2 de julho de 2014

Movimento é contra construção de novo presídio em Aparecida


O secretário estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita recebeu na tarde desta segunda-feira, (30/6) um grupo de aparecidenses que é contra a ideia do Governo Estadual de ampliar o complexo prisional de Aparecida de Goiânia. Liderado pelo deputado estadual, Marlúcio Pereira (PTB), o colegiado é formado por vereadores, liderança comunitárias, políticas, entidades classistas, além do deputado estadual, Ademir Menezes (PSD).

Durante o encontro, eles lembraram que Aparecida já deu sua contribuição ao sistema carcerário goiano. “Não temos mais condições de receber outra uma unidade prisional em nosso município, Aparecida já deu sua contribuição, agora esperamos que o governo tenha a sensibilidade de construir novos presídios em outros municípios”, defendeu o vereador Wiliam Ludovico (SDD).

Já o deputado Ademir Menezes defendeu a descentralização do sistema prisional do estado. “Acredito que outros municípios podem e devem receber seus reeducados e ao mesmo tempo pagarem suas penas próximos a seus familiares”, acrescentou.

O deputado Marlúcio saiu satisfeito com o resultado da reunião, mas lembrou que a ideia é levar a reivindicação ao governador Marconi Perillo (PSDB) ,envolver o Tribunal de Justiça, além de mobilizar toda a população aparecidense por meio das redes sociais. “O secretário nos deixou animados, já que ele disse que vai estudar a reivindicação, mas independente do resultado desta audiência está é uma luta suprapartidária e vamos todos levantar esta bandeira”, enfatizou.

O próximo passo do grupo é se reunir com o governador Marconi Perillo e com o presidente do Tribunal de Justiça, em data ainda a ser marcada.

O Complexo

O Complexo Prisional Odenir Guimarães será construído no município de Aparecida de Goiânia, em uma área dentro do atual Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, com capacidade para 1600 presos, dispostos em quatro unidades penais, sendo duas unidades de 600 vagas, uma unidade de 400, e do total 70 vagas serão para triagem.

Com a separação das unidades, o governo atenderá à Resolução 09 do Conselho Nacional de Políticas Penitenciárias (CNPCP), do Ministério da Justiça. Na resolução está consignada a determinação legal da individualização da pena, ou seja, a separação dos presos por grau de periculosidade. A modelagem da PPP, que já está pronta, estabelece como vai funcionar o novo complexo com serviços de assistências médica e psicológica, vestuário, alimentação, trabalho, estudo, etc. As três unidades serão construídas em uma área de 12 alqueires. A obra deverá ter a duração de dois anos.

Fonte: Portal 730