Centro de Convenções de Anápolis está em fase de acabamento

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Espaço poderá receber mais de 3,3 mil pessoas

Localizado estrategicamente às margens da BR-153 e próximo ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), o Centro de Convenções de Anápolis, segue em construção pela Agetop. No momento os trabalhos se concentram no revestimento dos dois auditórios e serviços de instalações elétricas, hidrossanitárias, de combate a incêndio e do sistema de ar-condicionado central. Também em andamento os serviços de paisagismo e a pavimentação asfáltica do acesso principal.

O Centro de Convenções com área de 32.8 mil metros quadrados e o investimento de R$ 123.7 milhões, possui em sua estrutura salas de exposições, auditórios, teatros e restaurante, sendo capaz de sediar grandes congressos, fóruns empresariais, reuniões, além de eventos culturais. Incremento do turismo de negócios e o desenvolvimento do cenário socioeconômico de Goiás.

Fonte: Agetop


Concurso para agente prisional oferece 305 vagas

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Valor da inscrição é de R$110,00. Os candidatos poderão se inscrever no período das 8 horas do dia 10 de dezembro até as 23h59 do dia 30 de dezembro, sendo que o último prazo para pagamento da taxa de inscrição será o dia 19 de janeiro de 2015; vagas estão distribuídas em oito regionais

REMUNERAÇÃO: R$ 2.847,23 (dois mil, oitocentos e quarenta e sete reais e vinte e três centavos).

Vagas cidades:

Metropolitana – Aparecida de Goiânia - 104 vagas
Norte – Uruaçu - 22 vagas
Sudeste – Caldas Novas - 31 vagas
Sudoeste – Rio Verde - 34 vagas
Noroeste – Itaberaí - 20 vagas
Nordeste – Formosa - 28 vagas
Centro-Oeste – Palmeiras - 20 vagas
Entorno de Brasília – Luziânia - 46 vagas

A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), por meio da Superintendência da Escola de Governo Henrique Santillo, divulga nesta sexta-feira (28) o Edital 001/2014, referente ao concurso público para a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e Justiça (Sapejus). São ofertadas 305 vagas para o cargo de agente de segurança prisional. O concurso será executado pela empresa Funiversa.

A jornada de trabalho, a localidade e a remuneração também estão divulgadas no Edital. Para obter mais informações ou esclarecer dúvidas, os candidatos deverão ler o edital na íntegra, que está divulgado em www.segplan.go.gov.br concursos e www.universa.org.br.

O valor da inscrição é de R$110,00. Os candidatos poderão se inscrever no período das 8 horas do dia 10 de dezembro até as 23h59 do dia 30 de dezembro, sendo que o último prazo para pagamento da taxa de inscrição será o dia 19 de janeiro de 2015.

Clique aqui para ter acesso ao Edital.

Fonte: Goiás 247 


Trânsito: Quebra-cabeça difícil de montar

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Especialistas criticam falta de planejamento de mudanças em vias, causando transtornos em outras

“Enxuga gelo” e “cobertor curto” são máximas usadas por especialistas em trânsito sobre as mudanças realizadas pela Prefeitura de Goiânia para melhorias no fluxo de veículos. Viadutos, retirada de rotatórias, mudanças de sentido das vias, semáforos e outras intervenções não solucionaram o problema na capital. Na última semana, a reportagem do POPULAR percorreu dez intervenções feitas nos últimos sete anos e as reclamações dos motoristas e comerciantes locais mostram que essas máximas representam a realidade (ver quadro). Em muitos casos, o local do antigo congestionamento até melhorou, mas o fluxo é menor no cruzamento seguinte ou rua paralela.

O professor do Instituto Federal de Goiás (IFG) e especialista em trânsito, Marcos Rothen, avaliou, a pedido da reportagem, os mesmos locais e conferiu que todas se tratam de medidas isoladas, em que não foi levado em conta o arredor das vias e nem mesmo o corredor inteiro. Rothen explica que, ao se tratar de trânsito, os problemas são divididos entre os motoristas e não totalmente solucionados. Ou seja, sempre haverá o prejuízo para alguém. Isso seria melhor aceito se os motoristas prejudicados tivessem opções, como um plano de circulação.

“Tem que analisar todos os movimentos das pessoas. Os motoristas proibidos de fazer algum movimento vão procurar alternativas, vão procurar outras vias que não estão preparadas para recebê-los ou muitas vezes passam a cometer irregularidades.” O viaduto no cruzamento das Avenidas 85 e T-63 seria um exemplo típico de que só se teria estudado o problema local e não a continuidade. Rothen argumenta que os motoristas que saem do Setor Pedro Ludovico para o Setor Bela Vista, por exemplo, formam filas no nível médio da construção.

Há ainda problemas para quem segue na T-63 com os semáforos nos cruzamentos seguintes, assim como na 85. “Em frente à sede do Goiás, na 85, o semáforo fica fechado inutilmente por 8 segundos, que é 10% do tempo, e isso causa congestionamento até depois da trincheira”, diz Rothen. Já a alteração na Praça do Cruzeiro é o exemplo do uso de vias acessórias de forma errônea. “Esse foi um dos maiores absurdos que vi nos últimos tempos. A praça ficou melhor, mas as ruas que se tornaram opções são um tormento para os moradores.”

CAMINHOS

Diretor de Projetos da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), Sérgio Bittencourt, explica que as modificações feitas na cidade nos últimos anos são uma resposta às necessidades pontuais dos motoristas. “As macro obras são objeto do planejamento urbano e viário, que olha a cidade de cima e temos de nos adequar às vias que existem. Quando algum problema existe, temos de buscar as opções”, diz.

Bittencourt nega que não há um planejamento para os arredores da alteração e argumenta que isto é medido, mas que busca o benefício de uma maioria. No caso da obrigação de sentido único na Rua T-62, no Setor Bueno, houve aumento de tráfego na T-37, já que é a opção de quem quer acessar a T-4. No entanto, explica o diretor, a maior parte dos moradores agora acessam a Avenida 85 sem dar uma volta maior e sem passar pela T-4. O limite, por outro lado, é a malha viária da cidade, em relação ao tamanho das ruas, por exemplo.

Isto ocorre em grande parte dos corredores da capital, em que as ruas paralelas são pequenas e ainda com estacionamento permitido. Ou seja, apenas um carro passa por vez, mesmo que estes sejam os únicos caminhos possíveis. Por isso há acúmulo de tráfego na Rua 107, no Setor Sul, pelo fechamento da Praça do Cruzeiro, e também na PL-3, do Setor Pedro Ludovico, desde que o viaduto sobre a Marginal Botafogo, no sentido norte-sul foi inaugurado, já que esta foi a opção dada ao motorista para acessar a Avenida Jamel Cecílio.

O diretor da SMT lembra que a pasta tenta tratar as vias da maneira como elas são usadas, respeitando a hierarquia dada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável (Semdus), de acordo com o Plano Diretor. “Essas vias são acessórias, com velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, porque possuem esses limites e estão dentro dos bairros. Não temos como alargar todas as vias e desapropriar tudo, o jeito é fazer o pontual. Mas também realizamos projetos a longo prazo.”

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Fonte: Jornal O Popular (Vandré Abreu)


Ameaça: Paulo Garcia diz que com reajuste do IPTU inferior ao proposto menos obras serão feitas

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Após sinalização pelos vereadores de redução dos valores pretendidos pelo Paço, prefeito desconversa ao ser questionado sobre possível veto

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), comentou nesta sexta-feira (28/11) sobre o projeto de lei, em tramitação na Câmara de Goiânia, que prevê o reajuste do IPTU e ITU da capital. Questionado se pretende ou não vetar a matéria, caso o aumento proposto pelo Paço seja reduzido pelos vereadores, o prefeito desconversou e disse que a diminuição do valor significaria, ao mesmo tempo, uma redução no número de obras da prefeitura.

“Este é um momento de conversa e diálogo. O importante é que nós apresentamos 53 obras que faríamos com a atualização dos valores; se os valores vierem menores, planejado estrategicamente, nós só temos um único caminho: reduzir esse número de obras”, pontuou o petista em entrevista coletiva concedida durante entrega de novos equipamentos para coleta de lixo da capital.

Na quinta-feira (27), os vereadores da base de sustentação do prefeito endureceram o tom do discurso quanto ao projeto. A ruptura teria ocorrido após reuniões entre Paulo Garcia, os legisladores aliados e integrantes do bloco moderado. Segundo os próprios vereadores, o prefeito estaria irredutível a qualquer alteração no projeto, que pretende reajustar em 57,8% os tributos. Em entrevista, o vereador Welington Peixoto (Pros) disse que a unanimidade espera uma redução no valor, que cairia para 35% ou 30%.

Paulo Garcia, por sua vez, insiste que não se manifestará a respeito até que a matéria seja aprovada ou refutada definitivamente pela Câmara. “Não sei se virá um índice menor. Qualquer manifestação precipitada minha, pode conturbar o ambiente, que já é de muito diálogo e controvérsias”, defendeu.

Ao falar sobre o peso financeiro que o projeto, caso aprovado, causará à população goianiense, o prefeito disse que as “pessoas têm que ter muita tranquilidade”, uma vez que o resultado final será “em prol da cidade”.

Paulo Garcia também lembrou que, diferentemente do que foi ventilado por veículos de imprensa, a informação de que ele vetaria qualquer valor menor do que o proposto não seria totalmente verdadeira. “Não foi exatamente o que eu disse no diálogo com os vereadores, mas nós estamos abertos aos diálogos. Muito do que se diz não é verdade”, finalizou. “Mas o senhor veta ou acata?”, insistiu um jornalista. “Só trabalho com dados oficiais”, respondeu.

