16 de abril de 2014

Nova tarifa não foi definida, mas protestos continuam


O provavél aumento da tarifa provocou ontem uma série de manifestações em diversos pontos da capital

Novo preço da tarifa de ônibus ainda está em discussão, mas mesmo assim protestos pela cidade se intensificam. Ontem, um ônibus foi incendiado no Campus da Universidade Federal de Goiás (UFG). O provavél aumento da tarifa provocou ontem uma série de manifestações em diversos pontos da cidade. Às 13h30, um grupo de pessoas, a maioria estudantes, se reuniu nas proximidades do Campus 2 da UFG, no Conjunto Itatiaia, onde incendiaram um ônibus.

A Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Grande Goiânia (RMTC) informou que um coletivo, com motorista e passageiros, foi apedrejado por alguns manifestantes. Após isso, conforme o órgão, os ônibus deixaram de entrar no Campus. Já por volta das 15 horas, segundo informações da RMTC, atos de vandalismo se espalharam pela área da universidade e seu entorno. Por causa disso, os ônibus foram recolhidos pelas empresas e apenas a linha 263 passou a realizar atendimento parcial na região. Até o final da noite de ontem, a circulação de linhas naquela região não havia voltado ao normal.

Terminal das Bandeiras

Segundo informações do tenente Eduardo Borges, da Polícia Militar (PM), aproximadamente 30 pessoas protestaram no Terminal das Bandeiras, região sudoeste da capital, por cerca de duas horas. “Foi tranquilo. Não houve depredações”, ressaltou o policial. A maioria dos manifestantes eram jovens e estudantes, conforme a polícia. O protesto terminou por volta das 14 horas.

De acordo com a RMTC, a plataforma A do terminal foi fechada pelas pessoas, que também ocuparam a pista onde os ônibus trafegam. Entretanto, a assessoria do Consórcio relatou que os embarques das linhas 518, 028, 027, 281, 407 e 004 foram realizados do lado externo do terminal.

No início da noite de ontem, outras três manifestações estariam previstas para ocorrer, nos terminais Parque Oeste Industrial, Padre Pelágio e Praça da Bíblia. Mas, até o fechamento da edição, segundo informações da PM, nenhuma movimentação fora do normal foi registrada nesses locais. Mesmo assim, viaturas da PM foram encaminhadas os terminais para acompanhar as provavéis manifestações. No Terminal Parque Oeste, por exemplo, três viaturas, commais de dez policiais, monitoraram o local, e, entre as 17 horas e 18h30, nada foi registrado.

Reivindicações

Os protestos realizados ontem foram organizados, conformes informações divulgadas nas redes sociais, pela Frente de Luta pelo Transporte. A data de ontem foi intitulada como “O dia de lutas contra o aumento das tarifas”. O grupo, por meio de sua pauta de reivindicações, diz querer impedir que as tarifas do transporte público aumentem. Além disso, a Frente denuncia “as condições precárias da frota, das superlotações e dos constantes atrasos nas linhas”.

R$ 2,90

Apesar de uma reunião realizada na tarde de ontem, ficou para hoje à tarde a dicussão sobre uma possível definição do novo valor da tarifa do transporte público na Grande Goiânia. Além do reajuste, os membros da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) também devem aprovar uma lista de melhorias que as empresas de ônibus terão de executar a curto e médio prazo.

Presidente da CMTC, Patrícia Veras deve apresentar estudo com o valor sugerido para o bilhete com base em variações do preço do óleo diesel, custo de manutenção dos ônibus e inflação acumulada.  (colaborou Elvis Marques)

Fonte: Jornal O Hoje