15 de maio de 2014

737 viagens a mais desde ontem

A primeira etapa do pacote de melhorias do transporte coletivo, iniciado ontem na Grande Goiânia, deverá ter o incremento de 737 viagens distribuídas em 141 linhas, com 14 ônibus adicionais e 57 novos motoristas. O anúncio foi feito ontem pela Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) e a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). No entanto, os órgãos não apresentaram quantas viagens a mais cada linha receberá.

A diretora técnica da CMTC, Cristina Maria Afonso, disse que apesar de beneficiar 141 linhas, os técnicos concentraram o aumento de viagens nos 30 principais eixos, que transportam a maior quantidade de pessoas.

“Do total de 268 linhas, que transportam cerca de 580 mil pessoas na região metropolitana, 30 delas respondem por quase metade da demanda, com 210 mil passageiros. O reforço será focado nessas linhas de eixo, para favorecer a maior demanda”, disse a diretora da CMTC, sem citar os eixos beneficiados.

O pacto de melhorias está dividido em quatro etapas. De acordo com a CDTC, até o fim do processo o sistema de transporte coletivo contará com 95 ônibus adicionais e um aumento de 2.069 viagens.

A segunda fase, marcada para o próximo dia 21, contará com mais 7 veículos. Mas a terceira e a quarta serão responsáveis pelo maior aumento de veículos, com 37 ônibus em cada uma delas, previstas para 28 de maio e 4 de junho, respectivamente. Não está claro se os 95 ônibus são uma reposição ou um aumento da frota prevista no contrato firmado entre o poder público e as empresas que operam o sistema na Grande Goiânia.

Questionada qual era a frota que rodava atualmente nas ruas da região metropolitana, Cristina Afonso respondeu: “São os 1.221 da frota operacional menos 95”. Para a diretora da CMTC, no entanto, não se trata de reposição. “É um ganho real porque estamos fazendo um redimensionamento da programação horária das linhas do sistema”, argumentou.

Mas a assessoria da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia (RMTC), consórcio das empresas que operam o sistema, afirma que o acordo prevê um acréscimo na frota operacional, que subirá, até junho, de 1.221 veículos para 1.316.

Outra divergência é de onde sairão os veículos adicionais, que não são novos. A diretora técnica da CMTC afirmou que os ônibus fazem parte da frota reserva. “Ela (a frota reserva) excede esse número de contrato justamente para suprir os veículos que saem para manutenção por conta de incêndios e manifestações.”

A RMTC nega, dizendo que não pode utilizar de forma fixa a frota reserva. Os ônibus adicionais, segundo a assessoria, fazem parte da frota patrimonial das operadoras, ou seja, pertencem aos empresários mas não estavam sendo utilizados no sistema.

Previsão

Pacto de melhorias prevê aumento no número de ônibus

95 veículos serão adicionados à frota operacional do transporte coletivo

Eles chegarão às ruas de forma gradativa, em quatro etapas

■ 1ª etapa - iniciada no dia 14.5 - acréscimo de 14 ônibus e 737 viagens

■ 2ª etapa - 21.5 - acréscimo de 7 ônibus e 332 viagens

■ 3ª etapa - 28.5 - acréscimo de 37 ônibus e 500 viagens

■ 4ª etapa - 4.6 - acréscimo de 37 ônibus e 500 viagens

Ao fim do processo, média diária deve subir de 10 mil para 12.069 viagens

Promessa de melhoria em 12 cidades

O presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), João Balestra, informou que os 95 ônibus e 2.069 viagens adicionais vão beneficiar todos os bairros de Goiânia e Aparecida de Goiânia, além das cidades de Goianira, Trindade, Senador Canedo, Nova Veneza, Caldazinha, Abadia de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Bela Vista, Nerópolis e Goianápolis. Segundo ele, os usuários vão perceber a diferença ao longo da semana. No entanto, admitiu que o pacto é apenas um paliativo para os problemas do transporte coletivo.

“A partir de hoje há um avanço. Nós sabemos que hoje a qualidade é péssima. Queremos chegar a uma qualidade regular para depois avançar para boa”, afirmou Balestra.

A diretora técnica da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Cristina Maria Afonso, acredita que vai reduzir consideravelmente o tempo de espera dos usuários. “Há uma necessidade do incremento de viagens para continuar os intervalos previstos na planilha. Por conta do crescimento da cidade, houve um espaçamento dessas viagens”, afirmou. Mas ela também acredita que a melhora definitiva depende de outros fatores, como a implantação dos corredores preferenciais para ônibus.

Fonte: O Popular