30 de junho de 2014

Dilma anuncia 100 mil bolsas para 2ª etapa do Ciência sem Fronteiras


Programa oferece bolsas de estudo para estudantes brasileiros no exterior. Primeira etapa da iniciativa federal concedeu 83 mil bolsas de estudo.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (25), durante a cerimônia de lançamento da segunda etapa do programa Ciência sem Fronteiras, que o governo federal irá oferecer 100 mil novas bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros. O chamado “Ciência sem Fronteiras 2.0” entrará em vigor a partir de 2015. A primeira etapa do programa concedeu bolsas a 83 mil estudantes.

“Definimos nova fase do Ciência sem Fronteiras. Mais 100 mil bolsas para todos os jovens brasileiros que passarem e se classificarem a partir do processo de seleção”, informou Dilma na solenidade realizada no Palácio do Planalto.
A presidente destacou ainda que o programa, que tem foco nas ciências exatas, sobretudo em cursos de engenharia, ajudará o país a se desenvolver tecnologicamente.

“Esse é um programa feito para garantir ao Brasil condições de gerar aqui inovação, aumentar o interesse pelas ciências exatas e a aplicação de tecnologia em todas as áreas”, complementou a chefe do Executivo.

A presidente destacou durante seu discurso que a experiência em faculdades de outros países dá aos estudantes “novas perspectivas”. “Essas bolsas têm papel importante para os estudantes de graduação. Mostram os processos mais avançados existentes no mundo no que se refere ao estudo”, ponderou.

Dilma ressaltou que as bolsas são concedidas conforme a nota obtida pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (nota igual ou superior a 600 pontos) e o rendimento acadêmico na universidade no Brasil.

“Ao Ciência sem Fronteira não importa a origem ou classe social da pessoa. Se ela se esforçou, pode participar do Ciência sem Fronteira. Para fazer jus ao programa, há um critério meritocrático”, destacou a presidente.

Meta 'arrojada'

O ministro de Ciência e Tecnologia, Clélio Campolina, afirmou a jornalistas após o lançamento da segunda etapa do Ciência sem Fronteiras que a meta de 100 mil bolsas de estudo para o exterior é "arrojada". Campolina garantiu que a meta deverá ser cumprida e foi tomada com base na primeira etapa da iniciativa federal.

"Eu acho que 100 mil bolsas por ano é um bom tamanho. Acho que [o programa] está funcionando muito bem e, inclusive, o comprometimento da juventude estudantil foi muito positivo. Cem mil bolsas é uma meta arrojada, uma meta muito grande e que está sendo cumprida. É uma meta muito grande", enfatizou.

‘Pronatec 2.0’
Na última semana, o governo também anunciou a criação de 12 milhões de vagas para a segunda etapa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), a partir de 2015. Ao todo, somadas as vagas da primeira e segunda fases, serão 20 milhões de matrículas.

Durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, Dilma defendeu o Pronatec como forma de inclusão social, uma vez que garante ao aluno se qualificar e procurar trabalhos que lhe garantam aumento na renda.

Fonte: G1


Goiânia: Segurança inaugura central de videomonitoramento




A Secretaria da Segurança Pública de Goiás inaugurou, nesta sexta-feira, dia 27, a nova Central de Videomonitoramento de Goiânia, cujo investimento foi de R$ 7,6 milhões. Sessenta câmeras de última geração já estão em funcionamento e a previsão é que outras dez sejam acionadas até o fim da próxima semana. O projeto Olho Amigo, como foi batizado, contará com 150 equipamentos próprios quando estiver em funcionamento pleno, o que deve ocorrer no segundo semestre deste ano, mas pode ter o número ampliado por meio de parcerias.

Até a efetivação do Olho Amigo, a SSP contava com 36 câmeras em Goiânia. As atuais mantêm a cobertura anterior, mas ampliam para 18 bairros da capital, como Jardim Liberdade, Vila Mutirão e Cândida de Moraes (veja lista abaixo). A distribuição seguiu a chamada “mancha quente”, ou seja, são áreas apontadas pela Gerência de Análise de Informações como as de maior vulnerabilidade.

Além de ter mais pontos monitorados, os novos equipamentos são mais modernos. Todas as câmeras têm alta resolução de imagem (Full HD) e cobrem um ângulo de 360 graus. Além disso, podem aproximar a imagem em até 20 vezes, de acordo com a necessidade dos operadores do sistema, que são da Polícia Militar e têm estações de trabalho individuais.

A nova central foi construída na sede da SSP e está em uma sala de 60 metros quadrados. Nela, além dos painéis individuais, foi instalado um painel formado por oito telas chamado videowall. “Esse equipamento permite o monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana, e tem vida útil de 50 mil horas”, explica o secretário da Segurança Pública, Joaquim Mesquita. As imagens ficarão arquivadas por 30 dias, exceto aquelas incluídas em inquéritos policiais, que serão armazenadas em backups.

Segundo o secretário, o videomonitoramento auxiliará muito o trabalho das polícias. “O operador poderá descolar rapidamente uma viatura da PM, quando identificar uma ocorrência. As imagens também podem colaborar para o esclarecimento de ocorrências”, afirma. Joaquim Mesquita esclarece que o videomonitoramento tem impacto, principalmente, na redução de crimes patrimoniais, mas também pode contribuir para conter crimes contra a pessoa, como homicídios.

O governador Marconi Perillo ressalta que a nova central vai facilitar todas as ações de monitoramento da SSP, que inclui, além das câmeras, o posicionamento geográfico das viaturas. “A central é moderníssima e permite também a parceria com instituições públicas e privadas”, lembra. “Mas visa, principalmente, reduzir a criminalidade, que é o que nos interessa”, conclui.

Marconi Perillo aproveitou para conhecer as obras do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que está sendo erguido na sede da SSPGO. O CICC agrupará o serviço de videomonitoramento, mas também todos os atendimentos das forças policiais e Corpo de Bombeiros, além de permitir a integração com outros órgãos que não estão diretamente ligados à Segurança, como o Departamento de Trânsito (Detran).

A inauguração foi acompanhada pela presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás, Helenir Queiroz; o presidente da Fecomércio, José Evaristo dos Santos; e do Sindlojas, José Carlos Palmas Ribeiro. Também estiveram presentes o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sílvio Benedito Alves; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Carlos Helbinger e o diretor-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski.

Presidente do Sindlojas, José Carlos Palma Ribeiro elogiou a nova central. “Esse tipo de equipamento leva uma sensação de segurança aos lojistas e aos clientes. Trata-se de um equipamento muito mais moderno e eficiente do que os existentes nas lojas, por exemplo”, acredita.

A Central tem cerca de 60 metros quadrados, com oito posições de monitoramento, podendo chegar a 20. Conta com um painel de visualização (Videowall) composto por oito telas de LFD (Large Format Displays) FULL HD, de 46 polegadas com Backlight LED, onde a somatória de bordas não ultrapassa os 5,5mm, distribuídas em uma matriz 2×4. Equipamento desenvolvido especialmente para operações 24×7 com vida útil mínima de 50.000 horas, totaliza uma área total de visualização de aproximadamente 5m2. Cada posição de monitoramento conta com dois monitores de 23 polegadas, além de joystick com botões de atalho para controle rápido e preciso das câmeras em campo.

As câmeras são 70 tipo PTZ (móveis), com tecnologia FULL HD 2MP, zoom óptico de 20x e rotação contínua de 360 graus. A transmissão é por meio de rede de fibras óticas dos pontos monitorados para a Central. Outras 80 câmeras serão instaladas até o fim do ano, totalizando 150. Além disto, a Central tem capacidade para receber as imagens de câmeras de outras instituições por meio de parcerias. Já estão em andamento parcerias com a Prefeitura, Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), Agência Goiana de Obras Públicas (Agetop), Polícia Rodoviária e organizações representativas do comércio, indústria e setor de serviços.

Distribuição das câmeras Nas vias urbanas, inicialmente serão 70 câmeras distribuídas de acordo com os hotspots (zonas quentes), que são os locais com maior número de ocorrências, de acordo com dados da Análise Criminal da Gerência de Análise de Informações da Secretaria da Segurança Pública de Goiás:

Setor Central
Setor
Fama Setor
Marechal Rondon
Residencial Recanto do Bosque
Setor Campinas
Setor Morada do Sol
Vila Aurora
Setor Aeroviário
Jardim Nova Esperança
Parque Industrial
Vila Canaã
Vila Nova Leste
Vila Nova Nova Esperança
Pedro Ludovico
Cândida de Moraes
Vila Mutirão
Jardim Liberdade

Fonte: Goiás Agora


Tráfego duplicado entre Inhumas e Itauçu está liberado


Os motoristas que transitam pela GO-070 no sentido de Inhumas a Itauçu estão percorrendo o trecho em pista dupla. Mas os trabalhos de reconstrução do trecho não param, e a sinalização noturna estará finalizada em, no máximo, 15 dias. As obras de duplicação da GO-070 também continuam no sentido Itauçu, Itaberaí e da cidade de Goiás. O projeto total prevê a duplicação de 94,9 quilômetros de Inhumas a Goiás, obra realizada com recursos do Estado, superior a R$ 200 milhões. Só no trecho Inhumas a Itauçu, liberado ao trafego na tarde da última sexta-feira, dia 27, foram investidos mais de R$ 50 milhões.

Na região também foram pavimentados 17 quilômetros da GO-154, de Itauçu ao Distrito de Ordália. Foram investidos R$ 11,7 milhões nos 11,2 quilômetros. Já está autorizada a licitação para a pavimentação dos 22 quilômetros da rodovia que liga Ordália a Itaberaí. A região é conhecida como rota para os turistas que viajam rumo ao Vale do Araguaia e também na produção leiteira.

Vapt Vupt
A cidade de Inhumas abriga agora uma unidade do Condomínio Vapt Vupt, oficialmente inaugurado na última sexta-feira. Goianira também passou a contar com um Condomínio Vapt Vupt no mesmo dia da inauguração da pavimentação da rodovia que liga Goianira a Trindade, o entroncamento da GO-070 com a GO-469.

