Goiás se consolida como 3º maior gerador de empregos no País

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Neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho, o Governo do Estado tem muito a comemorar. Índices do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), tabulados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicas (IMB) confirmam que de 2010 até março de 2014 – na comparação da taxa de crescimento com outros Estados – Goiás foi o terceiro maior gerador de empregos neste período.

Destaque do ano passado, o informe técnico do Instituto – intitulado Mercado de Trabalho, aponta que em 2013, Goiás ocupou a 7ª posição no ranking nacional, em números absolutos, na geração de empregos. Em termos relativos – avalia o percentual de crescimento – o Estado ocupa a segunda colocação. Isto significa que, no ano passado,  obteve o segundo maior índice de crescimento na geração de empregos formais, em comparação aos demais estados brasileiros.

Segundo o IMB, o perfil do mercado de trabalho no Estado “reflete atualmente as mudanças iniciadas principalmente no final da década de 1990, em que se destacam o fortalecimento do setor industrial e a maior integração ao setor agropecuário e o crescimento do setor de serviços”, aponta. Por conta disso, “Goiás tem sido um dos principais geradores de empregos formais do País, reflexo dos sucessivos períodos de crescimento econômico que contribuíram para a expansão da formalidade no mercado de trabalho”, complementa o documento.

“Isso significa que na estatística de empregos formais, Goiás vem gerando postos de trabalho num ritmo bem acima da média nacional”, afirma o gerente de Estudos Socioeconômicos Especiais do IMB, o pesquisador Marcos Arriel. No período foram gerados no Estado um total de 219.540 novos empregos, o que representa uma média de 5,6 mil novos empregos a cada mês e 68 mil empregos/ano. Em termos estatísticos, o número de postos de trabalho foi ampliado em 17%.

De acordo com o pesquisador, enquanto a agropecuária tem ampliado os postos de trabalho de forma crescente e linear, o grande destaque de crescimento ocorre no setor de serviços e na indústria de transformação, que se relaciona diretamente com a expansão do primeiro. De 2000 a 2013, a construção civil foi a que teve o maior crescimento relativo (184,54%) no número de ocupações. O maior crescimento absoluto ficou por conta do setor de serviços, com mais de 244,9 mil novos postos gerados. “Enquanto a agropecuária acompanhou a média de expansão de empregos no Estado, da ordem de 17%, o setor de serviços e a indústria de transformação cresceram bem acima da média goiana. Para estes dois segmentos da economia, a ampliação se deu na ordem de 29% e 24%, respectivamente. Portanto, o setor de serviços, nestes últimos 39 meses, foi o grande recordista na geração de empregos”, detalha.

Tendências

Para Marcos Arriel, apesar do contexto de desaceleração da economia brasileira, a geração de emprego no Estado deve permanecer aquecida, tendo em vista as políticas governamentais de atração de investimentos (Produzir/Fomentar), incentivo à instalação de novas indústrias e crédito subsidiado por meio de agências de fomento a micro, pequenos, médios e grandes empresários (FCO).

“A agropecuária deve permanecer acompanhando a média do Estado. Já a indústria de transformação, devido às políticas de atração de investimentos implantadas pelo Governo de Goiás nos últimos anos, nos setores agroindustrial, farmacêutico e de automóveis, por exemplo, revela tendência de crescimento contínuo, acima da média. Concomitantemente, o setor de serviços acompanha a expansão da indústria. Na medida em que há integração da indústria com o setor agropecuário, surgindo novas atividades produtivas, o setor de serviços é mais demandado e, consequentemente, cresce sustentado pelo desenvolvimento dos outros dois segmentos”, explica.

O pesquisador acredita que, apesar do momento de retração econômica mundial, há mais de uma década Goiás vem gerando mais empregos que a média nacional. “Mesmo em meio à desaceleração da economia brasileira, as políticas governamentais incentivam a geração de empregos, que deve crescer, mesmo que não seja como em anos anteriores. Segundo dados consolidados de 2012, a taxa de desocupação no Estado é de cerca de 4,8%, bem menor que a nacional, da ordem de 6,2%. Em comparação com 2010, nós tínhamos uma taxa de desocupação de 6,3%, ou seja, avançamos muito na geração de empregos nestes últimos três anos”, analisa.

Investimentos

Resultado das políticas de atração de investimentos, o crescimento da economia goiana tem gerado mais postos de trabalho do que pessoas para ocupá-los. “Enquanto Goiás gera uma média de 68 mil empregos/ano, a população economicamente ativa tem crescido abaixo de 60 mil/ano. Isso significa que nós estamos gerando mais empregos do que é demandado pela população residente no Estado”, pontua Arriel.

Neste sentido, políticas de qualificação empreendidas pelo governo têm um papel fundamental, na medida em que preparam o jovem e o adulto para novas oportunidades, que surgem com o desenvolvimento da economia.

Em maio deste ano, por exemplo, o programa de qualificação profissional Bolsa Futuro atingiu a marca de 340 mil trabalhadores qualificados em todo o Estado. O objetivo do governo com os cursos – oferecidos em 15 Institutos Tecnológicos (Itegos) e 113 Colégios Tecnológicos (Cotecs), presentes em 89 cidades-polo – é ter qualificado, ao final deste ano, 500 mil goianos.

Segundo o Valor Econômico, o mais importante jornal de economia do País, o Bolsa Futuro é o maior programa estadual de qualificação técnico-profissional do País, e reúne todos os cursos de educação profissional e tecnológica, qualificação e técnicos ofertados pelo Governo do Estado.

Na parceria com o governo federal, Goiás obtém o terceiro melhor desempenho no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Até o final deste ano, o Pronatec, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectec), terá atingido a marca de 40 mil alunos matriculados, com 184 cursos técnicos profissionalizantes disponibilizados em 153 municípios do Estado.

Qualificação profissional

Uma das políticas de estímulo ao emprego no Estado, o programa Jovem Cidadão, conduz os adolescentes de 16 e 17 anos ao primeiro emprego remunerado. O programa, que atende aos interessados em se capacitar profissionalmente para ingressar no mercado de trabalho, já beneficiou quase sete mil jovens de 2011 até este ano. Já os programas de qualificação social e profissional para trabalhadores, geridos pelo governo, beneficiaram mais de 30,5 mil jovens, por meio dos programas Jovem Cidadão, Pronatec, PlanteQ – Plano Territorial de Qualificação e PlanseQ – Plano Setorial de Qualificação Profissional (os três últimos em parceria com o governo federal).

Dentro do programa das oficinas educacionais comunitárias (OECs), geridas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), 6.115 pessoas obtiveram qualificação profissional nos ofícios de Produtos Alimentares; Higiene e Beleza; Corte e Costura; Marcenaria; Artesanato; Informática; Serralheria; Garçom/Garçonete; Cabeleireiro; Manicure e Pedicure; Arte Culinária; Modelagem; Panificação e Estética e Beleza.

Fonte: Goiás Agora


Shows de música comemoram o Dia do Trabalho

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Para comemorar o Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Cidadania e Trabalho (Sect), preparou cinco eventos com prestação de serviços à população, distribuição de brindes e shows de música com entrada gratuita. Em Goiânia, a festa será realizada em dois locais: na Praça da Feira do Jardim Curitiba e na Praça Cívica. Os moradores de Anápolis, Águas Lindas e Moiporá também vão comemorar a data com diversas atrações.

Na Praça Cívica, durante o dia, das 8 às 17 horas, a população terá acesso a vários serviços, como: emissão de documentos (CPF, Carteiras de Trabalho e de Identidade), cadastro e consulta de vagas de emprego pelo Sine, Passaporte do Idoso, Passe Livre para Pessoa com Deficiência, orientação jurídica,  atendimentos na área de saúde, atividades recreativas e esportivas para crianças e adultos, corte de cabelo, limpeza de pele, manutenção e conserto de óculos. A Sect também conta com o apoio do Programa Escola sem Drogas da Polícia Civil, que realiza palestras sobre os males causados pelas drogas.

