25 de agosto de 2014

Eixo Goiânia-Brasília é o mais promissor do País


Cidades com economias complementares formam eixos de desenvolvimento ou corredores de riquezas. Estudo revela as maiores apostas no Brasil. Mais de 31 mil empresas foram abertas entre as capitais goiana e federal nos últimos 5 anos.

O trecho que liga a cidade de Goiânia a Brasília ilustra o que os especialistas chamam de eixo de desenvolvimento. Uma área composta por cidades cujas economias progridem e se reforçam, fazendo a região crescer mais rapidamente. Esse corredor de riqueza, formado entre as capitais goiana e federal, foi considerado o mais promissor do País, de acordo com um levantamento realizado pela consultoria Urban Systems a pedido da revista Exame.

Apenas de 2009 para cá, mais de 31 mil empresas foram abertas no eixo que envolve as cidades de Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Brasília, Goianápolis, Goiânia, Santo Antônio do Descoberto e Teresópolis de Goiás. E até 2025, a região deve receber mais 70 mil empreendimentos, informa a consultoria.

Para o superintendente executivo da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (SIC), Rafael Lousa, não são apenas os incentivos fiscais os responsáveis pela atração das empresas, mas uma conjuntura de elementos oferecidos para o desenvolvimento dos empreendimentos que se instalam na região.

“Além da grande concentração de renda per capita e poder de compra, recursos naturais abundantes e mão de obra qualificada, a infraestrutura oferecida é de qualidade com investimentos logísticos constantes” afirma. O superintendente lembra que a BR 153 no eixo entre Goiânia e Brasília foi privatizado recentemente e, para os próximos anos, o “trecho contará com a terceira faixa trazendo melhorias. Isso quer dizer uma integração de rotas estratégicas entre as cidades de forma planejada”.

Ambiente propício

“Estamos criando um ambiente extremamente atraente e propício para os empresários e com planejamento. Apesar do País estar passando por um momento difícil, Goiás tem conseguido crescer continuamente”, ressalta Rafael Lousa.

De acordo com o superintendente, 50% de todos os investimentos no Estado são voltados para corredor de riquezas onde está concentrado 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do Centro-Oeste. A previsão é que até 2030 o eixo de desenvolvimento seja o segundo mais importante do País, perdendo apenas para São Paulo.

Novos investimentos 

A localização privilegiada no centro do País chamou a atenção do empresário João Eugênio Júnior. O presidente da S4 solar resolveu investir R$ 30 milhões na construção de uma indústria de placas solares (dispositivo que transforma energia solar em energia elétrica) no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

“Vários fatores influenciaram na nossa escolha. O Estado trabalha com as melhores condições para atrair as empresas. Além disso, Anápolis conta um polo logístico excepcional. O aeroporto de cargas logo estará concluído e isso com certeza trará novos investidores para o município e para o Estado”, acrescenta.

“Nós temos uma demanda nacional, vinculado com o agronegócio e a irrigação. Queremos suprir a energia dos produtores com uma fonte sustentável aumentando também a produção”, afirma João Eugênio Júnior. A empresa planeja começar a produção a partir de 2015 e, em 2017, a S4 solar pretende exportar os módulos solares produzidos no município.

A empresa Terral investe, principalmente, em corredores de riquezas. A companhia possui diversos shoppings instalados no eixo Goiânia-Brasília “Esses empreendimentos, além de gerar inúmeros empregos diretos e indiretos, promovem o desenvolvimento das cidades dos seus raios de abrangência. Esse desenvolvimento reflete na melhoria de infraestrutura, serviços, lazer e o próprio crescimento e consumo da região”, ressalta a gerente corporativa de marketing da Terral Shopping Center, Renata Albuquerque.

“A grande vantagem desse tipo de investimento, é sem soma de dúvida, o retorno sobre o investimento e as grandes possibilidades de crescimento, uma vez que essas regiões ainda estão longe de estarem com o consumo de varejo saturado.” (PN)

Fonte: O Hoje