Fonte: Goiás Agora

Festa do Divino Pai Eterno: Devoção que supera limites



Movimentação bastante intensa na Rodovia dos Romeiros já no primeiro fim de semana do evento religioso

O sol, o calor, o frio ou as limitações físicas não são empecilhos para os romeiros do Divino Pai Eterno que percorrem a pé o trecho de aproximadamente 18 quilômetros da rodovia GO-060, entre Goiânia e Trindade. O caminho é marcado por oração, reflexão e solidariedade entre os fiéis, que motivam os companheiros de jornada e emprestam curativos para aqueles que ficam com os pés calejados.

A rodovia dos romeiros ficou lotada na manhã do primeiro domingo da romaria. O número de fiéis que caminhavam rumo à terra santa parecia maior do que nos anos anteriores, quando o movimento costuma ser maior no último final de semana da festa. Não é possível traçar um perfil. Homens e mulheres de todas as idades, crianças, adolescentes e atletas de diversas cidades e Estados.

Da capela Nossa Senhora de Lourdes, no Setor Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia, saíram cerca de 60 pessoas, que se revezavam na missão de levar a imagem da santa. No caminho eles rezaram o terço e cantaram diversas canções católicas. Com o grupo estava o aposentado Antônio Ferreira dos Santos, de 66 anos. “É o sexto ano que a comunidade se reúne para fazer a romaria. Vim agradecer pelas bênçãos recebidas e também pedir proteção para minha família.”

Com o Santuário Basílica lotado, os fiéis cansados se ajeitavam como podia, até mesmo no chão, para acompanhar a missa.

Na sala dos milagres é possível de ver o olhar de fé e esperança no rosto dos visitantes que passam por ali para fazer pedidos, agradecer ou até mesmo por curiosidade. A dona de casa Joselita Pereira de Souza Almeida, de 61 anos, saiu de Cristalina para deixar ali uma foto do neto Marcos, de 6 meses, que sofre de problemas cardíacos. “Fui atendida diversas vezes e tenho fé de que o Divino Pai Eterno irá curá-lo. ”

A mesma fé levou a camareira Raimunda Nonata Fernandes da Silva, de 39 anos, a firmar uma promessa, que cumpre com gratidão há dez anos. Ela saiu de sua casa, no Parque Santa Rita, por volta das 5 horas e depois de caminhar os mais de 20 quilômetros, subiu a rampa do santuário de joelhos e foi até a imagem original do Divino Pai Eterno. “Minha mãe sofreu um derrame e ficou algum tempo acamada, mas hoje ela está curada, não teve nenhuma sequela. A dor que sinto não é nada perto desta benção.”

Pelo terceiro ano seguido, o casal Lúcio Domingos Leal Costa, bancário, de 30 anos, e Laura Lima Ribeiro, de 36, saem de Barra do Garças (MT) para visitar Trindade e já semeiam o hábito para a filha de 9 anos, que também percorreu à pé o trecho entre Goiânia e a terra santa. Em frente ao Santuário, eles aproveitaram para amarrar uma fitinha em frente à capela dedicada à Nossa Senhora. “Aproveitamos este momento para orar, cantar, rezar o terço, pedir e também agradecer as bênçãos recebidas”, conta Costa.

Festa prossegue com missas e novenas

A Festa do Divino Pai Eterno prossegue até domingo com a realização diária de missas, novenas, oração do terço e confissões na Igreja Matriz e no Santuário Basílica.

No próximo dia 2, quarta-feira, será realizada a 1ª Romaria da Solidariedade. Os integrantes dos grupos que desenvolvem ações sociais vão sair às 15 horas do trevo de Goiânia, seguir os 18 quilômetros a pé pela Rodovia dos Romeiros e participar da Novena Solene, às 20 horas, em Trindade. Na quinta-feira, 3 de julho, às 9 horas, acontece a Romaria dos Carros de Boi, com bênção às 9 horas.

Fonte: Jornal O Popular

Máxima não deve passar de 25ºC nesta segunda-feira


A neblina que atingiu Goiânia nesta manhã causou atrasos de voos no aeroporto da capital

Goiânia amanheceu sob forte neblina nesta segunda-feira (30). A névoa chegou acompanhada por baixa temperatura, que atingiu 13ºC no início da manhã.  Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a máxima do dia para a capital é de 25ºC.

Ainda conforme o INMET, a queda nos termômetros é normal nesta época do ano. O motivo seria uma massa de ar frio vinda do sul do continente. Já a neblina é causada pela junção da baixa temperatura com a alta umidade do ar. Goiânia registrou 95% de umidade nesta manhã.

De acordo com o Instituto, o clima frio deve permanecer pelos próximos três dias e a temperatura continuará amena durante o mês de julho. Apesar dos 13ºC, esta não foi a manhã mais fria em Goiânia neste ano. O título foi registrado em maio, quando os termômetros marcaram 10ºC.

Rio Verde

O município de Rio Verde, a 232 quilômetros de Goiânia, registrou a mais baixa temperatura do dia em Goiás. A segunda-feira amanheceu com 10ºC e a máxima não deve passar dos 25ºC.

Atrasos

Devido à neblina, alguns voos no aeroporto Santa Genoveva sofreram atrasos. A pista não foi completamente fechada, mas o cuidado com decolagens e pousos foi redobrado. Voos que chegariam à Goiânia nesta manhã não tiveram autorização de pouso por causa das condições climáticas.  Algumas decolagens também sofreram atrasos.

Fonte: Jornal O Hoje


29 de junho de 2014

Faculdade Alfredo Nasser de Aparecida vai ter curso de medicina


A Faculdade Alfredo Nasser de Aparecida de Goiânia vai ter o curso de medicina a partir do segundo semestre desse ano. A autorização para o funcionamento está publicada no site do Ministério da Educação (MEC), desde a última segunda-feira, dia 23 de junho, o que torna possível a realização do curso na entidade.
As informações oficiais publicadas pelo MEC atestam que serão 100 vagas anuais e que o curso deverá cumprir as diretrizes curriculares vigentes de 12 semestres, com 8.500 horas aula.

De acordo com o diretor geral da Faculdade Alfredo Nasser, Professor Alcides Ribeiro Filho, o primeiro vestibular deverá acontecer na primeira quinzena de agosto: “já estávamos esperando pela publicação, uma vez que cumprimos todo o protocolo estabelecido pelo MEC para a implantação do curso de medicina e com isso precisamos apenas do tempo para preparar o nosso processo seletivo que será o vestibular” – diz o diretor.

O protocolo a que se refere o Professor Alcides inclui a montagem de laboratórios, contratação de quadro de professores, ampliação da biblioteca central e salas de aula dentro dos padrões exigidos pelo Conselho Nacional de Saúde, entre outras obrigações.

O valor das mensalidades também já está definido, em R$ 5.500,00.

Fonte: Portal 730

Violência: Afinal, há ou não um serial killer em Goiânia?


O Jornal Opção ouviu a mais respeitada autoridade do assunto no Brasil para saber as características de um serial killer e, assim, poder se aproximar da resposta a essa pergunta

Desde o início do ano foram registrados aproximadamente 300 ho­mi­cídios em Goiânia, sendo 48 somente apenas neste mês — dos quais 31 foram cometidos em cinco dias, segundo os registros da Polícia Civil (PC). Um número assustador, de fato. Mas o que tem gerado certo pânico, sobretudo entre as mulheres é a possível atuação de um serial killer na cidade. A especulação da existência de um assassino em série começou com a divulgação de um áudio pelo aplicativo de smartphones Whatsapp.

O áudio, gravado por uma mulher ainda não identificada, traz as seguintes informações: “Estou saindo da clínica agora e hoje foi uma mulher lá, a pedido de uma delegada. Ela está alertando todos os estabelecimentos com muitas mulheres. É o seguinte: tem um serial killer solto em Goiânia. Ele tem uma moto preta e um capacete preto. Ele aborda a pessoa na rua e pede o celular, armado. Quando a menina vai pegar o celular ele atira. Ele já matou 12 meninas em Goiânia. Ele está atacando no Jar­dim América, e nos setores Su­doeste e Nova Suíça. Então, ela pe­diu para espalhar só para mulheres. Para homens não. É uma informação sigilosa, pois a polícia está investigando e já está quase pegando esse cara. Então, cuidado meninas. Se verem um motoqueiro com capacete e moto preta, chamem a polícia.”

Essas informações se tornaram virais na rede e muitas mulheres têm se tornado mais cautelosas ao sair de casa, como relata a matéria “Onda de violência tem levado pânico à população de Goiânia”, publicada na última edição do Jornal Opção. Contu­do, diante da situação de pânico e dos vá­rios casos atribuídos ao suposto as­sas­sino em série da moto preta — que seriam 6 e não 12 —, as au­to­ridades policiais negam veementemente a existência de um serial em Goiânia.

O termo serial killer (assassino em série, em português) foi utilizado pela primeira vez, nos anos 1970, por um agente do FBI (em inglês, Federal Bureau of Investigation, a Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos). Mas o que é um serial killer? Como ele age? Quais são as características atribuídas a um criminoso desse porte? É possível dizer que há, de fato, um assassino em série a solta em Goiânia?

Para responder a essas questões, a reportagem pediu o auxílio de uma das maiores especialistas em criminologia do país: Ilana Casoy. Uma das profissionais mais aclamadas da área no Brasil, Ilana tem quatro livros publicados. Dois deles sobre assassinos em série — “Serial Killer, louco ou Cruel” e “Serial Killer: Made in Brazil”. E dois sobre crimes de grande repercussão no país — “O Quinto Mandamento”, sobre o assassinato do casal de classe média alta Marísia e Manfred Von Ri­chthofen. As mortes foram encomendadas e planejadas pela filha Suzane Von Richthofen; e “A Prova é a Testemunha”, que relata como a perícia técnica conseguiu incriminar o casal Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni no assassinato da menina Isabella.

Ilana identificou a existência de 62 assassinos em série no Brasil. Em seu livro de maior repercussão — “Serial Killers: made in Brazil” — ela retrata de modo mais completo seis casos, tendo entrevistado pessoalmente dois dos assassinos: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, que matou 13 pessoas; e Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho, considerado o pior dos assassinos em série brasileiros, com 42 mortes.

Ilana não quis falar sobre o su­posto assassino em série de Goiâ­nia, uma vez que não conhece o ca­so. Para falar sobre o assunto, ela te­ria que ter acesso ao inquérito, falar com a Polícia Civil e ter subsídios concretos sobre os assassinatos — informações que vão além das divulgadas pela imprensa. Essa cautela se dá pelo fato de que, qualquer comentário dela sobre o caso poderia gerar repercussão, dada sua importância na área da criminologia.