Shows
Os eventos serão encerrados com os shows. Em Goiânia, na Praça Cívica, a partir das 17 horas, estão programados shows da banda gospel Diante do Trono, cantor Eduardo Melo e duplas Carlos e Jader e Rio Negro e Solimões. Na Praça da Feira do Jardim Curitiba, Região Noroeste da capital, haverá shows das duplas Maria Cecília e Rodolfo, Henrique e Rangel, Eduardo Melo e a cantora gospel Damares.

A cidade de Anápolis, dentro da programação da 56ª Exposição Agropecuária, recebe shows das duplas Guilherme e Santiago e Israel e Rodolfo. Em Águas Lindas, na Praça Central, a festa será com as duplas Maria Cecília e Rodolfo e Carlos e Jader. E, em Moiporá, na Praça da Cidade, o cantor Eduardo Melo e a dupla Henrique e Rangel fecham as comemorações do dia.

Mais informações: (62) 3201-8599

Fonte: Goiás Agora


Concurso Prefeitura de Valparaíso de Goiás 2014: Edital e Inscrição

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Prefeitura de Valparaíso de Goiás, no estado de Goiás, abre concurso público com 7.453 vagas para profissionais de níveis médio e superior médio e superior.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, no estado de Goiás, publicou o edital de concurso público nº. 001/2014, organizado pelo Instituto Cidades, para o provimento de 7.453 vagas de trabalho, sendo 1.856 imediatas e 5.597 para cadastro de reserva, para cargos de níveis médio e superior. Os salários vão até R$ 2.381,36, por jornada de 30 ou 40 horas semanais.

As oportunidades são para cargos de agente de educação, assistente de educação, assistente social, biólogo, bioquímico, contador, desenhista, economista, escriturário, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, nutricionista, odontólogo, orientador educacional, professor, entre outros.
Inscrições Prefeitura de Valparaíso de Goiás 2014

As inscrições serão realizadas até o dia 25 de maio de 2014, podendo ser efetuadas pelo site – www.institutocidades.org.br O valor da taxa de inscrição é de R$ 50,00 para concorrer às funções de nível médio e de R$ 70,00 para superior.

Na impossibilidade de acesso particular à internet, o candidato poderá efetuar sua inscrição no terminal disponibilizado pelo Instituto Cidades nos Postos Facilitadores, a partir do dia 10 de março de 2014, no Shopping Sul, BR 040, Km 12, Gleba F – Parque Esplanada III, Valparaíso de Goiás – GO, de segunda a sábado, das 10h às 22h.

Provas

As provas objetivas serão realizadas em Valparaíso de Goiás, com data prevista para o dia 22 de junho de 2014, em locais e horários que serão divulgados oportunamente.

A prova de títulos será aplicada somente aos candidatos que concorrerem aos cargos de professor, orientador educacional, e supervisor pedagógico, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta, devidamente classificados nas provas objetivas.

O prazo de validade do concurso é de dois anos, prorrogável uma única vez, por igual período.
O edital completo e outras atualizações estão disponíveis no site do Instituto Cidades http://www.institutocidades.org.br

Fonte: Concurso no Brasil

Paulo Garcia terá ajuda de Marconi para resolver problema da limpeza urbana da capital

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Administração estadual irá avaliar possibilidade de aquisição de 20 caminhões compactadores de lixo para Goiânia

Conversas de bastidores dão como certa a parceria firmada entre o prefeito Paulo Garcia (PT) e o governador Marconi Perillo (PSDB) para tentar solucionar o caos recentemente instalado na área de limpeza urbana de Goiânia. O acordo, proposto durante encontro dos dois administradores na última sexta-feira (25/4), prevê o acréscimo de 20 veículos à frota de caminhões compactadores de lixo na capital. Os automóveis devem ser custeados pela gestão tucana.

Goiânia vive uma crise na coleta de resíduos sólidos desde aproximadamente o período da Páscoa. O acúmulo de lixo pelas ruas da cidade chegou a ser assunto de reportagens publicadas a nível nacional. Por conta disso, o prefeito petista recebeu inúmeras críticas devido ao serviço oferecido pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Em várias regiões da capital, a coleta ainda não foi regularizada, como é o caso do setor Urias Magalhães, que desde a última quinta-feira (24) não tem o lixo recolhido.

Na reunião de sexta-feira, Marconi se propôs a colaborar com a administração municipal nos assuntos considerados “mais urgentes” da prefeitura. Conforme a assessoria do governador, a gestão estadual irá avaliar a possibilidade de aquisição dos caminhões a fim de, logo depois, doá-los para o poder Municipal. Uma resposta definitiva deve vir logo após o feriado prolongado de 1º de maio.

Durante o encontro, o tucano teria dito que sua gestão colabora com todos os prefeitos goianos sem distinção, independentemente de ideologias políticas e partidárias. Em ano eleitoral, Marconi também se pôs à disposição da Prefeitura de Goiânia para auxiliar neste e outros assuntos delicados da gestão petista.

Nova frota

Além dos 20 caminhões, a Comurg também pretende começar nesta semana o teste de dois caminhões da nova frota de 40 automóveis que irão atuar na coleta de lixo da capital. Atualmente, os coletores estão passando por adaptações, como a instalação de compactadores e o reforço na suspensão, para que suportem o peso dos resíduos recolhidos. No entanto, o número efetivo deve começar a circular somente em junho, conforme a companhia.

Fonte: Jornal Opção


Cidade goiana está entre as melhores em desenvolvimento econômico do Brasil

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Aparecida de Goiânia está entre as 10 melhores cidades em desenvolvimento econômico do país. É o que revela a pesquisa “As melhores cidades para os negócios”, realizada pela consultoria Urban Systems e publicada na revista Exame (30/04). O município goiano aparece 7º lugar neste ranking com uma nota de 5,77, numa escala de zero a 14. Parauapebas (PA) é a 1ª com nota 7,46.

“A pesquisa demonstra que estamos no caminho certo do desenvolvimento econômico. Desde 2009, trabalhamos com o objetivo de transformar a cidade em uma das melhores do país para se viver”, afirmou o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela (PMDB).

A escolha das melhores cidades para os negócios levou em consideração 27 indicadores, como o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), em que Aparecida também aparece como uma das três cidades goiana com gestão fiscal de excelência e a 67ª do país em um universo em que apenas 84 municípios conseguiram obter excelência.

A metodologia utilizada pela consultoria Urban Systems informa ainda que além do ranking das cidades mais promissoras para negócios, foram feitos quatro recortes da lista principal – em que aparece quatro municípios goianos, Goiânia (20º), Rio Verde (33º), Anápolis (53º) e Valparaíso de Goiás (81º). No recorte das melhores em desenvolvimento econômico, Aparecida é única cidade goiana a figurar no ranking. Os demais recortes são desenvolvimento social, infraestrutura e em capital humano.

Conforme o prefeito, os investimentos públicos realizados nos últimos cinco anos têm como objetivo melhorar a qualidade de vida da população e atrair novos empreendimentos que vão gerar emprego e renda. “Para isso deixamos de ser cidade dormitório e ganhamos vida própria nos últimos anos e a cada dia deixamos para trás esse rótulo, com aumento de indústrias e vagas de emprego”, relatou Maguito.

Aparecida vem sendo dotada de infraestrutura necessária para a atração de investimentos. São obras nas áreas de infraestrutura, saúde e educação. Já foram 90 bairros asfaltados, cerca de 5 milhões de metros quadrados de pavimentação em 5 anos. 24 Unidades de Saúde estão sendo construídas para melhor atender a população e estão em construção 43 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei).

