16 de agosto de 2014

Pequenas e médias empresas: Goianas estão no topo do ranking


Sete das dez pequenas e médias empresas mais bem posicionadas no Centro-Oeste e Norte são goianas

No ranking das dez pequenas e médias empresas que mais cresceram nas regiões Centro-Oeste e Norte entre os anos de 2011 e 2013, sete são goianas. O estudo, realizado pela Deloitte em parceria com a Revista Exame PME, foi divulgado ontem e revela também o comportamento e as práticas empregadas pelas organizações emergentes.

De forma geral, as empresas goianas que sobressaíram na pesquisa buscaram mercados além da fronteira estadual e investiram na inovação, qualificação e qualidade de vida de seus colaboradores.

A empresa número um no ranking das Regiões Centro-Oeste e Norte, a Bank Log, surpreende também na colocação nacional, ficando em segundo lugar na pesquisa. Entre os anos de 2011 e 2013, a receita líquida da empresa cresceu 1.124%.

QUALIFICAÇÃO

Para chegar a esse incremento, o proprietário, Willer Reggys Vilela e Silva, de 35 anos, preza pela qualificação na prestação de serviços e abriu filiais em Brasília e São Paulo. Esta última com uma área de 36 mil metros quadrados. “Trabalho somente com pessoa jurídica e consegui fechar grandes contratos nesses últimos anos”, diz. Sua carteira de clientes não enchem duas mãos - são apenas seis empresas. O que pode causar estranheza, não preocupa o proprietário. “Prefiro trabalhar com grandes empresas e assim mantenho meu padrão de qualidade e com bons retornos”, diz. Com apenas seis anos no mercado, a empresa acumula dois certificados Iso (9001 e 14001). “Também não parei de estudar: depois de administração de empresas, fiz relações internacionais, MBA e uma pós nos Estados Unidos. Também procuro oferecer qualidade para meus funcionários.” Só para ter ideia do crescimento pujante da empresa, em 2011 a Bank Log contava com apenas dois veículos próprios. Hoje são 16.

Os critérios para a classificação das empresas vão além do crescimento econômico, cujo faturamento deve se enquadrar entre R$ 3 milhões e R$ 350 milhões anuais. “A empresa precisa ter mais de cinco anos no mercado, assim aguardamos o tempo de maturação”, afirma o gerente da área de pesquisa da Delloite, Giovanni Cordeiro. Ele ressalta que, embora cada empresa adote uma linha de estratégia, o crescimento do segmento de tecnologia da informação desponta em função dos produtos inovadores

DIGITAL

É aí que entra a segunda colocada no ranking das regiões da Centro-Oeste e Norte (17º no ranking nacional) - a Soluti Certificação Digital. A empresa oferece produtos que utilizam tecnologia criptográfica para a proteção de transações eletrônicas, dados em repouso e identidades digitais.

A busca pela segurança digital é o que embala o crescimento da empresa, totalmente goiana. “A empresa começou no fundo de uma casa, há seis anos, com apenas seis funcionários. Hoje somos cerca de 400”, afirma o CEO da Soluti Certificação Digital, Michel Medeiros.

Em 2011, ano inicial do estudo, a empresa contava com apenas cinco pontos de atendimento. Em 2013, já saltou para 87 pontos de atendimento. “Hoje são 100 e estamos presentes em 19 Estados brasileiros”, diz.

Termoeste Construções é a quarta colocada

“Não teríamos esse crescimento se não tivéssemos ampliado nossos serviços”, diz a diretora financeira da quarta colocada regional, a Termoeste Construções e Instalações, Maria Luiza Machado.
A empresa trabalhava somente com a instalação de sistema central de ar condicionado e agora atua também na construção civil. A alavancada ocorreu, principalmente, com a participação em obras de Parcerias Público-Privada (PPP) , edificação imobiliária e obras públicas. Receita líquida cresceu 106% em três anos.

Sustentabilidade econômica é o segredo do sucesso, diz diretor

Em meio ao crescimento do setor de segurança privada, a Proguarda e a Proguarda Serviços (portaria, manutenção e limpeza), ocupam a quinta e a décima colocação regional, respectivamente. O diretor executivo das empresas, Adriano Macedo, informa que é o sétimo ano consecutivo que a Proguarda configura o ranking regional. “A sustentabilidade econômica do grupo é responsável por esse mérito.”
Ele explica que o grupo ampliou a oferta de serviços para São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso e Paraná. “Somente São Paulo corresponde a quase 50% do nosso faturamento”, diz. Além disso, diz, a empresa cresceu dentro de sua própria carteira de clientes.

Para o diretor de marketing e suporte comercial da Champion Saúde Animal, Wesley Oliveira, a mudança na filosofia e cultura da empresa foi o que permitiu a configuração na sétima colocação no ranking regional das pequenas e médias empresas que mais cresceram. “Houve uma reformulação na equipe e na gestão, que resulta em mais autonomia nas decisões da empresa”, diz. Ele explica que a média de idade dos gestores é de 26 anos, além disso são realizados contratos de metas e bonificação como base para motivação para o trabalho.

Segundo Giovanni Cordeiro, a quantidade de empresas que adotam a prática de beneficiar os funcionários como forma de reter talentos surpreendeu. A pesquisa apontou que cerca de 65% das empresas oferecem auxílio para bolsa de estudo. “Em alguns casos estende para os profissionais operacionais também”, diz. Outras, afirma, oferecem nutricionistas e o plano de saúde contempla até cirurgia estética.

Para a engenheira ambiental da Pontal Engenharia, Grace Cury Hoffmann, a empresa diferencia pelo princípio da sustentabilidade, com princípio de conceito total de qualidade. “Isso inclui o produto, meio ambiente e a qualidade de vida dos trabalhadores”, diz. Ela afirma que o índice de fidelidade da empresa é de 16%, considerado alto para o segmento. A empresa é nona no ranking regional.

Fonte: Jornal O Popular