8 de setembro de 2014

Transito: Dez pontos para serem evitados


Na capital, pelo menos 10 pontos de estrangulamento do trânsito desafiam a mobilidade. Nestes locais, velocidade é extremamente baixa

Goiânia possui pelo menos dez pontos críticos de estrangulamento no trânsito. Nesses locais, o motorista não consegue espaço para se locomover e fica por longos períodos em filas, além de não conseguir prosseguir mesmo quando o semáforo abre.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade (SMT) monitora esses lugares e estuda alternativas para minimizar os transtornos. Mas especialistas em trânsito consideram a falta de planejamento e o rápido crescimento da frota, que já passa de 1,1 milhão de veículos na capital, como as principais causas para o problema.

Nesses dez pontos, a velocidade dos carros e ônibus é extremamente baixa e o condutor costuma gastar um tempo além do normal para completar trajetos curtos. E quem trabalha no trânsito tem de encontrar alternativas para não se estressar e ainda atender a necessidade do cliente. O taxista Antônio Marcolino de Azevedo, de 61 anos, por exemplo, atua na profissão há 30 anos e acompanhou o desenvolvimento da cidade e os consequentes reflexos negativos do trânsito. “Às vezes, pegamos um caminho mais longo para não ficar parado. Acaba sendo melhor para o cliente.”

Ele concorda que nos horários de pico, no começo da manhã e no final do dia, o trânsito é ruim, mas ressalta que a região central está cheia de carros o tempo todo. “Não tem mais hora para congestionamentos. Pequenos ou grandes, sempre tem”, destaca.

Corredores binários

Motorista há 22 anos, Paulo Pacheco, de 46 anos, confirma a dificuldade em lidar com o tráfego de Goiânia em qualquer hora do dia. Ele sugere que taxistas tenham preferência nos corredores dos ônibus e sonha com uma melhor educação do motorista goianiense. “Seria mais fácil.”

O presidente da SMT, José Geraldo Fagundes Freire, ressalta que o município tem realizado ações para minimizar esses transtornos. A implantação de corredores preferenciais para ônibus é uma delas. Ele destaca que a Pasta estuda ações para priorizar o transporte público na capital. O secretário entende que, a exemplo de outras capitais com o mesmo porte, o trânsito de Goiânia precisa ser pensado na forma metropolitana.

A capital, que sempre foi um centro atrativo para as áreas profissional, profissionalizante, de saúde e de educação, assume demandas vindas de municípios limítrofes e também envia outros tantos condutores para essas cidades que hoje são polos industriais.

Outra ação da SMT para dar maior fluidez ao tráfego, segundo José Geraldo, é a criação de pequenos corredores chamados binários, onde vias estreitas – e com estacionamento permitido nos dois lados da rua – recebem sinalização de sentido único, com rua paralela dando a opção no sentido oposto.

A proibição de estacionar também é feita e pode ser em ambos os lados da via ou somente um. Essa definição vai depender do fluxo de veículos na região. Nas metrópoles onde já foi implantado, como Maceió, Fortaleza e São Paulo, o sistema apresenta excelentes resultados.

Fonte: Jornal O Hoje