Expansão industrial 

Aparecida sedia o maior parque industrial da Região Metropolitana de Goiânia. Atualmente, o município abriga cinco polos industriais – Dimag, Daiag, Polo Empresarial Goiás, Parque Industrial vice-presidente José Alencar e Polo de Reciclagem – e um condomínio horizontal de empresas chamado Cidade Empresarial, que fica na Avenida Rio Verde, na divisa com a capital de Goiás.

O número de indústrias cresceu 258% em cinco anos, conforme dados da Secretaria da Fazenda de Aparecida. Em 2008, eram apenas 590 indústrias, agora, até fevereiro deste ano, o parque industrial da segunda maior cidade de Goiás contabilizou 2.012 indústrias.
Em relação a quantidade de empresas, os números são ainda mais significativos. Há cinco anos, Aparecida contava apenas com 5.870 empresas ativas. Atualmente, são 17.052 empresas que movimentam a economia local. “A administração do prefeito Maguito Vilela dinamizou o crescimento da cidade. São quase 20 mil empresas e indústrias que geram emprego no município”, sublinhou o secretário da Indústria e Comércio, Marcos Alberto de Campos.

Fonte: Portal 730


Iris Rezende desiste oficialmente de sua pré-candidatura

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Líder peemedebista cede espaço para que Júnior Friboi concorra ao Executivo estadual

O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) está oficialmente fora da disputa pelo governo do Estado. Ele encaminhou carta ao diretório estadual do partido, que foi lida durante reunião nesta terça-feira (29/4) pelo presidente da legenda, Samuel Belchior.

Na carta, Iris ressalta acreditar que “política se faz com ideais, com respeito às pessoas e com verdadeiro amor às causas pelas quais vale a pena lutar”, e que com esses princípios se pautou em todos os cargos públicos que atuou. No entanto, ele pontua que nesse momento vê “Goiás muito fragilizado”. “Nossa infraestrutura está comprometida. A população está assustada diante dos maiores índices de violência da nossa história. Ninguém sabe quem de fato controla a segurança pública em Goiás. E como se não bastasse, temos serviços públicos cada vez piores, especialmente na educação, saúde e distribuição de energia”, afirma.

O ex-governador cita que um dos motivos do lançamento de sua pré-candidatura foi o “apelo do Partido dos Trabalhadores (PT)” de que só manteria a aliança com o PMDB em Goiás se ele se dispusesse como candidato, mas declara não querer que seu nome seja “instrumento de cisão” do partido.

“Desta forma, é com enorme pesar no coração que retiro minha pré-candidatura às eleições desse ano. Tomo essa decisão em respeito ao meu partido, à minha história e, sobretudo, em respeito ao povo goiano.  Sigo sempre em busca do bem maior para o Estado de Goiás e para o Brasil”, finaliza Iris.

Confira a íntegra da carta:

“Carta ao PMDB e ao povo de Goiás

Nos meus 56 anos de vida pública lutei e vivi intensamente o sonho de deixar como legado um país melhor para as futuras gerações. E tive a honra de participar da construção do maior partido político do Brasil livre e democrático, após o fim da ditadura militar, o PMDB. 

Acredito até hoje, do fundo de minha alma, que política se faz com ideais, com respeito às pessoas e com verdadeiro amor às causas pelas quais vale a pena lutar. 

Falo de combater a miséria em nosso Estado. Falo de melhorar a vida dos que têm menos e dependem do Poder Público até para conseguir uma casa. Falo de fazer com que essa casa tenha asfalto na porta e que a energia elétrica, a água e a rede de esgoto cheguem a todos. E falo também, com fervor ainda maior, da luta para que não faltem educação e saúde de qualidade para todos. 

Para mim são causas que valem a dedicação de toda uma existência. Esta é minha luta, por onde passei: de líder estudantil à Câmara Municipal e prefeitura de Goiânia, de lá para a Assembleia Legislativa e o governo do Estado, aos ministérios da Agricultura e da Justiça e ao Senado Federal. 

Nesse momento, contudo, vejo Goiás muito fragilizado. Nossa infraestrutura está comprometida. A população está assustada diante dos maiores índices de violência da nossa história. Ninguém sabe quem de fato controla a segurança pública em Goiás. E como se não bastasse, temos serviços públicos cada vez piores, especialmente na educação, saúde e distribuição de energia. 

Por outro lado, vejo a oposição fragmentada e também fragilizada. Por isso, lancei minha pré-candidatura ao governo de Goiás. Senti que meu nome seria novamente o mais competitivo, com maior capacidade de aglutinar os anseios populares – basta ver a lembrança ao meu nome nas pesquisas eleitorais, mesmo sem que eu me movimentasse como pré-candidato – e de outros partidos de oposição numa disputa contra o atual governo estadual. 

Atendi, inclusive, ao apelo do Partido dos Trabalhadores (PT), de que só manteria a aliança com o PMDB em Goiás se eu me dispusesse a ser candidato a governador. 

Mas nunca pensei que veria o PMDB dividido internamente e lançado ao mercado de especulações pouco republicanas. Já participei de muitas disputas internas no partido, nacionais e em Goiás, ganhei e perdi, mas sempre foram embates leais, pautados por ideais. Não quero, contudo, que meu nome seja instrumento de cisão desse partido, que é resultado do sentimento de muitos goianos. 

Desta forma, é com enorme pesar no coração que retiro minha pré-candidatura às eleições desse ano. Tomo essa decisão em respeito ao meu partido, à minha história e, sobretudo, em respeito ao povo goiano. 

Sigo sempre em busca do bem maior para o Estado de Goiás e para o Brasil. 

Iris Rezende Machado”

Fonte: Jornal Opção


Centro de Excelência com obras avançadas

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O avanço das obras de construção do Centro de Excelência do Esporte, em Goiânia, pode ser notado por aqueles que transitam por suas imediações.

A Agetop constrói duas unidades do complexo esportivo, o Laboratório de Capacitação e Pesquisa, com 70% dos serviços executados e o Estádio Olímpico, com 30%, estruturas que quando estiverem em funcionamento colocarão Goiânia no cenário regional e nacional dos jogos amadores, podendo receber campeonatos e torneios.

Ao todo serão 33.6 mil metros quadrados de área construída, com o investimento de R$ 46.2 milhões nesse Centro, que além de incentivar o esporte no Estado permitirá o surgimento de novos talentos para representar Goiás dentro e fora do país.

Fonte: Agetop


Aruanã aguarda 30 mil turistas por dia durante festival de música

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A cidade de Aruanã, a 312 quilômetros de Goiânia, espera cerca de 30 mil turistas por dia durante o Aruanã EmCanto – O Festival de Música do Araguaia, que começa no próximo dia 30 e segue até 3 de maio com uma programação musical diversificada: música clássica, MPB, rock e sertanejo.  A primeira edição do evento foi lançada oficialmente na manhã desta terça-feira, dia 22, durante solenidade no Palácio das Esmeraldas, com a apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem (foto), que fará a abertura do festival, e a presença do governador Marconi Perillo, do presidente da Goiás Turismo, Leandro Garcia, e do prefeito de Aruanã, Paulo Valério da Silva.

O governador Marconi Perillo destacou que vai continuar trabalhando para consolidar “essa boa ideia” que é o Aruanã EmCanto. “Aruanã é uma das cidades mais encantadoras do Estado e uma das mais bem cuidadas. Eu peguei no pé da minha equipe para que realizássemos esse festival. Que o Aruanã EmCanto prossiga por muitos e muitos anos, assim como o Fica, o Festival Gastronômico de Goiás, o Canto da Primavera de Pirenópolis e o TeNpo de Porangatu, entre outros.”


