14 de janeiro de 2014

Pedestres insistem em travessia de risco


Em perímetros urbanos da BR-153 e 060, por exemplo, 133 pessoas perderam a vida nos últimos dez anos. PRF lembra que muitos acidentes ocorrem por imprudência do próprio pedestre ou do motorista.

Nos últimos dez anos centenas de pessoas perderam a vida enquanto se arriscavam na travessia de trechos urbanos da BR-153 e da BR-060. Estudo recente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra os lugares com maior incidência de atropelamentos e as principais causas. Uma delas, travessias arriscadas, sobretudo quando o pedestre prefere disputar espaço entre os carros, deixando de usar a passarela. Conforme dados da PRF, nesta década, no perímetro urbano da BR-153, que compreende Goiânia e Aparecida de Goiânia, ocorreram 358 atropelamentos, que resultaram em 361 feridos e 79 mortos.

Presente no estudo, o trecho da BR-060 entre a Capital e Guapó, registrou no mesmo período 185 casos de atropelamentos, com 171 feridos e 54 mortes. Sobre o número de pessoas que morrem em decorrência de atropelamentos, o inspetor Fabrício Rosa ressalta que essa estatística pode ser ainda maior. “Muito desses feridos morrem depois dos acidentes, quando estão em hospitais ou a caminho deles. Mas eles não entram nesses dados da PRF, pois as mortes contabilizadas são apenas as que ocorrem no local do acidente”, diz o policial.

Já em 2013, a PRF contabilizou nos perímetros urbanos das duas rodovias: 45 acidentes, 50 feridos e 9 mortes. E as causas desses acidentes? Essas também são diversas, segundo a assessoria do órgão. Para a PRF, os atropelamentos acontecem, em grande parte, por falta de atenção do próprio pedestre ou motorista, por desobediência à sinalização, embriaguez de condutores e velocidade incompatível com o local que se trafega. A velocidade acima do permitido, como apontada pela polícia, é motivo de diversos acidentes ocorridos próximos de faculdades, shoppings ou fábricas.

Neste contexto, existem três locais, todos na BR-153, que integram o ranking dos mais perigosos. São eles: km 503 (próximo da Unip), km 507 (nas proximidades do viaduto da Avenida São Paulo) e Km 510 (em frente à Mabel). Os locais são de grande movimentação de veículos e pessoas. “Muitos atropelamentos ocorrem debaixo das passarelas mesmo ou em lugares que são proibidos os pedestres passarem”, relata o agente.

O inspetor cita o atropelamento de um ciclista na BR-060, ocorrido na semana passada, como exemplo de imprudência do próprio. De acordo com ele, testemunhas informaram que o homem tentava passar por um alambrado com a bicicleta. Desviou de uma motocicleta, mas foi atropelado por um caminhão e morreu no local. A PRF pede a colaboração das pessoas para que usem as passarelas para atravessarem as rodovias ou que procurem trechos menos movimentados. “Orientamos também a pegarem um ônibus em alguns casos. É melhor perder alguns minutos do que arriscar a vida”, diz o agente.

Para ajudar na travessia dos pedestres, a assessoria da PRF informa que já estão sendo construídas 12 passarelas entre Anápolis e Aparecida de Goiânia, na BR-153. Destas, nove passarelas serão entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, uma em Teresópolis de Goiás, e duas em Anápolis.

Fonte: Jornal O Hoje