Fonte: Jornal Opção (Marcelo Gouveia)


Câmara vai barrar reajuste de 60% no valor do IPTU

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Paulo Garcia (PT) vive momento delicado e se vê encurralado pela própria base aliada; vereadores bateram o pé não vão aprovar o aumento de 60% no imposto para 2015 e 30% em 2016, como quer o prefeito; projeto de lei está trancado na Câmara Municipal e discussão ficou para semana que vem; vereadores da base de Paulo e do Bloco Moderado defendem um reajuste de 30% e a oposição afirma que o certo é corrigir o valor de acordo com o índice da inflação; o certo é que o projeto original está barrado e Paulo Garcia já saiu derrotado

Pela primeira vez, Paulo Garcia (PT) se vê encurralado pela própria base aliada de vereadores e sem saída para aprovar um projeto do Executivo. É praticamente certo que o reajuste de 60% no valor do IPTU para 2015, proposto pela prefeitura, não será aprovado pela Câmara Municipal.

A matéria está travada na Casa e deveria ter sido avaliada esta semana. Mas, os vereadores trancaram a pauta porque não há a menor possibilidade de aprovar o projeto, que ainda prevê um novo aumento de 30% para 2016. São 21 vereadores assumidamente contra o reajuste no imposto.

Ao longo desta semana, Paulo Garcia se mostrou irredutível e sinalizou que não recuará. Foi o suficiente para os vereadores também adotarem um discurso mais duro. O presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), disse que Paulo tem sim o poder de veto, mas que no final quem aprova ou não é a Casa.

A base aliada do prefeito e o Bloco Moderado defendem um reajuste na casa dos 30%. E tentam convencer o Paço a aceitar este valor. A oposição é mais radical e afirma que o imposto não pode ser aumentado além do índice inflacionário. Os vereadores Elias Vaz (PSB), Dra. Cristina (PSDB) e Djalma Araújo (SDD) fazem campanha pesada contra o reajuste.

Nesta sexta-feira, Djalma passou a manhã inteira na Praça do Bandeirante, no Centro da Capital, colhendo assinaturas do povo contra o aumento proposto por Paulo Garcia.

O vereador Wellington Peixoto (Pros) já disse mais de uma vez que o reajuste de 60% não passa na Câmara. Ou Paulo Garcia recua ou sofrerá uma derrota histórica.

Fonte: Goiás 247


Goiás é o 4º em exploração sexual infantil em rodovias

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Mapeamento feito pela Polícia Rodoviária Federal revela aumento no número de pontos de prostituição

Levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado ontem, mostra Goiás como quarto Estado brasileiro em quantidade de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. O mapeamento indica que, entre 2012 e 2014, a quantidade desses pontos saltou de 168 para 175. À frente de Goiás estão Minas Gerais (313 pontos), Bahia (216) e Paraná (179).

Em âmbito nacional, o estudo revela que o Brasil passou de 1.820 pontos mapeados para 1.969. Desse total, 56% são considerados críticos (566). Os dados também revelam que 1.104 pontos estão concentrados em 470 municípios. A Bahia aparece com o maior número de pontos críticos ou de alto risco (62), seguido de Minas Gerais (53), Pará (53) e Goiás (36).

Em Goiás, esses pontos vulneráveis de prostituição de menores concentra-se na Grande Goiânia, principalmente na região dos motéis ao longo da BR-153; em municípios como Anápolis, nas BRs 153 e 060; em Uruaçu, na BR-153; Porangatu, na BR-153 e GO-244; e em Niquelândia, na BR-414 e GO-237.

Para ser considerado ponto de exploração sexual, o levantamento considera fatores como ausência de vigilância, consumo de bebidas alcoólicas, falta de iluminação, local de parada de veículos e prostituição de adultos. Só em outubro e novembro, a PRF flagrou 15 casos de exploração sexual infantil em todo o Estado.

Vítimas

A planilha identifica também o perfil das vítimas. De acordo com os dados, 70% são mulheres, 20% travestis e 10% homens vindos principalmente das regiões Norte e Nordeste. Para coibir os crimes, a PRF desenvolve ações de conscientização em escolas e postos de combustíveis, além de grandes operações a cada seis meses, conforme destaca o presidente da Comissão de Direitos Humanos da PRF em Goiás, Fabrício Rosa. De acordo com ele, os dados revelados pelo levantamento são positivos, já que refletem o desempenho do trabalho da PRF frente à situação. “Foi um aumento que aconteceu em todo o Brasil, graças à sensibilidade dos policiais que estão capacitados para identificar esses pontos”.

Maior parte das vítimas seria de fora

O coordenador da comissão executiva de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de Goiás (Semira), Valdir Monteiro, aponta que esse tipo de crime tem destaque em Goiás por conta da localização e visibilidade do Estado. “Os dados mostram que a maior parte das vítimas não é de Goiás, mas migrantes principalmente do Norte e Nordeste”, observa.

Na avaliação da professora do Departamento de Psicologia da PUC/GO, Maria Luíza Moura, os dados da PRF são de extrema relevância, mas apontam uma triste realidade. “O levantamento ajuda a estruturar serviços públicos e a fortalecer os que já temos, mas denuncia também o desrespeito às crianças como entes de direitos humanos”.

No Brasil, o crime de exploração sexual está previsto no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e responsabiliza o aliciador e o intermediário que se beneficia do abuso. Os artigos 228 e 229 do Código Penal preveem como crime o favorecimento da prostituição ou manutenção de estabelecimento, por conta própria ou de terceiro, para a exploração sexual.

Quem comete esses crimes está sujeito a pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. Já pelo ECA, quem submete criança ou adolescente à exploração sexual pode pegar de quatro a dez anos de reclusão. (F.C.)

Fonte: Jornal O Hoje (Fúlvio Costa)


Vereadores da base do prefeito rejeitam aumento de 57,8% no IPTU e analisam de novo índice

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Os vereadores da base da prefeitura na Câmara Municipal não consideram mais a proposta do prefeito Paulo Garcia (PT) de aumentar o IPTU em 57,8% em 2015. O segundo reajuste, de 29,7% para 2016, não é questionado, mas os aliados e o Bloco Moderado continuam em conversa para concluir um novo índice para o próximo ano, que seja aceitável para a arrecadação do Município, mas que caiba na capacidade contributiva da população.

O projeto deverá ser emendado na Comissão de Constituição e Justiça, em que o relator é o vereador Eudes Vigor (PMDB). O presidente da Comissão, Carlos Soares (PT), garante que o aumento de 57,8% já é tido como derrotado pelos vereadores da base. Enquanto a base não unificar, nós não podemos apresentar, porque do jeito que está, o projeto está perdido. Se apresentar 58% não passa. Quando nós nos unificarmos em um número, o projeto não terá mais dificuldades para tramite”, analisa.

Mesmo o presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), assume posição contrária ao reajuste proposto pelo prefeito. Sobre a possibilidade de Paulo Garcia vetar a redução do reajuste para 30%, Clécio admite a derrubada do veto na Câmara. “Já houve um avanço. Se a maioria hoje está determinada a votar favorável a um reajuste de 30%, já é um avanço. Então, que nós possamos a chegar a um denominador comum”, afirma.

Novas reuniões entre os vereadores da base aliada deverão ser realizadas nesta sexta e na segunda-feira, para definir a proposta de emenda que define redução no aumento do IPTU.

Fonte: Portal 730 (Rubens Salomão)


Ferrovia Norte-Sul: Trecho goiano não opera este ano

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Os trilhos já foram colocados entre Anápolis e Gurupi (TO), mas deficiências impedem o funcionamento

Ao contrário das últimas previsões da Valec, estatal federal que toca a Ferrovia Norte-Sul, o trecho de 855 quilômetros entre Anápolis e Gurupi (TO) não vai começar a operar no próximo mês. Essa é a avaliação do diretor superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares, ao enumerar uma série de problemas operacionais. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também aponta irregularidades, serviços com qualidade deficientes e infraestruturas danificadas.

Embora as obras de colocação dos trilhos entre Anápolis e Gurupi estejam concluídas, faltam sinalizações horizontais e verticais, definir empresas responsáveis pela manutenção e segurança, além da empresa operadora do sistema. “Trilhos foram furtados próximo a Gurupi”, afirma Edson Tavares. Com toda essa problemática, ele descarta qualquer possibilidade de a ferrovia começar a operar em dezembro. O superintendente lembra que há demanda de carga reprimida. “Temos mercadorias do polo atacadista, grãos, combustível e construção civil. É um trecho economicamente viável.”
Ele explica que aguarda somente o início das operações, por exemplo, para colocar em prática o transporte de mercadorias vindas de Manaus (AM). “Estamos em contato com empresas de Manaus e só estamos esperando para começar a operar. A ideia é utilizar parte do sistema ferroviário com o rodoviário.”

A novela envolvendo esse trecho da Norte-Sul continua depois de mais de 27 anos do início da construção. A obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), havia sido prometida para dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 22 de maio deste ano, a presidente Dilma Rousseff inaugurou a conclusão do trecho de 855 quilômetros que liga Palmas (TO) a Anápolis. Em outubro, ao visitar Goiás, o ministro Paulo Sérgio Passos, garantiu que ela começaria a operar logo nos meses seguintes. Entretanto, a assessoria de imprensa do ministério informou, no mesmo dia, que ela começaria a operar no próximo mês.
CNI

Ampliando os problemas para toda a Ferrovia Norte-Sul, estudo da CNI, baseado em apuração do Tribunal de Contas da União (TCU), aponta irregularidades sistêmicas ocorridas por falta de controle de execução, sem justificação técnica. Entre os efeitos dessas falhas estão impacto nas rodas dos trens, acidentes e até descarrilhamento, deformação dos trilhos em dias quentes e, por redução de pátios de manobras, trens não podem cruzar ao longo de centenas de quilômetros.

Segundo estudo, alguns defeitos ameaçam a integridade da via, como ausência de dispositivos de drenagem e proteção dos taludes que geram assoreamento, erosões e passivos ambientais. Conforme o levantamento, para a entrada efetiva em operação do trecho ferroviário entre Palmas e Estrela d´Oeste (SP), será necessário que todas as irregularidades e defeitos levantados sejam corrigidos. Além disso, a falta de um terceiro trilho no trecho entre Turvelândia, Santa Helena de Goiás e Rio Verde acarreta a impossibilidade de tráfego de bitolas estreitas (que permitem curvas mais fechadas).