O presidente da Goiás Turismo salientou a importância do Prêmio Minha Arte EmCanto, que está selecionando novos talentos para abrir os shows principais do festival. Os artistas se inscreveram, foram selecionados e o público está votando pelo site nos seus preferidos. A votação termina nesta terça e já foram contabilizados mais de 80 mil votos populares de 15 países diferentes. O resultado da seleção será divulgado nesta quarta-feira, dia 23. “O Aruanã EmCanto nasceu com a ideia de divulgar o Vale do Araguaia através de sua beleza e de sua música. É um projeto muito bonito que está abrindo espaço para novos talentos. Estamos tendo uma votação muito expressiva e uma forte movimentação em torno dos artistas que foram selecionados.”  Leandro Garcia afirma que o festival vem para divulgar a região. “Um dos principais objetivos do trabalho da Goiás Turismo está sendo fazer o goiano conhecer Goiás. Nós temos várias potencialidades dentro do Estado e estamos criando situações, a exemplo dosfestivais gastronômicos e do Circuito Celebrar, para potencializar o turismo doméstico.”

Para o prefeito de Aruanã, as expectativas são as melhores possíveis nesta primeira edição do Aruanã EmCanto. “Nós acreditamos em todo o trabalho feito pelo governo estadual e pela Goiás Turismo. Aruanã é uma cidade que tem muita energia e está pronta para receber todos que escolherem a cidade para visitar ou morar. Melhoramos toda a estrutura na área da saúde, do transporte e da segurança pública. Este festival vai fomentar o turismo e dar oportunidade aos nossos artistas.” Paulo Valério da Silva destacou ainda os benefícios levados pelo Governo de Goiás que estão contribuindo com o desenvolvimento da cidade. “Hoje, todas as nossas estradas estão pavimentadas e em ótimas condições; o aeródromo foi reformado e ampliado, de modo que podemos receber aeronaves de até 64 passageiros; a GO-173, que dá acesso a Britânia, está sendo construída; o fornecimento de água tratada atinge 100% da população e o esgotamento sanitário está sendo universalizado;  a ponte que liga nossa região ao Estado de Mato Grosso está sendo construída; sem falar nas escolas de tempo integral para nossos jovens.”

Dupla Victor e Léo é uma das atrações do festival

O festival

A Orquestra Jovem de Goiás se apresenta na abertura, dia 30 de abril. A dupla Victor e Léo sobe ao palco no dia 1º de maio. No dia 2 de maio, é a vez da cantora Maria Rita. E, no dia 3, a banda O Rappa fecha a programação. Entre as atrações regionais, o festival traz para o público shows de Marcelo Barra, Grace Carvalho, Roberto Corrêa, Mr.Gyn e Almir Pessoa. A participação nos shows é gratuita.

Acesso à cidade

Roteiro a partir de Goiânia: Pegar a GO-070, no sentido Goianira e passar por Itauçu e Itaberaí, chegando a Goiás. Em Goiás, continuar na GO-164, passando por Faina e Araguapaz. De Araguapaz, pegar a rodovia GO-530 até Aruanã. Situação dos trechos em rodovias estaduais: Goiânia/Inhumas: Bom; Inhumas/Itauçu: Bom, em duplicação; Itauçu/Itaberaí: Bom, em duplicação; Itaberaí/Goiás: Bom, reconstruído; Goiás/Faina: Bom, reconstruído; Faina/Araguapaz: Bom, reconstruído; Araguapaz/Aruanã: Bom, reconstruído.



De cidade jardim ao caos: as razões que levaram Goiânia à crise do lixo

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Modelo de limpeza urbana realizado totalmente pela Prefeitura entrou em colapso por uma série de fatores. Terceirização de serviços essenciais, como a coleta de resíduos, é colocada em debate
Frederico Vitor
Com  o déficit  dos serviços de limpeza urbana da Prefeitura, acúmulo de lixo tomou conta das ruas de Goiânia. Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Com o déficit dos serviços de limpeza urbana da Prefeitura, acúmulo de lixo tomou conta das ruas de Goiânia. Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Goiânia sempre foi reconhecida nacionalmente pela limpeza de seus logradouros, zelo impecável de espaços públicos e grande beleza de suas praças, parques, jardins e canteiros floridos. A figura da cidade aprazível, um dos mais belos cartões postais e cenários urbanos do País, sempre esteve no imaginário do goianiense e de pessoas que visitam a capital. Dessa forma, as cenas, divulgadas em todo o Brasil, de pilhas de sacos plásticos de lixo amontoados sobre calçadas e ruas da cidade eram inimagináveis até pouco tempo.
As lamentáveis imagens foram resultado direto da ausência da coleta de lixo em dezenas de bairros — desde os centrais aos mais longínquos — antes, durante e depois do feriado de Páscoa. A irregularidade na execução do serviço provocou uma das mais graves crises já vivenciadas pelos moradores da capital goiana. Muitos devem estar se perguntando: o que de fato ocorreu para que se chegasse a este ponto? Por que o goianiense teve de ser submetido ao constrangimento de suportar o mau cheiro e se expor ao risco de ser contaminado por doenças decorrentes do acúmulo de lixo nas ruas e calçadas?
Para responder a este e a outros questionamentos há de se ressaltar vários fatores, começando pelo modelo de execução dos serviços da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Na realidade, foi uma cadeia de fatos que culminou com a crise. Há também outros fatores que implicam questões políticas e jurídicas, envolvendo os que estiveram na presidência do órgão municipal.
Primeiramente, é preciso traçar uma linha histórica das gestões anteriores até a atual administração, para se chegar a um entendimento do que levou a cidade a ser tomada pelo lixo. Em 1970, o prefeito Manoel dos Reis e Silva (Arena), nomeado pelo governador Otávio Lage de Siqueira (Arena), foi pioneiro na terceirização da limpeza urbana ao delegar à empresa paulista Enterpa Engenharia Ltda. as responsabilidades pela coleta de lixo e varrição das ruas e avenidas. Porém, em 1979, na administração de Daniel Antônio de Oliveira (MDB), a prefeitura rompeu o contrato e passou a se responsabilizar inteiramente pela limpeza da capital.
Nion Albernaz: “O problema não é da Comurg”
Nion Albernaz: “O problema não é da Comurg”
Coincidentemente, em 1989, ao herdar a prefeitura de Daniel Antônio (PMDB), em sua segunda — e turbulenta — passagem pela Prefeitura, de 1986 a 1988, o prefeito eleito Nion Albernaz (então no PMDB) retomaria a terceirização dos serviços urbanos após eventos que tumultuaram a condução administrativa da cidade. Naquela época, o serviço de varrição de rua, coleta de lixo e destinação final de resíduos foi suspenso por uma greve dos garis. A situação esteve tão grave que a Avenida Goiás, um dos símbolos arquitetônicos e urbanísticos da capital, ficou com lixo amontoado em suas duas pistas.
Diante daquela situação, Nion tentou negociar com os grevistas para evitar a piora da conjuntura, mas não houve progresso nas conversações. Para que a situação não se tornasse mais insustentável, o prefeito decidiu terceirizar um terço da varrição por meio de contrato com a empresa Enterpa. Com esse ato, a greve acabou. Mesmo assim, a Prefeitura aumentou a terceirização para dois terços do total de varrição e o mesmo ocorreu com os caminhões de coleta de lixo.
Naquela época, a Prefeitura constatou que sairia mais barato aos cofres do município a terceirização da frota de caminhões coletores de resíduos. Mais: ao se terceirizar também se dificultava atos de corrupção. Havia casos, não raros, de caminhões próprios da prefeitura que saíam da garagem com pneus novos e, ao final do expediente, retornavam com as borrachas completamente desgastadas. Ou seja, os novos pneus eram vendidos em borracharias da cidade e substituídos por usados. Chegou ao ponto de a Prefeitura ter de marcá-los com ferro em brasa para que a irregularidade fosse tolhida.
Na gestão de Darci Accorsi (PT), a partir de janeiro de 1993, o modelo de terceirização da limpeza urbana foi mantido. O então vice-prefeito, Jovair Arantes (então PSDB), foi nomeado presidente da Comurg e reajustou o contrato com a empresa Enterpa — que dali em diante passou a incluir em suas atribuições a manutenção do aterro sanitário, além da coleta por caminhões coletores de lixo e da varrição de vias.
Jovair Arantes, hoje deputado federal, disse ao Jornal Opção que o modelo de terceirização era o mais viável para aquela época na manutenção da limpeza urbana em níveis satisfatórios. “Goiânia era uma cidade limpa e cheirosa, hoje a cidade está um lixo em todos os sentidos. Fico triste com esta situação”, critica o hoje deputado petebista, que foi derrotado pelo prefeito Paulo Garcia (PT) na eleição passada.
Encerrada a gestão petista de Darci Accorsi na Prefeitura, Nion assume pela última vez o Paço Municipal. O tucano segue o modelo iniciado por ele próprio. Entretanto, metade dos serviços de limpeza urbana era realizada pela Enterpa e os outros 50% pela própria Comurg. Nesta gestão, a Comurg foi presidida por José Gomes — ex-presidente da Iquego e aliado político de Jovair Arantes — e por Hideo Watanabe. O ex-prefeito disse ao Jornal Opção que dividir as responsabilidades pela manutenção da limpeza urbana com uma empresa privada trouxe economia ao caixa da Prefeitura, além de eficiência e qualidade nos serviços prestados.