Contudo, a especialista concordou em falar, em termos gerais, so­bre o que é um assassino em série e seu modo de agir. Existem definições sobre os assassinos, que não podem ser confundidos ou simplesmente con­vencionados como sendo assassino em série. Ilana define, por exemplo, um “matador em massa” como sen­­do quem “mata quatro ou mais ví­­timas em um só local, num só e­vento”. Segundo ela, em geral, a ex­plosão de violência desse tipo de as­sa­ssino é dirigida para o grupo que su­postamente o oprimiu, ameaçou ou rejeitou.

Existe também o “spree killer”, ou matador impulsivo. É possível dizer que as vítimas desse assassino estão no lugar errado, na hora errada. Ele mata várias pessoas num período de horas, dias ou semanas, e não passa por fases, como acontece com um assassino em série, mas se acalma até precisar matar novamente. “Ele pode parar de matar tão rápido quanto começou”. E um assassino em série?

Assassino em série é alguém que simplesmente mata muitas pessoas ou há especificidades nos atos cometidos por ele? Como é possível identificar um?

Segundo meus estudos, pode ser definido como assassino em série aquele que comete dois ou mais assassinatos, envolvendo ritual com mesmas necessidades psicológicas, mesmo que com modus operandi diverso, caracterizando no conjunto uma “assinatura” particular. Os crimes devem ter ocorrido em eventos separados e em datas diferentes, com algum intervalo de tempo relevante entre eles. As vítimas devem ter um padrão de conexão entre elas; a motivação do crime deve ser simbólica e não pessoal. Assassino em série não é um diagnóstico psiquiátrico ou psicológico, e sim uma definição de comportamento criminoso, como homicida, latrocida, assaltante e estelionatário.

Podemos dizer que o padrão dos crimes é a assinatura do assassino em série?
Não se pode confundir modus o­perandi ou ritual com assinatura do crime. Assinatura é uma combinação de comportamentos, identificada pelo modus operandi e pelo ritual. Não se trata apenas de comportamentos inusitados. Muitas vezes, o assassino se expõe a um alto risco para satisfazer todos os seus desejos, permanecendo muito tempo no local do crime, por exemplo. Outros usam algum tipo de amarração específica, ou um roteiro específico de ações executadas pela vítima, como no caso dos estupradores em série. Ferimentos específicos também é uma forma de assinar o crime.

Esses padrões têm ligação direta com o motivo do crime?
A motivação do crime deve ser simbólica e não pessoal. Não é possível saber antes de identificar o assassino e conversar com ele.

É possível que um assassino em série possa fingir um padrão para despistar a polícia? E esse padrão, uma vez reconhecido, pode abrir brechas para seguidores?
Copycats existem, mas não são perfeitos, porque ninguém pode “copiar” uma necessidade psicológica e/ou simbólica. Uma polícia conhecedora do assunto não divulga a assinatura.

É certo que há um intervalo entre os crimes cometidos por um assassino em série. Esse intervalo é dado, geralmente, por qual razão? Planejamento?
Não, é um ciclo. O assassino em série passa por fases: fase áu­rea – aquela em que o assassino começa a perder a compreensão da realidade; fase da pesca – procura sua vítima ideal; fase galan­te­adora – seduz ou engana a vítima; fase da captura – quando a ví­tima cai na armadilha; fase do as­sassinato ou totem – auge da emoção para o assassino; e fase da depressão – depois do assassinato.

De quanto tempo costuma ser o intervalo dado por um assassino em série?
Cada um é cada um, pode ser dias, meses ou anos.

A vítima representa um símbolo para o assassino em série? Que espécie de símbolo?
As vítimas de um assassino em série são escolhidas ao acaso, porque sua motivação é simbólica. O que as conectará é a assinatura do crime. A vítima é o objeto da fantasia do assassino em série. A ação da vítima não precipita a ação do assassino. Ele a vê como objeto, e não como pessoa.

Uma vez identificado um assassino em série, qual deve ser o papel social da polícia em relação ao caso? Deve falar abertamente sobre o caso com a população, ou é melhor esconder para não causar pânico?
Existem histórias de todo tipo. No caso de uma investigação de cri­me em série, deve ser planejada uma es­tratégia que considere todas as al­ternativas. Uma ação exemplar aconteceu aqui mesmo, no Brasil, em Be­lém do Pará. A polícia deu palestras so­bre o perfil do assassino em série nas escolas do bairro em que ele agia, pa­ra uma faixa etária específica. Mui­tas vidas foram salvas porque isso di­fi­cultou totalmente a captação de no­vas vítimas, obrigando o assassino ao erro.

As informações que apontam para um assassino em série

O delegado titular do 8° Distrito da Polícia Civil de Goiânia, Waldir Soares, disse ao Jornal Opção, que, de fato, há nessa história as seguintes questões: existe mais de uma pessoa assassinando mulheres em Goiânia. Porém, o delegado afirma acreditar que pelo menos quatro das seis vítimas até agora foram mortas por uma só pessoa, o que faria do assassino um serial.

Quem são as quatro? De acordo com o delegado, a filha do ex-promotor de Justiça Uigvan Pereira Duarte, a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos, assassinada no dia 14 de março em frente a uma lanchonete na Rua T-64, no Setor Bela Vista. Ela foi a primeira vítima. A polícia seguiu pelo caminho de latrocínio, roubo seguido de morte. Porém, o assassino, um motociclista, fugiu sem levar nada. Segundo testemunhas, sua arma falhou duas vezes antes de conseguir atirar na vítima.

A segunda é Carla Barbosa Araújo, morta no dia 23 de março com um tiro no peito, numa suposta tentativa de assalto. O assassino estava numa moto preta e abordou a jovem de 15 anos numa via do Setor Sudoeste. O motociclista pediu o aparelho celular, mas Carla disse que não estava com nenhum. O suspeito, então, atirou uma vez e fugiu. Carla estava acompanhada de sua irmã.

A terceira é Janaína Nicácio, de 24 anos, assassinada com um tiro na nuca no dia 8 de maio, em um bar no Jardim América. O assassino estava numa moto preta — que também teria matado, na mesma noite, Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, de 27 anos. A moça foi morta com um tiro no peito, em um ponto de ônibus no Setor Bueno. O sujeito deu voz de assalto e, quando Bruna abriu a bolsa para pegar o celular, ele disparou.

E a última, segundo o delegado Waldir, é Isadora Aparecida Cândida dos Reis, morta no dia 1° de junho. Ela e o namorado foram abordados por um motociclista, no Setor São José. Ele pediu o celular das vítimas e quando Isadora foi entregar o celular, o aparelho caiu no chão. Como conta o namorado da vítima, o assassino, então, agarrou um dos braços da adolescente e em seguida disparou contra ela. O tiro atingiu as costas de Isadora.

Dessa forma, o delegado aponta que um perfil pode ser traçado. Afinal, as vítimas até agora são mulheres bonitas, com idade entre 15 e 27 anos e mortas com apenas um disparo de arma de fogo, embora ele admita que não possa falar sobre a arma, uma vez que não é da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH). Porém, ele diz que, pelas características dos crimes e pela análise das ocorrências, é possível afirmar que nesses quatro casos há um padrão: uma tentativa simulada de assalto, as vítimas foram mortas com apenas um tiro por motociclistas em uma moto escura e os assassinos usavam capacetes pretos.

Esse padrão marcaria, assim, a obra de um assassino em série? O delegado da DIH responsável pelas investigações, Murilo Polati, diz que não e o próprio delegado Waldir admite não poder afirmar isso com certeza, embora acredite que as semelhanças entre os crimes seja o suficiente para a Secretaria de Segurança Pública não permitir o pavor que, de certa maneira, se instalou entre as mulheres goianienses. “É preciso chamar a responsabilidade, traçar o perfil das vítimas, chamar toda a imprensa, esclarecer o que está acontecendo até para que o cidadão possa se proteger”, afirmou ele em entrevista aos repórteres do Jornal Opção Thiago Buri­gato e Frederico Oliveira.

O reconhecimento

O outro ponto que aponta para uma possível ação de um assassino em série em Goiânia veio do namorado de Isadora Aparecida Cândido dos Reis, a última pessoa assassinada nessas condições. Clayton César Pimenta Júnior reconheceu o assassino de sua namorada por meio de um retrato falado. Ele afirmou à polícia que o homem que atirou nas costas de Isadora tem as mesmas feições do sujeito retratado como o suspeito de ter matado a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, em março.

Esse reconhecimento, informado em primeira mão pelo Jornal Opção Online, indicaria que pelo menos duas das seis mulheres mortas, teriam sido assassinadas pela mesma pessoa. O jovem informou: “A viseira estava aberta e deu para ver a fisionomia dele. Os traços são muito semelhantes. Os olhos, a feição, a cor, e até a camisa verde.” Isso sustentaria o “surgimento” de um assassino em série.

Tanto o delegado da DIH, Murilo Polati, quanto o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, descartam a possibilidade. Porém, mesmo desacreditando a relação entre os casos, as ordens eram para que a Polícia Técnico-Científica realizasse um cruzamento balístico entre as munições utilizadas nos crimes para averiguar uma possível compatibilidade. O resultado, entretanto, ainda não é conhecido.

O fato é que a Polícia Civil (PC) detém um suspeito de ter cometido alguns dos assassinatos ocorridos na região metropolitana de Goiânia. Ele foi preso na terça-feira, 24, mas ainda não foi apresentado pela PC. A reportagem apurou que há um nome. Porém, como o caso está sendo mantido em sigilo — visto que a polícia ainda espera obter provas, como as possíveis armas dos crimes —, não há porque divulgá-lo. A publicação do nome poderia gerar consequências graves (veja matéria no quadro abaixo).

Além disso, uma parte considerável das Polícias Civil e Militar está em busca de encontrar o responsável — ou os responsáveis — pelas mortes. É certo que a Rotam está nas ruas para aumentar a abordagem aos motociclistas, sobretudo àqueles a bordo de motocicletas pretas e usando capacetes pretos. Porém, até divulgação dessa informação pode avisar o criminoso — ou os criminosos — da ação.

