17 de dezembro de 2014

Grupom: Paulo Garcia atinge reprovação de 85%


Prefeito encerra 2014 de maneira nada agradável; é o que mostra Pesquisa Grupom publicada pelo site Diário de Goiás; avaliação negativa de Paulo Garcia atingiu em dezembro 85,2%; pesquisa leva em consideração o sentimento do goianiense em relação ao governo do petista: decepção é de 53,1%, rejeição 21,6% e desconfiança 10,5%;  avaliação positiva se restringe a apenas 14,8%; números de reprovação só cresceram nos intervalos pesquisados pelo Instituto Grupom; rejeição era de 34,2% em setembro de 2012, aumentou para 64,9% em janeiro deste ano, cresceu até 76,9% em junho e agora em dezembro saltou para 85,2%

O prefeito Paulo Garcia (PT) encerra 2014 de maneira nada agradável. As chuvas deste final de ano fizeram com que o tormento dos buracos nas ruas voltasse, a oposição ganhou a disputa pela presidência da Câmara Municipal, a prefeitura segue endividada e agora quer empréstimo de R$ 500 milhões, os vereadores da base se cansaram dos desgastes e estão abandonando Paulo, o reajuste no IPTU proposto pelo Paço não será votado e a rejeição junto à sociedade goianiense aumentou.

É o que mostra Pesquisa Grupom publicada pelo site Diário de Goiás. A avaliação negativa de Paulo Garcia atinge agora 85,2%. A pesquisa leva em consideração o sentimento do goianiense em relação ao governo do petista: decepção é de 53,1%, rejeição 21,6% e desconfiança 10,5%. A avaliação positiva se restringe a apenas 14,8%.

Os números de reprovação só cresceram nos intervalos pesquisados pelo Instituto Grupom. A rejeição ao prefeito era de 34,2% em setembro de 2012, aumentou para 64,9% em janeiro deste ano, cresceu até 76,9% em junho e agora em dezembro saltou para 85,2%.

Nesses dois anos de administração, Paulo Garcia não conseguiu tirar do papel o discurso de "cidade sustentável" que sustentou sua campanha vitoriosa em 2012. Ao contrário. Goiânia virou notícia em todo País e apareceu até no Jornal Nacional devido à sujeira por toda a cidade, resultado de problemas na coleta do lixo. Em alguns bairros, os caminhões coletores ficaram até 20 dias sem coletar os resíduos.

Paralelo a esta crise, a prefeitura sempre sofreu com a crise financeira. Dívidas com fornecedores paralisaram serviços básicos e a dificuldade em cumprir compromissos com servidores tiveram como consequência greves, como a dos professores municipais. A gestão de Paulo Garcia chegou a ter este ano um rombo de R$ 380 milhões e déficit mensal de R$ 40 milhões - este cenário de terra arrasada foi revelado pelo ex-secretário de Finanças Cairo Peixoto.

A solução para sair desta crise foi simples: aumentar impostos e assim bombar a arrecadação. Paulo Garcia apostou tudo no aumento do IPTU/ITU. No entanto, a sociedade, os vereadores de oposição e entidades classistas não aceitaram reajuste que em alguns casos seria até de 1.000% e até hoje a novela do IPTU se arrasta.

O prefeito ainda pode iniciar 2015 sem apoio do PMDB, seu principal aliado. O partido de Iris Rezende ensaia um rompimento com o PT já pensando na eleição de 2016.

Metodologia

A pesquisa Grupo realizou 600 entrevistas neste mês e a margem de erro é 4,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Goiás 247