Falta de planejamento

Sobre o problema do lixo enfrentado pela administração atual, Nion, que não culpa a companhia de limpeza urbana pelos gargalos, aponta a falta de planejamento no Paço Municipal como principal responsável pelo problema. “É a gestão que não vai bem. Quando prefeito, comprei caminhões novos para a Comurg com recursos próprios, sem necessidade de financiamento. Falta um pouco mais de gestão na capital.”
Pedro Wilson: “Prefeitura está se preparando melhor”. Foto: Y. Maeda
Pedro Wilson: “Prefeitura está se preparando melhor”. Foto: Y. Maeda
Em 2001, Pedro Wilson (PT) assume a Prefeitura de Goiânia e nomeia a professora Neyde A­parecida (PT) para a presidência da Comurg. No final de sua gestão, a companhia foi dirigida por Paulo César Fornazier (PT). Nesta administração, o prefeito manteve o contrato de terceirização para algumas áreas, como a coleta de lixo, manutenção do aterro sanitário e 60% da varrição. Em 1998, a Enterpa Engenharia Ltda. foi adquirida pelo Grupo Macri, empresa de capital argentino, e pela Waste Management, de capital norte-americano.
Da cisão surgiu a Enterpa Ambiental S.A. Em 2000, outra empresa, o Grupo Macri, efetivou a compra da Enterpa. Em 2002, a razão social foi alterada para Qualix Serviços Ambientais S.A., que em Goiânia operou até 2007, quando a Comurg retomou todas as áreas dos ramos de limpeza urbana.
Pedro Wilson, que preside a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), disse ao Jornal Opção que o problema atual se dá por conta de aspectos legais e burocráticos. O petista defende que a Prefeitura tem buscado soluções rápidas para resolver a deficiência na coleta de lixo e que a demanda se elevou devido ao crescimento populacional da cidade. “Goiânia cresceu muito, há vários tipos de lixos, e o Poder Executivo municipal está se preparando para essa diversidade de serviços.”

Fim da terceirização e o início da crise do lixo

Em 2005, Iris Rezende (PMDB) substitui Pedro Wilson (PT) na Prefeitura de Goiânia. Ao tomar posse, no Paço Municipal, adota o discurso de retomada da limpeza urbana da cidade por meio da ação direta do setor público. A justificativa era simples: o erário teria, com o fim da terceirização, uma expressiva economia de recursos. Seguindo esta linha, Wagner Siqueira (PMDB), hoje deputado estadual, foi nomeado presidente da Comurg e iniciou um processo de reestruturação do órgão, começando pela ruptura do contrato com a Qualix.
Para complementar os quadros de servidores, foi realizado concurso público para efetivação de mais de mil garis, pois passava a ser responsabilidade da Comurg 100% da varrição de ruas e avenidas. Seguindo a política de municipalização, foi lançada, em 2005, uma licitação com o objetivo de adquirir 56 novos caminhões equipados com coletores compactadores de lixo, que substituiriam a frota terceirizada em serviço em Goiânia desde as administrações de Darci Accorsi, Nion Albernaz e Pedro Wilson.
Em 2006, chegavam ao pátio da Comurg 50 caminhões-toco Volkswagen, modelo 17-250, zero-quilômetro e mais cinco caminhões Iveco trucados, ambos os modelos equipados com coletores compactadores de resíduo. Os veículos foram colocados em operação nas 42 rotas que hoje são responsáveis pela coleta diária de 1,4 mil toneladas de lixo doméstico, que, ao final do mês, chega ao total de 36 mil toneladas de detritos produzidos pelos domicílios e comércios de Goiânia. Em 2007, o aterro sanitário também deixou de ser gerido pela Qualix, que transferiu a responsabilidade pela manutenção à Comurg.
Em sua gestão, Iris Rezende municipalizou serviços de limpeza urbana e licitou 56 caminhões de lixo
Em sua gestão, Iris Rezende municipalizou serviços de limpeza urbana e licitou 56 caminhões de lixo
Tudo transcorria relativamente bem. Os serviços de coleta de lixo eram satisfatórios e não havia reclamações exacerbadas. Mas o que deve ser realçado é que, no decorrer das administrações de Iris Rezende (2005/2009 e 2009/2010), não houve planejamento prévio para substituição dos caminhões adquiridos em 2006. Deve-se levar em consideração que a vida útil de um veículo especial como os coletores e compactadores de lixo é de, no máximo, cinco anos. Tem-se, então, o embrião de todo o problema que culminou com a crise do lixo em 2014.
É importante ressaltar que o desgaste dessas viaturas é enorme, devido ao grande esforço mecânico a que são submetidas. Um caminhão-toco, equipado de coletor e compactador de lixo, por exemplo, tem capacidade de prensar, transportar e despejar nove toneladas de resíduos. Os detritos, principalmente os domésticos, produzem chorume altamente corrosivo e nocivo aos equipamentos. De tal modo, seria natural que a frota de Goiânia passasse mais tempo em oficinas para reparos do que nas ruas em ações de coletas de lixos.
No mês de agosto de 2011, a Prefeitura fez nova licitação por pregão eletrônico, para compra de uma nova frota composta por 70 veículos mais os equipamentos coletores- compactadores de resíduos. Nesta altura, os caminhões Volkswagen comprados em 2006 apresentavam alto índice de quebra e necessidades de reparos. A licitação chegou a ser vencida pela Tecar Caminhões. Entretanto, por divergências em relação a especificações técnicas, a aquisição foi suspensa, a assinatura do contrato, cancelada e o certame, congelado por um ano.
Em 2013, a empresa Suécia Veículos, segunda colocada na concorrência, foi selecionada para fornecer caminhões — apesar de a licitação prever o total de 70 veículos, a Prefeitura autorizou o fornecimento de 40 — da marca Volvo. Os novos caminhões passam por processo de acoplagem de equipamento coletor-compactador em suas carrocerias pela empresa Planalto Máquinas e Indústrias. A previsão da Prefeitura é de que até junho a frota estará em operação.
Enquanto os novos caminhões não chegavam à garagem da Comurg e os antigos passavam por sucateamento, em 2012 a Prefeitura assinou contratos emergenciais para substituir a frota remanescente de 2006. Em setembro daquele ano, a prefeitura fechou com a Lopac Locadora de Veículos e Equipamentos Ltda. — convênio vencido em 9 de março deste ano — o fornecimento de 25 caminhões equipados de coletor-compactador de lixo.
Em abril 2012, foi a vez da empresa Metropolitana Serviço Ambiental Ltda. ter sido contratada pela Prefeitura para o fornecimento de outros 29 caminhões coletores- compactadores de lixo. No geral, a Prefeitura chegou a ter à sua disposição 54 caminhões terceirizados para suprir a demanda de coleta de lixo da cidade, em face da deterioração da frota comprada em 2006.
O modelo emergencial de se terceirizar caminhões de lixo parecia dar certo, até que, na noite de quarta-feira da semana da Páscoa, a empresa Metropolitana paralisou a locação de seus 29 veículos à Comurg. A empresa justificou que era impossível continuar operando sem que a Prefeitura saldasse um passivo de R$ 4,5 milhões. Resultado: o órgão municipal de limpeza urbana contou apenas com 14 caminhões da empresa Tecpav, que substituiu a frota da Lopac.
Na tentativa de evitar o agravamento do problema, a Comurg improvisou os serviços de coleta de lixo com caminhões basculantes e de carrocerias — esses últimos têm capacidade de comportar apenas 30% de lixo de um compactador —, além de máquinas retroescavadeiras que saíram às ruas recolhendo os resíduos domésticos. Por uma semana, apenas 70% da demanda de coleta de lixo foi suprida em Goiânia.