Características dos assassinatos levariam a um padrão

O fato de quatro das seis mulheres mortas terem sido assassinadas com apenas um tiro, após terem sido abordadas por um homem numa moto preta, com capacete igualmente preto, que pediu o celular, mas não levou nada, pode indicar um padrão de crime. Além disso, todas elas tinham entre 15 e 27 anos.

Porém, como disse a criminologista Ilana Casoy, “não se pode confundir modus operandi com assinatura do crime”, pois a “assinatura é uma combinação de comportamentos, identificada pelo modus operandi e pelo ritual”. E nenhum tipo de informação que leve a isso foi divulgada pela polícia.

Sobre o motivo. O motivo do crime, ou a falta dele, é muito importante para a definição de um assassino como sendo um assassino em série. Quem diz isso é Ilana Casoy. As vítimas parecem ser escolhidas ao acaso e mortas sem nenhuma razão aparente, pois raras são as vezes que um assassino em série conhece suas vítimas. Ela representa, na maioria dos casos, um símbolo.

Sabe-se que todas as mulheres eram bonitas. Isso poderia ser um motivo? Ele pode ter sido um ex-marido traído, ou ter tido uma decepção amorosa. Ele também pode não gostar de mulheres. São especulações. Voltando à Ilana: “Não é possível saber [a motivação] antes de identificar o assassino e conversar com ele”.

A polícia tem um homem preso. Isso é certo. Se a instituição tem essas informações, não se sabe. A PC se nega a dar detalhes sobre a investigação e não se pode julgá-la por isso. Como também disse a criminologista, “uma polícia conhecedora do assunto não divulga a assinatura” do crime.

E não divulga por quê? Talvez para não gerar “copycats”, imitadores do assassino em série. Os outros dois casos ocorridos, que completam o número de seis mulheres mortas, poderiam indicar um imitador — ou, talvez, o mesmo assassino com um padrão diferente.

No dia 15 deste mês, duas adolescentes, uma de 13 e outra de 17 anos, foram assassinadas em bairros diferentes de Goiânia. Porém os crimes seguem as características já apontadas. As duas foram mortas por motociclistas. A jovem de 17 anos estava grávida de cinco meses.

Ela caminhava com o companheiro na Rua 3, no Setor Central, quando foi abordada por um motociclista. O homem desceu da moto preta e disparou contra o peito da jovem. Já a adolescente de 13 anos foi morta a tiros em uma praça do Bairro Goyá. O autor dos disparos estava em uma motocicleta vermelha.

As possíveis consequências de uma divulgação irresponsável

Após o reconhecimento do re­trato falado por parte de Clayton César Pimenta Júnior, o namorado de Isadora Cândido, circulou nas redes sociais — principalmente o Facebook — a foto de um rapaz como sendo o do retrato falado. As publicações afirmavam que Rafael Siqueira, de 27 anos, seria o assassino em série.

Essas postagens levaram o delegado titular do 8° Distrito da Polícia Civil de Goiânia, Waldir Soares, a chamar Rafael para depor. Segundo o dele­gado, as publicações assus­ta­ram o rapaz, que não possui en­­vol­vimento algum com o crime. De acordo com ele, Rafael sequer tem motocicleta, além de não ter as mesmas características físicas do sus­pei­to, que seria um sujeito magro, moreno e alto, de 1,85m.

Esse tipo de divulgação, assim como a publicação do nome ainda não confirmado do suspeito preso pela Polícia Civil na última terça-feira, 24, podem levar a uma situação semelhante à vivida em São Paulo, em maio deste ano, quando a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi acusada de ser uma mulher que supostamente praticava magia negra com crianças. As acusações aconte­ceram pela internet com base também em um retrato falado. A publicação gerou revolta na população, que linchou Fabiane. O caso ganhou re­percussão nacional.

Fonte: Jornal Opção Marcos Nunes Carreiro


Troca de tiros na boate Samauma deixa três feridos


Três pessoas, dentre elas dois policiais militares, ficaram feridas após troca de tiros fica na boate Samauma, na Rua 148, no Setor Marista em Goiânia. O caso foi registrado na madrugada deste domingo (29).

Segundo informações do Posto da Polícia Civil no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), os dois policiais, estavam a paisana na casa de shows quando um deles foi baleado no banheiro após se envolver em uma discussão. Ao ajudar o colega, o segundo policial identificou o homem que teria feito os disparos e houve troca de tiros no local.

Um dos policias foi atingido cinco tiros na barriga e na perna, e o outro foi baleado na perna direita. Uma terceira vítima ficou ferida na perna esquerda. Os três foram encaminhados para o Hugo. O suspeito dos disparos ainda não foi identificado e está foragido.

Fonte: Jornal O Popular


28 de junho de 2014

Hugo 2: Funcionamento a partir de setembro


O governador Marconi Perillo visitou ontem, último dia permitido pela lei eleitoral para vistoria e inauguração de obras, o Hospital de Urgência da Região Noroeste, denominado Governador Otávio Lage de Siqueira ou Hugo 2.

As obras do hospital estão próximas da conclusão. O que está mais atrasada é a obra do prédio administrativo, que foi iniciado depois. Segundo o governador, serão necessários ainda cerca de três meses para a finalização de tudo.

Posteriormente, o hospital entrará na fase de montagem de equipamentos, formação de equipe para só então funcionar. O governador estava acompanhado de várias autoridades, servidores da saúde e da família do homenageado, o ex-governador Otávio Lage.

“É como acelerar um carro. Não é possível sair do zero e chegar direito aos 100 km/h. É preciso trocar marcha e acelerar aos poucos até chegar lá”, disse. Marconi relembrou as críticas que recebeu contra a entrega da gerência dos hospitais para organizações sociais e afirmou: “Diziam que íamos privatizar os hospitais. Isso não aconteceu, o que aconteceu foi apenas que estamos oferecendo ao público atendimento da qualidade dos hospitais privados”.

40%

O Hugo 2 começará a funcionar com 40% de sua capacidade e, segundo a SES, deverá atingir 100% em cinco meses. Durante a visita ontem, o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón, afirmou que 90% das obras do Hugo 2 estão concluídas.

No entanto, ainda não há previsão de quando a organização social (OS) Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir) assumirá a administração, o que só será feito após a conclusão do processo de chamamento público, que ainda está em fase preliminar e, portanto, ainda cabe recurso antes da assinatura do contrato e da homologação pela Procuradoria-Geral do Estado.

EQUIPAMENTOS

Em relação aos equipamentos, já chegaram ao hospital um tomógrafo de 64 cortes, que custou R$ 1,5 milhão, um raio-X de R$ 425 mil e 11 aparelhos de raio-X do tipo móvel, ao custo de R$ 85 mil a unidade.

Chegarão na próxima semana, de acordo com a SES, outro tomógrafo, três aparelhos de ultrassom e outros de raios-X.

Até o final de julho, deverão estar instalados outros equipamentos, entre eles, 472 camas elétricas hospitalares, 110 ventiladores pulmonares, monitores, desfibriladores e mesas cirúrgicas, entre outros, no valor total de R$ 30,7 milhões.

As obras do Hugo 2 tiveram início em maio do ano passado. O valor inicial previsto era de R$ 57,3 milhões.

Em março deste ano foi concluída a licitação para alterações e ampliação do projeto de construção da unidade, o que aumentou em R$ 72,6 milhões o custo previsto.

Com as alterações, o Hugo 2 receberá mais dois blocos, um prédio para a administração, mudanças nas redes pluvial e de esgoto e instalação de ar-condicionado.

Fonte: Jornal O Popular

Medicamentos: Após 15 anos, genéricos já tem 30% do mercado


Produção destes medicamentos cresceu 12% este ano em Goiás, que é o segundo maior polo nacional, ficando atrás apenas de São Paulo

No ano em que completam 15 anos no Brasil, os medicamentos genéricos devem chegar à marca dos 30% do total de remédios consumidos em Goiás e no País. É um índice importante e já esperado há anos pela indústria, mas ainda pequeno pelo importante espaço que tem a conquistar (em países desenvolvidos, a média é de 50%). A produção de genéricos em Goiás, que é o segundo maior polo nacional (atrás apenas de São Paulo), já evoluiu 12% em 2014.

Está acima dos 11% de crescimento de fármacos em geral e movimenta cerca de R$ 1,75 bilhão para as empresas locais. “E deve continuar crescendo na casa dos dois dígitos ainda pelos próximos quatro anos”, prevê o empresário Marçal Henrique Soares, presidente-executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas de Goiás (Sindifargo), fonte das informações.

A expectativa positiva para o mercado de genéricos atinge diretamente Goiás, que tem 70% da produção de medicamentos voltada para as fórmulas sem patentes, completa o presidente do Conselho Administrativo da entidade, Heribaldo Egídio da Silva. Para Marçal, embora o rápido e vertiginoso avanço dos genéricos tenha surpreendido os empresários, o sucesso a partir do empenho das indústrias locais contribuiu para que elas recebessem investimentos de multinacionais na compra total ou parcial de parques fabris goianos.

O Laboratório Teuto em Anápolis, por exemplo, que teve 40% das suas ações adquiridas pela Pfizer em 2010, é pioneiro na produção de genéricos no País e possui seis produtos entre os mais vendidos do mercado nacional. Este ano, alcançou o quarto lugar no segmento e, somente em maio, teve um saldo positivo de 51,04% em unidades vendidas.

Outro fator de influência para a evolução dos genéricos foi o fato de o acesso a medicamentos no País ter praticamente dobrado nesse mesmo tempo, em função da melhora da renda da população e do preço mais acessível das fórmulas sem patente. Os programas governamentais de distribuição gratuita de remédios também contribuíram para o cenário.

Por lei, os genéricos devem ser, pelo menos, 35% mais baratos que os fármacos de marca. Entretanto, essa diferença pode variar até 80%, dependendo da fórmula e do laboratório, informa o presidente-executivo do Sindifargo. Com isso, a economia feita pela população brasileira em pouco mais de dez anos ultrapassa os R$ 48 bilhões, segundo cálculos da (PróGenéricos).

A população está mais consciente de que o mais importante é ter medicamento que seja eficaz e com preço acessível”, afirma Heribaldo. Os genéricos são os únicos que possuem legalmente o atributo da intercambialidade, ou seja, têm autorização para substituir os produtos de referencia nas prescrições médicas (receitas).

