2 de janeiro de 2014

VLT: Obras serão realizadas em um quarteirão por vez


Carlos Maranhão, que atua no grupo de instalação do  VLT, afirma ao DM que as obras não devem incomodar a população, por conta do sistema a ser adotado: as atividades se concentrarão em cada quarteirão. Um a um serão construídos os módulos do VLT.

As desapropriações serão pontuais, caso da área de 90 mil metros quadrados no Jardim Novo Mundo, onde será instalado o pátio e oficina do VLT.  Ele reafirma que o governo pagará em dinheiro as desapropriações, seguindo o processo administrativo e legal pertinente, evitando, assim, polêmicas.

Outra questão que Maranhão suscita é a velocidade do empreendimento. Ele afirma que não acredita em demora por conta do empreendedor. "A empresa tem o maior interesse em terminar a instalação do VLT o mais rápido possível. Pois ela terá que tirar de volta os recursos despendidos. Por isso o cronograma será apertado e não terá paralisação", aposta.

Vida urbana

O VLT é um empreendimento que vai mexer com a mobilidade urbana e a vida das pessoas.  Em qualquer cidade, a qualquer tempo, a modificação no sistema de transporte acaba por interferir radicalmente no modo de vida. Conforme Luiz Fernando de Souza, especialista em transporte público, o VLT não vai modificar apenas  a paisagem urbana.  Ele interfere na sensibilidade e forma de organização da região metropolitana. "Um meio de transporte mais eficiente, e é inegável que o VLT traz essa marca, torna a vida urbana mais ágil, mais tecnológica e  ainda mais agitada. Ele não resolve os problemas estruturais do transporte público. Mas ameniza na linha em que deve passar", diz.  

Queira ou não, o Eixo já faz parte do cotidiano das pessoas. O formato de VLT adotado pelo Governo de Goiás é o mais orgânico, na medida em que se acomoda ao modelo anterior - reformando um desenho de transporte já assimilado pelos moradores.

Ordem de serviço

Todas estas mudanças podem estar em funcionamento nos próximos dois a três anos. Conforme Maranhão, o contrato tem cláusulas - e elas devem ser cumpridas. "O contrato que será firmado tem cláusulas punitivas, de construção e alteração. E o prazo é esse: 24 meses a partir da ordem de serviço".

O governador Marconi Perillo tem realizado afirmações no sentido de que o governo goiano pode fazer novas interferências no sistema de transporte metropolitano, possibilitando a sua atualização para atender os processos de integração cada vez maiores entre os municípios.

O VLT, por exemplo,  de forma indireta, atenderá outros municípios, na medida em que possibilitará uma maior saída e chegada de pessoas que moram em cidades vizinhas, mas que trabalham em Goiânia.  Ou seja, o novo meio de transporte possibilitará o usuário um maior tempo fora do transporte, para usá-lo com a família e em sua cidade.

Aspectos técnicos da obra

Velocidade

Em zona de pedestres: 35km/h
Áreas comerciais: 20 km/h

Composições

30 composições com 2 carros. Os trens terão 60 metros de cumprimento e 2,65 de largura.
Capacidade por veículo considerada: 600 passageiros
Composições elétricas alimentadas por rede aérea em corrente contínua de 750V ou 1500V, retificada por cerca de 10 subestações.
Número de passageiros

240 mil passageiros
Intervalo entre trens:

3 minutos em horário de pico
Pontos de parada:

12 estações comuns e 5 terminais de integração
Distância entre as estações:

850 metros
Valor estimado

1,3 bilhões de reais

O que mudará em Goiânia

Trajeto

O trajeto será o mesmo do Eixo Anhanguera, mas ocorrerá uma série de adaptações, como a diminuição de cruzamentos da avenida, para evitar paradas e aumentar a velocidade.
Velocidade

O VLT percorrerá 13 quilômetros de extensão numa velocidade de 23,5 km por hora. A velocidade atual é de 16 km/h. O tempo de viagem diminuirá de 50 para 34 minutos, acelerando as experiências de vida dos moradores.
Estrutura

Serão construídas 12 estações e cinco terminais, que diminuirão os espaços de paralisação do veículo. O VLT com dois vagões poderá transportar até 600 pessoas. Uma área de 90 mil metros quadrados no Jardim Novo Mundo será utilizada para construir a oficina dos VLTs.
Adaptações

O trajeto do VLT poderá sofrer adaptações nas próximas décadas para receber o metrô, caso haja necessidade. Todavia, é preciso que ultrapasse a capacidade de transporte do VLT,  que é de 600 pessoas por VLT com dois vagões.

Fonte: DM