Edson Tavares explica que o estudo é fundamental para o andamento e conclusão de toda a obra, mas salienta que a infraestrutura do trecho central está apta a iniciar as operações, dependendo somente de solucionar os problemas mencionados. “A espinha dorsal está pronta. Começamos em fase de testes, a 40 quilômetros por hora, para assentar os trilhos. Acredito que isso poderá ser feito em abril”, afirma.

INTERLIGAÇÕES

O estudo da CNI aponta que, uma vez finalizada, a via induzirá um crescimento no volume de cargas do interior do País para exportação, além da movimentação interna entre regiões. Os principais são soja e derivados, milho, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, papel, celulose e minério.

Para isso, a Norte-Sul precisa ser interligada a outras quatro ferrovias para integrar a logística nacional. É necessário concluir a Ferrovia Transnordestina (acesso aos portos de Pecém (CE) e de Suape (PE)), Ferrovia de Integração Oeste-Leste (interior da Bahia a Ilhéus); construir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso), além do prolongamento da Ferrovia Norte-Sul entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).

Fonte: Jornal O Popular (Karina Ribeiro)


IDH da Região Metropolitana de Goiânia está entre os mais altos do país

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Longevidade cresceu 2,6 anos na última década

Goiânia - O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil divulgado na terça-feira (25/11) mostrou que a região metropolitana de Goiânia ocupa o sétimo lugar entre as 16 do país no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), com nota 0,769. A avaliação da capital goianiense foi ainda superior e alcançou 0,799 pontos (a escala vai de 0 a 1, sendo que quanto mais perto de 1, melhor o desempenho), mesma pontuação da cidade do Rio de Janeiro.

O IDHM obtido por Goiânia coloca o município entre as oito capitais mais bem avaliadas do país, no limite da faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799) e muito próximo à faixa Muito Alto (entre 0,800 e 1). A área que mais contribuiu para o IDHM da cidade é Longevidade, com índice de 0,838, seguida de Renda, com índice de 0,824, e de Educação, com índice de 0,739.

O índice de Goiânia vem evoluindo nos últimos anos. O IDHM do município passou de 0,600, em 1991, para 0,799, em 2010. Neste período, a área cujo índice mais cresceu em termos absolutos no município foi Educação (com crescimento de 0,319), seguida por Longevidade e por Renda. No ranking de cidades, a capital subiu 22 posições entre 2000 e 2010. Goiás passou de oitavo para nono estado com maior IDHM.

Para elaborar o índice, são considerados indicadores de renda per capita, educação e expectativa de vida. Os dados são referentes ao Censo do IBGE de 2010, mas foram compilados neste ano. O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Elaborado por uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.

Índices
Em Goiânia, a esperança de vida ao nascer – indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade – cresceu 2,6 anos na última década, passando de 72,7 anos, em 2000, para 75,3 anos, em 2010. Em 1991, era de 68,1 anos. Já a renda per capita média de Goiânia cresceu 94,39% nas últimas duas décadas, passando de R$ 693,72, em 1991, para R$ 1.001,94, em 2000, e para R$ 1.348,55, em 2010.

O IDMH Educação é definido pela situação da educação entre a população em idade escolar do estado. No município, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 83,22%, em 2010. No mesmo ano, a proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental é de 88,42%; a proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo é de 72,20%; e a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo é de 56,98%. (Prefeitura de Goiânia)

Fonte: A Redação

Show de Julio Iglesias é cancelado em Goiânia

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O show da turnê do cantor espanhol Julio Iglesias, de 71 anos, que aconteceria na quinta-feira (27), no Ginásio do Goiânia Arena, foi cancelado, porque o cantor ainda não se recuperou de um acidente sofrido em uma praia em Punta Cana, na Republica Dominicana.

O show, que inicialmente aconteceria no dia 23 de novembro, havia sido adiado, após Julio cair e cortar a perna em Punta Cana. De acordo com a coordenadora de atendimento do Procon Goiânia, Patrícia Garibaldi, o valor dos ingressos será devolvido aos portadores. “A produção do show anunciou que vai devolver o dinheiro referente a todos os ingressos”, disse.

Quem realizou a compra do ingresso na Tribo do Açaí pode reaver o valor no mesmo local. Quem optou pelo uso do cartão de crédito deve aguardar, pois segundo Patrícia, a produção do show está fazendo um levantamento para saber o número exato de ingressos vendidos por essa modalidade para fazer a devolução.

Fonte: Jornal O Popular


TCU autoriza obras no novo aeroporto de Goiânia

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O Tribunal de Contas da União autorizou hoje a retomada das obras das pistas de taxiamento do novo aeroporto de Goiânia, informa o deputado Sandro Mabel (PMDB), que atuou no órgão de controle por uma solução. A Infraero prevê para abril a conclusão do novo terminal de passageiros, mas a licitação para as pistas continuava suspensa pelo TCU, por contas de irregularidades na obra, que teria de decidir entre manter a atual licitação ou determinar a realização de uma nova. "Prevalesceu o bom senso e o consórcio, que já toca a obra do novo terminal, também vai construir as pistas", diz Mabel.

Mesmo assim, a previsão é que o novo aeroporto de Goiânia só deve entrar em operação em novembro de 2015. As obras do novo terminal estão adiantadas, com a cobertura e os fingers quase prontos. Mas as obras das pistas de taxiamento das aeronaves só devem avançar depois do período chuvoso e serem concluídas em 12 meses. O pior, segundo Mabel, seria o TCU decidir por nova licitação, o que atrasaria o início das operações do novo aeroporto para meados de 2016. De janeiro a setembro deste ano o movimento no atual aeroporto de Goiânia foi de 2,5 milhões de passageiros, 15% a mais comparado com o mesmo período de 2013 e o dobro do fluxo registrado em 2009.

Fonte: Jornal O Popular


Doe órgãos, doe Vida: 3 vidas salvam 15 em Goiânia

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Em captação inédita, três pacientes do Hugo têm órgãos retirados e salvam 15 pessoas que aguardavam na fila de transplantes

Se deparar com a notícia da morte de um ente querido e em meio à tristeza encontrar espaço para ser solidário. Gesto que na terça-feira, 18, no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) três famílias de pacientes da unidade tiveram a nobreza de realizar, doando os órgãos dessas vítimas de morte encefálica. Com a conscientização e autorização dos familiares de três pacientes, dois homens, de 22 e de 50 anos, e uma mulher de 65 anos, foi possível realizar a maior captação de órgãos já feita simultaneamente dentro do Hugo.

Dos 23 órgãos captados pela Central de Transplantes de Goiás, 15 puderam ser retirados para salvar a vida de outras pessoas. Seis rins, seis córneas, dois pulmões e um coração foram transplantados em pacientes dos Estados de Goiás e São Paulo.

Duas equipes do Instituto Nacional do Coração (Incor) e uma equipe de Brasília vieram a Goiânia realizar a cirurgia de captação dos órgãos que não são transplantados em Goiás: coração, pulmão e fígado. O médico Ronaldo Honorato Barros dos Santos, coordenador da equipe responsável pela captação do coração, agradeceu a parceria que o Hugo mantém com a unidade. “Essa doação só está sendo possível porque o hospital manteve o potencial doador em perfeitas condições clínicas para que o órgão fosse preservado e, agora, passe a bater no peito de outra pessoa”, ressaltou o cirurgião que é referência nacional neste tipo de transplante.

A outra equipe paulista, que retirou os pulmões, foi coordenada pelo médico Luís Gustavo Abdalla, que também enalteceu o bom estado de conservação que os órgãos foram mantidos. Do mesmo paciente, que se caracterizou por um múltiplo doador, ainda foram retirados rins e córneas. A atitude da família que perdeu o jovem, de 22 anos de idade, deixa um exemplo de generosidade e altruísmo.

A cirurgia de captação dos demais rins e córneas dos outros dois pacientes foi realizada na sequência e terminou no final da noite, por volta das 22h. Os fígados, que a princípio também beneficiariam quem aguarda na fila de transplantes, não estavam em condições de serem aproveitados. Para que o paciente seja considerado apto para a doação, a manutenção do potencial doador deve ser rigorosa. Medicamentos em dose certa, exames laboratoriais e a correção do seu quadro clínico, são pontos chaves e importantes do processo todo.

Após ser credenciado pelo Ministério da Saúde para este tipo de procedimento na unidade, em seis meses, 20 captações feitas pela Central aconteceram dentro do Hugo. Isso viabiliza a retirada dos órgãos em um prazo menor, garantindo mais chance de sucesso no transplante, além de reduzir o tempo de espera das famílias sensibilizadas, tanto as doadoras, quanto as receptoras.

Abordagem

A partir de maio deste ano, o Hugo passou a fazer parte do Projeto de Núcleo de Captação (NCAP), do Hospital Israelita Albert Einstein. O programa, que funciona desde 2008 na grande São Paulo, se expandiu para Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás, no início do ano. O Hugo foi escolhido como representante goiano em razão do perfil clínico de seus pacientes.

Por meio da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), coordenada pelo médico Durval Pedroso, em parceria com a Central de Transplantes de Goiás, identifica os potenciais doadores, afim de estimular suporte para fins de doação, junto à equipe médica das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Emergência do Hugo, locais em que acontecem o maior número de mortes encefálicas na unidade.

Segundo o enfermeiro da CIHDOTT Hugo, Guilherme Ono, a equipe deve fazer o acolhimento familiar, antes, durante e depois da doação, respeitando o luto familiar e resguardando informações dos doadores por, no mínimo, dois anos após o falecimento. “Nós ainda precisamos assegurar que o processo de morte encefálica seja ágil e eficiente, dentro dos parâmetros éticos seguidos pela equipe de captação”, revelou Guilherme.

