25 de janeiro de 2015

A renúncia de Paulo Garcia seria a solução para Goiânia



João Francisco do Nascimento, ,Especial para Opinião Pública

Sabemos que certas atividades que, por serem importantes e complexas, pela sua própria natureza, exigem mais daqueles que as praticam. E a administração pública está entre elas, principalmente a de chefe do Poder Executivo, nas três escalas, pois os serviços são prestados com o dinheiro público e quem recebe o resultado dos trabalhos do administrador é o próprio contribuinte. Daí porque não seria necessário ser experto no assunto para entender que quem assume um cargo desses, para ser bem-sucedido, deve possuir, no mínimo, três elementos, que são: vocação, preparo técnico-administrativo e honestidade. Faltando-lhe qualquer um destes elementos, dificilmente fará uma boa administração.

E o que a população goianiense reclama do prefeito Paulo Garcia é exatamente neste sentido, pois mesmo que ele tenha demonstrado ser um administrador sério e honesto, o descontentamento da comunidade com sua gestão é geral. Os reclamos que mais se ouve, principalmente daqueles que vivem aqui há vários anos, é o de que “Goiânia nunca esteve tão abandonada como na atual gestão”. E é também o que a imprensa tem divulgado no dia a dia.

Reclamam que as obras estão em ritmo lento, a cidade está suja, o asfalto danificado, o trânsito caótico, as praças e jardins estão abandonados. No Setor Campinas e no Centro, o comércio informal tomou conta das ruas e calçadas; a poluição sonora se tornou insuportável e não existe fiscalização em nenhuma das áreas. Com isso, a cada dia que passa, a impopularidade de Paulo Garcia perante a população de Goiânia e de todo o Estado de Goiás está aumentando, o que é desastroso para um político de carreira.

Diante de tais fatos desagradáveis, a renúncia do prefeito seria a melhor solução, tanto para a população da cidade quanto para ele próprio, na condição de político. A população ganhará por que, se o problema maior for de ordem financeira, como tem alegado, o seu sucessor, se tiver o mesmo dinamismo e habilidade administrativa que tem o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, que mesmo não sendo do partido da presidente Dilma, ele visita o Palácio do Planalto constantemente em busca de verba federal e o resultado tem sido positivo, pois, graças às verbas que ele tem conseguido alocar do Governo Federal e somadas às da arrecadação própria, o progresso de Aparecida de Goiânia continua em ritmo acelerado.

Assim, no meu despretensioso ponto de vista, e por pertencer, com muito orgulho, à comunidade goianiense, entendo que alguma providência tem que ser tomada e, neste momento, a mais recomendável é a renúncia de Paulo Garcia ao cargo de prefeito de Goiânia, pois poderá ser a solução para a cidade e, consequentemente, resgatar o desprestígio político que ele vem sofrendo, a cada dia que passa.

(João Francisco do Nascimento, advogado militante em Goiânia, OAB-GO 2544, e articulista do Diário da Manhã. E-mal:joaofrancisco.adv@hotmail.com)

Fonte: DM