Polo recebe visita de estrangeiros

ndústrias do polo farmacêutico de Anápolis receberam a visita de membros de órgãos reguladores de produtos farmacêuticos de Cabo Verde, Moçambique e Portugal, para uma agenda de negócios denominada Projeto Imagem Sanitária. Eles conheceram a qualificação do parque produtivo e também apresentaram seus sistemas regulatórios às empresas do setor.

A comitiva esteve no Brasil a convite da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Associação Brasileira de Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Dentro do Projeto Copa do Mundo, a Apex-Brasil está trazendo ao País 2,3 mil compradores, investidores e formadores de opinião estrangeiros para realizar agendas de negócios e acompanhar os jogos do mundial.

A intenção é promover aproximação e relacionamento entre as autoridades sanitárias internacionais e a Anvisa, para um maior entendimento dos processos regulatórios e, com isso, facilitar a obtenção dos registros e certificados necessários à inserção dos produtos brasileiros nos outros países.

Fonte: Jornal O Popular


PAC 2 em Goiás: Só 15% das obras concluídas



Segunda etapa do programa federal já possui 2085 projetos, aos custos de R$ 64,5 bilhões de 2011 a 2014

Entre os 2.085 empreendimentos goianos aprovados pelo Ministério do Planejamento e com adesão ao Programa de Aceleração de Crescimento 2 (PAC 2), apenas 308 já foram concluídos, o que gera um percentual de 14,77% do total. Pelo programa federal, Goiás já recebeu investimentos de R$ 64,5 bilhões, segundo o Ministério. Muitos projetos atuais ainda estão em preparação e mesmo aguardam o aporte dos recursos federais. Há um ano, o PAC 2 tinha 1.357 empreendimentos em Goiás e pouco mais de 10% das obras estavam concluídas.

A maior parte dos projetos que receberão recursos federais no Estado está em obras, com 28,58% dos empreendimentos nesta situação, como a construção do viaduto na região do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), na BR-153. O número é comparável àqueles que estão justamente na situação inversa, em fase de preparação, quando nem mesmo a licitação foi realizada, com 26,61%. Entre estes estão os projetos de seis corredores preferenciais para Goiânia (Avenidas Independência, 24 de Outubro, 85, T-7, T-9 e T-63).

O anúncio dos recursos foi feito em março, com decreto publicado em abril no Diário Oficial da União (DOU). A Prefeitura de Goiânia apresentou as cartas consultas sobre cada um dos seis projetos no Ministério de Cidades e agora aguarda uma portaria a ser publicada pelo órgão para então iniciar o processo burocrático para a obtenção dos recursos na ordem de R$ 170 milhões. Outros R$ 400 milhões serão usados nas obras do BRT (Bus Rapid Transit, da sigla em inglês) Norte Sul, obra esta que está em processo final de licitação, com três empresas concorrendo.

Nesta mesma situação, dos 2085 empreendimentos do PAC 2, há 354 obras, ao tempo em que apenas 7 ainda dependem da licitação do projeto. Neste caso, só após isso, o projeto vencedor é enviado ao Ministério do Planejamento para então ser avaliado e poder requerer recursos federais para a sua execução. Como exemplo, a Prefeitura de Goiânia possui verba liberada para a realização dos projetos para mais 19 corredores preferenciais do transporte coletivo. Entre as avenidas que devem ser contempladas estão a Bernardo Sayão, T-10, Aderup, Castelo Branco/Mutirão e 3ª Radial.

O valor total estimado para as contratações em Goiás, de R$ 64,5 bilhões, se referem até o final deste ano. A estimativa se dá porque grande parte dos projetos são feitos pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), em que não há um orçamento para o empreendimento e a menor proposta sai a vencedora da licitação. Esta segunda etapa do PAC se refere aos investimentos realizados a partir de 2011 e incluem os recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, segundo o Ministério do Planejamento, em Goiás foram construídas 190 mil moradias, em que 125 mil já foram entregues nas diversas cidades do Estado.

VLT

Ainda em relação à mobilidade urbana, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), orçada em R$ 1,3 bilhão é caracterizada como em execução pelos órgãos públicos, já que a etapa de licitação já foi realizada. A princípio, a obra estava programada para ser iniciada ainda neste semestre, mas foi prorrogada pelo governo estadual para o final do ano ou ainda em 2015. Outra obra problemática é a reforma e ampliação do Aeroporto de Goiânia, que chegou a ser paralisada, mas retornou neste ano com aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em contrapartida, no início deste mês o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) voltou a apontar superfaturamento nas obras do aeroporto da capital. Os prejuízos apontados seriam em torno de R$ 122 milhões, mas o procurador da República Raphael Perissé Rodrigues Barbosa não pede, na ação de improbidade administrativa, a paralisação da obra. No relatório do PAC 2, falta ao aeroporto a construção do novo terminal de passageiros, pátio das aeronaves, estacionamento e sistema viário, ao custo de R$ 284,35 milhões.

As obras, mesmo com recursos federais, são fiscalizadas e de responsabilidade da entidade contratante, quase sempre o Estado ou as prefeituras municipais. Há casos em que empresas estatais são as responsáveis, como no caso do aeroporto, cuja obra é licitada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), ou as que ocorrem em rodovias federais, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ainda assim, a União pode fiscalizar a execução dos projetos, o que normalmente é feito pelos órgãos de controle, como os Tribunais de Contas.

Principais Obras

Muitos empreendimentos ainda aguardam chegada dos recursos

Empreendimento - Situação - Valor

- BR-153 / Adequação de Aparecida de Goiânia a Itumbiara - Concluído - R$ 103,7 mi

- BR-153 / Travessia urbana de Anápolis/Viaduto Daia - Em obras - R$ 139,9 mi

- BR-060 / Travessia de Rio Verde - Concluído - R$ 83,1 mi

- BR-060 / Duplicação de Goiânia a Jataí - Em obras - R$ 1,5 bi

- Novo terminal de passageiros, pátio, estacionamento e sistema viário do Aeroporto de Goiânia - Em obras R$ 284 mi

- Implantação do módulo operacional do Aeroporto de Goiânia - Concluído - R$ 2,57 mi

- Ferrovia Norte Sul / Palmas (TO) a Anápolis (GO) - Concluído - R$ 1,09 bi

- Ferrovia Norte Sul / Anápolis(GO) a Estrela d’Oeste (SP) - Em obras - R$ 2,47 bi

- Reurbanização do Córrego Cascavel em Goiânia - Em obras - R$ 59,04 mi

- Desassoreamento da lagoa do Central Parque em Anápolis (GO) - Em obras - R$ 25 mi

- 19 projetos de corredores preferenciais - Em preparação - RDC

- BRT Norte Sul trecho Goiânia - Em licitação - RDC

- Corredores Independência, 24 de Outubro, 85, T-7, T-9, T-63 - Em preparação - RDC

- VLT Eixo Anhanguera - Aguarda início das obras - R$ 1,3 bi

- Cerca de 190 mil unidades do Minha Casa Minha Vida - Concluído - R$ 6,4 bi

OS PROJETOS EM NÚMEROS

Concluídos - 308
Em obras - 596
Em execução - 107
Em operação - 2
Em contratação - 156
Em licitação de obra - 354
Em licitação de projeto - 7
Em preparação - 555
Total - 2.085

Fonte: Ministério do Planejamento - site oficial do PAC2  (Jornal O Popular)


27 de junho de 2014

Arraiá do Cerrado tem nova data


O 3° Arraiá do Cerrado será realizado em nova data. A Goiás Turismo divulgou ontem que a festa, que seria realizada de 23 a 29 de junho e foi desmarcada três dias antes, acontecerá de 30 de junho a 5 de julho. A suspensão temporária do evento, sem previsão de nova data, pegou muita gente de surpresa e gerou comentários de lamento nas redes sociais, já que a estrutura já estava toda montada na Praça Cívica.

O órgão não explicou os motivos que levaram às alterações de data tão próximas da realização do evento, apenas descreveram como dificuldades com a documentação que impediram de cumprir prazos legais. A programação inicial foi mantida, com shows de cantores de renome nacional, atrações locais, oficinas de dança e apresentações de grupos de quadrilha.

Programação:

Dia 30/06 (Segunda-feira)
19h30 – Abertura
20h – Show com Gabriel Gava
21h – Apresentação das quadrilhas Tradição e Ritmo e Xique Xique
Entre os grupos, apresentações do violinista Marcus Biancardini e de Cuiabanno Lima
22h30 – Show com Israel & Rodolffo

Dia 01/07 (Terça-feira)
20h – Show com Chico Chagas e convidados (Cristiane Perné, Marco Antonini e Grace Venturini)
21h – Apresentação das quadrilhas Chão Goiano e Arraiá da Capitá
Entre os grupos, apresentações com Marcelo & Fael r Cuiabanno Lima
22h30 – Show com Chico Rey & Paraná

Dia 02/07  (Quarta-feira)
20h – Show com Tonzêra
20h50 – Apresentação das quadrilhas Capim Canela, Mandacaru e São João
Entre os grupos, apresentações do Forró de Rabeca
22h40 – Show com Elba Ramalho

Dia 03/07  (Quinta-feira)
15h – Oficina de dança com Carlinhos de Jesus no Centro Cultural Oscar Niemeyer
20h – Show com Rei do Gado & Fazendeiro
20h50 – Apresentação das quadrilhas Fogaréu, Luar do Sertão e Arriba Saia
Entre os grupos, apresentações do Encontro Violado (Olavo da Viola)
22h50 – Show com Falamansa

Dia 04/07  (Sexta-feira)
15h – Oficina de dança com Carlinhos de Jesus no Centro Cultural Oscar Niemeyer
20h – Show com Passarinhos do Cerrado
20h45 – Apresentação das quadrilhas Aconchego, Chapéu do Vovô e Anarriê de São João
Entre os grupos, apresentações de Zé Golinho (Michel Humorista) e Adriano Cozac
22h20 – Carlinhos de Jesus
23h – Show com Lucy Alves
00h30 – Show com Banda Voice

Dia 05/07  (Sábado)
19h30 – Show com César & Alessandro
20h10 – Apresentação das quadrilhas Os Vagabundos, Renascer e Raízes de Goiás
Entre os grupos, apresentações com Os Diplomatas da Catira e Circo Lahêto (quadrilha aérea na perna de pau)
22h30 – Premiação dos vencedores 3º, 2º e 1º lugar
23h – Show com Zé Ramalho

Fonte: O Popular

Nota de Esclarecimento do Piquiras


Piquiras divulga nota de esclarecimento sobre o armazenamento de alimentos vencidos e impróprios para o consumo nas dependências da unidade Marista.