Todas as etapas de doação de órgãos são amparadas pela ética e por oito legislações federais, mesmo assim, o índice de recusa familiar ainda é muito alto. Em contato direto com as famílias enlutadas, Ono ressalta que os principais motivos que levam à rejeição de doar os órgãos são religiosos; o desejo de enterrarem o corpo íntegro do ente e, ainda, que a vítima, em vida, não teria apresentado intenção de realizar tal ação.

Fonte: DM


Em nota, Agetop garante que entrega do Hugo 2 depende apenas de “serviços finais”

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Jayme Rincón nega falta de pagamento a funcionários

O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincón,  negou que as obras do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia, o Hugo 2, tenham atrasado por falta de pagamento aos funcionários da construção, como chegou a ser cogitado nesta semana pela imprensa local. Em nota, o dirigente garantiu que a entrega da unidade hospitalar depende apenas de “serviços finais”.

Quanto à redução do número de operários, Jayme explicou que este é um processo natural, já que as obras estão em fase final. “Na medida em que se aproxima a conclusão de obras, a redução do número de operários trabalhando ocorre de forma programada e gradual”, pontua no comunicado.

Em um primeiro momento, o governo de Goiás chegou a anunciar a inauguração do centro hospitalar para o dia 24 de outubro. O Hugo 2 segue sem data prevista para abrir as portas.

Confira a íntegra da nota publicada pela Agetop:

Em relação às obras de conclusão do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia (Hugo 2), o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincón, esclarece que:

1 – Não há qualquer paralisação, total ou parcial, das obras de construção do Hugo 2. À medida em que se aproxima a conclusão de obras, a redução do número de operários trabalhando ocorre de forma programada e gradual.

2 – Em função do processo de conclusão, resta apenas a execução de serviços de finalização, que ficarão a cargo de profissionais e/ou empresas especializadas ou terceirizadas. Além disso, parte das instalações ainda está passando por adequações para a instalação dos equipamentos hospitalares.

3 – São improcedentes as informações de que haveria atraso nos pagamentos do contrato da empresa licitada. A empresa responsável pela obra sempre recebeu e vem recebendo suas faturas dentro da normalidade;

4 – A inauguração do Hugo 2 depende, portanto, desses serviços finais, após os quais será definida a data de entrega do hospital, de forma a garantir seu pleno funcionamento, dentro dos padrões e das especificações de qualidade.

Jayme Rincón

Fonte: Jornal Opção


João Leite: Projeto dobra área de expansão

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Ambientalistas alertam para problemas que comprometerão abastecimento de água de Goiânia e região

Em meio a uma grave crise de abastecimento de água, que atingiu vários Estados brasileiros, especialmente São Paulo, está em discussão uma proposta que pode dobrar a área de expansão urbana dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Área de Preservação Ambiental (APA) do Ribeirão João Leite. As cidades de Terezópolis de Goiás, Campo Limpo de Goiás e Goianápolis requerem a revisão do Plano de Manejo da APA para liberação de loteamentos e comércios. Um documento com as propostas foi produzido a partir de reuniões do Grupo de Trabalho de revisão do plano Manejo, em setembro deste ano.

Ambientalistas e Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) condenam o projeto e alertam que ele representa ameaça para o João Leite, que abastecerá a região metropolitana de Goiânia, pelos próximos 35 anos. Os riscos apontados são impermeabilização excessiva, assoreamento, desmatamento e poluição, que podem reduzir o volume de água ou inviabilizar seu uso no futuro.
O parecer técnico produzido pelo Consórcio mostra que Terezópolis de Goiás, município mais próximo do reservatório do João Leite e que tem 100% de seu território urbano dentro do perímetro de preservação estabelecido pelo Plano de Manejo de 2009, requereu a expansão para o loteamento de condomínios que avançam para as proximidades do reservatório de água do Ribeirão João Leite e ao longo da BR-060. A área de ocupação atual, segundo o documento, dobraria.

Os mapas, produzidos pelo próprio consórcio, apontam ainda que Campo Limpo, também com a totalidade de seu território protegido, requereu que a expansão seja de acordo com a registrada em Lei Municipal anterior ao plano de manejo. Segundo apurado pelo POPULAR, com as mudanças, a cidade poderia utilizar pelo menos três alqueires (cerca de 580 mil metros quadrados) para novos loteamentos. Enquanto Goianápolis avançaria para as duas direções da GO-415, até o entrocamento com a BR-060 e GO-010, na porção sul. A cidade a 42 quilômetros de Goiânia teria pelo menos 50% a mais de território para a urbanização.

O argumento dos municípios é que o limite atual da APA impede o desenvolvimento socioeconômico da região e que o plano, na época da elaboração, não considerou as áreas de expansão urbana.
A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado de Goiás (Semarh) ainda produz um relatório com propostas finais e critérios para a alteração do Plano de Manejo da área.

Questionada quais seriam as porcentagens e metragens exatas que seriam permitidas dentro da região delimitada para proteger os recursos hídricos da bacia hidrográfica, a secretaria, por meio da assessoria, respondeu que não pode adiantar informações até que o relatório esteja pronto.
A secretaria argumenta que a renovação do plano de manejo ainda não foi totalmente aprovada, pois precisa passar por avaliações técnicas junto a órgãos governamentais, além de averiguações de entidades ligadas à preservação da APA do João Leite e nova avaliação do consórcio intermunicipal. Apenas adianta que foram estabelecidos oito critérios para reter o avanço indiscriminado sobre a área protegida. No entanto, as prefeituras tratam como certas as mudanças na ocupação do solo na APA do João Leite.

ESVAZIAMENTO

O problema é que ambientalistas e membros de entidades de estudos e proteção ambiental relatam que a aprovação das alterações do Plano de Manejo passou depois de esvaziamento nas discussões. A maioria das deliberações foi realizada sem presenças das universidades, organizações governamentais ou da associação de vizinhos do João Leite. Atas de reuniões dos dias 2 e 5 de setembro, quando foram definidos os parâmetros exigíveis para a ocupação da Área Ambiental Homogênea de Uso Urbano Controlado, registram presença apenas de representantes dos municípios interessados, do consórcio, Semarh, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semdus) e da Saneago.
A professora de educação e planejamento ambiental da UFG, Sandra de Fátima Oliveira, que faz parte da comissão do Conselho Gestor, afirma que chegou a participar de uma das reuniões, no entanto as discussões já estavam bastante avançadas. “Era a sétima reunião, não recebi nenhum convite fora aquele. Questionei e me disseram que o convite havia sido feito”, diz. Ao todo foram oito encontros, nos quais representantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e do MP-GO se manifestaram contrários às mudanças.

As entidades e universidades questionam o fato de o Conselho Gestor da APA do João Leite, criado em 2009, não estar presente durante as plenárias e denunciam que as escolhas registradas no relatório final foram feitas de acordo com interesses dos municípios. Por lei, toda unidade de conservação deve dispor de um conselho consultivo, presidido pelo órgão responsável e constituído por representantes de órgãos públicos, que devem elaborar o seu regimento interno e acompanhar a revisão do plano.

Empreendimentos de olho em mudanças

Alguns empreendimentos estão interessados nas mudanças do Plano de Manejo da APA do João Leite. A reportagem apurou que os loteamentos Flora Teresópolis e Jardim Potala - que ficam na entrada de Teresópolis, próximos ao reservatório do Ribeirão João Leite - aguardam as mudanças para regularizar suas atividades. Um outlet estaria interessado em instalar uma loja nas imediações de Goianápolis. Ceramistas, que têm as atividades restritas e sem novas liberações em Campo Limpo, também aguardam as mudanças.

Com as alterações, cidades que hoje têm o crescimento estancado de acordo com as regras estabelecidas pelo plano de manejo poderiam avançar e lotear terrenos dentro da área protegida. Novos loteamentos seriam regularizados e mais de 800 novos lotes poderiam ser criados na região de Terezópolis, por exemplo.

Na sede do Flora Terezópolis, localizado no final da rua São João Bosco, existe placa com proposta de vendas de lotes com até 1.390 m² e telefone com plantão. O terreno é todo murado e delimitações de lotes já estão feitas, com ruas já traçadas. O problema é que o limite do loteamento está a apenas 1.150 metros da ponta do reservatório. O Jardim Potala fica a cerca de 800 metros da Saneago, no limite do manancial. Ambos têm as licenças e o funcionamento contestados pelo Ministério Público estadual.

Já na região de Campo Limpo, novas indústrias de tijolos, principal segmento econômico da cidade, estão impedidas de atuar. Apenas 30 empreendimentos têm licença para funcionar, mas sem autorização para a exploração de argila da área de influência da APA. As empresas precisam fazer a extração ou compra material de outros locais. Com a revisão, novas indústrias poderiam ser licenciadas, ainda que com a restrição sobre a argila.

Prefeituras dizem que revisão é “sobrevivência”

A revisão do Plano de Manejo é tratada como questão de sobrevivência pelos municípios. De acordo com o secretário de meio ambiente de Terezópolis, Onivan Rodrigues, não há mais vazios urbanos na cidade, o que impede todo e qualquer crescimento. Caso parecido com que acontece em Goianápolis. A prefeitura afirma que o Plano de Manejo não permite avanço de benfeitorias, como moradia ou indústrias. Discurso repetido pela pasta de meio ambiente de Campo Limpo. A cidade requer mais áreas para loteamentos, que poderiam ser usados para casas populares e comércio.

Segundo o coordenador técnico do consórcio, Daniel Pereira, a revisão do Plano de Manejo é uma necessidade e direito dos municípios, já que a lei estabelece que a revisão seja feita a cada cinco anos. As propostas de três das cinco cidades que compõem o consórcio visariam atualização do plano de expansão urbana, que é anterior a 2009. Pereira afirma que os municípios de Campo Limpo, Terezópolis e Goianápolis estão defasados economicamente por conta da severidade das restrições ambientais. “Essas cidades estão impedidas de oferecer qualidade de vida para seus moradores, já que o plano de manejo não contemplou a expansão urbana”, argumenta.

