10 de maio de 2014

Greve na Prefeitura



Agentes de trânsito cruzam os braços, complicando tráfego

Um acidente entre um carro e moto causou congestionamento no trânsito da região da Avenida 136, no Setor Sul, em Goiânia, na tarde de ontem. A moto que Valdeci de Oliveira pilotava foi atingida por um carro. Mais um acidente comum, numa cidade com mais de 1 milhão de veículos. Entretanto, desta vez os envolvidos tiveram que esperar além do esperado. Foi mais de uma hora e meia de espera para que a Justiça Móvel de Trânsito fosse ao local.

O motivo da demora é a greve dos agentes da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT), iniciada ontem. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito de Goiânia (Sinatran), Clauber Carlos, a paralisação é uma forma de exigir melhores condições de trabalho para os profissionais da categoria. Eles pedem que a Prefeitura cumpra acordos firmados no ano passado, que prevê implantação do plano de cargos e salários. “O plano de carreira vem sendo discutido há três anos, já saiu como decreto oficial e foi lançado no orçamento da Prefeitura de 2014, mas até agora não temos nem sinal de implantação”, diz Carlos. Além do plano de carreira, os agentes exigem melhores condições de trabalho e segurança. O presidente do sindicato diz que desde que o servidor Eduardo Arruda foi baleado na cabeça algumas metas foram traçadas para garantir a segurança dos agentes, mas nada mudou desde então.

Outro ponto lembrado pelo sindicalista é o baixo contingente de agentes de trânsito em Goiânia. De acordo com orientação do Denatran, a cidade deve ter pelo menos um agente para cada mil veículos registrados. A capital possui atualmente apenas 340 servidores, o que é considerado insuficiente pela categoria. Seria necessário pelo menos 700 agentes em atuação. “Entendemos que a Prefeitura passa por dificuldades orçamentárias, mas no caso do plano de carreira, que é nossa principal exigência, se trata de uma lei. Não dá para negociar com isso”, enfatiza.

A SMT informou por meio de nota que o principal entrave para a aplicação do plano de carreira é a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, a nota diz que o secretário de Trânsito, José Geraldo Freire, tentou o diálogo com representantes do sindicato e o pedido foi recusado. Houve notificação da SMT para que 30% dos agentes continuem em sistema de plantão. Os trabalhadores garantem que esse percentual mínimo está em atividade.

Guardas Municipais

Representantes da Guarda Municipal, que está em greve desde a última terça-feira (6), devem se reunir com os secretários de governo, Osmar Magalhães, e de Finanças, Geovalter Correia, às 11 horas. Devem ser discutidas principalmente questões relativas ao plano de carreira da categoria, com cronograma de pagamento. Caso não haja acordo, a paralisação deve continuar.

O presidente da Associação dos Servidores da Guarda Civil Metropolitana, Romário Policarpo, diz que, assim como no caso dos servidores da SMT, a efetivação do plano de carreira é a principal exigência dos grevistas. “Só falta essa para voltarmos ao trabalho. As demais reivindicações já estão bem avançadas”, diz.

Fonte: Jornal O Hoje