1 de janeiro de 2014

VLT de Brasília a Luziânia passará por estudos técnicos


Levantamento da viabilidade do projeto começa na próxima semana e vai durar 10 meses

Começa no próximo dia 6 de janeiro o estudo de viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai ligar Brasília (DF) a Luziânia. O projeto deve aproveitar uma linha usada por trem de carga que já existe na região.

O estudo é coordenado pela Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e será feito por duas empresas paulistas: Vetec Engenharia e Oficina Engenharia Consultores Associados. Serão analisadas a capacidade de passageiros, a necessidade de estações de embarque e desembarque, além da interligação dos modais rodoviário e ferroviário. “Só para se ter uma ideia, nós vamos interligar todo o transporte do Entorno com o de Brasília. Isso vai beneficiar milhares de pessoas carentes que dependem do transporte público”, explica Cléber Ávila, diretor-superintende da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Ao todo, a linha terá 74 quilômetros com oito estações. Os vagões devem sair de Luziânia, passando pelos municípios goianos de Valparaíso e Cidade Ocidental. No Distrito Federal, o trecho passa por Santa Maria, Park Way, Núcleo Bandeirante, Guará até a Rodoferroviária de Brasília. A capacidade de transporte será de 60 mil pessoas diariamente, atendendo uma população de meio milhão de habitantes.

A ideia do projeto é aproveitar uma linha férrea atualmente usada no transporte de cargas. Para a implantação do VLT deve ser aproveitado apenas o traçado da ferrovia. Hoje quem sai de Luziânia pela manhã gasta de 2 a 3 horas para chegar a Brasília. Com o trem, esse tempo cairia para 1 hora.

O prazo para a conclusão do estudo é de dez meses. Na segunda etapa será feita a modelagem da concessão para a exploração do serviço, que vai contar com a participação dos governos de Goiás e do Distrito Federal, Sudeco e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As obras ainda não têm prazo para serem iniciadas. “O que a gente tem que fazer agora é pensar bem como aplicar de forma equilibrada os recursos necessários para esse investimento”, afirma Cléber Ávila.

Fonte: Jornal O Popular