5 de setembro de 2014

Construção cresce em 2012, mas dados recentes mostram estagnação


Estatísticas mais recentes do PIB, porém, mostram que desde o final de 2013 o setor passa por uma fase de estagnação e, mais recentemente, de queda

Em 2012, as empresas de construção civil do país realizaram incorporações, obras e serviços no valor de R$ 336,6 bilhões. Trata-se de um crescimento real (já considera a evolução da inflação) de 10,2% frente a 2011.

O setor, que vivia naquele ano um “boom” com o avanço do crédito imobiliário e as obras da Copa, contava com 104 mil empresas na indústria da construção, 12,5% a mais do que em 2011. Os dados são do IBGE e foram apresentados nesta quinta-feira (4).

Estatísticas mais recentes do PIB, porém, mostram que desde o final de 2013 o setor passa por uma fase de estagnação e, mais recentemente, de queda. O conjunto das firmas de construção ocupavam 2,8 milhões de trabalhadores em 2012, com salário médio mensal de R$ 1.648,70, teve aumento real de 7,9% em relação ao ano anterior.

Pelos dados do IBGE, o chamado valor adicionado (indicador semelhante ao PIB, que mensura a produção do setor, descontados os custos com insumos e outras despesas) da indústria da construção cresceu 16,9%.

Dentre as três divisões do setor, a construção de edifícios teve o maior crescimento nominal (22,7%, sem descontar a inflação) graças ao ingresso de mais empresas nessa atividade, à expansão do crédito imobiliário e às obras para a Copa 2014.

Por regiões, o Sudeste manteve a liderança em 2012 no emprego no setor (55,1%) e em valor das incorporações, obras e serviços da construção (62%). Ainda assim, Sul e Nordeste apresentaram os maiores avanços em valor das incorporações, obras e serviços da construção -com expansão de 0,7% e 0,6%, respectivamente.

Insdústria

Os números do setor industrial foram divulgados pelo IBGE nesta quarta (3). As estatísticas apontam que cem produtos industriais concentraram mais de metade (51,2%) das receitas de vendas em 2012. A liderança ficou com o óleo diesel.

Sozinho, o diesel, combustível mais usado no país, registrou vendas de R$ 54,1 bilhões, com uma participação de 2,9%. Em segundo lugar, ficaram os automóveis, com 46,4 bilhões (ou 2,5% do faturamento do setor). O minério de ferro representou 2,4% do total, com vendas de R$ 44,6 bilhões.

Segundo o IBGE, o número de empresas do setor industrial cresceu 5% frente a 2011. O perfil, porém, segue o mesmo: as maiores concentram a fatia majoritária do faturamento da indústria.

O número de pessoas ocupadas na indústria, por seu turno, cresceu 1,7% de 2011 para 2012. Em 2012, havia no Brasil cerca de 329 mil empresas industriais com uma ou mais pessoas ocupadas, que empregaram 8,8 milhões de pessoas, uma média de 27 pessoas por empresa.

Segundo o IBGE, a fabricação de alimentos permaneceu em 2012 como primeira colocada em termos de valor da transformação industrial, dado similar ao PIB do setor. Em seguida, ficou a produção produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,7%).

Fonte: Jornal O Hoje
Foto: Dissionina Pimenta