14 de maio de 2014

Deputado estadual propõe Eixão de graça


Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás, projeto de lei de autoria do deputado Ney Nogueira (SDD), que visa alterar o subsídio do Eixo Anhanguera passando de 50 para 100%, ou seja, se hoje o cidadão paga uma tarifa de R$ 1,40, passaria a não pagar nada para andar no Eixão. Atualmente, o Estado já investe cerca de cinco milhões de reais para custear o subsídio de 50%.

O deputado Ney Nogueira, descreve que o Estado terá sim condições de bancar o restante da tarifa do Eixo. “Se você for avaliar todas essas gratuidades que o Estado já oferece. Na prática vai acrescentar pouco nesses valores que o Estado já dispõe,” argumenta.

O líder do governo na Assembleia, Fábio Souza (PSDB), argumenta que é preciso uma avaliação técnica para saber se realmente o governo pode custear os outros 50% do Eixo Anhanguera. “Quem pode dar essa resposta de uma forma técnica e administrativa é o próprio governo do Estado. Nós podemos observar que a passagem do Eixo já é a menor, e reconhecidamente o melhor. Será que é lá que nós devemos mexer,” diz.

Nas ruas a opinião das pessoas ficou divida em relação a uma espécie de passe livre no Eixão. O cidadão Isaías dos Santos destaca que é contra gratuidades, pois a população geralmente não valoriza. “Você vai ao banheiro público é uma bagunça, o particular é limpo. As coisas de graça nunca traz benefício para a gente,” fala.

Outro cidadão que foi contra é Laurentino Xavier. Ele discorda que as pessoas andem de graça em ônibus. “Nós temos que parar com esse negócio de ficar dando as coisas para os outros com o dinheiro público. O Brasil virou terra de vagabundo. O cara tem que trabalhar e vencer pelo trabalho. Eu estou com 67 anos e sou contra até o passe livre para idoso,” defende.

Já a jovem Deisilene dos Santos Lima avalia que é positiva a proposta apresentada por Ney Nogueira. “Eu sou a favor. Eu acho que é o meio de transporte mais rápido, e é uma boa medida para a população,” avalia.

O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

Fonte: Portal 730