ENTREVISTA

Paulo Garcia defende que coleta de lixo deve ser feita pelo setor público

Os fatos indicam que, nos períodos em que os serviços de limpeza urbana de Goiânia estiveram a cargo de empresas privadas, não havia sérios problemas de coleta de resíduos e os logradouros sempre se mantiveram limpos. Curiosamente, as únicas capitais do País cujos serviços de coleta de lixo e varrição ainda se concentram nas mãos da prefeitura, como Rio de Janeiro e Goiânia, passaram recentemente por crises nos serviços de limpeza urbana.
Prefeito Paulo Garcia:  “Serviço de coleta de lixo deve ser público”
Prefeito Paulo Garcia: “Serviço de coleta de lixo deve ser público”
Afinal, o modelo de terceirização seria o melhor caminho?Ninguém melhor do que o prefeito Paulo Garcia (PT) para falar a respeito. O chefe do Executivo municipal disse ao Jornal Opção que a questão é mais complexa do que parece. Ele diz que é necessário fragmentar as áreas que compõem a área de limpeza urbana para se chegar à conclusão de qual modelo ideal a ser implantado em Goiânia.
É mais barato para a Prefeitura ter o serviço de coleta de lixo terceirizado ou municipalizado, como ocorre hoje em Goiânia?
Depende. Penso com toda franqueza que, para o serviço de varrição, seria preciso fracionar e desmembrar a discussão. A varrição e a manutenção dos espaços públicos, um serviço não mecanizado e de pés no chão, para nós que temos recursos humanos suficientes, é menos oneroso e melhor o controle público. A coleta, em face da disponibilidade de nossos recursos humanos, é mais adequado tê-la sob a responsabilidade do poder público. A respeito dos caminhões com equipamento coletor-compactador de resíduos, estamos avaliando três modalidades: locação, frota própria e locação com doação da frota à Prefeitura ao término do contrato, modelo muito em voga atualmente. Obviamente, temos nesse caso um ativo que reduz os custos de nossos gastos. Entretanto, continuo avaliando que a coleta, feito este desmembramento de todos os componentes, deve ser pública.
Quanto ao aterro sanitário, qual é o melhor caminho?
Para a área, devido à sua complexidade, estamos estudando a triagem de componentes. Hoje, apenas 20% dos lixos orgânicos são levados ao aterro. Em compensação, temos os resíduos sólidos da construção civil com outra destinação. Há os resíduos químicos e os materiais recicláveis. A cadeia de aproveitamento da riqueza do lixo pode ser terceirizada, porque é complexa e muito cara para o serviço público. Essa é a visão que tenho e vamos apresentá-la e implantá-la nos próximos meses. Estamos nos preparando para isso há algum tempo. Essa é a razão de nosso sofrimento — que é a superação do modelo atual para outro mais moderno. Temos de fracionar isso, não se pode fazer uma análise global.
Quanto custa à Comurg os trabalhos de varrição, coleta de lixo e manutenção do aterro sanitário?
A Comurg faz muito mais hoje do que a coleta de lixo. Ao longo de sua existência, foi mudando sua destinação e acrescentando setores que não necessariamente deveriam ser dela. Por exemplo, a companhia de urbanização cuida da manutenção da iluminação da cidade, manutenção de parques e jardins e tem um setor de obras. Cada setor deste é um componente. Não se pode analisar de forma simplista. Se dermos um número, parece que a Comurg tem apenas um valor para recolher o lixo da cidade, o que não é. A Comurg é muito mais do que isto. Não cabe julgar como ela chegou a acumular tantas funções e serviços. Devemos buscar uma proposta de otimização. Por isso, tenho uma visão pessoal de que algumas de suas ações não deveriam ser dela. Penso que é preciso ter um organograma mais enxuto e atual, e vamos fazer isto. Este setor de obras, por exemplo, deveria ser exclusivo da Secretaria de Obras.
E quanto ao contrato com a empresa Metropolitana, que no feriado de Páscoa reteve sua frota, ocasionando os transtornos com o acúmulo de­ma­siado de lixos nas ruas da ci­da­de, qual será o procedimento da pre­­feitura?
Buscamos uma solução definitiva, que devemos anunciar nos próximos dias. O contrato emergencial com a Metropolitana, que vence no dia de 15 de maio, não pode ser prorrogado.

Comurg tem histórico de suspeitas de irregularidades

Ao longo de sua história, a Comurg sempre teve gestores, notadamente os que ocupavam os principais cargos de direção, envolvidos em suspeitas de irregularidades. Recentemente, a 57ª Promotoria de Justiça do Ministério Público (MP) de Goiás moveu duas ações públicas contra a Comurg. No dia 8 deste mês, o juiz Fabiano de Aragão Fernandes, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, determinou liminarmente a indisponibilidade dos bens, até o limite de R$ 18.922.171,65, de quatro envolvidos em suspeita de superfaturamento em contratos de locação para a coleta de lixo em Goiânia. Entre eles, três ex-presidentes do órgão: Luciano de Castro, Paulo de Tarso Batista e Paulo César Fornazier. Este presidiu a Comurg no fim da administração de Pedro Wilson e ocupava o cargo de diretor administrativo-financeiro na atual gestão.
Ex-presidente da Comurg, Paulo de Tarso (à esquerda), é alvo de liminar da Justiça. Luciano de Castro foi afastado da Comurg por suspeitas de irregularidades
Ex-presidente da Comurg, Paulo de Tarso (à esquerda), é alvo de liminar da Justiça. Luciano de Castro foi afastado da Comurg por suspeitas de irregularidades
As empresas Lopac Lo­cadora de Veículos e Equi­pamentos Ltda. e Metro­politana Serviços Ambientais Ltda. também foram acionadas. De acordo com o promotor Fernando Krebs, da 57ª Promotoria de Justiça do MP, em vez de providenciar novas aquisições de caminhões para manter a frota em condições adequadas, Luciano de Castro teria supostamente permitido o sucateamento dos veículos, além de supostamente ter participado de um esquema de compras de peças superfaturadas. Luciano de Castro, procurado várias vezes para apresentar sua versão, não foi encontrado.
Frota de caminhões coletores compactadores da Prefeitura, de 2006, está sucateada e estocada em garagem. Foto: Arolldo Costa
Frota de caminhões coletores compactadores da Prefeitura, de 2006, está sucateada e estocada em garagem. Foto: Arolldo Costa
A 57ª Promotoria de Justiça do MP acusa o ex-presidente da Comurg de “fabricar emergência” para celebrar contratos com empresas de terceirização de serviços de coleta de lixo — Lopac e Metropolitana —, que poderiam ter causado danos ao erário. Em análise feita a pedido do promotor pela perícia contábil do MP, a economia aos cofres públicos com a aquisição de caminhões, em vez de locação, seria superior a R$ 14 milhões. Curiosamente, este valor é superior ao da licitação dos novos caminhões que devem chegar em junho. Segundo dados do MP, a empresa ganhadora do certame fornecerá uma frota zero-quilômetro por R$ 11,331 milhões.
Na gestão de Pedro Wilson, a Comurg foi alvo de auditoria do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que descobriu a existência de 7.480 empregados, dos quais 3.621 efetivos e 3.859 comissionados. Essas contratações teriam sido feitas a partir de 2001, quando Neyde Aparecida esteve na presidência da companhia, e a partir de 2002, quando Paulo César Fornazier passou pela direção do órgão.
Neyde Aparecida teve suspensão de direitos políticos anulada pela Justiça
Neyde Aparecida teve suspensão de direitos políticos anulada pela Justiça
Os autos apontaram que a prática durou até 2004, quando foram contratados 134 empregados em cargo de comissão, sendo a maioria destinada a outros órgãos públicos. Na época, Neyde Aparecida e Paulo César Fornazier tiveram os direitos políticos suspensos por cinco anos. Mas tal decisão foi anulada, na semana passada, pela 1ª Câmara do Tribunal de Justiça de Goiás.
Neyde Aparecida, ouvida pelo Jornal Opção, disse que se confirmou a inexistência de improbidade administrativa a partir das contratações efetuadas. “As contratações foram feitas porque eram necessárias. Isso já vinha de outras épocas, e meu sucessor fez um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Justiça do Trabalho para realização de concurso”, defende-se.





