13 de agosto de 2014

Dilma: “Solução para a Celg não tardará”


Questionada sobre o cenário eleitoral no Estado de Goiás, em que lidera as intenções de votos para a presidência com uma margem mínima de diferença para o tucano Aécio Neves, durante visita às obras da Ferrovia Norte-Sul, ontem, em Anápolis, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o eleitorado goiano ainda precisa conhecer melhor os investimentos feitos pelo governo federal na região. “Acredito que uma parte dos goianos não saiba de todos os investimentos que fizemos aqui. O processo eleitoral é assim. A gente aproveita justamente para poder dar aos eleitores o conhecimento que eles não têm de alguns investimentos, que nem sabem que são nossos. Acredito que aqui nós fizemos uma grande parceria”, disse.

Federalização da Celg

Como solução para a recuperação da Celg (empresa de distribuição de energia de Goiás), a presidente declarou que um banco público poderá assumir o financiamento do investimento necessário para recuperar a empresa, mas que disse que primeiro é preciso calcular os custos disso. A empresa é a pior classificada no ranking de continuidade dos serviços da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que mede a qualidade de distribuição de energia.

“Não é do interesse do governo que a Celg fique nessa situação. [...] Não é só tratar do problema, mas fazer com que um banco público assuma um processo de financiamento com garantias”, disse. “Esta é uma solução que não tardará”, complementou. Dilma afirmou ainda que a empresa precisa de um aumento tarifário para sanar parte dos problemas.

GRAVAÇÕES PARA TV

Candidata à reeleição pelo PT, Dilma visitou o Porto Seco de Anápolis e lá embarcou em uma locomotiva com seis comboios, utilizados no transporte de material para a construção da ferrovia. Ela percorreu cerca de 4 km da ferrovia e tirou fotos com funcionários do Porto Seco.

Dilma realizou a vistoria na condição de presidente da República, mas aproveitou a oportunidade para gravar imagens para as inserções do seu programa eleitoral, que serão veiculadas na televisão a partir da semana que vem. O ministro do Transporte, Paulo Sérgio Passos, acompanhou Dilma ao evento.

O ex-prefeito e candidato do PT ao governo de Goiás, Antônio Gomide, não recepcionou Dilma e os dois não tiveram agendas juntos. O governador Marconi Perillo (PSDB) também não compareceu.

FERROVIA NORTE-SUL

Em maio, a presidente inaugurou o trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul. Na ocasião, a presidente e o governador Marconi Perillo (PSDB) trocaram elogios e ressaltaram a boa convivência entre os dois, apesar das divergências partidárias.

As obras estavam em andamento desde 2007 e, em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a fazer dois eventos para inaugurar a ferrovia. Mas ela não estava pronta e nunca foi utilizada para o transporte de mercadorias.

O trecho ainda não está em operação porque o governo não realizou a concessão e, por isso, não há um operador. Atualmente, a Valec opera o trecho e é a responsável pelas obras e manutenção do local.

Dilma explicou que a ferrovia passa por uma fase de testes, conforme recomendação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), publicada em 25 de julho. De acordo com a medida, a Valec terá que cumprir uma série de exigências, para que esteja em condição de fazer os testes finais.

Em visita ao trecho da Ferrovia Norte-Sul, ligada ao Porto Seco de Anápolis (GO), a presidente Dilma Rousseff minimizou os atrasos e problemas que a obra tem enfrentado.

Para Dilma, ela será uma das grandes realizações de projetos de infraestrutura, porque funcionará como uma “espinha de peixe”, ligando os principais pontos de produção do País. “Ela será uma das grandes realizações porque funciona como uma espinha de peixe. Ela faz a integração por meio dos rios, rodovias e outros modais. Irá integrar todo os sistema de transporte brasileiro”, relatou Dilma em uma coletiva concedida à imprensa.

A presidente informou que a desburocratização será uma das principais consequências do projeto. “Esses dois mecanismos de portos, marítimos e secos, tem um objetivo de desburocratizar. Você vai fazer o serviço de alfândega onde está a carga”, disse.

Dilma destacou a transição pela qual o Brasil passa atualmente, de investir mais em ferrovias para ampliar o sistema de transportes no País. “É um momento importante do Brasil. Saímos do modal somente de rodovias para os diversos modais: ferrovia, hidrovia e todo esse sistema de porto. Isso é importante para desburocratizar o Brasil, porque irá simplificar. Vamos fazer a alfandegagem perto de onde está a carga”, disse. (Com informações da Agência Folhapress)

Fonte: DM (HELTON LENINE)