10 de abril de 2014

Construção goiana mantém crescimento


Pesquisa do IBGE aponta aumento de 0,36% na atividade do setor no Estado, abaixo das médias nacional (0,62%) e do mês anterior (0,43%)

O índice nacional da construção civil em Goiás aumentou 0,36% em março e ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,62%. Em fevereiro, o índice foi mais alto 0,43%, assim como no acumulado do ano de 1,77% e nos 12 meses de 3,27%. Tanto no acumulado dos 12 meses quanto no acumulado do ano, os índices goianos foram maiores que os nacionais. Segundo o diretor da Comissão de Economia do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon), Ibsen Rosa, esse índice tem um cálculo específico e não é muito representativo da realidade da construção no Estado de Goiás. Ele explica que a inflação da construção está controlada, que o custo unitário básico da construção (CUB), em 12 meses, está em 7,7%, e em março a variação foi de 0,13%. “Estamos em uma fase de crescimento constante e o mercado está estável”, acrescenta.

De acordo com o relatório do IBGE, no cálculo dos índices mensais da construção civil, são consideradas apenas as despesas com materiais e salários (acrescidos dos encargos sociais). De acordo com o IBGE, os materiais de construção tiveram alta de 0,62%, enquanto a mão de obra não teve aumento, a variação foi nula. Em âmbito nacional, o aumento foi de 1,09% e de 0,03% respectivamente. De acordo com Ibsen Rosa, até abril a pressão salarial nos custos da construção é mínimo ou nulo, como aconteceu em Goiás. Isso se justifica porque a data-base da categoria é em maio. Sendo assim, os aumentos nos custos vão incidir a partir de junho.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, aumentou de R$ 867,83 em fevereiro para R$ 873,20 em março, enquanto em Goiás esse custo aumentou de R$ 855,07 para R$ 858,19 na mesma comparação. Segundo o IBGE, o valor do metro quadrado em Goiás está entre os mais baratos do País. O custo por metro quadrado mais caro do País é do Rio de Janeiro (R$ 988,12), e o mais baixo é o de Sergipe (R$ 779,29).

Questionado se haverá aumento significativo no setor a partir de abril com o fim das chuvas, Ibsen diz que as águas não influenciam nas grandes obras, que não param mesmo durante o período chuvoso. “Um prédio leva de 30 a 36 meses para ser construído; são obras de longo prazo e bem planejadas. A maior influência da chuva é nas pequenas obras. A expectativa é do registro de um melhor desempenho no setor neste mês de abril”, ressalta.

Fonte: Jornal O Hoje
Foto: Bob Omena