26 de março de 2015

IBGE: Goiânia é a 10ª maior concentração urbana do Brasil


Estudo divulgado na manhã desta quarta-feira (25/3) revela ainda que fluxo de pessoas se deslocando para trabalho e estudo entre Goiânia e Brasília é o sexto maior do país

Em estudo divulgado na manhã desta quarta-feira (25/3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em 2010 (ano em que foi realizada a pesquisa) mais da metade da população brasileira vivia em 294 arranjos populacionais — agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional devido a deslocamentos para trabalho e estudo ou à contiguidade urbana.

Em Goiás não foi diferente, 55,8% da população do estado residia em municípios que formavam arranjos populacionais, o que correspondia a mais de 3 mil pessoas em 14 arranjos formados por 45 municípios. Apesar disso, o Centro-Oeste teve destaque como a região com menor número de arranjos populacionais, com apenas 24. O Sudeste fica em primeiro, com 112 arranjos, seguido pelo Sul, com 85, e pelo Nordeste, com 56. No Centro-Oeste, os arranjos estão ligados principalmente aos grandes núcleos urbanos (Goiânia e Brasília).

O arranjo de Goiânia, considerado a única “Grande Concentração Urbana” de Goiás, é formado pelos municípios de Goianira, Guapó, Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bonfinópolis, Caldazinha, Hidrolândia, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade (GO), além da capital. O Produto Interno Bruto (PIB) do arranjo somava, em 2010, mais de R$ 34 bilhões, sendo 67,8% desse valor proveniente do setor de serviços.

A população total desse arranjo correspondia a mais de 2 milhões de pessoas, com 98,6% em situação urbana, ocupando a décima posição no ranking de maiores concentrações urbanas — grandes concentrações urbanas são municípios isolados e arranjos populacionais com mais de 750 mil habitantes do Brasil –, sendo que mais de 190 mil dessas pessoas se deslocava entre os municípios do arranjo para trabalhar ou estudar.



O IBGE identificou onze concentrações urbanas com população acima de 1 milhão a 2,5 milhões de habitantes, sendo Goiânia uma delas e a única do Centro-Oeste. Nessa faixa populacional, a capital goiana representa a concentração urbana formada pela maior quantidade de municípios, com 12 municípios; possui o segundo maior volume de pessoas se deslocando entre municípios para trabalhar ou estudar, com 191 mil pessoas; e corresponde ao maior fluxo entre municípios com a vizinha Aparecida de Goiânia, por onde se deslocam 122,9 mil pessoas.

Goiás possui ainda três “Médias Concentrações Urbanas”: Anápolis, Formosa e Rio Verde, todos municípios isolados (que não formam arranjos populacionais). A população de Anápolis, que era de mais de 334 mil pessoas, equivale a mais que o triplo da de Formosa e quase o dobro da de Rio Verde. O PIB de Anápolis era de mais de R$ 10 bilhões, com destaque para os setores de serviços e indústria, que representavam, respectivamente, 35,2% e 33,2% desse valor. Já o PIB de Rio Verde correspondia a R$ 4 bilhões e o de Formosa, R$ 911 milhões, também com destaque em ambos para o setor de serviços.

Goiânia-Brasília

Em 2010, a ligação entre Goiânia e Brasília apresentava um fluxo de 8,8 mil pessoas se deslocando para trabalho e estudo, correspondendo ao sexto maior do Brasil. No meio do caminho, existe Anápolis. Entre a capital goiana e Anápolis, o fluxo era de 6 mil pessoas; entre Anápolis e Brasília, era de 2,4 mil. O estudo analisou que essa dinâmica pode ser decisiva na formação de uma nova unidade urbana que poderá unir os arranjos de Goiânia e de Brasília.



O arranjo de Brasília, que é formado pela capital federal e pelos municípios goianos de Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás, possui uma população total de mais de 3 milhões pessoas, sendo 95,5% em situação urbana. O número de pessoas que se deslocam para trabalhar ou estudar é de mais de 199 mil pessoas. O PIB somavam, no ano do estudo, R$ 155,270 milhões, também com destaque para o setor de seviços, que adicionava 82,2% (sendo 47,6% da administração pública e 34,6% dos demais serviços) a essa soma.

Fonte: Jornal opção
Foto: Wesley Costa  (Jornal O Hoje)