Veja na íntegra:

Ao longo destes 29 anos, o Piquiras tornou-se a marca gastronômica mais tradicional da cidade, referência em todo país pela qualidade de seus profissionais e excelência na elaboração dos pratos.

Em visita técnica realizada pelo PROCON no dia 12 de junho, foram encontrados alimentos vencidos e impróprios para o consumo nas dependências da unidade Marista. Primeiramente, é preciso ser esclarecido que a câmara fria onde foram encontrados não fica em nossa cozinha, e sim no estacionamento. Pela lógica, tais alimentos não seriam utilizados na preparação dos pratos. Em segundo lugar, a maior parte das carnes encontradas, que inclusive ainda estavam condicionadas nas caixas de papelão originais, eram “linguiças de metro”, compradas em excesso para nossa unidade na Pecuária. Vale ressaltar que este é um item exclusivo da Festa Agropecuária de Goiânia, com vencimento em 10/06, muito depois do fim deste evento. Não há nenhum prato em nosso cardápio do Setor Marista que usa a “linguiça de metro” como ingrediente.

Temos um restaurante e bar com movimento intenso e, em virtude das melhores práticas atuais de gestão, trabalhamos com estoque mínimo, evitando vencimento de mercadorias e melhorando a saúde financeira da empresa. Nossas cotações e compras de mercadorias são feitas semanalmente e todo fim de semana terminamos no limite.

Dos demais itens averiguados, grande parte foi apreendida por não constar nenhuma identificação, a maioria sendo queijos, que são fracionados aos poucos. Ao se abrir uma barra de mussarela, por exemplo, o cozinheiro deve etiquetar o restante a ser armazenado com a data em que foi aberto e colocar a validade a partir daquele dia. Talvez pelo costume do alto giro, deixaram de datar esses queijos, certos de que seriam consumidos até antes do prazo, como de praxe. Toda a equipe da cozinha e de compras foi advertida e passará por uma reciclagem de treinamentos. É certo que a confiança não pode ultrapassar os limites do que a lei estabelece.

Lembrando que fomos fiscalizados pelo PROCON. O órgão que realmente averigua as condições e inspeciona uma cozinha é a Anvisa (Vigilância Sanitária) e, há mais de 5 anos, não recebemos uma autuação qualquer. Sempre que visitados temos mais de 85% de conformidade, sendo restaurante modelo em Goiânia neste quesito.

Acreditamos que o trabalho do PROCON é louvável, o consumidor precisa ter o seu direito respeitado, entretanto também é preciso que os fatos sejam apresentados como eles realmente são.

E diante da verdade apresentada nesta nota, convidamos você para conhecer a cozinha de todas nossas unidades, bem como nossas boas práticas de produção e armazenamento de alimentos. Será um prazer recebê-lo(a) em nossas dependências e provar porque tornamos um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. Esperamos a sua visita!

Fonte: Goiânia - No Coração do Brasil


Aparecida recebe mais de R$ 100 milhões para mobilidade urbana, infraestrutura, esporte e lazer.


Recursos custearão a construção de três viadutos, 65 quilômetros de ciclovias, alargamento de pistas e implantação de faixas exclusivas para ônibus e pavimentação, 12 pontos de onibus e 62 plataformas

Aparecida de Goiânia, 26 de junho de 2014 – Aparecida de Goiânia receberá R$ 103 milhões em obras de mobilidade urbana, infraestrutura, esporte e lazer. Os contratos de financiamento foram assinados nesta quinta-feira, no Sesi Aparecida, pelo prefeito Maguito Vilela e pelo vice-presidente nacional da Caixa Econômica Federal (CEF), Fábio Lenza. Ao todo, cinco contratos foram assinados. Os dois principais – firmados por meio do Programa Pró-Transporte Operações com Estados, Municípios e Distrito Federal do PAC – são destinados às obras de mobilidade urbana e pavimentação.

“São obras que já pensam o futuro da cidade, o seu crescimento e os possíveis problemas de trânsito decorrentes disso. Destaco aqui as ciclovias, que atenderão uma grande parte da nossa população que se locomove de bicicleta, e a construção dos viadutos, que desafogarão regiões que já apresentam saturação”, explicou o prefeito Maguito Vilela. “Com a construção do viaduto que ligará a Avenida Bela Vista à BR-153, por exemplo, estaremos interligando a GO-020 e a GO-040, ou seja, um extremo ao outro da cidade. A obra ainda desafogará o trânsito na entrada do Parque das Laranjeiras, em Goiânia. Outro ponto que sofrerá melhorias no trânsito é o encontro das avenidas São Paulo e Rudá, na Vila Brasília, onde será construído outro viaduto”, enumerou.

Os viadutos mencionados pelo prefeito Maguito Vilela compõem o primeiro contrato que compreende um investimento de R$ 60.450.000,00 do programa federal, com contrapartida de R$ 3,2 milhões do município. Os recursos são destinados à execução de obras e serviços de reestruturação e implantação de melhorias do sistema de transporte coletivo, priorizando as principais vias do sistema de transporte que interligam de um extremo ao outro de Aparecida de Goiânia.

Além dos dois viadutos mencionados, um terceiro interligará a Avenida Santana e a BR-153 ao Centro de Aparecida. O convênio também prevê a construção de pontos de ônibus e alargamento de vias para a implantação de corredores exclusivos de ônibus, incluindo o eixo norte-sul 1, e a construção de uma ciclovia que ligará a região leste da cidade à noroeste, passando pela região central de Aparecida. A ciclovia terá 65 quilômetros de extensão ao todo, sendo 35 em seu ramal principal e mais 30 de vias menores que se conectarão à esse ramal. Ela terá início no setor Santa Luzia e terminará na região do Garavelo, passando pela Avenida Independência, a principal avenida da região central.

“O prefeito inova com essas obras porque grande parte da população aparecidense, em especial o trabalhador, utiliza a bicicleta como meio de locomoção. São obras que pensam realmente em facilitar os acessos da cidade. Todos os trechos alargados terão ampliação das caixas das vias, faixas de ônibus, ciclovias e pontos de ônibus. São 12 pontos ao todo e 62 plataformas”, informou a secretária de Projetos e Captação de Recursos, Valéria Pettersen, que também participou da assinatura dos contratos, juntamente com a superintendente regional da Caixa, Marise Fernandes; e o vice-prefeito do município Ozair José.

O segundo contrato, cujo investimento federal é de R$ 33.352.505,79 e contrapartida no valor de R$ 1.755.396,00, prevê a execução de obras de pavimentação, galerias pluviais, construção de meio-fio e calçadas nos setores Veiga Jardim I, Jardim Florença, Bairro Independência, segunda parte do Itapuã, e primeira do setor Dom Bosco. As obras atenderão, diretamente, cerca de 24 mil habitantes das regiões beneficiadas. “Todas as obras, tanto as de pavimentação quanto as de mobilidade urbana, terão início este ano”, completou Valéria Pettersen.

O vice-presidente nacional da CEF, Fábio Lenza, apontou a competência técnicada gestão de Aparecida, além da força política e da importância geográfica do município para Goiás e para a região Centro-Oeste, como fatores responsável pela viabilização de recursos tão volumosos. “Aparecida está num momento histórico. A Caixa realiza convênio com todos os municípios e nessa área de desenvolvimento urbano é o principal banco do país. Mas Aparecida tem uma gestão competente, que apresenta bons projetos, dá andamento à esses projetos, entrega as obras, cumpre os prazos, e isso facilita nosso relacionamento e a liberação dos recursos”, explicou.

“Os órgãos federais, a Caixa e os ministérios tem reconhecido a importância desse eixo, a localização de Aparecida e tudo que a cidade tem carreado de desenvolvimento, indústrias e serviços aqui para o Centro-Oeste. Então a importância desse município, e a iniciativa de ter uma secretaria totalmente técnica, que é a Secretaria de Projetos, contribui muito na colocação de tantos recursos”, completou o vice-presidente.

LAZER E ESPORTES – Os outros três contratos assinados, que somam os R$ 103 milhões que contemplam Aparecida, são destinados à construção de duas praças no Jardim Helvécia e no Buriti Sereno; à construção de um Centro de Formação Esportiva no setor Parque Trindade, destinado à formação de atletas profissionais; e para a reforma dos salões do Centro de Cultura e Lazer José Barroso. Os recursos são oriundo do Governo Federal e de emendas parlamentares.

A assinatura dos convênios contou ainda com a presença do secretariado da administração municipal; dos vereadores de Aparecida, entre eles o presidente da Câmara, Gustavo Mendanha (PMDB); e centenas de moradores e servidores da administração  municipal.

Fonte: Prefeitura de Aparecida


Governador inaugura primeira etapa da reforma do Hospital Materno Infantil





Unidade passa por obras desde agosto de 2013. Restam duas etapas para serem concluídas, cuja previsão é para o início de 2015

Passando por reformas desde 9 de agosto do ano passado, a primeira das três etapas das obras do Hospital Materno Infantil (HMI) foi inaugurada na manhã desta sexta-feira (27/6) pelo governador Marconi Perillo. Na ocasião foi anunciado pelo secretário estadual de Saúde, Halim Girade, que a unidade passará a integrar a Rede Hugo, tendo em vista os atendimentos de urgência e emergência que já realiza. A programação inicial previa conclusão da reforma completa neste mês, porém a nova previsão ficou para o início de 2015, pois restam duas etapas para serem finalizadas.

Nesta fase das obras, encontra-se completamente reformada toda a recepção da unidade, onde foram investidos R$ 956.840,67 mil com recursos do Estado. A reforma compreendeu novo espaço para a ouvidoria (que agora fica na entrada do hospital), além novos banheiros, sendo que o serviço de imagem, que ficava no pavimento superior, passa a ser no inferior e conta agora com quatro novas salas de ultrassom. A recepção passou a contar também com brinquedoteca, banheiro adaptado para portadores de necessidades especiais e um cartório de registro civil para que os bebês nascido lá já saiam devidamente registrados.