Fonte: Jornal O Popular (Eduardo Pinheiro)
Foto: Marina Souza


Carmen Steffens inaugura em Goiânia sua maior loja no Brasil

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A franquia de vestuário feminino Carmen Steffens inaugurou, nesta quarta-feira (19/11), sua nova lova loja em Goiânia. Localizada no Shopping Bougainville, a nova unidade é a maior do país e a segunda maior do mundo.

Com 126 m², a "concept store" fica atrás somente da loja do Panamá (América Central). O ator global Igor Rickli e as blogueiras goianas Das Guimarães participaram do evento de inauguração. Em breve o empresário Walber Resende deve inaugurar a primeira loja "maison" de Goiás, no shopping Passeio das Águas.

A Carmen Steffens tem como meta atingir 350 lojas no Brasil e 50 no exterior, até 2015.

Fonte: A Redação


Credeq em conclusão

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O Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq) em construção pela Agetop, em Aparecida de Goiânia, entra em fase final, restando apenas 5% das obras para serem concluídas. Todos os blocos da unidade estão em fase de acabamento, com os serviços finais de pintura, revestimento, limpeza, e montagem de equipamentos na cozinha e lavanderia.

Considerada inédita e de referência para o país, a estrutura do Centro, de 10 mil metros quadrados, possuirá capacidade para 96 vagas de internação. Além de oferecer terapia clínica, será um espaço para a convivência familiar. Juntamente com os locais destinados ao tratamento dos pacientes, como sala de desintoxicação, núcleo de atendimento e de atenção psicossocial, o Credeq abriga área verde e esportiva, biblioteca, praça de convivência e demais espaços capazes de garantir qualidade no atendimento ao interno.

O projeto de construção do Credeq é inovador e fruto de estudos de técnicos do governo com profissionais de correntes psiquiátricas envolvidas no tratamento de pacientes com dependência química. Outros quatro Centros estão em construção nas cidades de Goianésia, Morrinhos, Quirinópolis e Caldas Novas, com uma média de 30% das obras concluídas. A Agetop prevê mais três Credeqs: Rio Verde, Luziânia e Itumbiara.

Fonte: Goiás Agora


Macambira Anincus: A importância de um parque para a cidade

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Emiliano Lôbo de Godoi é professor doutor em planejamento e gestão ambiental da escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ele, que trabalhou na parte que trata da recuperação das Áreas de Preser­vação Permanente (APPs) do Programa Macambira-Anicuns, diz que enxerga uma série de benefícios na execução do projeto, sobretudo sua importância socioambiental para a cidade:

— Social: os parques são áreas a mais para a ocupação do público e lazer da sociedade. “Só se preserva de verdade aquilo que se ocupa e conhece”, afirma. O professor aponta que, quando um local não é utilizado em seu devido o uso, ele sempre fica relegado a um segundo plano, fazendo com que a população perca um espaço público que poderia ser usado na cidade, em especial, em regiões onde não há tantos equipamentos urbanos. “Logo, a importância social é muito grande”;

— E ambiental: os fundos de vale, fatores centrais ao longo da execução do projeto Macambira-Anicuns, de Goiânia têm um papel de suma importância tanto na tarefa de infiltração das águas da chuva quanto na redução da vazão dessas águas nesses mananciais, isto é, de inundação. “Além disso, eles também têm uma importância na preservação da biodiversidade das espécies vegetais que existem nesses fundos de vale e que, geralmente, são ocupados de forma indevida por construções e invasões. Ou seja, os parques promovem uma limitação física desses espaços, preservando a biodiversidade e fazendo com que a população tenha condições de existir naquele local”, ressalta.

Aprofundando as análises da questão ambiental, Godoi destaca a obrigação em manter 30 metros de largura e preservação das margens dos córregos e ribeirões pelos quais o parque linear passará. Essa não é apenas uma vontade da Prefeitura, mas uma obrigação legal. O Código Florestal estabelece que deva ser garantida uma margem mínima de 30 metros de APP. No caso específico de Goiânia, o Plano Diretor estabelece como APPs: “as faixas bilaterais contíguas aos cursos d’água temporários e permanentes, com largura mínima de 50 m, a partir das margens ou cota de inundação para todos os córregos; de 100 m para o Rio Meia Ponte e os Ribeirões Anicuns e João Leite, desde que tais dimensões propiciem a preservação de suas planícies de inundação ou várzeas”.

Godoi explica que essas faixas são importantes porque, se ela for impermeabilizada, o escoamento de água superficial é aumentado, assim como a vazão. A questão é que, quando a água entra em uma área de vegetação, ela escorre de forma bem reduzida, pois infiltra no solo. Já em uma área urbana impermeável, ela não só não infiltra como alcança uma velocidade muito grande, levando a poluição — que não é apenas o lixo, mas também o óleo dos carros — para o fundo de vale, o que compromete a qualidade dessas águas e aumenta enormemente a vazão, isto é, o risco de inundação.

Uma aula prática, segundo ele, é observar a grande vazão do Córrego Botafogo quando chove pouco. O que isso significa? “Que temos uma grande área impermeabilizada, que leva toda a água para aquele córrego. Assim, mesmo com pouca chuva, já há um aumento enorme na quantidade de água. E como a marginal é retificada, a água também não infiltra. Isso faz com que a vazão seja ainda maior. Então, o disciplinamento da água visa evitar erosões e favorecer a infiltração”, analisa.

Isso é o que não poderá ocorrer ao longo do trajeto do Macambira-Anicuns. Mas o professor conta que o projeto foi bem estruturado nesse sentido e prevê a recuperação da vegetação ao lado dos córregos. “Essa vegetação se chama mata ciliar por um motivo, porque funciona como um cílio, um filtro para barrar qualquer tipo de impureza por escoamento superficial e manter a qualidade e quantidade desses rios”.

Meios de recuperar as margens

Mas para deixar os 30 me­tros de APP aos quais prevê o projeto, a Prefeitura precisará desapropriar muitos imóveis que estão a menos da margem mínima (leia matéria ao lado). E é exatamente pelas áreas urbanas contarem com essas dificuldades que o projeto precisa ser executado. “Quanto mais urbana é a área, mais importante se torna a preservação dessas APPs, pois a ocupação dessas faixas faz com que elas se tornem áreas de risco. Quando há inundação, elas são as primeiras áreas atingidas com risco de erosão e desabamento. Logo, esses locais precisam, de fato, funcionar como Áreas de Preservação Permanente”, declara Godoi.

O professor conta que, quando foram realizados os estudos para o projeto, as áreas foram divididas em cinco etapas: da mais degradada a mais conservada. E para cada categoria foi estabelecida uma estratégia de intervenção. “Quando a área está ocupada, a primeira ação é desocupá-la. O segundo momento é disciplinar a água superficial para evitar erosão. E a terceira ação é fazer um projeto de recuperação de solo”, declara.

Segundo ele, as ações a serem realizadas no Macambira-Anicuns preveem: uma adubação verde — basicamente feito com leguminosas; e o plantio de espécies chamadas de pioneiras — que são mais agressivas e cujo objetivo é colonizar mais rapidamente o terreno a ser recuperado — e de espécies secundárias ou clímax — espécies vegetais que sobrevivem quando o solo já estiver mais adequado. Com esses procedimentos, Godoi relata que a área foco fique reestabelecida dentro de quatro ou cinco anos.

Desapropriações são apontadas como um dos grandes entraves para a execução do projeto

O programa Macambira-Anicuns, por ser grande, tem alguns pontos que geram maiores dificuldades tanto à Prefeitura de Goiânia quanto ao consórcio executor. Um desses pontos trata das desapropriações de imóveis e áreas próximas aos cinco córregos pelos quais o parque linear passará. Segundo técnicos da Prefeitura, o levantamento dos imóveis da primeira etapa — que vai do Setor Faiçalville ao Jardim Europa — a serem desocupados passa dos 200. Contudo, esse levantamento tem mais de dois anos, logo, cogita-se que esse número já tenha sido superado.

No Decreto nº 2617, de 19 de agosto de 2011, o prefeito Paulo Gar­cia (PT) determina as áreas que precisam ser desapropriadas para que o projeto seja, de fato, executado. No artigo 3º, o documento descreve que a “área a ser desapropriada é de, aproximadamente, 23,70km e, no mínimo 30 m de largura em cada margem dos córregos e afluentes que trata o art. 1º [Córrego Macambira, Ribeirão Anicuns e seus afluentes]”:

— Córrego Pindaíba, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Buriti, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego sem nome do Bairro Capuava, tributário do Córrego Macambira, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Cascavel, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens;
— Córrego Santa Helena, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens, a partir de seu cruzamento com a Rua RB, no Setor Campinas;
— Córrego Botafogo, com extensão de 50 metros de cada uma de suas margens, a partir do cruzamento com a Rua Dr. Constâncio Gomes, no Setor Criméia Leste, até sua foz no Ribeirão Anicuns;
— Extensão de 100 metros de raio em torno de cada uma das nascentes dos cursos d’água existentes na área de abrangência do projeto Macam­bira-Anicuns.
Os pontos de dificuldades são dois: o valor das desapropriações e a negociação para remoção dos moradores. O valor estimado das desapropriações, de acordo com o documento de apresentação do Pro­grama Urbano Ambiental Macam­bira-Anicuns (Puama), está estimado em R$ 250 milhões — fora o valor das obras nos parques, orçadas em R$ 360 milhões.

Já a negociação é um tema delicado. Todas as residências que se encontram na parte inferior da Alameda Santa Rita, onde há obras acontecendo, entre o Setor Novo Horizonte e o Residencial Granville, por exemplo, deverão ser desapropriadas, uma vez que estão na zona de abrangência da Área de Preservação Permanente (APP) — entre 30 e 50 metros do Córrego Macambira.

São aproximadamente 40 residências apenas nesse local, que somadas às outras no trecho que engloba o Setor Novo Horizonte, totalizam 76. Mas há uma parte significativa de imóveis que estão na área de abrangência do projeto, em outras regiões, que se trata de invasões irregulares. Em relação a essas, a negociação ocorre de maneira diferente com indenização aos moradores.

