7 de maio de 2014

Guarda Municipal de Goiânia está em greve


A Guarda Municipal está em greve. Entre as reivindicações, o cumprimento do plano de carreira dos servidores, pagamento de vale alimentação, repasse de novos uniformes e treinamento para uso de armas de fogo. Ontem, a adesão foi de 68% dos servidores da pasta. Uma reunião com representantes da guarda com o prefeito está agendada para as 9 horas de hoje no Paço Municipal. Caso não haja acordo, a paralisação continua. E os agentes da Secretaria Municipal de Trânsito também decidiram pela paralisação. A partir de sexta-feira, 9, apenas 30% do efetivo deve atuar.

De acordo com o presidente da Associação dos Servidores da Guarda Civil Metropolitana, Romário Policarpo, a paralisação só foi deliberada porque todas as negociações e prazos foram esgotados. Ele, que também é vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), confirma o encontro com o prefeito hoje de manhã, mas ressalta que os guardas permanecerão no quartel, na Avenida Nazareno Roriz, no Setor Castelo Branco, até nova assembleia. “Tudo que for apresentado pelo prefeito, será discutido em assembleia. Caso seja aprovado, retornaremos ao trabalho imediatamente, Do contrário, permanecemos aquartelados”.

Romário Policarpo acrescenta que o salário com as alterações previstas no plano de carreira deveria ter sido pago em abril, mas não houve a alteração. Além disso, existe reclamação quanto ao fardamento utilizada pelos agentes. Cada um tem apenas um conjunto, entregue em 2009, segundo o presidente. “Houve negociação, em abril do ano passado, quando Adriana Accorsi foi nomeada presidente da extinta pasta de Defesa Social, que novos uniformes seriam entregue em 90 dias. Até hoje nada foi entregue e não há previsões”, aponta.

Além disso, Policarpo destaca que os guardas municipais deveriam passar por treinamento para utilização de armas de fogo. A corporação possui 178 armas e 150 agentes passaram pelo curso. “O problema é que outros 150 deveriam ter feito o curso e aberto vagas para outros guardas civis, o que nunca ocorreu”. Ainda de acordo com o presidente da associação dos servidores, a maioria dos que passaram pelo treinamento estão prestando serviço nas áreas administrativas. “Toda a população perde com isso. Precisamos avançar nessa questão, com urgência”.

A Guarda Municipal tem 1,5 mil homens. Mas Policarpo estima que menos de 1,2 mil estejam atuando. “Muitos estão de licença pessoal, de saúde ou outras”. A guarda é dividida em quatro grupos, que trabalham em escala. Na escala de ontem, 319 guardas deveriam atuar das 8 às 18 horas. Desses, 210 ficaram aquartelados.

Prefeitura

A Prefeitura de Goiânia informa, por nota, que na última semana o prefeito Paulo Garcia constituiu uma mesa de negociação permanente com o Fórum de Servidores Públicos, do qual participam sindicatos que representam, inclusive, os agentes da Guarda Civil Metropolitana. Segundo informações do material, já aconteceu uma primeira reunião e um novo encontro está marcado, desde a semana passada, para 9 horas de hoje, no Paço Municipal. A prefeitura reitera que está aberta a negociação.

Em relação à paralisação dos guardas civis, o comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou, também por nota, que até o momento não houve nenhum tipo de comunicado oficial do movimento. Informa ainda que aguarda o posicionamento dos representantes da classe. E que estará sempre aberta às negociações com a categoria.

SMT

Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito começam a paralisação nessa sexta-feira, 9. De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria, Sinatran, a assembleia que aprovou a greve ocorreu na noite da última segunda-feira, 5. Na sexta, os agentes devem se reunir a partir das 8 horas para deflagrar a paralisação oficialmente. Segundo Clauber Maia, nenhum dos acordos firmados no ano passado, que previa implantação do plano de cargos e salários, assim como melhorias nas condições de trabalho e de segurança, foi colocado em prática.

Desde que o servidor Eduardo Arruda foi baleado, em outubro do ano passado, foram traçadas alguma metas de garantia dos agentes. Mas Clauber afirma que pouca coisa mudou desde então. “Usamos o mesmo fardamento há quatro anos, o que estão sendo entregues, são a conta-gotas, não foi implantado o plano de carreira e falta estrutura para o trabalho. A paralisação foi a última aposta, aprovada em assembleia”. A Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) informou que não se pronunciaria oficialmente porque ainda não foi notificada.

Fonte: Jornal O Hoje