13 de novembro de 2014

PF apreende R$ 355 mil em ação contra lavagem de dinheiro em Goiás


Operação investigava empresas suspeitas de elo com jogo do bicho no país. Estima-se que quadrilha tenha movimentados mais de R$ 1 bilhão nos crimes.

A Polícia Federal d (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na empresa Goiás da Sorte, que vende títulos de capitalização em Goiânia nesta quarta-feira (12), para combater a lavagem de dinheiro. A ação faz parte de uma Operação Trevo, que ocorre simultaneamente em mais 12 estados e que investiga empresas suspeitas de envolvimento com jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e bilhetes de loteria vendidos como títulos de capitalização.

O G1 tentou contato com o Goiás da Sorte, mas as ligações não foram atendidas até a publicação dessa reportagem.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, 12 de prisão temporária, 47 mandados de sequestro de valores, sequestro de bens imóveis e de automóveis de luxo e 57 ordens de buscas e apreensão em Pernambuco, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande de Sul. O objetivo é desarticular uma quadrilha que explorava jogos ilegais.

Quando os agentes chegaram até a empresa, que fica no Setor Coimbra, os funcionários tiveram que aguardar do lado de fora do local. No local, os policiais apreenderam uma caixa contendo R$ 355 mil, além de malote e pastas com documentos e computadores que serão periciados.

“A empresa é uma representante das empresas que emitem títulos de capitalização, ou seja, elas revendem os títulos emitidos. Os valores dos títulos que são vendidos, eles deveriam ser remetidos a instituições beneficentes, mas não tem sido, pelo que foi apurado no estado de Pernambuco, onde a investigação está acontecendo”, disse o delegado federal Eduardo Scherer.

Além da lavagem de dinheiro as acusações também são de gerenciamento do jogo do bicho, distribuição de máquinas caça níqueis e emissão de bilhetes de loteria como título de capitalização. A organização criminosa operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados às entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse em um procedimento suspeito. Estima-se que tenham sido movimentados mais de R$ 1 bilhão em todo o país.

Fonte: G1 Goiás