9 de junho de 2014

Mão de obra no Centro-Oeste é boa surpresa, diz Hyundai Caoa



Além do agronegócio, região Centro-Oeste recebe investimentos da indústria e intensifica serviços. Mão de obra foi surpresa positiva na instalação da montadora da Hyundai Caoa.

Operar no Centro-Oeste pode trazer alguns desafios quando se trata de fornecedores e logística, mas além das oportunidades para uma indústria como a de automóveis, a mão de obra – uma das mais conhecidas deficiências da competitividade brasileira – não se apresenta como um problema estrutural.

Essa é a visão do vice-presidente industrial da Hyundai Caoa, Mauro Correia.

“A mão de obra me surpreendeu positivamente”, disse o executivo durante o primeiro EXAME Fórum Centro-Oeste, realizado hoje em Goiânia.

A montadora da Hyundai Caoa foi inaugurada na cidade de Anápolis em 2007. De lá para cá, segundo Correia, já foi investido 1,6 bilhão de reais.

“Toda a gerência da operação é composta por pessoas da região de Goiás”, afirmou ele.

Mas se a mão de obra não foi componente adverso, tampouco veio de graça.

Segundo Correia – que já havia trabalhado na implantação da fábrica da Ford em Camaçari, Bahia – o resultado com os 1,9 mil empregos gerados pela montadora dependeu de treinamento em cooperação com o Senai.

“Se existe restrição com mão de obra, dá para agir montando projeto com o Senai, que é excelente. O resultado é sempre positivo”, defendeu.

Sediada em Cuiabá (MT) e com boa parte das operações no Centro-Oeste, a varejista Lojas Avenida também não vê problemas extras relacionados à capacitação da mão de obra na região.

“Mas temos a característica de ser primeiro emprego. Quanto mais a loja é no interior, mais estabilidade a pessoa costuma ter no emprego”, disse o presidente do grupo, Rodrigo Caseli.

Para as Lojas Avenida, a região Centro-Oeste permite abrir lojas mesmo em cidades com menos de 40 mil habitantes, desde que ela esteja ligada ao poder do agronegócio.

“As lojas que mais crescem ou que vendem mais por metro quadrado estão inseridas no espaço do agronegócio”, afirma.

O Grupo Lojas Avenidas recebeu recentemente um aporte de 250 milhões de reais do fundo Kinea, do Itaú Unibanco. Com o dinheiro, deve abrir mais 140 lojas para se juntar às atuais 109 em 13 estados brasileiros.

Fonte: Exame