O engenheiro civil da unidade executora do Puama e fiscal das obras, Orênio Neves de Souza, explica que, no caso dos imóveis da Ala­me­da Santa Rita, o processo já está em fase de negociação. “Os que fo­rem negociando serão removidos. Já conseguimos desocupar dois imóveis neste mês e temos cadastro do restante. Assim que concluída a negociação, de acordo com as regras so­cioambientais e com o pagamento da indenização, é que será feita a demolição dos imóveis.” A partir de então, começam as obras de limpeza da área.

Segundo ele, o morador que terá sua residência desapropriada tem algumas opções: essa família pode ser levada a uma unidade habitacional do município, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da Secretaria de Habitação; receber um bônus moradia, em que o morador pode comprar outro imóvel que encontrar, não necessariamente em Goiânia, visto que esse bônus já foi usado para compra de casas em outras cidades; ou uma indenização, em que a Prefeitura faz uma avaliação do imóvel e faz a retificação das benfeitorias que os moradores edificaram no imóvel. Mas só conta a área construída. “O terreno não conta.”

Os motivos

O motivo principal para as desapropriações vai além de estética. A questão é que as áreas, já consideradas como não ocupáveis, são importantes para a preservação do rio, em grande parte por serem o local onde antes havia mata ciliar. Sem essa vegetação, reduzida para dar espaço às construções, as margens começam a ceder, prejudicando o córrego, causando erosões, além de risco para os próprios moradores.

Clarismino Júnior, que é advogado especialista em Direito Ambiental, relata que analisou o projeto Macambira-Anicuns muitas vezes quando foi presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) — assumiu a frente do órgão durante a última gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). E, para ele, a questão das desapropriações deve ser priorizada.

De acordo com Júnior, a jurisprudência determina que, em locais de preservação ambiental, deve ser aplicada a lei mais restritiva. Nesse caso, a Lei Municipal, que limita a APP entre 50 e 100 metros de largura. Isto é, provoca a desapropriação de muitas residências fixadas nessa área de abrangência. Contudo, Júnior entende que algumas famílias estabeleceram suas casas nesses locais, antes mesmo que hou­vesse alguma legislação específica de afastamento da margem dos córregos, ou a legislação da época era diferente da existente agora. Logo, ele de­fende uma relativização dos métodos utilizados para execução do projeto.

“Há um vocábulo latino que diz: ‘Tempus regit actum’. Significa ‘o tempo rege o ato’. Assim, eu entendo que, nesses lugares, deve haver uma tolerância mínima de 15 metros. Nas demais localidades em que já havia legislação instituída à época da instalação dos moradores devem ser garantidas a margem de 30 ou 50 metros, de acordo com as várias legislações que vieram ao longo do tempo”, relata. A questão, de acordo com o advogado é que, “se a Prefeitura não for pragmática nesse sentido e fazer algumas concessões, o projeto não será aplicado. Trava.”

Vai travar as obras?

De acordo com o coordenador da unidade executora do Puama, Nelcivone Melo, a questão oferece dificuldades, mas não irá travar as obras mais uma vez. Ele classifica as desapropriações como um desafio, uma vez que “ninguém quer sair de onde está morando”. Contudo, afirma que a Prefeitura fará o remanejamento da população, indenizando-a pelas propriedades. “Essa é uma batalha em que se mata um leão a cada dia. No início do projeto, fizemos um levantamento, que está sendo refeito agora. Procuramos trabalhar simultaneamente para não deixarmos que essas desapropriações deixem a obra atrasar”, relata.

Projeto:

Goiânia: Lugares invisíveis

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Muitos pontos de interesse turístico da capital são desconhecidos da população

Está sem muito dinheiro no bolso para gastar com lazer e, ao mesmo tempo, entediado, sem nada que lhe passe pela cabeça a não ser curtir o final de semana trancado dentro de casa esperando que algo aconteça? Pois bem, não de desepere. Seus problemas (de lazer) acabaram: levante-se, saia de casa com trajes casuais e vá, mesmo que com pouca grana, visitar alguns lugares bem legais em Goiânia que passam despercebidos até mesmo pelos próprios moradores. Na capital goiana, num raio de até 25 km do Centro, há pelo menos oito programas imperdíveis que custam bem baratinho (uns são de graça) e que são bem mais atraentes e instrutivos para adultos, crianças e pessoas da melhor idade do que ficar em casa vendo tevê.

Duvida? Pois então dê uma olhada nas sugestões de passeios que estão bem próximos de você e de sua família, antes de reclamar que a capital do Cerrado não tem nada para fazer. E o melhor: ou são completamente gratuitos ou cobram preços módicos, todos points com grande interesse ambiental, educacional, cultural ou mesmo de tradições, como a boa e diversificada culinária goiana. Vamos lá?

Memorial do Cerrado

O Memorial do Cerrado da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) recebe, anualmente, milhares de pessoas, de todo o país, interessadas em descobrir mais sobre o bioma. Instalado no Campus II da PUC Goiás, no Jardim Mariliza, o complexo científico reúne espaços que representam as diversas formas de ocupação do Cerrado e os modelos de relacionamento do homem com a natureza e com a sociedade. No Museu de História Natural, o visitante encontra painéis e cenários que narram a história evolutiva da Terra e do Cerrado. No espaço, fósseis de milhões de anos podem ser encontrados. Outra atração é a Vila Cenográfica, que reconstrói, em tamanho original, os primeiros povoados de origem colonial portuguesa na região central do Brasil. Uma aldeia, um quilombo e trilhas ecológicas integram as atrações. O Memorial funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h, e aos sábados e domingos, das 8h30 às 17h, sendo das 12h às 13h o horário de almoço dos colaboradores todos os dias. O ingresso custa R$12 (inteira). Estudantes com carteirinha e idosos com mais de 60 anos pagam R$ 6 (meia-entrada). Crianças menores de 6 anos, acompanhados dos pais, não pagam. O complexo está localizado à Avenida Engle, s/nº, no Jardim Mariliza, em Goiânia. Mais informações: (62) 3946-1723. Quem pretende ir de ônibus pode tomar qualquer linha em direção ao Parque Atheneu (002, 014 ou 021) e descer na entrada do Campus II.

Museu Zoroastro Artiaga



O Museu Zoroastro Artiaga foi criado em fevereiro de 1946. As primeiras coleções do museu foram formadas a partir do mostruário da Exposição Permanente de Goiás (Escola Técnica de Goiás, 1942), e outros objetos expressivos da cultura e história do Estado de Goiás, que foram doados por Acari dos Passos de Oliveira, Joaquim Machado Araújo, Orlando Ribeiro e Zoroastro Artiaga. Desde então novos objetos foram agregados às coleções do acervo do museu, que hoje conta com mais de quatro mil peças. O Museu formulou, também, um programa de catalogação digital de acervos de museu, concebido e executado por sua equipe técnica. Os circuitos da nova museografia descrevem a história da terra, a formação geopolítica de Goiás, fósseis, pré-história, a paisagem natural com uma coleção de taxidermia (animais empalhados), arqueologia e mineração colonial, e outros aspectos de ocupação e transformação do território goiano. A etnologia indígena, navegação do Araguaia, arte sacra, folclore, a imprensa goiana, cinema e fotografia, mineralogia, artes industriais; e as salas especiais: sala dos governadores, casa caipira, galeria de arte popular e Sala Zoroastro Artiaga, também formam a nova exposição Histórias de Goiás. O museu também conta com o Auditório Henrique Silva, de 90 lugares, laboratório de restauração, reserva técnica e a Biblioteca Regina Lacerda, especializada em história de Goiás. O Museu Zoroastro Artiaga é o museu de referência da história de Goiás, onde os objetos que constituem seu acervo refletem e demonstram em sua narrativa, aspectos da diversidade da cultura material e imaterial do estado de Goiás.

Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (Peamp)



Na BR-060, saída de Goiânia rumo a Anápolis (Km 153), o Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (Peamp), oferece aos visitantes trilhas para trekking, contemplação da natureza, passeios de bicicleta e mountain bike, a apenas 21km do Centro da capital. O Peamp se destaca por suas três trilhas: a do Peba, a do Quati e a do Lago, todas com a identificação das principais espécies de árvores e a chance de encontrar alguns animais nativos pelo caminho. A trilha do Peba possui 2,9 quilômetros de extensão, já a Trilha do Quati possui 3,47 quilômetros e ambas são voltadas para a caminhada, uma vez que elas apresentam paisagem de mata fechada, garantindo sombra aos visitantes. Por sua vez, a Trilha do Lago possui 18,1 quilômetros de extensão e está aberta para mountain bike. A Trilha do Lago é feita em área aberta, o que exige preparo físico do visitante. Todo o esforço é compensado ao final da trilha com a vista do Lago do Ribeirão João Leite. O Peamp funciona de quarta a domingo, das 8h às 17h. A Trilha do Lago é aberta apenas aos sábados, domingos e feriados e o acesso de carro é garantido até a sede. É proibida a entrada de alimentos e animais, o uso de fogo e a retirada de qualquer objeto do parque (plantas, pedras, animais, etc). A entrada é franca.

