29 de agosto de 2014

Energia elétrica ficará 28,3% mais cara em Goiás


Com finalização do acordo entre Eletrobras e Celg, estatal goiana fica liberada para reajustes represados

Apenas um dia depois da assinatura do compromisso de compra e venda de 51% das ações da Companhia Energética de Goiás (Celg) a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), a estatal goiana solicitou o reajuste das tarifas de energia aplicadas no Estado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste pleiteado ficou em 28,30% em Goiás e já deve entrar em vigor a partir do dia 12 de setembro.

Segundo informações da assessoria de imprensa da companhia goiana, do valor peilteado, 19,12% correspondem a reajuste econômico pleiteado, sendo que 17,9% referem-se aos custos não gerenciáveis de geração, transmissão e encargos setoriais, influenciados, principalmente, pelo aumento dos custos da energia existente e nova, em função do acionamento das térmicas, o que ocasionou uma elevação dos preços no mercado de curto prazo.

Apenas 1,22% do impacto da elevação de tarifas referem-se à margem de distribuição, recursos com os quais a Celg D provêm suas despesas próprias de operação.

Com a medida, a Celg D está pleiteando um ressarcimento de cerca de R$ 293,7 milhões, que se referem a despesas não previstas pagas nos últimos 12 meses sem a devida cobertura tarifária. “Nós estimamos esse reajuste com base no aumento médio nacional de 30% das tarifas e, em alguns lugares, de até 50%. Mas quem vai deliberar sobre isso realmente é o governo federal e a própria Aneel”, diz o vice-presidente e diretor de regulação da Celg, Elie Chidiac.

Abaixo da média

O índice de 28,30% pleiteado pela Celg D ficou bem próximo da proposta inicial da Aneel, de 27,71% e bem abaixo dos índices de algumas distribuidoras que apresentaram recentemente reajustes superiores a 30%, tais como o da região oeste de São Paulo (35,77%), do Paraná (35,05%) e do Pará (34,41%). O aumento se dá pelo ciclo de repasses para as tarifas dos consumidores finais, das elevações dos custos de energia, devido à hidrologia desfavorável, afirma a estatal goiana.

A partir de setembro, a tarifa da energia elétrica no Estado deve aumentar. Nos últimos anos, a Celg ficou incapacitada de aumentar o valor cobrado pela inadimplência e porque não eram feitos investimentos. Com o acordo feito na venda das ações, os preços devem sofrer alteração já no próximo mês.

Fonte: Jornal O Hoje