8 de abril de 2014

Marconi pede dados para acelerar inaugurações


Governador reuniu equipe ontem e cobrou balanço das obras que devem ficar prontas até 30 de junho, prazo final previsto na lei eleitoral.

Disposto a cumprir uma maratona de inaugurações nos próximos dois meses, o governador Marconi Perillo (PSDB) determinou ontem, em reunião com o secretariado, um balanço de cada pasta sobre o as obras que devem ser concluídas até o dia 30 de junho, prazo final estabelecido pela legislação eleitoral.

Embora ainda não admita oficialmente que disputará a reeleição, o governador demonstra que busca o fortalecimento para a campanha. A lista de obras deverá ser entregue esta semana ao Gabinete de Gestão da Governadoria para a elaboração de um cronograma que servirá de referência à agenda do governador.
Na reunião, que durou 45 minutos, no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, Marconi também recomendou aos auxiliares que prestem contas das ações do governo nas redes sociais, ressaltando que elas terão grande peso nesta campanha. Ressalvou, porém, que é preciso tomar cuidado com a “ostentação”. “A ostentação será inimiga dos candidatos este ano”, disse.

O governador recomendou cuidado com os limites impostos pela legislação eleitoral. Na semana passada, ele assinou decreto com restrições para condutas dos servidores nos meses de campanha – julho a outubro – e com vetos a contratação e exoneração de comissionados.

Marconi afirmou que “há muita leviandade” no período de pré-campanha e que qualquer deslize pode comprometer o governo.

COMISSIONADOS

Marconi voltou a afirmar que cortará cargos comissionados, conforme determina a lei que ele próprio encaminhou ao Legislativo no ano passado. A previsão da Casa Civil é que o primeiro decreto de exonerações, com 1.050 cargos, seja publicado esta semana. A lista está pronta e seria entregue ontem ao governador para avaliação final.

O restante do corte deve ficar apenas para depois das eleições. A lei, que entrou em vigor em janeiro, previa corte de 1,1 mil comissionados em 2013 e 2,2 mil em 2014. Em outubro do ano passado, questionado se deixaria a maior fatia das reduções para depois da campanha, o governador afirmou que pretendia promover os cortes o mais rápido possível e que não estava preocupado com sucessão.
Marconi afirmou ontem aos auxiliares que quer encerrar o mandato com as contas equilibradas. Por isso, pediu contenção de gastos e resistência às pressões, especialmente por reajustes salariais de servidores. Disse que não quer que sua gestão seja tachada de “perdulária”.

“Independentemente de ser do nosso grupo ou não, quero que o próximo governo não tenha dificuldades de caixa, não precise fazer ajustes como tivemos de fazer”, afirmou ele.

Ele pediu ainda controle sobre frequência de servidores, recomendando inclusive ponto eletrônico. Na semana passada, a Operação Poltergeist, do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) apontou casos de servidores fantasmas contratados pelo gabinete do deputado estadual tucano Daniel Messac.

Fonte: Jornal O Popular