O cosmos, o césio e as empadas

Museu de Ornitologia



Graça, cor e beleza dão o tom à coleção de mais de 120 mil peças da Fundaçăo Museu de Ornitologia, que possui acervo avaliado em US$ 15 milhões. Considerado o maior do mundo, o Museu, fundado em 1968, é administrado por seu criador, o cientista José Hidasi, e tipificado como um bem cultural da cidade de Goiânia. Quem visita o Museu de Ornitologia encontra uma biblioteca com livros e revistas científicas para consultas; um laboratório de taxidermia, onde há cursos de curta duração sobre empalhamento de animais e um auditório para palestras sobre educação ambiental. A exposição, que conta com peças pré-históricas e curiosidades do mundo animal, tem mamíferos dos mais primitivos (canguru, équidna, ornitorrinco e coala), passando aos mais evoluídos (boto e macacos), e os mais característicos (tamanduá, preguiça e tatu). Apresenta a coleção das mais belas e raras aves do mundo, como o quetzal – ave sagrada dos astecas, pinguins e albatroz, entre várias outras. Répteis, peixes, moluscos e os campeões da diversidade animal – artrópodes, com­põem a coleção, onde se destacam as multicoloridas borboletas de grupos ecológicos da Austrália, Estados Unidos, Canadá, Europa, Nova Guiné, Nova Zelândia, África, Cuba e espécimes animais brasileiros da Ilha do Bananal, Litoral, Pantanal e Cerrado. O Museu fica na Avenida Pará, nº 395, no Setor Campinas. As visitas são agendadas e ocorrem nos dias úteis, aos sábados e aos domingos, das 8h às 17h30. A entrada é franca.

Depósito do Césio em Abadia de Goiás



Localizado às margens da BR-060, no município de Abadia de Goiás, o Centro Nacional de Ciências Nucleares do Centro Oeste (CNCN-CO), popularmente conhecido como “depósito do Césio” é um espaço administrado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que fica a 25km do Centro da Capital e é uma excelente oportunidade para adultos e crianças conhecerem a história do acidente com o césio 137 em Goiânia, ocorrido em 1987. Por meio de palestras e mostras, os visitantes podem entender os detalhes da tragédia, bem como os benefícios da radioatividade e da energia nuclear e seus diversos usos, técnicas de prevenção em caso de acidentes, e recebem várias informações sobre o assunto. As visitas precisam ser agendadas pelo telefone (3640-6043), a entrada é franca e o local abre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Atualmente, a maioria dos visitantes é de estudantes dos ensino fundamental e médio, mas grupos pequenos, como de famílias, também são aceitos e igualmente recebidos. Contíguo ao depósito, está o Parque Estadual Telma Ortegal, que também rende um interessante passeio.

Planetário da UFG




No Centro de Goiânia, em pleno Parque Mutirama, é possível fazer uma viagem interestelar sem sair do lugar. Trata-se do Planetário da UFG, que proporciona uma verdadeira viagem virtual pelo espaço, visitando planetas, estrelas, galáxias, cometas, asteróides e outros corpos celestes. No espaço de projeção dentro de uma cúpula de 12,5 metros de diâmetro, até 124 pessoas podem assistir, em projeção digital, e multimídia, a uma descrição bastante nítida de como é o céu de Goiânia sem nenhum vestígio de luz nem poluição do ar – con­dição ideal para se observar as estrelas. Além do céu que existe sobre nós, é possível viajar para qualquer outro céu de qualquer parte do mundo, já que a viagem é virtual.

No momento, o Planetário da UFG oferece dois programas, sempre às 15h30 e às 17h30, nos domingos. De segunda a sábado e nos feriados, as visitas só são possíveis com agendamento. Os programas são o Uma Aventura no Céu, que narra a viagem de uma criança pelo céu e seus conclusões após dar asas à sua imaginação, e a Sessão Estrelas da Bandeira, em que o visitante conhece Canopus, a estrela que representa Goiás na bandeira nacional. Para dezembro, o programa do Planetário mostrará a Estrela de Belém. O Planetário fica no Parque Mutirama e o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3, a meia.

Mercado Central de Goiânia



Entre os principais mandamentos do turista está o celébre “Visitai o mercado da cidade; só lá sentirás a verdadeira alma do lugar”. É isso mesmo. Por mais que você seja goianiense do pé-rachado, se nunca visitou o Mercado Central de Goiânia, ainda não sentiu a verdadeira essência do povo local. Lá, em meio a peças de artesanato dos mais variados materiais, cutelaria, cerâmica, víveres alimentícios tradicionais, queijos, rapaduras, doces, compotas e uma excelente gastronomia feita na hora podem surpreender o visitante incauto. Entre remédios naturais, acessórios de decoração em palha, castanhas e outros gêneros alimentícios, não saia de lá sem provar a empada do seu Mário, do seu Alberto, do seu Lázaro ou da Dona Neném. A iguaria é conhecida nacionalmente e já agradou o paladar de gente como Fernanda Montenegro, dentre outros famosos. A entrada é franca e o marcado funciona de segunda a sábado, das 7h30 às 15h30.

Fonte: Jornal O Hoje (Adalberto Araújo)


Efeito estufa: Poluição avança 7% em Goiás

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Maior uso de gasolina e aumento da frota são apontados como principais causas de índice

Goiás é o oitavo na lista dos Estados que mais aumentaram o volume de emissão gases de efeito estufa em todo Brasil, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg). Os principais setores que ampliaram a estatística da poluição foram os de energia e de resíduos. O dado, segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, é preocupante. “Estados e municípios precisam estabelecer metas de redução. Do ponto de vista do clima, temos muito com que nos preocupar”, disse.

Considerando apenas os Estados que apresentaram aumento de emissão por conta do setor de energia, Goiás ficou em terceiro lugar, atrás apenas do Maranhão e do Ceará. O dado não quer dizer que esses Estados foram os que mais poluíram, mas foram os que tiveram maior crescimento nesse quesito. Uma das razões, segundo o estudo, pode estar relacionada com o aumento do uso da gasolina, que teve os preços com poucas variações por períodos entre 2010 e 2013 e incentivou a opção por esse combustível.

Rittl explica que conhecer a trajetória das emissões em cada Estado é importante para que sejam criadas estratégias de redução. Em Goiás, assim como no Brasil, o setor de energia foi o que apresentou maiores aumentos. Entre as causas, pode-se citar a ampliação da frota de veículos. Em Goiás, a quantidade de carros já é mais que a metade do número de habitantes. O último dado do Detran de Goiás mostra que já são mais de 3,4 milhões de veículos regulares para uma população de 6,5 milhões.

O secretário-executivo do Observatório acrescenta ainda que o aumento do consumo de energia elétrica, aliado à redução dos índices dos reservatórios de abastecimento das cidades, empurraram os Estados a buscarem outras fontes de energia. No caso, a escolha pelas termelétricas ampliou ainda mais a emissão desses gases para a atmosfera. Uma termelétrica instalada em Aparecida de Goiânia, por exemplo, vem funcionando a pleno vapor desde maio. A sugestão do estudioso do clima seriam fontes limpas, como eólica e solar. “É preciso discutir isso agora para, quem sabe, ainda encontrarmos alternativas.”

Engenheiro florestal e diretor do Observatório do Clima, Tasso Azevedo explica que, como as pessoas deixaram de usar o álcool, a emissão foi superior ao esperado nesse período e isso fez aumentar as emissões dos automóveis, por exemplo. Em Goiás, logo depois do setor de energia, os gases emitidos por resíduos aparecem como o segundo maior gerador de gases de efeito estufa. Esse dado teve aumento de 10% em relação ao ano de 2012. A causa pode estar ligada ao aumento do consumo de produtos em geral o que, consequentemente, aumenta a geração de resíduos, além da falta de tratamento adequado em aterros sanitários, com a permanência dos lixões.

O levantamento aponta também que a participação de energias renováveis na matriz energética brasileira caiu de 48% para 41% desde 2008. Assim, o que se vê é o aumento das emissões por queima de combustíveis fósseis, que na visão do engenheiro, tende a se intensificar como reflexo do maciço investimento em energias fósseis.

LIMITES

O secretário-geral do Observatório do Clima explica que as emissões per capita - calculadas em toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) - de gases vinham caindo desde 2004, mas voltaram a crescer em 2013. O tCO2e é uma medida que segue padrão mundial estipulado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), órgão para assuntos de mudanças climáticos da Organização das Naçoes Unidas (ONU).

A média aceitável no mundo é de cerca de 7 tCO2e/hab. Em 2004, essa média chegou a 16,4 tCO2e/hab. As causas desse pico são atribuídas especialmente às altas taxas de desmatamento na época. Em Goiás, o cálculo de 2013, considerando levantamento em 91% do Estado chega a 10,8 tCO2e/hab. Segundo Carlos Rittl, o número pode ser maior, já que o Estado não possui base de dados para que toda emissão seja calculada.

CRÍTICA

O crescimento de emissões no ano de 2013 é observado por Carlos Rittl como injustificado do ponto de vista econômico. Ele comenta que nesse período, o Brasil não apresentou crescimento da economia, nem picos da atividade industrial. “Por isso temos nos preocupado, porque além de gerar gases que impactam diretamente no clima, estamos consumindo mais energia, desmatando mais e isso não tem se refletido na economia como justificativa.”

Em primeiro lugar na lista dos maiores emissores de gases de efeito estufa na atmosfera, aparece o Pará, com mais de 175 t CO2e, depois aparece o Mato Grosso, com 147 t CO2e. em terceiro, ficou o Estado de São Paulo, com 133 t CO2e. Na quarta posição está Minas Gerais com 117 t CO2e e logo depois, Rio Grande do Sul, com 92 t CO2e. Em sexto, o Maranhão está na lista com 83 t CO2e e em sétimo, Rondônia com 75 t CO2e. Goiás aparece em oitavo, com 70 t CO2e. A lista completa está no site da Seeg, na internet.

BASE DE DADOS

O levantamento apresentado pelo Seeg pode apresentar número menor que o real. Isso porque a base de dados do órgão capta informações dos Estados, que ainda têm falhas na coleta dos dados. Segundo Carlos Rittl, dados foram alocados em 91% da área do Estado, em média. “Um dos impactos do estudo, que está na segunda edição, é mostrar e cobrar que as lacunas que ainda existem sejam preenchidas com esses dados.”

Ele aponta, também, que existem falhas na coleta de dados em outros biomas, a não ser na Amazônia, que possui monitoramento constante. “No caso do Cerrado, ainda há pouco monitoramento e o desmatamento desse bioma vem sendo prejudicial e pode causar sérios impactos num futuro não muito distante.”