Lula diz em entrevista que presos pelo mensalão não são de sua confiança; veja

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Em uma das poucas manifestações sobre o esquema, o ex-presidente comentou que julgamento teve maior decisão política do que jurídica. Conversa foi gravada na sexta-feira (25)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os petistas presos por envolvimento na Ação Penal 470, o mensalão, “não são da sua confiança”, em uma entrevista exibida neste domingo (27/4) no canal de televisão português RTP. No vídeo gravado na última sexta-feira (25), o petista disse também que o julgamento do processo do mensalão teve viés político.

Há cinco meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão de três integrantes da cúpula do partido por envolvimento em esquema de compra e apoio no Congresso Nacional no início de seu primeiro mandato. “O mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica. O que eu acho é que não houve mensalão”, avaliou Lula, em uma de suas poucas manifestações sobre o caso.

Ao perguntar sobre o fato de pessoas da confiança do ex-presidente terem sido presas –– como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu; o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares; e o ex-presidente nacional do partido, José Genoino ––, a jornalista foi interrompida por ele. “Não se trata de gente da minha confiança”, interferiu. Na sequência, Lula remendou que tem “companheiro do PT preso”. “E eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. O que eu acho é que essa história vai ser recontada”, complementou.

Lula comentou sobre o mensalão quando indagado sobre o impacto que o escândalo poderia causar na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). O ex-presidente também negou a existência do esquema, na entrevista que durou 40 minutos.

O petista viajou a Portugal para participar da comemoração dos 40 anos da Revolução dos Cravos. Na noite do último sábado (27), ele sentiu tontura e passou mal, sendo internado no hospital Sírio Libanês. Lula teve uma crise de labirintite e a causa teria sido o cansaço após uma longa viagem de volta ao Brasil, conforme informou o site do instituto que leva o seu nome.

Fonte: Jornal Opção


Goiânia: Prefeitura envia projeto à Câmara para recuperar R$ 4,7 bilhões em dívidas de contribuintes

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O contribuinte de Goiânia, que tem dívidas em impostos como IPTU, ISS, ISTI e taxas municipais vai ter um período de 30 dias para renegociar as pendências, com desconto de até 100% em multas e juros, e parcelamento de três até sete vezes. O programa para recuperação de créditos da prefeitura foi enviado à Câmara Municipal em forma de projeto de Lei e começa a tramitar a partir da próxima semana.

Depois da aprovação do texto e a sanção do prefeito, Paulo Garcia (PT), a secretaria de Finanças vai abrir o prazo para renegociação. O secretário, Cairo Peixoto, explicou o objetivo e como a renegociação vai ser feita, em entrevista exclusiva. “Em primeiro lugar, nós vamos corrigir uma injustiça, uma distorção. Nós temos R$ 400 milhões sem receber. Nós temos que ser justos com o contribuinte que paga seus impostos,” cita.

Depois do prazo de trinta dias, a ser aberto pela Secretaria de Finanças, o devedor que não pagar as dívidas terá o nome incluído no SERASA e a pendência será judicializada.

O projeto foi enviado nesta sexta-feira e começa a tramitar na Câmara na próxima terça.

Fonte: Portal 730


Agetop inicia construção de viaduto na GO-080

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A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) dá início esta semana à construção do viaduto da GO-080, na confluência com a Avenida Perimetral Norte. Amanhã serão abertos os desvios para possibilitar o início da obra de construção do viaduto. “Estamos contando com o apoio da imprensa para informar à população e vamos ter também o apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Goiânia”, ressalta o diretor de Obras Rodoviárias da Agetop, engenheiro Marcos Musse. A edificação de mais um viaduto na saída de Goiânia, pela GO-080, em direção ao município de Nerópolis, faz parte da proposta do governo do Estado de desafogar o trânsito nos entroncamentos de rodovias com pistas urbanas.

No contrato da edificação do viaduto está prevista ainda a construção de segunda pista e a restauração da existente, em 1,8 quilômetro, do trecho que vai do cruzamento da GO-080 com a Avenida Perimetral Norte até a rotatória de acesso ao Campus 2 da UFG, passando pelo acesso ao Bairro São Judas Tadeu. “Nós temos certeza de que os viadutos foram muito bem planejados para causar o mínimo de transtorno. Fizemos uma pavimentação nova nas ruas que serão utilizadas como desvio. A parte de sinalização, semafórica, de placas indicativas horizontais e verticais, foi feita para minimizar os transtornos. Nós garantimos que a obra será concluída até setembro deste ano”, explica Marcos Musse. A obra está orçada em R$ 24 milhões.

O viaduto terá quatro pistas em nível inferior, no sentido Avenida Perimetral Norte, e quatro pistas em nível superior, no sentido GO-080, o que vai eliminar o cruzamento que existe hoje. “É um viaduto na confluência da Perimetral Norte com a GO-080 e a duplicação da rodovia e do viaduto até a confluência com a rotatória de acesso ao Campus 2 da UFG. Pelo local circulam 30 mil veículos por dia”, lembra Marcos Musse. O diretor de Obras da Agetop afirma que os viadutos no sentido Goiânia/Trindade e Goiânia/Inhumas serão inaugurados até junho deste ano, antes da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade.

Desvio

O desvio no cruzamento da Avenida Perimetral Norte com a GO-080 será utilizado até a conclusão da obra de construção do viaduto pela Agetop. Com placas orientando a direção desejada, o desvio passará pelas avenidas São Francisco e João Leite, no Setor Santa Genoveva, próximo ao aeroporto, nas avenidas Pedro Paulo, Afonso Pena, Esperança e Napoleão Laurindo, entre os bairros São Judas Tadeu e Itatiaia, e em parte da própria Avenida Perimetral e GO-080, próximo ao Setor Goiânia 2. Sinaleiros foram implantados em alguns cruzamentos para facilitar o tráfego e eliminar congestionamentos. A Agetop disponibilizou aos motoristas panfletos com informações e o mapa do desvio.