Para o governador, a sensação é “de dever cumprido”. “Vocês, muitas vezes, carregaram este hospital nas costas”, disse, referindo-se aos funcionários da unidade. “Sei que ainda temos muito a fazer, mas nós estamos trabalhando com afinco e no caminho certo, esperando também que as outras unidades da Federação façam o mesmo: oferecer à população serviço de saúde pública de qualidade”. Em coletiva à imprensa, o tucano afirmou que apesar das dificuldades, sua gestão à frente do Estado tem alcançado grandes avanços na área da Saúde. “Muitos criticaram as OSs, mas provamos que foi uma ideia inovadora e que deu certo”, frisou. Após deixar o HMI, o governador seguiu para vistoria às obras do Hugo 2, hospital de urgências da região noroeste previsto para ser inaugurado dentro de dois meses.

O HMI, conforme lembrou em discurso a diretora-geral da unidade, médica Rita de Cássia Leal, é uma referência mundial no tratamento de gêmeos siameses. Segundo ela, a reforma faz com que a parte física do hospital fique mais humanizada e moderna. Ao agradecer ao governador, a diretora salientou que a reforma e ampliação do HMI leva o governo a cumprir com a Constituição Federal, que diz que a “Saúde é um direito de todos e dever do Estado’”.

Recordando das reclamações feitas ao HMI pelos pacientes e profissionais da área, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), médico Erso Guimarães, disse que a entidade chegou a estudar uma forma de intervenção no HMI, mas que a partir da gestão por Organizações Sociais, a situação foi solucionada. “Estamos vendo que as transformações dos hospitais do Estado são muito positivas e deveriam ser copiadas pelos hospitais municipais e os da federação”, analisou. A unidade é gerida pela OS Instituto de Gestão e Humanização (IGH) desde julho de 2012.

Também prestigiaram a inauguração o ex-secretário de Saúde Antônio Faleiros, o senador tucano Cyro Miranda, o médico Zacarias Kalil e os vereadores pelo PSDB, Dr. Cristina Lopes e Dr. Gian, além do presidente do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) –– OS que gere o HMI ––, médico Paulo Bitencourt, e os demais profissionais do hospital e pacientes.

A reforma

Com as obras e adaptações, a expectativa é que a unidade especializada no atendimento à saúde da mulher e crianças se torne uma referência de qualidade no Estado. Incialmente, toda a reforma estava prevista para ser concluída até junho deste ano, porém a nova previsão é para o início de 2015.

Serão investidos R$ 4 milhões nesta reforma, a terceira por que passa o hospital em seus mais de 35 anos –– a primeira foi em 1984 e a segunda em 1998. O montante, oriundo dos cofres federal e estadual, foi anunciado em outubro de 2013 durante visita do governador Marconi Perillo e do então secretário de Saúde, Antônio Faleiros.

Com esta reforma, pretende-se adequar o espaço físico do HMI e a atuação dos profissionais da unidade para garantir agilidade e segurança a pacientes e acompanhantes. A primeira etapa, inaugurada hoje, abarcou toda a recepção do hospital (área do guichê de atendimento; salas de marcação de consulta, de classificação de risco e do transporte, além dos banheiros).

A segunda etapa, que está em andamento, tem como foco o Pronto Socorro de Pediatria (PSP) e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica e Neonatal. A primeira vai ganhar mais 12 leitos, chegando a 20; e a segunda será transferida para o primeiro andar e permanecerá com dez leitos. Essas mudanças têm por objetivo suprir a carência da capital quanto esse tipo de assistência mais complexa.

Já a terceira etapa, que também já teve as obras iniciadas, consiste na modernização do Ambulatório Materno. Serão trocados piso, portas, janelas, e haverá a adaptação e colocação de uma entrada exclusiva.

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Fonte: Jornal Opção

Obras: Viadutos passam por ajustes para atender fluxo de trânsito


SMT e Agetop implantam sinalização no local e bloqueiam rua, para melhorar tráfego

Uma semana depois de inaugurados, os viadutos das rodovias goianas 060 e 070, nas saídas para Trindade e Inhumas, respectivamente, passam pelos primeiros ajustes para atender a demanda do trânsito da Região Noroeste de Goiânia. Ontem, a Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) concluiu, por exemplo, a instalação de um semáforo no cruzamento da GO-060 com a Avenida Castelo Branco, e também colocou obstáculos, com tubos de concreto, na rotatória construída na GO-070, a saída para a Rua 11, no Setor Santos Dumont, que dá acesso ao Jardim Nova Esperança.

A ideia, segundo destaca a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT), é resolver, em parceria com a Agetop, todos os gargalos surgidos com o novo fluxo de trânsito naquela região. Engenheiros dos dois órgãos se reuniram na quarta-feira e já pontuaram as principais necessidades de intervenção. “A SMT enviou documento à Agência com todas as orientações da Engenharia de Trânsito, informando todas as necessidades de sinalização que devem ser executadas. A SMT aguarda, agora, uma resposta da Agetop para saber o que será atendido e executado”, afirmou, por meio de nota, a Assessoria de Comunicação do órgão de trânsito municipal.

A SMT não informou, contudo, o teor do documento repassado ao governo do Estado e se negou a esclarecer, de forma mais geral, que solicitações foram feitas à Agetop. Conforme apurou a reportagem no órgão estadual, além do semáforo instalado no cruzamento da GO-060 com a Avenida Castelo Branco, está em estudo a construção de uma passarela próximo ao viaduto da GO-070 e a instalação de grades em cima das muretas que o cercam, com o objetivo de conter a travessia de pedestres fora da faixa de segurança.
Quanto ao acesso à Rua 11, no Setor Santos Dumont, por meio da rotatória, a previsão é de que ele seja fechado em definitivo. Os tubos de concreto colocados no local devem ser retirados para a execução do serviço assim que forem concluídas a construção de canteiro e meio-fio no local.

ESTRAGOS

Ontem, o POPULAR circulou pelas imediações dos dois viadutos recém-inaugurados e verificou que, nas ruas adjacentes, para onde foi direcionado o fluxo de trânsito durante as obras, permanecem os estragos provocados pelo tráfego de veículos pesados. Enormes buracos tomam conta do asfalto das Ruas Fernão Dias Paes Leme e Januário da Cunha Barbosa, bem como da Rua José Bonifácio. Há, ainda, calçadas e meios-fios bastante danificados na região.

Na parte inferior do Viaduto Leôncio Barbosa Silveira (GO-060), os estragos também já podem ser notados. Uma parte do túnel foi pichada e, no teto, há sinais de raspões causados, provavelmente, pela travessia de veículos acima da altura permitida, de cinco metros e meio - não há nenhuma sinalização nesse sentido.

“A tinta do viaduto é lavável; já prevíamos possíveis pichações”, destaca o gerente de Restauração de Pavimentos da Agetop, Riumar dos Santos, sublinhando que a limpeza será providenciada, assim como a implantação de sinalização adequada no local. De acordo com ele, o levantamento técnico necessário ao conserto das vias danificadas pelos desvios também já foi concluído e a previsão é de que, em 15 dias, o serviço de reparação seja iniciado. “Já estamos providenciando maquinários e massa asfáltica para isso”, assegurou. O trabalho, nesse caso, deverá incluir operação tapa buracos e reconstrução de meios-fios e calçadas.

Fonte: Jornal O Popular


Anel viário deve ficar pronto em cinco anos


Antes de grandes obras estruturais, concessionária realiza pequenas intervenções que podem atrapalhar tráfego na BR-153

O esperado anel viário que fará o contorno da capital, com a promessa de desafogar o tráfego intenso de ônibus e caminhões no trecho urbano da BR-153, deve ficar pronto em cinco anos. O projeto está em fase de conclusão, mas ainda não há data para início das obras. Esse é um dos acordos da concessionária vencedora do leilão, a Triunfo Concebra, dentro do contrato de exploração por 30 anos de vários trechos de rodovias federais que cortam o Estado. A obra do anel viário terá cerca de 30 quilômetros de extensão e vai sair do trevo de Hidrolândia e reencontrar com a BR-060, onde hoje é o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O inspetor da PRF Fabrício Rosa afirma que essa mudança será positiva para o tráfego na região. Ele afirma que o fluxo observado hoje na BR-153 já não é de uma rodovia, mas grande avenida. Ele entende que, com o novo traçado, os veículos de grande porte deverão evitar o perímetro urbano, o que vai reduzir o movimento intenso, além de diminuir o número de acidentes. “Esse trecho deverá ser municipalizado e as prefeituras de Goiânia e de Aparecida deverão ordenar o tráfego, como já ocorre em outros locais de grande movimento.” De acordo com a Concebra, esse projeto ainda está em fase de estudos e reunião de documentos para início das obras.

Também estão previstas melhorias estruturais na BR-060, entre Anápolis e Goiânia. Para dar mais mobilidade para quem usa esse trecho, uma terceira pista nos dois sentidos será construída. “Essa é uma região que também ganhou perfil diferente, e uma ampliação poderá representar melhorias no futuro”, destaca o inspetor Fabrício.

Congestionamentos

Mas enquanto essas obras de grande porte não começam, a concessionária já está com equipes na BR-153, no trecho entre Aparecida de Goiânia e Anápolis, desenvolvendo pequenos serviços como roçagem, pintura e sinalização, limpeza de placas, desobstrução e limpeza de meios-fios, sarjetas e bueiros. O objetivo é melhorar a drenagem, recuperação de defensas e o recapeamento asfáltico.

Mas, apesar das melhorias, as ações têm causado grandes congestionamentos em vários pontos da BR-153. A Triunfo Concebra informou que as intervenções começam após o período de pico do trânsito pela manhã e é encerrado pouco antes do movimento do final do dia para minimizar esse tipo de problema. “É um mal inevitável”, declara inspetor Fabrício.

De acordo com a concessionária, o trabalho avança, por dia, entre 500 a mil metros. Nesse ritmo, até o início da próxima semana, as equipes deverão deixar o trecho urbano em Goiânia, dando sequência ao recapeamento até Anápolis. A previsão é de que em meados de julho comece o trabalho de volta, trecho Anápolis-Goiânia. A concessionária optou por realizar o trabalho em apenas um sentido para evitar, ainda, que uma pista fique interditada em cada sentido.

A previsão é de que no ano que vem comece a cobrança de pedágio em trechos da BR-153 e em outros das BRs 060 e 262. Mas já em setembro deste ano a concessionária, que irá explorar os serviços e a infraestrutura dessas estradas, começa a operação, oferecendo socorro médico e mecânico para usuários do trecho.