Fonte: Jornal O Popular (Cristiane Lima Estados)


Passeio das Águas Shopping amplia mix de lojas até o fim do ano

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Centro de compras espera abrir 20 unidades

Com a proximidade do Natal, o Passeio das Águas Shopping planeja a abertura de mais de 20 lojas até o fim deste ano nas áreas de vestuário, tecnologia, beleza, entretenimento e gastronomia.  

Entre as novidades, os clientes do centro de compras poderá conferir a livraria Saraiva e a Calvin Klein, que já foram inauguradas no mês de novembro. O hipermercado Bretas, e a Harrys Brinquedos também estão na lista. O segmento de moda é o que tem mais novidades, com lojas como a VR, Tommy Hilfiger, Mr. Cat, Carmen Steffens Maison, Mr. Kistch Family Store, Atelier Mix, Santa Lolla, entre outras.  

Outras lojas programadas para operar ainda em 2014 são LG, Jump Mania,  Striker Boliche, Salão Hot Belle, Adcos, Quiosque Fini e Monterrey.

Fonte: A Redação (Yuri Lopes)


Goiânia registra maior inflação do país em novembro no IPCA-15

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo–15 (IPCA-15) de novembro registrou a maior taxa em Goiânia, com 0,77%, contra 0,38% da média nacional. Os dados foram divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e são referentes ao período de 14 de outubro a 12 de novembro.

No mês passado, o IPCA-15 tinha sido mais alto em Brasília, com 0,73%, mas a inflação na capital federal caiu para 0,15% com a redução de 6,5% no preço das passagens aéreas.

Na região metropolitana goiana, o índice variou de 0,7% para 0,77%, influenciado pelos combustíveis, que tiveram inflação de 6,77%. A gasolina, com 6,72%, e o etanol, com 10,38%, contribuíram para que esse grupo impactasse o resultado com 0,44 ponto percentual.

Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília tiveram inflação menor que no mês de outubro. São Paulo, que tem peso de 31,68% no índice geral, teve redução da variação de preços de 0,53% para 0,38%.

No Recife, o IPCA-15 variou de 0,31% em outubro para 0,39% em novembro. Em Fortaleza, também houve alta da taxa, de 0,41% para 0,49%, assim como em Belém, (de 0,04% para 0,66%). Belo Horizonte também variou acima do mês anterior, com 0,37% contra 0,34%.

Fonte: Agencia Brasil (EBC)


Todos torcem para que o Macambira-Anicuns não vire a Ferrovia Norte-Sul de Goiânia

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Idealizado há 11 anos, o projeto está 4% concluído, embora obras tenham sido retomadas agora. Se tudo der certo, poderá ter boa parte de sua extensão entregue no ano que vem

Não faz muito tempo, as questões ligadas à interação entre meio am­biente e as cidades ain­da não se encontravam delineadas com precisão, logo não havia a preocupação de incluir nas discussões a relação entre crescimento urbano, preservação ambiental e a qualidade de vida. Nesse contexto, as áreas urbanas verdes eram voltadas mais à estética e ao lazer do que à melhoria da vida da população. Apenas a partir da década de 1980, quando ocorreu a institucionalização da questão ambiental no aparelho estatal brasileiro, é que surgiu a necessidade de tratar o espaço urbano em constante evolução e voltar os olhos também às questões ambientais.

Goiânia, por exemplo, sempre pontuou entre as cidades mais verdes do País, mas não há muito tempo voltou-se à importância da criação de parques urbanos, não apenas para a preservação dessas faixas ambientais como também para a melhoria da qualidade de vida dos goianienses. A demora na conclusão do Programa Macambira-Anicuns é uma prova desse atentar tardio para as questões urbano-ambientais. A obra-projeto pode, em alguns pontos, ser até comparada à Ferrovia Norte-Sul, obra Federal que existe há quase 30 anos e ainda não saiu do papel.

Obviamente, a comparação é um exagero, mas serve para mostrar que o Macambira-Anicuns, assim como a Ferrovia Norte-Sul, tem uma importância primordial e, portanto, precisa efetivamente funcionar.

O histórico do projeto é, em grande parte, conhecido: idealizado em 2003 pelo então prefeito, Pedro Wilson (PT) — atual presidente da Agência Municipal de Meio Am­biente (Amma) —, o Ma­cambira-Anicuns assumiu lugar de destaque nas discussões de preservação ambiental na cidade, dado o seu tamanho. A im­portância social da obra é absoluta, sobretudo em uma capital co­mo Goiânia, cuja vegetação tem um papel muito grande em aumentar a umidade do microclima local, e que carece de espaços para serem utilizados efetivamente pelo público.

Contudo, o projeto só começou a sair do papel em meados de 2011 com a assinatura do contrato de empréstimo com o Banco Inter­americano de Desenvol­vimento (BID), além das ações da Prefeitura na parte inaugural do Parque Linear Macambira, no Setor Faiçalville. Em 2012, quase 10 anos depois da idealização do projeto, foi aberta licitação para execução da obra. A Empresa Sul Americana de Montagens S/A (Emsa) venceu a licitação para executar a primeira etapa do projeto. O valor: R$ 185 milhões. Pouco mais de três meses depois, a empresa pediu aditivo no contrato em relação tanto na previsão de entrega, até então 210 dias, quanto no valor a receber.

A Prefeitura e o BID negaram o aditivo. A Emsa, então, abandonou a obra e o distrato do contrato passou a ser discutido na Justiça, o que, consequentemente, atrasou a realização de uma nova licitação e a continuação da obra, visto que o distrato foi concluído no ano passado.

A nova licitação só ocorreu neste ano, em que o consórcio formado pelas empresas Sobrado Construção, GAE e Elmo venceu sem ter tido qualquer concorrente. As duas primeiras empresas têm ou já tiveram alguma ligação com o Paço Municipal: a Sobrado Cons­trução é ligada à Tecpav — empresa contratada pela Prefeitura para locação de veículos, como caminhões compactadores para a coleta de lixo urbano; e a GAE foi a empresa responsável pela construção dos viadutos que passam pela Marginal Botafogo e Rua 88, no Setor Sul. As obras tiveram certa polêmica, visto que chegaram a ser paralisadas por falta de pagamento.

Feita a licitação, as obras já foram retomadas e, segundo a Prefeitura, o que a Emsa fez está sendo aproveitado, sobretudo as obras de drenagem. Há dois pontos principais de trabalho atualmente: no início de onde será o Parque Linear Macambira — que soma também o Parque Ambiental Urbano Macambira —, no Setor Faiçalville; e entre o Setor Novo Horizonte e o Residencial Granville, onde será instalado um dos vários núcleos socioambientais previstos.

No Setor Faiçalville, já há algumas obras prontas — que fazem parte dos 4% concluídos, dos quais 2% foram finalizados pela Emsa: as Avenidas Independência e Nadra Buifalçal, que se encontram logo no início do Parque Linear. Além disso, há um esboço do que será uma pista de caminhada em torno do Parque Ambiental Urbano Macambira. Há algumas máquinas no local, entretanto, funcionando de maneira tímida — na quinta-feira, 13, estavam paradas, mas um funcionário disse que era devido às chuvas do dia anterior.

Mesmo assim, algumas pessoas já utilizam a pista ainda sem calçamento para caminhar. Às 9 horas, Ricardo Justino dos Santos caminhava pela pista de “cooper” ainda por fazer. Morador da região há mais de 20 anos, ele diz que o parque é necessário para trazer qualidade de vida ao setor e informa que sempre caminha no local, mesmo que a pista não esteja pronta. “Há anos esperamos pelo parque”, declara.

O professor de História Daniel Neves, que também mora nas proximidades de onde será o parque, afirma: “Ser for como imagino, essa construção vai valorizar a região atrair mais comércio. Só não podem abandonar o projeto como fizeram em 2012”. Mas isso não deve acontecer, pelo menos é o que garante o coordenador da unidade executora do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama), Nelcivone Melo.

Segundo ele, o consórcio começou a trabalhar em setembro e tem dois anos para executar as obras, sendo que, até o momento, tem operado no ritmo normal. “Até 2016, será comum ver obras no trecho entre o Setor Faiçalville e a Avenida Milão, no Jardim Europa”, conta. Esse trecho representa os setores 1, 2 e 3, que formam a primeira etapa do projeto.

Nos setores 4 a 11 ainda não houve licitação, o que só deverá acontecer após 2016, independente de quem seja o prefeito — Paulo Garcia (PT) não pode mais se reeleger. O setor 4 abrange da Av. Milão, no Jardim Europa, às proximidades da Vila Mauá. O último — 11 — compreende o trecho entre a ponte que passa sobre o Ribeirão Anicuns, na Av. Marechal Rondon, que divide os setores São Luís e Norte Ferroviário, e o Setor Urias Magalhães.

Inaugurações ainda em 2014? 

Orênio Neves de Souza, o engenheiro civil da unidade executora do Programa Urbano Am­biental Macambira-Anicuns (Puama) responsável pela fiscalização das obras, diz que a continuação da Avenida Parque, que ligará a Rua Miguel do Carmo, no Residencial Granville, à Avenida Milão, no Jardim Europa, pode ser inaugurada já no mês que vem.

A Avenida Parque faz parte do projeto, pois passará pelo núcleo socioambiental que será construído no local e que contará com alguns equipamentos urbanos para atender à população. Além disso, Neves informa que a inauguração rápida do trecho é necessário, uma vez que o bueiro da Rua Miguel do Carmo, que liga os setores Rio Formoso e Novo Horizonte, terá que ser reconstruído, logo, interditarão a ponte sobre o Córrego Macambira.

A reconstrução do bueiro vai ao encontro do que há está sendo feito no local, como conta Neves: “Optamos por fazer obras estruturais, pois havia grandes erosões, que, inclusive, estavam ameaçando os imóveis das pessoas. Além disso, também fizemos obras de drenagem para evitar alagamentos. Estamos realizando tudo isso para depois fazer as pistas, caso o contrário, iríamos desfazer aquilo que já havíamos feito”.

Projeto:



Fonte: Jornal Opção (Marcos Nunes Carreiro)