Fonte: Diário de Aparecida



Comurg descumpre acordo e empresa retira caminhões

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Companhia de limpeza urbana não pagou parte da dívida de R$ 4,5 milhões e firma suspende a locação de 29 veículos; crise da coleta de lixo se agrava e estatal coloca nas ruas caminhões caçamba e basculantes para limpar Goiânia, colocando em risco a saúde da população e dos funcionários; presidente da Comurg, Nelcivone Melo, evita dar entrevistas desde que assumiu; resumiu-se a informar na semana passada que a coleta de lixo só será normalizada em junho

A crise do lixo em Goiânia segue gravíssima. A coleta está comprometida porque a Comurg (companhia que faz a limpeza urbana) não pagou uma dívida e a empresa Metropolitana suspendeu a locação de 29 caminhões coletores. Com isso, apenas 12 veículos especializados estão recolhendo lixo desde quarta-feira, informa o jornal O Popular.

A Comurg teria que ter pagado parte da dívida de R$ 4,5 milhões com a empresa. São cinco meses de aluguel dos caminhões. O jornal afirma que na véspera do feriado da Semana Santa a Metropolitana parou o serviço, mas mudou de decisão após a Comurg garantir que pagaria parte do débito.

“Eles não só não cumpriram a promessa, como nem nos procuraram para negociar depois”, afirmou um dos gestores da empresa, Marcelo Garcia, ao Popular.

Como a frota de coletores é reduzida, a Comurg utiliza caminhões caçamba e basculantes para coletar o lixo. São veículos totalmente inadequados para o serviço e ainda oferecem risco de contaminação aos servidores da Comurg. Na noite de quinta-feira, a companhia colocou 28 desses nas ruas.

Fonte: Goiás 247


BR 153: Por uma rodovia mais iluminada

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Após jogo de empurra-empurra entre governo federal e Prefeitura de Goiânia, Estado assume obras e implanta lâmpadas, há anos solicitadas por motoristas e pedestres. Iluminação está prevista para ser inaugurada em maio

Depois de um longo jogo de empurra-empurra entre a Prefeitura de Goiânia e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre de quem era a responsabilidade pela iluminação da BR-153 no perímetro urbano da Capital, o governador Marconi Perillo (PSDB) resolveu tomar a responsabilidade para o Estado e executar a obra.

A iluminação dos 27 quilômetros do trecho entre o condomínio Aldeia do Vale a Aparecida de Goiânia está sendo implantada pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e será inaugurada no dia 9 de maio pelo governador.

A rusga entre os poderes municipal e federal impediu durante anos a chegada do benefício aos motoristas e pedestres. O Dnit defendia que, por ser um perímetro urbano, a prefeitura era a responsável pela obra e manutenção. Já a prefeitura provava ser de responsabilidade do órgão federal, por ser uma rodovia federal.

De acordo com o presidente da Agetop, Jayme Rincón, Marconi ordenou que o governo estadual puxasse a responsabilidade para si para tornar o trânsito do trecho seguro. “O Dnit e a prefeitura de Goiânia ficaram num jogo de empurra-empurra, enquanto tínhamos mortes de pedestres e em acidentes todos os dias”, relembrou Rincón.

Neste perímetro da BR ocorrem 30% dos acidentes do Estado em rodovias federais. Com a iluminação, Marconi quer reduzir drasticamente esse dado. “O governador Marconi é municipalista. Ele sempre fez esforços que nem cabiam à sua administração para resolver os problemas de Goiânia”, ressaltou Jayme.

Acidentes

Segundo um levantamento feito pelo governo federal, o trecho da BR-153 entre o condomínio Aldeia do Vale e Aparecida de Goiânia está na 26ª colocação do ranking nacional dos 100 trechos com maiores índices de acidentes no País.

Sem iluminação, a BR-153 não dava segurança para pedestres e motoristas. O trecho urbano de Goiânia e Aparecida que são cortados pela rodovia é repleto de comércios, residências, indústrias e instituições, consequentemente, há uma grande movimentação de pedestres muitas vezes na travessia das pistas. Com a iluminação, o governo estadual quer diminuir os constantes atropelamentos e acidentes.

A falta de iluminação era também um problema de segurança pública, já que a escuridão contribuía para a ação de criminosos, que se aproveitam desse fator para cometer assaltos e estupros. “Nós não podíamos deixar essa situação no perímetro urbano da nossa Capital. Sensibilizado com esse problema, Marconi não teve dúvidas em pegar a responsabilidade para nós”, justificou Jayme Rincón.

Saiba mais
A nova iluminação da BR-153 será diferenciada com alto padrão

Estrutura da rede d

Com investimento de R$ 4,9 milhões, as lâmpadas são consideradas de alto rendimento e durabilidade.
Serão 646 postes na extensão dos 27 quilômetros.
Em alguns segmentos, postes foram retirados e substituídos por novos, para receber a fiação.

Já em frente à Universidade Paulista (Unip), o sistema de iluminação está ativado, passando atualmente pela fase de teste.

Fonte: DM

Banco deve investir R$ 13,5 bi em Goiás

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Recursos serão investidos em ações prioritárias do Estado em áreas como a econômica, social e de infraestrutura

Viabilizar recursos através de linhas de crédito para alavancar programas e o desenvolvimento goiano. Esse é o principal objetivo do convênio assinado ontem, entre o governador Marconi Perillo e o superintendente estadual do Banco do Brasil Edson Bündchen, que deu origem ao Projeto Mobiliza Goiás. A meta é investir, além dos R$ 12 bilhões já aplicados anualmente no Estado pelo banco, mais R$ 1,5 bilhão em ações integradas e prioritárias do governo do Estado nas áreas social, econômica, ambiental e de infraestrutura. E assim acelerar o desenvolvimento estadual em diversas áreas.

Para o superintendente Estadual do Banco do Brasil, Edson Bündchen este era o momento de fazer uma articulação inteligente entre a instituição financeira e o governo do Estado. Ele explicou que através dessa parceria e da aproximação com as secretarias de Gestão e Planejamento (Segplan), e Indústria e Comércio (SIC) , é possível articular as potencialidades locais e regionais, e fazer ainda mais por Goiás. “Acredito ser possível aplicar 10% a mais do valor (R$ 12 bilhões) através desse acerto inteligente”, ressaltou. O Banco do Brasil hoje é líder em vários segmentos, como pessoa jurídica e comércio exterior, no caso do Agronegócio a instituição é responde por 88% do mercado.

Funcionamento

O projeto Mobiliza Goiás funcionará da seguinte forma, o Banco do Brasil ofertará linhas de financiamento nos diversos programas operados pela própria instituição que tenham consonância de propósitos com os projetos do Programa de Ações Integradas de Desenvolvimento (PAI). “Com o suporte do BB será possível apoiar a agricultura familiar, o crescimento do agronegócio goiano, a prática do agronegócio sustentável, o desenvolvimento da piscicultura, a redução do déficit habitacional urbano e rural, além de colaborar para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência e com o fortalecimento do segmento de micro e pequenas empresas”, destaca o secretário Leonardo Vilela.

Entre as soluções propostas pelo Banco do Brasil para atender aos projetos do PAI no setor da agricultura estão linhas de financiamento no Pronaf, projeta aplicar aproximadamente R$ 400 milhões na agricultura familiar no Estado, cadeia de armazenagem com previsão de R$ 300 milhões em investimentos, projetos de agricultura de baixo carbono programa ABC que tem a previsão de R$ 200 milhões em contratos.

Para o Programa Nacional de Habitação Rural e Urbana em Goiás, a proposta é construir três mil unidades, e o Crédito de Acessibilidade prevê contratar até R$ 5 milhões para financiamento a bens e serviços de tecnologia assistida em três anos.

As empresas goianas de diversos portes também poderão ser contempladas com linhas exclusivas para capital de giro com previsão de R$ 300 milhões e para o investimento previsão de R$ 300 milhões.

Beneficiados

Segundo Vilela a população de forma geral, os produtores rurais, os industriais, empresários, portadores de necessidades especiais serão beneficiados através das linhas de crédito do Banco do Brasil. O governado Marconi Perillo disse que até o final deste ano vai trabalhar com afinco para tudo possa sair da melhor maneira possível e que o convênio tenha bons resultados.

Fonte: Jornal O Hoje