Concessão

A concessão terá duração de 30 anos e o contrato, além do direito de exploração dos trechos, prevê a prestação do serviço público de recuperação, operação, manutenção, implantação de melhorias e ampliação de capacidade. Nos primeiros cinco anos de concessão devem ser duplicados 647,8 quilômetros nas rodovias BR-153 (trechos que cortam os Estados de Minas Gerais e São Paulo) e BR-262/MG (do entroncamento com a BR-153 até Nova Serrana, em Minas). Outros 528,7 quilômetros concedidos já estão duplicados. O custo estimado dessas obras é de R$ 1,639 bilhão, que já foi emprestado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme divulgado pelo O HOJE na edição da última quarta-feira, 25.

Fonte: Jornal O Hoje

26 de junho de 2014

Desligamento do sinal analógico começará em 2016


Desligamento era aguardado ansiosamente pelas operadoras móveis que pretendem disputar o leilão da faixa de 700 MHz

O Ministério das Comunicações publicou nesta segunda 23, o cronograma de desligamento da TV analógica (switch-off), o que era aguardado ansiosamente pelas operadoras móveis que pretendem disputar o leilão da faixa de 700 MHz porque mostra onde e quando a faixa estará disponível.

Embora o governo tenha flexibilizado o prazo para o desligamento, que se inicia em 2015 e termina em 2018, no primeiro ano, 2015, está previsto apenas um desligamento-piloto na cidade de Rio Verde/GO.

Depois, em 2016, entram as principais capitas: Brasília (3 de abril); São Paulo (15 de maio); Belo Horizonte (26 de junho); Goiânia (28 de agosto); e Rio de Janeiro (27 de novembro).

Durante o ano de 2017, entram Salvador, Fortaleza, Recife e Vitória; interior do Rio de Janeiro; e no interior de São Paulo: Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba, Santos, São José do Rio Preto, Bauru e Presidente Prudente.

As demais capitais do Nordeste e as capitais do Norte foram distribuídas entre 29 de julho e 25 de novembro, prazo final também para as demais cidades do país.

Veja aqui a portaria do Minicom.

A publicação do cronograma gera algumas dúvidas entre empresas de radiodifusão.

Em primeiro lugar, cidades economicamente importantes, que dependem do switch off para a entrada do 4G, ficaram para a última etapa, como é o caso de Uberlândia/MG.

Outra dúvida é em relação ao desligamento das cidades cuja transmissão depende de outras. É o caso de Formosa/GO, por exemplo.

Não se sabe se o desligamento de Formosa deve ser feito junto com Brasília, ou se ficaria para 2018.

O setor de radiodifusão espera que o Minicom edite uma nova portaria que detalhe melhor o cronograma divulga nesta segunda, 23.

Fonte: Exame


Agronegócio e renda maior atraem franquias para o Centro-Oeste


Empresários destacam conjuntura econômica favorável, carência de marcas e maior espaço para crescer na região

Em momento de desaceleração econômica, o crescimento descolado do agronegócio, aliado à renda crescente dos consumidores locais atrai franquias para o Centro-Oeste do País. Ao lado do Nordeste, a região começa a entrar no mapa de franqueadores, que buscam de forma ativa novos investidores na região.

Estas redes têm como objetivo reforçar a operação e também chegar primeiro, visando um potencial futuro nas capitais Brasília, Goiânia, Campo Grande e Cuiabá. E também estão de olho em cidades menores como Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO), Várzea Grande (MT) e Dourados (MS).

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Inaugurações de shoppings nas cidades também estimulam novos negócios. Segundo dados da Associação Brasileira de Shoppings (Abrasce), sete empreendimentos serão inaugurados na região até o ano que vem, tanto nas capitais como em cidades menores, entre elas Várzea Grande (MT), Três Lagoas (MS) e Rio Verde (GO).

Mão de obra e pontos comerciais não tão caros como em regiões tradicionais, espaço para crescer e ambiente menos competitivo que o visto nas grandes metrópoles do País ajudam na tomada de decisão em montar uma franquia na região. "Esse cenário acaba sendo uma porta de entrada para pequenas redes, quase uma condição para que elas cresçam", diz Rogério Feijó, gerente de Relacionamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Em um levantamento da consultoria de franquias Rizzo, 12 cidades da região estão incluídas entre os 200 melhores mercados para se abrir uma franquia este ano. Brasília aparece em 3º lugar, seguida por Goiânia, em 9º, e Campo Grande, na 17ª colocação. Cuiabá aparece no 33º lugar.

Apesar de não serem líderes, todas as capitais subiram no ranking se comparadas a 2012. Mas é no interior dos Estados onde ocorreram os maiores saltos. Aparecida de Goiânia (GO) saltou do 83º lugar, há dois anos, para a 48ª colocação. Anápolis (GO) passou da 78ª posição para 63ª. Cinco cidades aparecem pela primeira vez no ranking deste ano: Dourados (MS), Rondonópolis (MT), Rio Verde (GO), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO).

O levantamento compara a oferta disponível com o potencial de consumo na região, levando em conta nove segmentos de atuação: automotivo, hotelaria, educação, saúde e beleza, construção, acessórios pessoais, livrarias, alimentação e infantil.

Nova indústria proporciona resultados mais sustentáveis

O crescimento do agronegócio é considerado o maior atrativo de novos negócios na região. Como consequência, o poder de compra em cidades próximas acaba amenizando os efeitos de crises econômicas. "Isso faz com que as franquias tenham maior capacidade de manter resultados na região do que em cidades com economia baseada apenas na indústria", aponta Feijó, da ABF.

Além disso, o agronegócio vem ganhando produtividade com maiores investimentos em maquinário e tecnologia, o que melhora o nível de emprego da população local. "Não há mais uma grande desigualdade de renda, típica de áreas apenas agrícolas. Com a presença de mão de obra mais qualificada, muita gente passou a consumir mais", diz o consultor de franquias Marcos Rizzo.

O analista de mercado da consultoria especializada em varejo Nielsen, José Lourenço Fraga, aponta que, como consequência, o consumo de 150 categorias de produtos para abastecimento do lar vem crescendo acima da média do País na região desde 2010. "O varejo brasileiro teve a primeira retração em 10 anos entre 2012 e 2013, mas a região cresceu 2,2% e praticamente empatou com o Nordeste, onde houve aumento de 2,1%".

Chama atenção o potencial para um crescimento ainda maior, diz Fraga. "A região representa 7,5% dos gastos totais com produtos domésticos no País, o menor percentual registrado entre as sete áreas pesquisadas".

Há ainda melhorias logísticas na região, o que também melhora a distribuição de produtos e serviços utilizados pelas unidades locais das redes.

Setor de serviços tem potencial na região

Apesar de ainda haver espaço para a venda de produtos, como roupas, as franquias de serviços prometem se destacar no Centro-Oeste, diz Feijó, da ABF. "As cidades da região começam a ter um ritmo semelhante ao de metrópoles. Os habitantes passam a ter novos hábitos".

Entre eles, figuram mais idas a restaurantes, salões de beleza e busca por serviços de limpeza doméstica. A chegada de novas empresas atraídas pela agroindústria também impulsiona o mercado de qualificação profissional.

A região ainda carece de algumas marcas. No segmento de roupas, por exemplo, é comum encontrar lojas multimarcas. Lojas exclusivas podem ser uma opção de investimento.

E também: Vire empresário: confira 50 microfranquias a partir de R$ 5,5 mil

Leo Bastos, gerente de Expansão da rede Seletti, de culinária saudável, destaca como atrativos a atividade econômica e renda da região, maior do que a verificada no Nordeste. O objetivo é que o Centro-Oeste represente 8% do faturamento da rede em cinco anos.

A Griletto pretende inaugurar dez unidades na região este ano, que foi incluída no plano de expansão em 2012. "No Sudeste, temos dificuldades em conseguir pontos em shoppings. No Centro-Oeste, conseguimos atender a demanda de investidores de forma mais rápida", conta Cristiano Evers, diretor de Marketing da rede de alimentação.

Unidades da Ortodontic Center em cidades do interior dos Estados, montadas nos últimos sete anos, chegam a registrar resultados três vezes maiores do que lojas no Sudeste e Sul do País, conta o sócio fundador Fernando Massi. "Os resultados surpreenderam, as lojas se tornaram referência para a rede e passamos a buscar franqueados de forma ativa na região".

Massi também aponta que, por abrigar muitos imigrantes, a região não sofre com bairrismo de marcas locais. "Isso é importante para franquias. Além disso, a padronização de unidades é considerada mais segura pelos moradores, que não têm referências locais, principalmente na área de saúde".

A americana Coldwell Banker, do segmento imobiliário, aposta que a região deve representar 25% do faturamento da rede, que tem 23 unidades no País. "Apostamos no mercado residencial em Brasília e também em imóveis comerciais ligados ao agronegócio nos outros Estados", diz o diretor Jorge Paulo Fernandes.

Decisão de montar negócio deve ser equilibrada

O Estado de São Paulo ainda concentra 38% das franquias no País, enquanto que em Goiás esse percentual é de 2,7% e, no Distrito Federal, 2,6%, segundo dados da ABF. Nos outros Estados, o percentual nem é contabilizado.

O que por um lado pode exigir menor esforço para investir, por outro ter franquias na região demanda um tempo maior para retorno do investimento.

O Centro-Oeste também continua a ser ofuscado pelas grandes capitais do País. Apesar de ter desacelerado o ritmo, São Paulo não para de crescer.

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Mas, dependendo da região e do segmento, é possível que os resultados surpreendam, conta Feijó, da ABF. "Porém, é necessário driblar o efeito novidade, que pode tornar o local uma atração, mas fazer com que, em seis meses, o movimento caia".

É necessário ainda considerar o potencial de consumo local. "A região perde para o Nordeste em número de consumidores. A cidade de Rio Verde, em Goiás, foi considerada quase como um oásis: tem muita gente com dinheiro, mas o potencial de consumo é limitado, e muitos podem ter prejuízo", diz Rizzo.

É necessário ainda que franqueadores pesem a capacidade de apoio e suporte às cidades da região, acredita. "Há um risco de dispersão que deve ser considerado pelas redes".

Fonte: Economia IG