12 de junho de 2014

Paulo Garcia diz que pedido de impeachment é golpe da oposição


O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), convocou a imprensa na manhã desta quarta-feira (11/6) para pronunciamento oficial, no qual ele atacou as ações contra a administração atual, definindo-as como uma tentativa de "golpe" da oposição e de "pequenos grupos sociais".

Em um discurso incisivo, o prefeito criticou ferozmente as manifestações que vem ocorrendo pela cidade, em especial a greve da Educação, que, segundo ele, soma apenas 12% dos professores e é estritamente "político-partidária".

Na manhã da última terça-feira (11/6), foi votado na Câmara Municipal o pedido de impeachment do prefeito Paulo Garcia. Refutado com folga, o pedido foi classificado pelo prefeito como "irresponsável e oportunista". "Minha indignação é quase insuperável! Essa ação é uma atitude irresponsável e inadmissível", criticou ele.

Durante o discurso, Paulo Garcia reforçou que a cidade passa por uma crise financeira, que, de acordo com ele, está sendo sofrida por diversos municípios do País. "A crise não é novidade. Eu mesmo venho alertando, há mais de duas prestações de contas, que há um crescimento na folha de pagamento do município", afirmou.

No entanto, o petista atacou a oposição, dizendo que há uma mabobra por parte do governo Estadual para se criar uma crise instituicional, que, para ele, não existe. "Os partidos da base governista querem transformar uma crise puramente financeira, vivida por várias outras unidades da Federação, em uma crise institucional", frisou ele.

Em um momento de exaltação, Paulo Garcia questionou os presentes: "Qual ato irregular que nós cometemos? Eu respondo a algum processo? Eu respondo a qualquer coisa por atitude ilícita?".

Para o prefeito, as ações que vem denegrindo a imagem da prefeitura são uma "uma reação política de um grupo que não obteve êxito na última eleição e pretende buscar no 'tapetão' a modificação de resultado dela".

Em outro momento, Paulo Garcia classificou a atitude dos vereadores da oposição de golpe, característico de tempos de ditadura. " Intervenções como essa que eles estão tentando fazer são tentativas de golpe. É golpe", vociferou.

Críticas
Grande parte do discurso do prefeito foi utilizada para criticar a greve e invasão do plenário da Câmara, ocorrida na última terça-feira (10). Segundo ele, a invasão foi "orquestrada" e já estava "planejada" antes mesmo da votação do pedido de impeachment. "O presidente daquela Casa afirmou que alguns dos manifestantes já portavam colchões e objetos necessários para uma ocupação", afirmou.

Além disso, Paulo Garcia criticou a mídia por divulgar apenas as coisas "negativas" com relação a prefeitura de Goiânia. Para ele, vários benefícios estão sendo entregues e não são divulgados.

Com relação à divulgação e propaganda, o prefeito foi ainda mais incisivo. Afirmou que há muito tempo a prefeitura não gasta dinheiro com propaganda, já que esta não é uma "prioridade" da administração.

Rusga
Ainda sobre propaganda, Paulo Garcia alfinetou o governo do Estado, afirmando que leu que a atual administração estadual gastou cerca de 450 milhões de reais com propaganda.

"Com esse montante gasto pelo governador Marconi Perillo seria possível construir 225 Cmeis e 11 hospitais e maternidades como o Dona Íris", exemplificou.  "Nós temos outras prioridades".

Ainda em ataque ao governo do Estado, o petista fez questão de ressaltar que o governador Marconi Perillo se comprometeu a fazer um repasse financeiro para solucionar a crise do lixo na capital, mas que, "até agora não foi feito". "Estamos resolvendo o problema do lixo com recursos próprios", ressaltou ele.

Em outro momento caloroso, Paulo Garcia afirma que dentro do próprio governo estadual existem pessoas que fabricam as crise da prefeitura. "Nós sabemos que uma das secretarias do governo, a Agetop, funciona como um Quartel General para a promoção de atitudes como essa. Não vamos aceitar", ameaçou ele.

A reportagem do AR entrou em contato com a assessoria do Governo Estadual, que está produzindo resposta oficial às acusações do prefeito Paulo Garcia.

Fonte: A Redação