemas.

Apesar do número elevado de pontos que necessitam de reparos, Goiânia ficou todo o mês de janeiro sem nenhum reparo na iluminação pública. Isso porque o serviço deixou de ser feito pela Comurg em dezembro e a primeira ordem de serviço assinada pela Semob com a empresa paulista Luz Urbana Engenharia foi assinado apenas no dia 7 de fevereiro. Em janeiro, a Comurg ainda realizou serviços extraoficiais em parques da cidade, mas só.

Em quase um mês de serviço, a Luz Urbana já realizou os reparos em 1.984 pontos de iluminação, representando 4,96% do total estimado pela Semob. Os reparos foram realizados em 68 bairros de Goiânia, especialmente na Região Central. Os trabalhos são feitos em dois períodos (tarde e noite / noite e madrugada).

Segundo a assessoria de imprensa da Semob, nesta primeira fase de trabalho, a Luz Urbana - que vai receber até R$ 18,2 milhões pelo serviço - priorizou o atendimento nas principais avenidas de acesso aos bairros e linhas de ônibus, especialmente nos corredores preferenciais do transporte coletivo e entorno de escolas e hospitais. Na região central, o foco se deu nas principais praças (como Tamandaré, Avião, Chafariz, Universitária, Trabalhador, etc.), parques e pistas de caminhada.

Ainda segundo a Semob, a escolha dos bairros se deu pela quantidade de reclamações e não pela densidade populacional. Entretanto, das 490 reclamações que chegaram via telefone 156, neste mês apenas 32 foram resolvidas.

Nos bastidores, auxiliares do Paço questionam as planilhas de gastos com iluminação pública no final do ano passado, já que os valores seriam baixos justamente porque o serviço não estava sendo feito como deveria. A falta de material impedia, segundo estes auxiliares, que a demanda real fosse atendida e que se priorizasse queixas pontuais feitas pela população.

No primeiro semestre do ano passado, a Prefeitura chegou a concluir uma licitação no valor de R$ 11,7 milhões para compra de materiais aguardada pela Comurg há mais de um ano e meio. No entanto, alegando falta de recursos, só fez a aquisição de parte dos equipamentos. Técnicos ouvidos pelo POPULAR afirmam que, caso a aquisição fosse feita em sua totalidade, a Comurg conseguiria fazer o trabalho na capital por mais de um ano.

O POPULAR não conseguiu acesso à planilha de valores do contrato assinado pela Luz Urbana.

A Prefeitura diz que a terceirização do serviço é justificada pela celeridade que a empresa teria de fazer a aquisição de materiais. O processo de contratação foi com dispensa de licitação no ano passado baseado em recomendação do MP-GO, que pedia urgência na solução do problema com a iluminação pública.



Fonte: Jornal O Popular