12 de julho de 2014

Goiânia é a 4ª em investimento na Saúde


Apesar da boa posição no ranking das capitais brasileiras, o que é investido ainda é pouco segundo OMS

Goiânia é a quarta capital brasileira com maior quantitativo de investimento em Saúde pública por dia per capita. O levantamento é do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgado nesta semana. Segundo os dados do estudo, o município gasta R$2,17 diariamente por pessoa nessa área, dos quais pelo menos 23% são de recursos próprios, segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A pesquisa considera as despesas apresentadas pelos gestores em 2013 à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios.

A capital goiana só perde para Belo Horizonte, Campo Grande e Teresina, que, respectivamente, gastam R$ 2,59, R$ 2,55 e R$ 2,43 por dia. Entretanto, apenas 47,08% da população goianienses recebe cobertura das equipes de saúde da família. Apesar da boa posição no ranking das capitais, o que é investido ainda assim é insuficiente para um financiamento adequado da saúde, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde (OMS). A média da capital goiana está abaixo da média nacional (R$ 3,05), que já é insuficiente e chega a ser cinco vezes menor do que outros países que também adotam um sistema único de saúde.

De acordo com o assessor de gestão estratégica da SMS, Sergio Nakamura, embora apareça nas primeiras posições do ranking elaborado pelo Conselho Federal, Goiânia não tem mais condições de investir além de seus recursos próprios em Saúde. Mesmo no topo, o valor é considerado insuficiente. Atualmente, o município investe 8% a mais do que estabelece a Lei Complementar 141, de 2012, percentuais mínimos a serem destinados à pasta.

Nakamura diz que a falta de capacidade do município de aumentar os investimentos na Saúde é gerada por uma distorção na forma de financiamento da pasta. Segundo ele, os municípios são sobrecarregados com a maior parcela do dinheiro investido, enquanto, em comparação ao Estado e à União, é o que menos arrecada. “O Estado gasta o mínimo percentual e ainda o repasse não chega de maneira satisfatória para os municípios”, lamenta.

Pesquisa

O levantamento do CFM considera que a média nacional gasta em saúde e a má qualidade da gestão dos recursos têm impacto direto na assistência da população e na atuação dos profissionais. Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões. Montante considerado abaixo do ideal por índices da Organização Mundial de Saúde.

As despesas em saúde ainda foram cruzadas com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), oferta de leitos para cada grupo de 800 habitantes, taxas de incidência de tuberculose e dengue, além da cobertura populacional de agentes comunitários de saúde e equipes de Saúde da Família (ESF).

Fonte: Jornal O Hoje