15 de novembro de 2014

Paisagismo: T-63 ganha novos adereços


Projeto da Comurg substitui flores por arranjos feitos com material reciclado. Grama também é trocada

A ordem na Prefeitura de Goiânia parece ser economizar. Desta vez, o alvo são os canteiros centrais. O transeunte que passa pela região do Setor Bela Vista já deve ter notado. A Avenida T-63 passa por reformulação da jardinagem. A ideia é padronizar a grama ao longo da via, em toda sua extensão, retirar as flores e substituí-las por floreiras suspensas, feitas com material reciclável. Já foram gastos R$33 mil para os reparos e outros R$ 30 mil serão utilizados para a reformulação.

A Prefeitura ainda não tem uma estimativa do quanto pode ser economizado com as mudanças, apenas que a diminuição do número de canteiros de flores pode provocar economia no uso de água, principalmente no período da seca, no uso de caminhões e mão de obra. Para isso, foram utilizados materiais disponíveis no depósito de sucatas da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). As hastes eram antigas luminárias descartadas, a base dos arranjos feitos de pneus e correntes são reutilizadas.

As intervenções já foram feitas ao longo do trecho de cerca de 880 metros, entre o elevado da Avenida 85 e a Avenida Circular, no Setor Pedro Ludovico. Além dos arranjos florais, a grama foi toda substituída. Foi retirada a grama do tipo batatais e substituída pela grama esmeralda, mesmo tipo utilizada no trecho da ciclovia da região oeste da Avenida T-63. O processo de substituição desse trecho durou pouco menos de 20 dias. A grama retirada vai ser utilizada nos canteiros ao longo da Avenida 136, no Setor Marista.

A promessa da Comurg é que outros 15 dias sejam utilizados para as intervenções no trecho do cruzamento da Avenida 85 até a Praça da Nova Suíça, cuja distância é de 1km. Os procedimentos serão os mesmos: retirada da antiga grama, para padronização, jardinagem, com retirada dos canteiros de flores, e por fim a instalação das novas floreiras feitas com o material reciclado.

Conforme explica o presidente da Comurg, Ormando José Pires Junior, as intervenções têm questões econômica e estética. “A padronização é uma questão de beleza mesmo. Como utilizamos a grama esmeralda ao logo da ciclovia, resolvemos colocar a mesma no restante. Ela é mais bonita e mais fácil de cuidar”, diz. A sustentabilidade entra como discurso que reforça a economia. “Economizamos e buscamos padrões de sustentabilidade. O goianiense está acostumado com a beleza das flores nas praças, que é uma demanda de alto custo, tanto com água, quanto com material. O mundo atual demanda mudanças sustentáveis, é o que estamos fazendo”, reforça.

Além dos canteiros centrais da Avenida T-63, outras vias da cidade devem receber as mudanças. A Comurg ainda estuda quais são as regiões que sofrerão as próximas reformulações, mas cada uma deve ter um projeto diferenciado, criado a partir da largura das ilhas e especificidade das ruas e avenidas. Ainda não há um projeto definido, nem o quanto será gasto ou economizado.

VANDALISMO

Mesmo com o pouco tempo de instalação, os novos arranjos florais já foram alvo de vandalismo. Durante a madrugada de quinta para sexta-feira, a haste de sustentação instalada no cruzamento da Avenida T-63 com a Rua S-5 foi arrancada. Os arranjos florais não foram encontrados. Foi preciso substituir. Segundo o presidente da Comurg, casos de vandalismo contra o patrimônio público são comuns. Somente a companhia tem prejuízo mensal de pelo menos R$140 mil. A Prefeitura gasta R$1 milhão por mês pelo mesmo problema.

Fonte: Jornal O Popular (Eduardo Pinheiro)