5 de fevereiro de 2015

Alta esvazia postos de combustíveis


O aumento dos combustíveis, que passou a vigorar dia 1º, teve impacto direto no movimento nos postos de combustíveis de Aparecida de Goiânia, indicando uma mudança de hábito do motorista, ainda que temporária. O aumento no preço da gasolina e do óleo diesel ocorreu devido a alterações das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis. O etanol também acompanhou a alta, mesmo sem relação com a tributação. As refinarias passaram a pagar R$ 0,22 a mais pelo litro da gasolina e R$ 0,15 pelo litro do diesel. Alguns postos aumentaram um pouco mais, passando o preço da gasolina de R$ 3,25 para R$ 3,49. O diesel, que era oferecido por R$ 2,80, passou para R$ 3,04, diferença de até R$ 0,09 a mais do que era esperado. Já o etanol, de R$ 2,25, passou para R$ 2,35.

De acordo com o frentista Edevaldo Silva, que trabalha em um posto localizado na Vila Brasília, a redução no movimento já chega a 30%. Ele salienta que os motoristas também evitam completar o tanque e colocam o combustível em pequenas porções, que variam de R$ 10 a R$ 30.
O manipulador Divino Pinheiro diz que não completa mais o tanque da picape, além de optar pelo álcool, já que o veículo é flex.
“Apesar de o carro apresentar problemas, ainda é a melhor opção”, pontua, reclamando que o “aumento, dessa vez, foi exagerado”.
Até para os motociclistas, que possuem veículo considerado mais econômico, o reajuste trouxe mudança no hábito ao abastecer. O autônomo Ismael Matos afirma que anteriormente conseguia completar o tanque com R$ 20. Após o reajuste, mantém o mesmo valor e é obrigado a ir ao posto mais vezes por semana.

DICAS

O economista Veríssimo Aparecido da Silva afirma que, quando ocorre alta nos combustíveis, os consumidores se afastam, mas logo retomam o hábito de completar o tanque. Ele orienta o consumidor a evitar deslocamento desnecessário com o veículo, optando, por exemplo, pelo transporte coletivo, se não for muito complicado.

Outra medida interessante seria a adoção de veículos como vans e micro-ônibus, que podem ser fretados por colegas que moram em bairros próximos e trabalham também no mesmo local.

“O valor pode ser repartido entre os usuários. Isso reduz bastante o valor da despesa com transporte”, comenta.
Uma outra opção é a utilização de bicicleta. O economista comenta que amigos, superintendentes de órgão públicos, já usam esse meio de condução.
“Vestem roupas para ciclismo. Levam o terno numa mochila e seguem para o trabalho. Ao chegarem lá, tomam uma ducha, trocam a roupa, trabalham e ao fim do dia pegam a bicicleta de volta para casa. Além da economia, ainda favorece o desempenho físico”, lembra. (Izabela Carvalho)

Fonte: Diário de Aparecida