19 de janeiro de 2015

Metrobus no Entorno do DF


Estudos técnicos sobre ampliação da operação da Metrobus para além da Região Metropolitana de Goiânia devem ficar prontos até o final do primeiro semestre de 2015

O governador Marconi Perillo planeja estender a operação da Metrobus Transporte Coletivo S/A para além dos 15 municípios já atendidos pela empresa de economia mista na Região Metropolitana de Goiânia. Uma equipe técnica da concessionária já está realizando uma série de estudos para averiguar a possibilidade de atuar no Entorno do Distrito Federal (DF) e de ampliar as atividades no município de Aparecida de Goiânia, entre o Garavelo e a Vila Brasília.

A notícia foi divulgada pela coluna Xadrez em 15 de janeiro último. O fato foi confirmado em nova entrevista concedida ao O Hoje pelo recém-empossado presidente da empresa, Eduardo Machado, presidente estadual do PHS.

A previsão é de que os levantamentos sejam concluídos até o final do primeiro semestre deste ano. A expectativa é de que o novo eixo entre em operação ainda durante o atual mandato do governador Marconi Perillo.

Demanda

A região do Entorno do DF é composta por 19 municípios e mais de 1,1 milhão de habitantes. De acordo com Machado, a demanda por um transporte público de qualidade é muito grande na região. As muitas linhas de ônibus existentes ligam cidades do Entorno a Brasília, porém, não existe o transporte do Entorno para o Entorno.

“Para você ir de Planaltina para Águas Lindas, ou de Águas Lindas para Luziânia, por exemplo, é muito difícil. É preciso praticamente ir e voltar para Brasília para depois conseguir”, ilustra o presidente da Metrobus. O estudo que está em curso busca justamente solucionar essa barreira, a partir da criação de um eixo circular no Entorno do DF.

O poder concedente para a operação em trechos estaduais e intermunicipais é o próprio Estado de Goiás, via Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR). No caso de linha urbana, o poder concedente é a prefeitura.

‘Investimento técnico é o que mais importa’

Sem revelar o quanto a empreitada poderá custar aos cofres públicos, Eduardo Machado ressalta que, o estudo técnico é o que mais importa. Ele argumenta que a questão do impacto financeiro não os “assusta muito”. Isso porque, de acordo com os levantamentos preliminares, os terminais seriam feitos pelas prefeituras dos municípios envolvidos, as estradas já existem e a Metrobus já possui os ônibus que seriam empregados.

Os carros seriam os 90 articulados e biarticulados que hoje estão sendo utilizados no antigo Eixo Anhanguera (de 14 km de extensão, entre os Terminais Padre Pelágio e Novo Mundo). A previsão é de que em aproximadamente dois anos, parte desses veículos sejam desativadas devido a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que dará lugar a 30 trens. O valor da passagem ainda não foi estudado, segundo o presidente da Metrobus.

Independentemente dos novos projetos, a Metrobus pretende consolidar a extensão do Eixo Anhanguera ao longo do ano de 2015. Historicamente, a empresa cobria 14 quilômetros do corredor. Desde setembro de 2014, essa cobertura foi multiplicada por seis, passando para 72 quilômetros de extensão.

Novos veículos

Houve aumento do número de terminais, funcionários e de ônibus, com a aquisição de 90 veículos novos. O número de viagens ao mês saltou de 260 mil para 330 mil. Os municípios de Senador Canedo, Trindade e Goianira passaram a ser atendidos. Já fazem parte do Eixo: Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Goianápolis, Guapó, Hidrolândia, Nerópolis, Nova Fátima, Nova Veneza, Santo Antônio de Goiás e Teresópolis.(V.C.)

Fonte: Jornal O Hoje (Versanna Carvalho)