14 de janeiro de 2015

Paulo Garcia curte férias e Agenor critica prefeitura


Enquanto o prefeito descansa com a família no Chile, o vice Agenor Mariano (PMDB) concede entrevista em que critica o processo de discussão da reforma administrativa que o petista pretende implantar; Agenor deixa claro que o PMDB está sendo excluído dos debates e lança dúvidas sobre a forma como a prefeitura quer cortar gastos na gestão; relação entre PT e PMDB se deteriorou nos últimos meses e os peemedebistas mais radicais defendem rompimento sob argumento de que a gestão desgastada de Paulo arranhe imagem do partido

O prefeito Paulo Garcia (PT) tirou uns dias de férias para passear com a família no Chile e esfriar a cabeça em meio a inúmeras crises na prefeitura. E não é que mesmo quando está ausente o prefeito é torpedeado. E desta vez o ataque vem do vice-prefeito, que está no fica em seu lugar até esta quinta-feira.

Em entrevista à CBN Goiânia nesta quarta, o vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB) ligou a metralhadora giratória e mostrou a insatisfação do partido com o tratamento dispensado por Paulo Garcia. Agenor deixou claro que o PMDB não está participando diretamente do debate sobre a reforma administrativa que o prefeito pretende executar nas próximas semanas.

"Primeiramente é importante que se diga, e procurarei ser o mais sincero possível, que desta reforma administrativa eu não tenho participado na condição de vice-prefeito. Esta reforma tem sido tocada pelo próprio prefeito Paulo Garcia e por seus auxiliares mais próximos, que lidam com o dia a dia da administração do município", disse Agenor.

A relação entre os partido se deteriorou de vez nos últimos meses e gerou transtornos para Paulo Garcia. Na votação do IPTU, o vereador Mizair Lemes Júnior, então presidente do diretório metropolitano do PMDB, votou contra a prefeitura e ainda criticou Paulo publicamente. Para que a crise não se agravasse, o PMDB interveio e tirou Mizair do comando do diretório. Resta saber se Agenor sofrerá algum tipo de penalização.

Agenor foi mais a fundo e lançou dúvidas sobre os métodos da prefeitura para cortar despesas. "Foi feita uma apresentação dos objetivos da reforma, que é economizar e trazer equilíbrio às contas municipais. Mas em nenhum momento nos foi apresentado de uma forma mais específica como será feita esta economia".

Paulo Garcia sofre com uma gestão desgastada e chega a ter 80% de rejeição do goianiense. Peemedebistas da ala mais radical defendem que a aliança seja rompida para que o partido não chegue à disputa de 2016 com a imagem arranhada.

Fonte: Goiás 247