11 de julho de 2014

Prefeito anuncia reforma na Comurg


Corte de servidores e redução da estrutura administrativa devem gerar economia de R$ 3,2 milhões por mês

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), anunciou na tarde de ontem uma reforma administrativa na Comurg. Com o objetivo de cortar gastos, o petista determinou algumas modificações no órgão que deverão gerar uma economia de R$ 3,2 milhões por mês com a folha de funcionários. Os cortes representam 12% do total de gasto atualmente.

Em 2013, a companhia custou aos cofres públicos cerca de R$ 227,53 milhões. Só nos primeiros cinco meses deste ano, foram R$ 105,45 milhões, como adiantou o HOJE em edições anteriores. Na avaliação de Paulo Garcia, no entanto, a reforma é “extremamente significativa” e representa um avanço considerável em termos financeiros.

Para “enxugar” os gastos, o número de diretorias da Comurg sofreu um corte de 40%. Das dez existentes, ficaram seis. Foram extintas as diretorias de Obras, Coleta Seletiva, Pessoal, Iluminação e de Gestão Operacional. Ficaram a Financeira, Administrativa, Planejamento, Infraestrutura, Resíduos e Urbanismo, que serão comandadas, respectivamente, por Antônio Bauer, Marconi Pimenteira, Heyler Luiz Leão, Ademar Azevedo, Ailson Alves e Edimar Ferreira. Quatro deles já são servidores do órgão.

O número de funcionários comissionados deverá cair de 427 para 290 e todos os servidores que já cumpriram o tempo para aposentadoria serão afastados. Estes, divididos em três etapas, uma por mês, começando em julho.

Sobre as gratificações, ponto que provocou polêmica nos últimos meses, a determinação é de que 519 pessoas tenham o benefício cortado. No total, são 2.311. Recentemente, 20 funcionários do órgão foram denunciados por receber salários superiores ao teto constitucional, que é de R$ 19 mil.

Em um comentário sucinto sobre o assunto, o petista afirmou que não há nenhuma ilegalidade envolvendo os salários dos servidores e que os atos considerados “imorais” também foram solucionados.

Uma garantia dada por Paulo e endossada pelo presidente da Comurg, Ormando Pires, é de que os serviços não serão prejudicados. Eles alegaram que as reduções não afetam a prestação de serviço e que são possíveis graças aos avanços nos recursos utilizados pela própria empresa.

As medias já começaram a ser implantadas e o reflexo verdadeiro nas contas deve aparecer em três meses. Com o prefeito, estavam também o secretário de Finanças, Jeovalter Correia; o chefe de gabinete da prefeitura, Iram Saraiva Júnior; o secretário municipal da Casa Civil, Andrey Azeredo, e os seis diretores do órgão.

Custo

A economia prevista com a reforma também terá um custo. Para efetivar o afastamento dos 411 servidores que serão aposentados, a Prefeitura deverá gastar R$ 7,05 milhões nos próximos três meses. Segundo o prefeito, a intenção é utilizar os recursos gerados com a própria reforma. “Neste quesito vamos zerar o número de servidores com tempo de aposentadoria vencida”, disse.


Compra de caminhões

Ainda na coletiva da tarde de ontem, o prefeito Paulo Garcia ressaltou que o acordo proposto pelo governador Marconi Perillo (PSDB) para a compra de caminhões de lixo para a capital goiana ainda não foi cumprido. “Até agora não recebemos nenhum centavo”, afirmou.

Conforme o convênio que seria selado, o Estado repassaria R$ 5,8 milhões para a compra de novos veículos e a Prefeitura entraria com uma contrapartida de R$ 200 mil. Segundo informações do próprio governo, a medida teria sido solicitada há três meses ao Tesouro estadual como recurso de caráter emergencial.

Por conta própria, o município adquiriu 23 novos caminhões que aguardam adaptações mecânicas para entrar em circulação. Apesar das reclamações recorrentes dos goianienses, sobre a regularidade da coleta, o prefeito petista afirmou que o lixo domiciliar tem sido recolhido com regularidade.

Fonte: Jornal O Hoje